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Regionais : Vereador pede salões de beleza abertos: “Não tem marido que aguente”
Enviado por alexandre em 08/04/2020 22:18:31


A Câmara de Vereadores de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, discutiu na terça-feira (7) a possibilidade de reabertura do comércio da cidade em meio a pandemia de covid-19.

Para justificar seu ponto de que todos os serviços são essenciais, o vereador Wellington de Oliveira (PSDB) deu o exemplo dos salões de beleza, que deveriam ficar abertos para que as mulheres pudessem usar seus serviços. De outra maneira, “não tem marido nesse mundo que vai aguentar”, disse.

“Salão é importante. Imagina a mulher sem fazer sobrancelha, cabelo, unha, não tem marido nesse mundo que vai aguentar, tem que tratar da autoestima”, disse o vereador. Na sequência, afirmou ainda que igrejas deveriam abrir suas portas e, desta vez, usou a violência doméstica como argumento.

“Porque se a pessoa quisesse matar a mulher e os filhos, ele vai e bate na igreja, está fechada. Daí ele fala: ‘É um aviso de Deus para eu voltar lá e matar’. Então igreja é essencial, tem que criar mecanismos novos para que a igreja funcione”, afirmou durante sessão em plenário.

“Pedi desculpas a todos que se ofenderam”

Em conversa com Universa, Oliveira afirmou que foi mal interpretado. “A intenção era dizer que o marido não aguentaria a mulher reclamando por não ter salão aberto e não pelo fato da mulher estar ou não de sobrancelhas feitas”, explicou.

“No geral, para muitas mulheres é um serviço essencial ir ao salão. É mais que estético, é terapêutico, é um momento de valorização pessoal. Entretanto, diante do mal-entendido, pedi humildemente desculpas a todos que se ofenderam. Não era essa a minha intenção.”

Questionado sobre justificar a abertura das igrejas pois, caso contrário, homens vão agredir mulheres — não levando em consideração que a violência doméstica existe quando o homem se sente no direito de agredir a esposa e a tem como posse, e independe de frequentar igreja ou ter religião —, afirma que a fala foi tirada de contexto.

“O contexto era a forma como estamos enxergando o que é serviço essencial é o que não é. Minha defesa é que tudo em sociedade é serviço essencial”, respondeu.

Fala vira piada entre mulheres e gera nota de repúdio

Após a fala do vereador viralizar nas redes sociais, mulheres de Campo Grande começaram a postar fotos das unhas sem fazer e do cabelo desarrumado, como relata a advogada Rachel Magrini, presidente da unidade sul-mato-grossense da ABMCJ (Associação Brasileira de Mulheres em Carreira Jurídica).

Rachel redigiu, com outras colegas juristas e em nome da associação, uma nota de repúdio às declarações de Oliveira, consideradas machistas e preconceituosas.

“O que aparece nessas falas é a objetificação da mulher. Ela é tratada como se fosse objeto na visão que ele tem, de ter que ficar bonita para o marido se não ele não aguenta”, diz. “Ficamos revoltadas.”

Reitera que, mesmo com com a interpretação que o vereador agora traz, de que o marido não vai aguentar a mulher reclamar do salão fechado, continua sendo machismo e falta de percepção da realidade.

“Em um momento de isolamento no qual falamos sobre aumento de violência doméstica, reclamamos de abuso e agressão, da sobrecarga de trabalho, já que todas as funções da casa recaem sobre as mulheres”, rebate. “É uma barbaridade dizer que mulheres vão reclamar disso para justificar a reabertura do comércio, inclusive contrariando o próprio Ministério da Saúde.”

Rachel também questiona o argumento sobre reabrir as igrejas. “A igreja tem que funcionar porque, se não, será vai justificável o homem não encontrá-la aberta, voltar para casa e agredir a mulher? Ou então: é o pastor que tem que falar que ele não pode bater na esposa? Ele está transferindo uma responsabilidade que não é da igreja para justificar um ponto.”

Projetos para mulheres

Em sua defesa, Oliveira afirma ter apresentado mais de dez projetos de lei, desde 2017, para proteção de mulheres em que é autor ou coautor com outros vereadores. “Sou um dos defensores da causa feminina e não tenho e nunca tive intenção de ofender ninguém”, diz.

Rachel afirma que o vereador é, de fato, uma das pessoas mais atuantes na área. “Ele tem mesmo bons projetos na pauta referente a mulher. Aqui no Mato Grosso do Sul só temos duas vereadoras e nenhuma deputada, somente homens deputados. Quando trazemos pautas femininas, temos dificuldade em conversar”, afirma.

“Ainda assim, não há justificativa para os absurdos que ele disse. “Se a gente for aceitando esses comentários misóginos o tempo todo, vai se tornando normal.”

Regionais : Secretário de Saúde de Marcos Rocha persegue médico denuncia Simero
Enviado por alexandre em 08/04/2020 15:23:43

Governador Marcos Rocha (E) e o secretário estadual de Saúde médico Fernando Máximo (D)

O Sindicato Médico de Rondônia (SIMERO) enviou, ao Extra de Rondônia, nota de repúdio contra secretário estadual de saúde, Fernando Máximo, de perseguição contra um médico que teria apresentado trabalho científico do mesmo, com propostas concretas de estudo e observação para contribuir no contingenciamento do avanço do covid-19 no Estado.

Em função desta situação, o profissional de saúde, Vinicius Ortigosa Nogueira, que estava à frente da coordenação do serviço de emergências clínicas do Hospital João Paulo II, em Porto Velho, foi transferido para o Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron).

Para a entidade, o médico tem papel fundamental Hospital João Paulo II, sendo também responsável pela clínica cardiológica do referido nosocômio, sendo sua relotação, neste momento, ato contraindicado na visão técnica da comunidade médica do estado.

>>> LEIA, ABAIXO, A NOTA NA ÍNTEGRA

 

SIMERO

SINDICATO MÉDICO DE RONDÔNIA

Com sentimento de indignação, o Sindicato Médico de Rondônia (SIMERO), vem a público repudiar o Ato Administrativo da lavra do Secretário de Estado da Saúde, Fernando Máximo em RELOTAR o Médico, Dr. Vinicius Ortigosa Nogueira junto ao CEMETRON.

Cientes da discricionaridade do ato, neste momento toda comunidade médica contraindica tal medida, por aparentar possível retaliação ao renomado profissional, fato ocorrido após apresentação de relevante trabalho científico do mesmo, com propostas concretas de estudo e observação para contribuir no contingenciamento do avanço do COVID-19, em Rondônia.

Já é de conhecimento público que o Dr. Vinícius Ortigosa Nogueira, produziu relevante estudo quanto aos impactos das formas moderadas a Graves do Covid-19 nos leitos do Sistema Único de Saúde (SUS), apresentando pesquisas e estudos ao TCE-RO e ao CREMERO, a pedido das respectivas Instituições, contribuindo sobremaneira para entendimento da pandemia pelos atores envolvidos na crise, tudo com fins de subsidiar entendimento para possíveis decisões e aplicação de medidas de toda ordem.

O Médico Sindicalizado, Dr. Vinicius Ortigosa Nogueira, tem papel fundamental como coordenador do serviço de emergências clínicas do Hospital João Paulo II, sendo também responsável pela clínica cardiológica do referido nosocômio, sendo sua relotação, neste momento, ato contraindicado na visão técnica da comunidade médica do estado.

Apesar de estarmos no enfrentamento da Pandemia do COVID-19, já com possível transmissão comunitária, mesmo conscientes da discricionaridade do ato administrativo, seria de bom alvitre o referido Secretário emprestar ouvidos aos inúmeros aconselhamentos que lhe foram dirigidos pelas Instituições Médicas e Científicas, diante da real necessidade de continuidade da aplicação da medicina de emergência junto ao João Paulo II.

Aquela Unidade de Saúde do estado atende inúmeros pacientes diuturnamente, alcançando parcela significativa da sociedade de Rondônia, unidade que permanecerá durante toda crise do Covid-19, sendo a porta de entrada para pacientes cardiopatas, diabéticos, renais crônicos, acidentados, esfaqueados, pacientes que necessitam de pronta intervenção de medicina de emergência.

Sabemos que, apesar da pandemia já instalada no país, a sociedade será acometida por outras morbidades, não existindo possibilidades da suspensão do eficiente trabalho realizado pelas diversas equipes da saúde no estado, para tratar apenas casos de Covid-19.

Portanto, RELOTAR o médico Dr. Vinicius, da Coordenação do Serviço de Emergências Clínicas do Hospital João Paulo II e especialista titulado com vasta experiencia na clínica médica de urgência, profissional essencial à rotina do Hospital João Paulo II, que vem desenvolvendo à frente daquele nosocômio, trabalho técnico, incansável e primoroso, sob argumento da necessidade de tê-lo no CEMETRON, nos parece ato eivado de pessoalidade, conclusão que passamos compreender melhor nos últimos dias, principalmente após ajuizamento de Ação Civil Pública por parte do Ministério Público de Rondônia, emergindo e sugerindo flagrante letargia e ausência da SESAU em apresentar atos razoáveis e ações eficazes de gestão para enfrentamento do Covid-19.

Assim, REPUDIAMOS o referido ato, solicitando que o Senhor Secretário de Estado da Saúde de Rondônia, Fernando Máximo, RECONSIDERE a decisão, mantendo o Dr. Vinícius Ortigosa Nogueira à frente da coordenação do serviço de emergências clínicas do Hospital João Paulo II, por ser medida mais acertada.

A Diretoria

Regionais : TJ mantém condenação e governador decreta perda do cargo de agente penitenciária acusada de facilitar entrada de celular na cadeia em Cerejeiras
Enviado por alexandre em 08/04/2020 15:19:38

Decisão foi publicada no Diário Oficial de 30 de março; agente receberia 1 vaca e 1 garrote

Conforme acusação, gente receberia 1 vaca e 1 garrote / Foto: ilustrativa

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, decretou a perda do cargo de agente penitenciário a C., acusada de facilitar a entrada de celular na cadeia pública no município de Cerejeiras.

A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado na edição do dia 30 de março deste ano. O decreto também é assinado por Silvio Silva, superintendente estadual de gestão de pessoas de Rondônia.

A perda do cargo é consequência da sentença judicial que condenou C.K a 5 anos e 4 meses de reclusão.

Em agosto de 2019, o Tribunal de Justiça manteve a decisão de primeira instância (leia AQUI).

O CASO

De acordo com a acusação, o aparelho teve por facilidade a comunicação entre um detento e sua esposa.

Diálogo entre ambos, gravado com autorização judicial, compromete a agente penitenciária.

Segundo a acusação, a agente receberia 1 vaca e 1 garrote.

Conforte os autos, a agente orientou a detenta de que o aparelho seria entregue durante o banho de sol em 29 de dezembro de 2016, dia do seu plantão.

Mais uma vez, o Extra de Rondônia deixa espaço à disposição da agora ex-agente ou do seu advogado para eventuais esclarecimentos do caso.

 

 

Regionais : Vereador J. Rabelo indica que alimentos da merenda escolar sejam destinados às famílias dos alunos
Enviado por alexandre em 08/04/2020 15:16:44

Em sua reivindicação, o parlamentar cobra que a destinação dure enquanto as aulas estiverem suspensas.




O presidente da Câmara Municipal de Ouro Preto do Oeste, o vereador J. Rabelo, reivindicou junto ao prefeito Vagno Panisoly que sejam destinados os alimentos da merenda escolar para as famílias de alunos da rede municipal de ensino que estão com as aulas suspensas devido à situação de calamidade pública.

Segundo J. Rabelo, sua indicação se faz necessário uma vez que não está havendo aulas, e que, infelizmente, a merenda escolar é a principal refeição do dia para muitos estudantes.

“Peço que o prefeito analise com muito carinho esta indicação e assegure às nossas crianças da rede municipal de ensino essas refeições também neste período de suspensão das aulas”, enfatizou o presidente da Câmara.


Ouro Preto: Câmara repassa 147 mil à SEMSAU para adquirir álcool em gel e equipamentos de proteção individual

Os materiais serão utilizados pelos profissionais da saúde e demais áreas que atuam no combate à pandemia do coronavírus (Covid-19)




A Câmara Municipal da Estância Turística de Ouro Preto do Oeste repassou à Secretaria Municipal de Saúde (SEMSAU) a quantia de R$ 147.000,00 para aquisição de material de consumo e equipamentos de proteção individual que serão utilizados na contenção da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). A destinação da verba foi concretizada nesta segunda-feira (06), após os vereadores terem aprovado o Projeto de Lei n° 2.551.

De acordo com presidente da Câmara, o vereador J. Rabelo (PTB), a medida, que foi unânime entre os parlamentares, visa à prevenção, cuidados e assepsia dos servidores da Saúde e demais profissionais que estão direta ou indiretamente trabalhando na prevenção e combate à Covid-19 no município. O vereador acrescentou que, com o recurso, a SEMSAU irá adquirir álcool liquido e em gel a 70%, além de equipamentos de segurança, no caso, aventais descartáveis.

O responsável pela Secretaria de Saúde, o assessor especial Cristiano Ramos, agradeceu a toda a Câmara de Vereadores pela destinação dos R$ 147 mil. E, em nome do presidente J. Rabelo, destacou que será de grande importância essa parceria entre o Poder Executivo e Legislativo, principalmente neste momento de luta contra a Covid-19.

Cristiano finalizou desejando que o gesto do repasse sirva de exemplo, pois, segundo o mesmo, não irá comprometer o orçamento da SEMSAU.

GAZETA CENTRAL


Regionais : Bancos não poderão debitar auxílio de R$ 600 se beneficiário tiver dívida
Enviado por alexandre em 08/04/2020 14:56:54


O ministro Onyx Lorenzoni (Cidadania) afirmou nesta terça-feira (7) que o auxílio emergencial de R$ 600, destinado para amenizar impactos econômicos do novo coronavírus sobre informais, não poderá sofrer débitos pelas instituições financeiras.Esses recursos não serão, por exemplo, consumidos pelo cheque especial do beneficiário, caso haja uma dívida em aberto.
Segundo Onyx, o dinheiro ficará "protegido", fruto de um acordo do governo com a Febraban (Federação Brasileira de Bancos).
"Se existirem débitos anteriores na conta, esse dinheiro [o auxílio] fica protegido, não paga contas antigas. Ou seja, se tem lá um débito de R$ 100 no cheque especial no banco X, os R$ 600 entram [e] não podem ser debitados porque é um auxílio emergencial para a sustentação das pessoas", disse Onyx, em entrevista coletiva do Palácio do Planalto.
"Não vai haver nenhum débito neste recurso que terá origem na Caixa para o sistema financeiro brasileiro", complementou.
De acordo com a Caixa, uma mensagem de alerta sobre a possibilidade de débito foi colocado na primeira versão do site que foi ao ar nesta terça-feira para o cadastramento de beneficiários. O banco ressaltou que, após acordo firmado com os bancos, essas cobranças não poderão ser feitas e os alertas do site e do aplicativo serão excluídos.
A intenção do auxílio é amenizar o impacto da crise do coronavírus sobre a situação financeira dos trabalhadores que estão na informalidade, considerados mais vulneráveis aos efeitos econômicos da pandemia.
O governo disponibilizou ferramentas digitais para que possíveis beneficiários do auxílio emergencial se cadastrem e peçam os benefícios. Os pagamentos devem começar a ser feitos na quinta (9).
A Caixa lançou um site para que pessoas que se enquadram no benefício solicitem o auxílio (https://auxilio.caixa.gov.br/).
Um aplicativo de celular também está disponível para download para celulares Apple e para aparelhos com Android.O benefício, pago por três meses, será de R$ 600 a trabalhadores informais e de R$ 1.200 para mães responsáveis pelo sustento da família.
O cadastramento deve ser feito por pessoas elegíveis que não fazem parte do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).
Pessoas já inscritas nos sistemas do governo não precisarão fazer esse processo. Devem usar esse mecanismo apenas microempreendedores individuais, contribuintes individuais do INSS e informais que não fazem parte de nenhum programa federal.
Os repasses a beneficiários do programa Bolsa Família seguirão o calendário usual do programa. Para todos os outros, o governo apresentou a expectativa de datas para os pagamentos.
Até quinta-feira, deve estar liberada a primeira parcela do benefício. A segunda parcela está prevista para 27, 28, 29 e 30 de abril.
Será levada em conta a data de aniversário do beneficiário. Quem nasceu em janeiro, fevereiro e março, por exemplo, recebe no primeiro dia, dia 27. Essa ordem será seguida até a conclusão dos pagamentos.
A terceira e última parcela será quitada até o fim de maio, com pagamentos a partir do dia 26.
De acordo com o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, o programa vai incluir 30 milhões de brasileiros em contas digitais gratuitas, com possibilidade de fazer pagamentos e transferências sem custo.
A equipe econômica estima que o programa de socorro custará R$ 98 bilhões aos cofres públicos. Uma medida provisória para liberar esses recursos e garantir os pagamentos foi editada na última semana.
Têm direito ao benefício cidadãos maiores de 18 anos que não têm emprego formal; não recebem benefício previdenciário ou assistencial, seguro-desemprego ou de programa de transferência de renda federal, exceto o Bolsa Família; têm renda mensal per capita de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar mensal total de até três salários mínimos (R$ 3.135); não tenham recebido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2018.
O auxílio também vale para quem exerce atividade de microempreendedor individual (MEI), contribuinte individual do Regime Geral de Previdência Social e para o trabalhador informal, de qualquer natureza, inscrito no Cadastro Único ou que cumpra o requisito de renda até 20 de março de 2020.
O recebimento do benefício está limitado a dois membros da mesma família. O auxílio substituirá o benefício do Bolsa Família nas situações em que for mais vantajoso.
Inicialmente, a equipe econômica queria conceder R$ 200 mensais aos informais. Pouco depois, admitiu elevar o valor a R$ 300.
Pressionado por parlamentares, o presidente Jair Bolsonaro decidiu anunciar o aumento do valor para R$ 600 com o objetivo de tentar esvaziar o discurso da oposição no Congresso e retomar protagonismo sobre a medida.
Fonte: Folhapress


Trump acusa OMS de não ter reagido ao coronavírus e ameaça cortar fundos

 Foto: Reprodução/ Instagram realdonaldtrump
Após ele mesmo ter demorado a adotar medidas para conter a pandemia de coronavírus, o presidente dos EUA, Donald Trump, acusou a OMS (Organização Mundial da Saúde) de não ter tomado as providências necessárias e ameaçou cortar os fundos da entidade, segundo o New York Times.
"Vamos fazer uma retenção no dinheiro gasto na OMS, vamos fazer uma retenção poderosa e vamos ver", disse o presidente, de acordo com o jornal americano. "Eles erraram. Eles erraram. Eles realmente erraram."
O orçamento de US$ 5 bilhões (R$ 26,1 bilhões) da OMS é formado por financiamentos de diversos países. Em 2017, o último ano com dados disponíveis, os EUA investiram US$ 111 milhões (R$ 580,3 milhões), de acordo com as regras da organização, mas contribuíram com US$ 401 milhões (R$ 2,1 bilhões) adicionais, de forma voluntária.
"Não fechem suas fronteiras para China, não façam isso", disse Trump, parafraseando a organização ao mesmo tempo em que acusava de não terem visto o surto quando começou em Wuhan, na China, publicou o jornal americano. "Eles não viram, como não se vê isso? Eles não viram. Eles não relataram. Se viram, eles devem ter visto, mas não relataram."
No Twitter, Trump também atacou a entidade ligada à ONU. "Eles realmente estragaram tudo. Por alguma razão, amplamente financiada pelos EUA, mas ainda assim muito centrada na China. Vamos dar uma boa olhada. Felizmente, rejeitei o conselho de manter nossas fronteiras abertas para a China, no início. Por que nos deram uma recomendação tão deficiente?"
A OMS, no entanto, publicou seguidamente declarações sobre a emergência de coronavírus na China e seu movimento ao redor do mundo. Ainda no início da crise, a organização considerou que havia uma emergência de saúde pública de proporções internacionais.
Já nos EUA, o primeiro caso confirmado de Covid-19 foi em 21 de janeiro, mas Trump declarou estado de emergência nacional 52 dias depois, em 13 de março, e minimizou a crise em diferentes ocasiões. De acordo com especialistas em saúde pública ouvidos pelo New York Times, essa atitude do presidente retardou a resposta do país, com testes lentos e falha no estoque de equipamentos de proteção.
Fonte: Folhapress

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