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Regionais : Brasileira morta na Ucrânia era modelo e atiradora de elite
Enviado por alexandre em 05/07/2022 00:20:00

Thalita do Valle foi atingida por bombardeio na cidade de Kharkiv

"Ela dizia que as atividades por celular estavam sendo monitoradas por drones russos". Thalita do Valle estava na Ucrânia há apenas 3 semanas e era modelo, socorrista e estudante de direito, enquanto o gaúcho Douglas Búrigo era ex-militar do exército brasileiro

Thalita do Valle
Thalita do Valle

Mais dois brasileiros morreram em combate na Ucrânia no último sábado, 2 de julho. Thalita do Valle (39) e Douglas Búrigo (40) foram atingidos por um bombardeio russo na cidade de Kharviv. As informações foram confirmadas pelos familiares das vítimas. Além deles, o brasileiro André Hack Bahi morreu ao ser atingido em um confronto em Sieverodonets em 5 de junho.

Thalita era atriz, modelo, estudante de Direito, ativista de causas animais e socorrista. Segundo relatos de combatentes, o bombardeio russo atingiu o bunker da Legião Internacional. Douglas conseguiu fugir do local após o primeiro míssil, mas ao se dar conta de que Thalita havia ficado para trás, voltou para tentar ajudar a modelo. Quando retornou, uma outra bomba atingiu o bunker e matou os dois.

Thalita já tinha experiência em conflitos anteriores. Socorrista e com cursos de tiro no Brasil, participou de uma missão contra o Estado Islâmico no Iraque, Curdistão iraquiano e Curdistão Sírio há três anos, conforme registros em seu canal no YouTube. A experiência estava sendo registrada em livro redigido por Thalita em parceria com um escritor, diz a família.

Segundo o irmão Théo Rodrigo, a especialidade de Thalita era atuar como socorrista. “A função primária é fazer o resgate. Mas também tem a função de fazer a proteção, dando cobertura para quem está avançando, como atiradora de precisão”.

Embora saiba que a irmã precisava usar armas no conflito, Théo a define como uma “progressista genuína defensora da paz”. “Ela pegava em armas apenas porque era um contexto de guerra”, explica.

Théo diz ter falado com a irmã pouco antes da viagem para a Ucrânia. “Ela falou que estava indo para a Polônia [na divisa com o território ucraniano] para fazer a função de socorrista, ajudando as pessoas a saírem do país em guerra. Mas logo já foi para a área de conflito”, conta.

Após informar à família que estava na capital Kiev, a região foi alvo de bombardeios. Thalita só voltou a falar com os parentes 48 horas depois dos ataques.

“Quando a gente conversava por telefone, eu queria saber tudo. Mas ela dizia que não podia falar muito, porque as atividades por celular estavam sendo monitoradas por drones russos. Ela ligava só para avisar que estava bem”, explica Théo.

O último contato, lembra ele, ocorreu na tarde de 27 de junho, há uma semana, quando Thalita tinha acabado de se deslocar para a cidade de Kharviv, onde ocorreu o bombardeio que a matou.

Douglas Búrigo

Natural de Uruguaiana (RS), Douglas foi militar do Exército brasileiro. Nos últimos anos, passou a morar com os pais na cidade de São José dos Ausentes, também no Rio Grande do Sul, onde era dono de uma borracharia.

Ele deixou o Brasil ao embarcar em um voo no aeroporto internacional de Guarulhos (SP) em 24 de maio. No dia seguinte, pisou pela primeira vez no país invadido. O combatente brasileiro tinha uma filha de 15 anos.

Cunhado de Douglas, o empresário Carlos dos Reis diz que a família tentou convencê-lo a não se alistar junto às tropas ucranianas. “Mas não adiantou. A ideia dele era ir à Ucrânia para ajudar na reconstrução do país”, relata.

“O comandante do pelotão nos informou que a tropa conseguiu escapar depois do primeiro bombardeio. Mas o Douglas voltou para buscar a companheira de farda, que ficou para trás. Foi quando os mísseis atingiram em cheio o alojamento. Explodiu tudo”, lamentou Carlos dos Reis.

Thalita e Douglas
Thalita e Douglas

Aos 39 anos de idade, a brasileira Thalita do Valle morreu no último sábado (2), durante bombardeio na cidade de Kharkiv. Natural de Ribeirão Preto, São Paulo, ela estava defendendo o território ucraniano como atiradora de elite. Além de sniper, Thalita também era modelo, atriz, socorrista, estudante de Direito e ativista pelas causas dos animais.

Segundo informações do portal UOL, Thalita estava em Kharkiv quando uma série de ataques com morteiros e disparos de drone com munição incendiária tiveram início sobre a cidade. De acordo com o tenente Sandro Carvalho da Silva, brasileiro que comanda o pelotão em que Thalita atuava na Ucrânia, os militares deixaram o bunker às pressas, mas a atiradora permaneceu no local.

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– Em um desses intervalos [dos ataques em série], saímos do bunker e corremos. Mas, por causa do fogo, a Thalita não saiu. O Douglas voltou para ajudar e não conseguiu sair mais – contou ele.

O ex-militar do Exército brasileiro, Douglas Búrigo, de 40 anos, também morreu ao tentar salvar Thalita. Ele viajou para a Ucrânia em maio deste ano com o objetivo de realizar serviço humanitário no país que está em guerra contra a Rússia.

Essa não foi a primeira guerra em que Thalita trabalhou. Ela já havia participado de uma missão contra o Estado Islâmico no Iraque, Curdistão iraquiano e Curdistão Sírio há três anos. A brasileira era socorrista e tinha cursos de tiro feitos no Brasil. Ela também passou por treinamento para se tornar atiradora de elite, especializada em disparos de precisão com armas longas, a fim de integrar os combatentes do exército curdo.

– Thalita era do exército feminino e integrava uma linha de frente com atiradoras de elite. Era uma heroína, e a vocação dela era salvar vidas, correndo atrás de missões humanitárias. A função primária é fazer o resgate. Mas também tem a função de fazer a proteção, dando cobertura para quem está avançando, como atiradora de precisão – explicou o irmão de Thalita, Théo Rodrigo Vieira.

A brasileira estava na Ucrânia há três semanas. Sua família conta que ela foi inicialmente para a Polônia para atuar como socorrista, mas foi logo enviada para a área de conflito. O último contato por telefone entre eles ocorreu na tarde de 27 de junho.

Thalita também trabalhou em peças teatrais durante sua infância, foi modelo fotográfica durante a juventude, e integrava uma ONG em defesa dos direitos dos animais, com ênfase nos pit bulls. Como socorrista, ela atuou em tragédias como o rompimento das barragens de Brumadinho e em Mariana, ambas em Minas Gerais. A brasileira também estudava Direito e participava da comissão dos Direitos dos Imigrantes e Refugiados da OAB-SP, segundo seu LinkedIn.

Regionais : Falta planejamento e boa gestão em Rondônia, diz Marcos Rogério
Enviado por alexandre em 05/07/2022 00:17:15

Marcos Rogério voltou a afirmar que defende uma nova modelagem para a saúde pública, passando por uma repactuação que contemple a regionalização do atendimento, levando a saúde para mais perto da população

Assessoria/Parlamentar Falta planejamento e boa gestão em Rondônia, diz Marcos Rogério

Pré-candidato a governador, o senador Marcos Rogério (PL-RO) concluiu mais uma jornada de visitas aos Municípios no último final de semana. Em cidades como Cacaulândia, Buritis, Ariquemes e Cacoal, Marcos Rogério destacou o paradoxo que Rondônia tem vivido: abundância de recursos no caixa do governo e falta de planejamento e boa gestão.

“Geralmente a crise no serviço público decorre da falta de recursos. Em Rondônia não é esta a realidade. O setor produtivo, as empresas e a população em geral têm suportado alta carga tributária, como a elevada alíquota do ICMS sobre os combustíveis e a energia elétrica, aumentando a arrecadação. Além disso, o governo federal destinou recursos para ajudar nas despesas de custeio da máquina e pagamento de pessoal. Sobrou dinheiro, mas faltou planejamento e uma boa gestão” disse o senador.

A destinação de cerca de R$ 1,5 bilhão de reais para os Municípios é apontada pelo senador como prova da falta de planejamento. “O governo do Estado não foi competente para aplicar os recursos que tinha em caixa. Áreas vitais de responsabilidade do governo estadual estão precárias, como a saúde e as rodovias. Não cuidou de sua obrigação para fazer acenos políticos às vésperas das eleições”, assinalou.

Marcos Rogério voltou a afirmar que defende uma nova modelagem para a saúde pública, passando por uma repactuação que contemple a regionalização do atendimento, levando a saúde para mais perto da população. “Precisamos de uma articulação política, administrativa e financeira entre União, Estados e Municípios, para a implantação de um modelo de saúde que torne mais efetiva e clara a participação de cada ente. Isso vai reduzir as filas, reduzir o tráfego de ambulâncias e a judicialização”, explica.

Quanto ao setor viário, Marcos Rogério também apontou a necessidade de articulação entre União, Estado e Municípios. “Existem gargalos em algumas regiões que vão demandar um planejamento estratégico conjunto”, disse. “O importante é garantir trafegabilidade, fluidez e mais segurança nas estradas. Esperamos que a partir de janeiro de 2023 Rondônia volte a ver asfalto novo nas rodovias estaduais e a execução de um grande plano de integração regional”, afirmou.

Regionais : Vereador Jeferson Silva participa do Seminário Imersão na Eleição em Brasília -DF
Enviado por alexandre em 05/07/2022 00:04:09

O MDB reuniu lideranças políticas, assessores, e os pré-candidatos que irão concorrer ao cargo de deputado estadual e federal

Assessoria
Publicada em 04 de julho de 2022 às 09:35
MDB capacita pré-candidatos em curso nacional realizado em Brasília

Brasília foi palco neste último fim de semana, de um seminário de capacitação oferecido pelo diretório estadual do MDB-RO, voltado para os pré-candidatos que irão disputar o pleito eleitoral em 2022.

O seminário Imersão na Eleição teve como objetivo capacitar os futuros candidatos a fazer um diagnóstico estratégico da pré-campanha, passando pelas fases de planejamento estratégico e planejamento nas mídias digital, orientação em plano tático e trazendo soluções para possíveis problemas que todo candidato enfrenta.

O evento aconteceu no auditório na sede do MDB Nacional, nos dias 01, 02 e 03 de julho, e teve como palestrantes o consultor e estrategista político, especialista em Marketing Fred Perillo, a advogada especialista em gestão pública Michele Pillon, e a publicitária especialista em engajamento eleitoral Nani Blanco.

O MDB reuniu lideranças políticas, assessores, e os pré-candidatos que irão concorrer ao cargo de deputado estadual e federal. 

Quatro pré-candidatos a deputado federal participaram, dois deles do Vale do Jamari que é Tizil Jidalias, e o delegado Dr. Thiago Flores, o professor Uberlando Tubertino que se afastou da reitoria do IFRO para disputar as eleições e o jovem Rafael Maziero representando a região do Cone Sul de Rondônia.

Para pré-candidato a deputado estadual participou o vereador Adriano de Buritis, a ex-prefeita de Cacoal Glaucione, o vereador Jeferson de Ouro Preto, o vereador Dr. Luis do Hospital de Jaru.

Segundo George Braga tesoureiro do partido eventos dessa natureza engrandecem a sigla. Braga destacou o compromisso e os investimentos que o MDB de Rondônia tem feito para capacitar os candidatos a buscarem o resultado positivo durante a campanha.

O presidente do partido deputado federal Lucio Mosquini parabenizou a todos participantes e disse que o MDB é um partido grande e tem visão, “nós precisamos capacitar nossos pré-candidatos para que eles não percam tempo e nem energia com erros corriqueiros, queremos eleger o maior número possível de candidatos e isso acontece quando erramos menos.

Na programação dos eventos, estiveram assuntos como: Caminhos da vitória, a campanha agora é digital, como melhorar sua militância e transformar eleitores em voluntários, como engajar eleitores, torne sua liderança em uma marca, como fazer um vídeo para redes sociais.

Regionais : Sargento da PM é preso após confessar ter matado mulher e jogado corpo no rio Madeira
Enviado por alexandre em 04/07/2022 23:44:55


Sargento da PM é preso após confessar ter matado mulher e jogado corpo no rio Madeira

O sargento da Polícia Militar, Gilmar de Souza Castro, foi preso na tarde desta segunda-feira (4), após confessar ter matado a tiro a própria esposa, Lindalva Galdino Araújo, 52 anos. O caso aconteceu neste domingo (3) e o militar alega que foi um acidente.

Os restos mortais da vítima foram encontrados por uma equipe do Corpo de Bombeiros no rio Madeira. O corpo foi jogado pelo próprio sargento, “em um ato de desespero”, segundo relatou aos policiais que compareceram na residência do casal, após serem acionados pelas filhas da vítima.

Quando os policiais chegaram na casa, Gilmar disse que sua esposa teria desaparecido. Durante as diligências, conforme apuração preliminar, vizinhos teriam informado aos militares que ouviram um disparo de arma de fogo, vindo da residência do casal.

Sem saída, o sargento acabou confessando que teria atirado na esposa, mas que teria sido um acidente. Ele disse ainda, que jogou o corpo da esposa no rio em um ato de desespero, segundo o comandante do 1ª Batalhão de Polícia Militar.

Ainda conforme o comandante, no dia crime, Gilmar estava ingerindo bebida alcoólica. Ele afirmou ainda, que tudo será investigado com cautela.

Gilmar chegou recentemente em Porto Velho, e era casado com Lindalva há 12 anos.





Regionais : Dormir bem ajuda a 'limpar' o cérebro e previne contra doenças
Enviado por alexandre em 04/07/2022 23:42:58

Ao contrário do que se pensa, o sono é um processo ativo, não passivo. Como se uma parte de nós fosse diurna e a outra, noturna, há funções que só ativamos de dia e outras, somente à noite. É no período noturno, por exemplo, que o fígado processa o colesterol, o cérebro trabalha pontos específicos e alguns hormônios são sintetizados.

 

Essas são descobertas dos últimos 50 anos, que foram possíveis a partir do uso do eletroencefalograma, exame usado para avaliar a atividade elétrica do cérebro. Antes disso, só se conhecia a medicina do dia. Estudar o sono traz questionamentos biológicos e filosóficos e cada vez mais áreas médicas procuram entender a interferência dele na saúde.

 

Não é por acaso que o tema se fez tão presente no Brain Congress 2022, realizado em Gramado (RS), no início do mês, e que contou com a presença da Revista. Einstein Francisco de Camargos, médico do idoso do Hospital Universitário de Brasília (HUB), apresentou o sistema glinfático, sobre o qual se tomou conhecimento nos últimos 10 anos. Esse sistema é responsável por "limpar" o cérebro e é acionado justamente no sono profundo. Funciona como uma rede perivascular (que fica ao redor dos vasos) que drena toxinas e resíduos metabólicos do sistema nervoso central.

  

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Estudos sugeriram que há maior taxa de purificação da beta-amiloide, proteína encontrada em pessoas com doença de Alzheimer, quando o sistema glinfático está em pleno funcionamento, ou seja, quando se dorme. "Essa descoberta ainda vai mudar muito os paradigmas das doenças cerebrais. É provável que o sono guarde algumas respostas", afirma Einstein.

 

Da mesma forma, dormir bem protege de distúrbios do sono. Segundo o médico, uma pessoa que altera o padrão natural de vigília durante o dia e sono à noite, dormindo menos de quatro horas e sentindo-se exausto com frequência, tem grandes chances de virar um insone crônico. "Sem citar a tendência a desenvolver depressão e ter um acidente vascular cerebral (AVC), devido a fatores estressores", aponta.

 

Nos animais circadianos — nome dado aos seres cujo organismo é regulado pelo dia e pela noite —, o sono tem três estágios. É o caso dos seres humanos. As fases podem ser divididas em vigília (indivíduo acordado), sono NREM (vai da sonolência ao sono profundo) e sono REM (fase mais profunda). Essa última é marcada por sonhos vívidos, movimentos musculares e atividade cerebral intensa. Tanto é que REM é a sigla para Rapid Eye Movement, que significa "movimento rápido dos olhos".

 

Na comunidade médica, ainda muito se busca entender sobre o sono, como vimos. Entre conflitos e convergências, os especialistas concordam que o ideal é não dormir de menos nem dormir demais, sendo a janela ideal de seis e 10 horas diárias. O que se sabe é que o sistema glinfático pode ter sua atividade reduzida também quando se extrapola esse tempo. Em relação aos dormidores curtos, que dormem cinco horas ou menos sem prejuízo aparente, ainda há dúvidas se eles teriam mais riscos de doenças cardiovasculares, como AVC.

 

Einstein chama a atenção para o medo social do uso de medicação: "Hoje, o que se defende é que você precisa dormir, mesmo que seja com medicação. O problema é que muitos pacientes buscam no remédio uma solução rápida, quando 70% a 80% dos casos poderiam ser resolvidos com higiene do sono", explica. A mudança de comportamento deve ser o primeiro caminho para tratar transtornos de sono. "Se não, vira um ciclo. Você toma medicamento à noite para dormir e, depois, toma de dia para ficar acordado e sentir-se produtivo", completa.

 

COCHILAR FAZ BEM? 

 

Não se conseguiu provar que a siesta — como ficou conhecida, na Europa, a tradição de dormir após o almoço — faça mal. Quem já é adepto do hábito pode mantê-lo. No entanto, quem não tem o costume e já apresenta alguma dificuldade para dormir à noite não é bom que comece. Além disso, alguns horários devem ser evitados para não interferir no sono principal. Não é uma boa ideia tirar a soneca pela manhã e, principalmente, no final da tarde, pois adianta o pico de melatonina (hormônio do sono).

 

Vale dizer que compensar uma privação, dormindo poucas horas algumas vezes no dia ou tirar um dia inteiro para regular o sono, não faz sentido. Segundo o médico, eventualmente, não há problema. Mas a indicação geral é que isso não é sustentável.

 

ROTINA DE SONO DEVE SER ENSINADA NA INFÂNCIA

 

E é preciso ensinar as crianças a ter regularidade. Os fins de semana até podem ser uma exceção, desde que, no dia a dia, ela saiba diminuir os estímulos perto da hora de dormir e vá para a cama cedo. "A qualidade de sono impacta a criança para sempre, porque essa é a fase de maior desenvolvimento da vida, organização, fortalecimento da imunidade e construção do próprio corpo", instrui a médica Ana Bárbara Jannuzzi, pós-graduada em pediatria.

 

Os avanços nos estudos sobre sono vêm estimulando mudanças na sociedade. Um dos grupos que mais sofre são os trabalhadores de turnos não convencionais, que precisam passar muitas horas seguidas ativos ou vão madrugada adentro em alguma função.

 

Nesse mesmo sentido, sabendo que a inércia não ajuda no aprendizado, algumas escolas vêm repensando o horário de entrada de pré-adolescentes e adolescentes para meia hora mais tarde, como parte de uma medida pedagógica. Isso se justificaria, primeiro, porque nessa faixa etária a melatonina começa a ser produzida mais tarde e, consequentemente, o jovem passa a sentir sono mais tarde. Um outro motivo é que o uso de telas, cada vez mais cedo na vida, também joga o sono para frente.

 

"Estamos falando do tempo de tela, mas há também a questão do conteúdo. O que essa criança está assistindo? Aí, no dia seguinte, é difícil acordar às seis da manhã", lembra Ana Bárbara. A privação crônica, ou seja, que persiste, torna a pessoa mais propensa à agressividade e à dificuldade de concentração. A insônia, inclusive, acaba sendo um caminho natural. Esses hábitos desajustados se materializam em parassonias, como a síndrome das pernas inquietas, terror noturno e sonambulismo — esse último comum dos quatro aos sete anos —, além de pesadelos frequentes.

 

 

Por isso, a especialista reforça alguns pilares quando se fala do sono dos pequenos. É necessário ter uma boa rotina ao longo do dia, com atividades interessantes, brincadeiras, boa alimentação e exercícios. E os pais devem se atentar. O hábito deles com as telas espelham o comportamento dos filhos dentro de casa. "De repente, nota-se que a criança não se exercita como deveria ou tem muito medo à noite. Mas, assim como os pais, vai até a madrugada com o celular em mãos, o que mostra como eles refletem os exemplos que têm", reforça. 

 

Fonte: Correio Braziliense

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