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Mais Notícias : Não sou laranja, diz ex-assessor de Flávio Bolsonaro
Enviado por alexandre em 27/12/2018 10:20:00

Não sou laranja, diz ex-assessor de Flávio Bolsonaro
Depois de faltar a quatro convocações do Ministério Público para depor sobre as movimentações suspeitas em sua conta corrente constatadas em um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o motorista Fabrício Queiroz, ex-chefe de segurança de Flávio Bolsonaro, reapareceu nesta quarta-feira em uma entrevista concedida ao SBT. Ele relata que problemas de saúde, incluindo o diagnóstico de um câncer maligno no intestino, o teriam impedido de comparecer à sede do MP no Rio de Janeiro para esclarecer os fatos.

Ao longo de 22 minutos de entrevista, Queiroz afirmou ser inocente com frases curtas e incisivas: “Eu não sou laranja”, “Eu não sou bandido”, “A conta é minha”, “Não estou fugindo”. Porém, ele se reservou ao direito de detalhar os depósitos atípicos, sobretudo o de 24.000 reais realizado na conta da futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro, apenas quando for depor ao Ministério Público. “Esse mérito de dinheiro eu quero explicar ao MP”, disse, alegando que a quantia em questão se tratou de um empréstimo de Jair Bolsonaro. Novamente sem entrar em detalhes, ele justificou a alta movimentação na conta com um empreendimento paralelo de compra e venda de automóveis. “Sou um cara de negócios. Eu faço dinheiro, compro carro, revendo carro… Sempre fui assim, gosto muito de comprar carro de seguradora. Na minha época, lá atrás, comprava um carrinho, mandava arrumar e revendia. Tenho uma segurança”.

De acordo com o relatório do Coaf, foram identificados saques e depósitos bancários feitos na conta do motorista que superavam 1,2 milhão de reais no período de um ano, entre 2016 e 2017. Os valores seriam incompatíveis com seu rendimento mensal, que girava em torno de 23.000 reais – 10.000 como assessor parlamentar de Flávio Bolsonaro na Alerj e outros 13.000 de aposentadoria da PM. Na entrevista ao SBT, Queiroz isentou seu antigo chefe e a família Bolsonaro das suspeitas levantadas pelo Coaf. “Flávio Bolsonaro é um homem honesto, íntegro e um excelente pai de família”, afirmou antes de fazer um apelo à imprensa para que não atrele o caso aos familiares do presidente eleito. “Quero pedir desculpas à família Bolsonaro e a primeira-dama por envolver o nome deles nisso. Eu sou o problema, não eles”.

Queiroz ainda se referiu a vários problemas de saúde para justificar seu sumiço desde que o caso veio à tona, no início do mês. Ele contou que, ainda na campanha eleitoral, convivia com uma bursite no ombro direito, tosse recorrente (“ficava tossindo dentro do carro o tempo todo, estava até constrangedor”), alterações na urina e sangramentos nas fezes. Ao fazer exames – ele não revelou o nome do hospital onde foi atendido –, um médico teria diagnosticado um câncer maligno no intestino, embora ainda não tivesse em mãos o resultado da biópsia. “Fiquei muito debilitado no dia do depoimento”, disse ao esclarecer a última ausência à intimação do MP.

Outro empecilho para o comparecimento ao MP, segundo Fabrício Queiroz, seria a orientação de seu advogado para que só prestasse depoimento depois de ter acesso à íntegra do relatório elaborado pelo Coaf, o que ainda não havia ocorrido no intervalo entre as duas primeiras convocações. “Eu não sou laranja. Por mim, já teria ido depor a muito tempo para não ficarem me achando um bandido. Eu não sou bandido. Sou trabalhador. A conta é minha, não é de terceiros. Não estou fugindo. Quero agradecer ao promotor [Eduardo Gussem, procurador-geral de Justiça] por não pedir minha prisão”.

Aos 53 anos, Queiroz afirma ter sofrido um grande baque psicológico por causa das acusações. “Imagina eu, amigo do presidente, amigo do deputado… Meu WhatsApp era só coisas bonitas. Aí vem, de uma hora pra outra, meu nome aparecendo na mídia, vários repórteres atrás de mim. É um momento muito difícil.” Por fim, ele lembrou do apoio que recebeu da família Bolsonaro em diversos momentos, inclusive quando seu enteado se suicidou com a arma que ele mantinha em casa. Ao responder se ainda mantém contato com Flávio Bolsonaro após o estouro do caso, lamentou o distanciamento do senador eleito. “Não tenho falado com ele. Essa é a coisa mais triste do mundo”.


Queiroz reaparece e diz ao SBT que dinheiro veio de negócios com carros

"Eu sou um cara de negócios, eu faço dinheiro, compro carro, revendo carro, eu sempre fui assim, gosto muito de comprar carro de seguradora", afirmou

Reuters

Fabrício Queiroz, ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente eleito Jair Bolsonaro, afirmou em entrevista ao SBT que entre suas atividades está a de revenda de carros, após o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontar “movimentação atípica” de mais de 1,2 milhão de reais do ex-assessor.

“Eu sou um cara de negócios, eu faço dinheiro, compro, revendo, compro, revendo, compro carro, revendo carro, eu sempre fui assim, gosto muito de comprar carro de seguradora, na minha época lá atrás, comprava um carrinho, mandava arrumar, revendia”, afirmou na entrevista ao SBT divulgada nesta quarta-feira.

Ele disse que ganhava cerca de 10 mil reais por mês quando fazia assessoria a Flávio Bolsonaro e que seus rendimentos mensais eram de cerca de 24 mil reais, incluindo remuneração como policial.

Queiroz faltou duas vezes em depoimento marcado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro para explicar os rendimentos.


Descrença geral à versão de ex-assessor de Flávio Bolsonaro



Quantidade de dinheiro movimentado

Uma pessoa próxima da família Bolsonaro achou pouco convincente a versão de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), para as transações financeiras atípicas em suas contas, que, em entrevista ao SBT nesta quarta (26), ele associou a negócios de compra e venda de carros.

A explicação, que Queiroz havia apresentado antes a familiares e assessores do presidente eleito, parece insuficiente para justificar todo o dinheiro movimentado em suas contas, disse o amigo da família.

Queiroz prometeu apresentar mais detalhes ao Ministério Público do Rio. (FSP)

Driblando a rampa: Temer sairá pela porta dos fundos



O presidente Michel Temer decidiu deixar o Palácio do Planalto à paisana após passar a faixa para o sucessor, Jair Bolsonaro. Foi descartada a opção de descer a rampa, o que o deixaria exposto ao público que vai acompanhar o evento.

Pelo roteiro, Temer vai deixar o Palácio do Planalto pelo elevador no momento em que Jair Bolsonaro iniciar seu discurso no parlatório.

Já Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, passou o Natal longe da família, cercado apenas de colegas que estão dando apoio a ele neste momento. O isolamento ocorre desde que o Estado revelou relatório do Coaf mostrando movimentações atípicas na sua conta.(Coluna do Estadão)

Mais Notícias : Enfim, uma boa notícia
Enviado por alexandre em 26/12/2018 10:32:01

Enfim, uma boa notícia


Carlos Brickmann

O dia é bom: a ceia de Natal normalmente é caprichada, os religiosos ou foram à Missa do Galo ou a viram pela TV, houve presentes, famílias se reuniram (claro, com brigas, mas isso faz parte: acaba se incorporando ao folclore da festa). Há boa disposição, portanto. E a boa disposição faz com que a boa notícia possa ser bem recebida, sem o mau humor habitual de quem se habituou a ouvir lorotas.

A notícia: embora a situação econômica seja ainda muito ruim, é bem melhor do que já foi. E indica a possibilidade real de que possamos chegar a um ritmo aceitável de crescimento e acelerar a criação de empregos. O desemprego é de 12%, altíssimo, mas há um ano o número de desempregados era quase 1,5 milhão superior ao atual. O PIB, produto interno bruto, cresce a lentíssimos 1,3% no ano, quase nada diante dos 7% de queda com Dilma. Ainda se gasta muito, mas o déficit público está longe do buraco de 3,7% do PIB na época do impeachment. A inflação, que com Dilma flertava com 10%, está dentro da meta de 4%

Falta muito: é preciso reduzir despesas, baixar os gastos da Previdência, negociar com o Congresso a aprovação de reformas importantes, verificar se é politicamente possível mexer na estrutura tributária na hora em que os Estados estão sem dinheiro e temem a possibilidade de perder receita. Falta dar impulso à indústria, estudar como outros setores da economia poderão repetir o êxito do agronegócio – quase tudo, enfim. Mas se vê que há saída.


PT ataca Bolsonaro por Lobby em cima da transposição do São Francisco



A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hofmann, usou sua conta no Twitter para criticar o anúncio feito pelo presidente eleito Jair Bolsonaro de que pretende importar tecnologia de Israel para dessalinizar água do mar para posterior distribuição juntos aos produtores rurais da Região Nordeste do Brasil

“Quem enfrentou a seca no Nordeste foi Lula, c/ poços, cisternas, transposição São Francisco e política de desenvolvimento regional. Essa conversa do Bolsonaro q vai adotar tecnologias israelenses p/ dessalinizar água marinha pra falta de água no NE é lobby p/ empresas israelenses", postou Gleisi.

Em outra postagem ela também lembrou que Israel possui uma área menor que o Estado de Sergipe e que a questão da seca no Nordeste não pode ser utilizada para permitir que empresas de Israel vendam sem o devido conhecimento da realidade brasileira. "Israel tem menos de 21 mil km2 de área. Menor que Sergipe. O Nordeste tem área de 1.558 mil km2. Tá certo que Sérgio Moro quer regulamentar o lobby, mas isso não poderá permitir que empresas de Israel vendam tecnologias aqui, sem licitação e sem conhecimento da nossa realidade", escreveu.

No anúncio feito pelo Twitter nesta terça-feira (25), Bolsonaro destacou que pretende enviar o ex-astronauta e futuro ministro da Ciência e Tecnologia Marcos Pontes para visitar as instalações de dessalinização em Israel. A iniciativa. Porém, vem sendo criticada por parecer uma tentativa de apagar o legado do governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente deposta Dilma Rousseff junto a Região. (BR 247)


Sem indulto, Planalto e STF comem peru de Natal longe do Brasil real



Helena Chagas

Milhares de presidiários que teriam direito a indulto neste fim de ano, quase todos pobres e empilhados em condições sub-humanas em presídios do país, devem agradecer à fogueira de vaidades do STF e à pusilanimidade do Planalto a sentença do destino que os manterá presos sabe-se lá por quanto tempo mais. Enquanto isso, o país assiste a mais um capítulo daquela novela cujo enredo se repete sempre sem alterações: em Brasília, o pessoal briga para ver quem é mais esperto, quem joga melhor para a platéia e quem leva mais vantagem; no Brasil real, os perdedores de sempre continuam perdendo.

O decreto do indulto de Natal deste ano não vai sair pela primeira vez em três décadas porque Michel Temer, que também está de saída, não o editou, alegando não saber nem se o de 2017, suspenso por liminar do STF, está em vigor. Um bom pretexto. De quebra, agrada o sucessor, Jair Bolsonaro, que já avisou que nunca mais assinará indultos no país – acabando com uma instituição histórica, presente em diversos países onde vigora o Estado de Direito.

O Supremo, por sua vez, chegou ao Natal de 2018 sem fazer o dever de casa de 2017, em mais um confronto interno que seu presidente, Dias Toffoli, resolveu varrer para debaixo do tapete de 2019 para não expor a Suprema Corte. Evidentemente, um cuidado inútil a esta altura do campeonato.

O indulto foi mais um dos “n” assuntos que dividiram o Supremo e levaram seus integrantes a se engalfinharem publicamente nos últimos tempos. Foi discutido em três sessões do plenário, e há maioria formada de seis votos para respaldar o decreto de 2017 de Temer, que incluiu condenados por corrupção e beneficiaria alguns personagens da Lava Jato – razão pela qual, há quase um ano, teve sua vigência suspensa por Luís Roberto Barroso. Ganhou os aplausos da Lava Jato e adjacências, mas prejudicou muitos presos comuns.

É o que acontecerá novamente agora, quando muita gente que poderia ser solta por se enquadrar em critérios razoáveis para um indulto continuará vendo o sol nascer quadrado. O STF poderia, sim, ter concluído o julgamento interrompido a pedido do ministro Luiz Fux, que pediu vista do processo ao constatar que, junto com Barroso, sairia perdedor. Temer, por sua vez, poderia, sim, ter baixado novo decreto nos mesmos termos do anterior, que claramente teve o respaldo da maioria do tribunal.

Mas ninguém fez nada. Foi todo mundo para casa comer seu peru de Natal longe do Brasil real.

Mais Notícias : Bolsonaro e Mourão desafiados por Maduro
Enviado por alexandre em 21/12/2018 09:44:23

Bolsonaro e Mourão desafiados por Maduro

Maduro diz que Venezuela 'não terá Bolsonaro' e desafia Mourão

'Aqui o espero com milhões de homens e mulheres e com as Forças Armadas, venha pessoalmente', afirmou presidente venezuelano

AFP

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, advertiu nesta quinta-feira seus adversários que não permitirá uma mudança da esquerda para a direita, como ocorreu no Brasil com a eleição de Jair Bolsonaro, e desafiou o futuro vice brasileiro, general Hamilton Mourão, que chamou de "louco". "A Venezuela não é o Brasil. Aqui não vai ter um Bolsonaro. Aqui será o povo e o chavismo por muito tempo(...). Bolsonaro aqui não teremos nunca, porque nós construímos a força popular", declarou Maduro durante ato do Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV).

Reafirmando suas denúncias de um complô dos Estados Unidos para derrubá-lo, com o apoio de Brasil e Colômbia, Maduro disse que o general Mourão é "louco da cabeça" por ter afirmado que seu governo está chegando ao fim e defendido "eleições normais" na Venezuela. "Aqui o espero, com milhões de homens e mulheres e com as Forças Armadas (...). Aqui lhe espero, Mourão, venha pessoalmente", desafiou Maduro em um inflamado discurso.

Maduro inicia no próximo dia 10 de janeiro um segundo mandato, de seis anos, após ser reeleito em votação boicotada pela oposição e denunciada por Estados Unidos, União Europeia e vários países da América Latina. Maduro garantiu que John Bolton, assessor de Segurança Nacional dos EUA, deu instruções para "provocações militares na fronteira" entre Venezuela e Brasil em uma reunião com Bolsonaro.

Itamaraty convida Coreia do Norte para posse de Bolsonaro



O Ministério de Relações Exteriores convidou representantes da República Democrática Popular da Coreia, a Coreia do Norte, para a posse do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), no dia 1º de janeiro.

A informação foi confirmada pelo Itamaraty ao blog do jornalista Vicente Nunes, do Correio Braziliense. "Foram convidados para a cerimônia de posse presidencial países com os quais o Brasil mantém relações diplomáticas, incluindo aquele citado em sua mensagem (Coreia do Norte)", disse Itamaraty.

Usando como argumento que se tratam de ditaduras, Bolsonaro e seus representantes desconvidaram os governos da Venezuela e de Cuba para a cerimônia.

A regra para o convite extensivo foi definida pela equipe de Bolsonaro, e a organização da cerimônia ocorre com a participação de integrantes do atual e do futuro governo. O regime comunista de Kim Jong-un é constantemente criticado pela comunidade internacional por violações dos direitos humanos e civis de seus cidadãos e estrangeiros. (BR 247)

Um exemplo a ser seguido



Carlos Brickmann

O deputado federal eleito Tiago Mitraud, do Partido Novo, prometeu em sua campanha que cortaria mais da metade de sua assessoria parlamentar, de 25 para doze assessores. Depois de eleito, Mitraud participou do curso da Câmara sobre o trabalho legislativo e mudou de ideia: em vez dos 12 assessores com que planejava desempenhar seu trabalho, decidiu ficar com seis. Algo mais? Sim: para preencher esses seis cargos, abriu concurso. Se todos fossem como ele, nosso Legislativo seria muito mais ágil e barato.

A coluna anterior noticiou que o senador gaúcho Lasier Martins viajou de Brasília ao Rio para atender a compromisso familiar, usando as passagens fornecidas pelo Congresso. Esta parte da notícia está certa. Lasier explica que o fornecimento de passagens com nosso dinheiro está amparado no Regimento Interno do Senado, que a passagem aérea para o Rio é mais barata do que para Porto Alegre e que ele gasta menos de 20% da cota de passagens a que tem direito. É verdade; mas o senador não agiu certo. Espera-se que use as passagens a serviço e não para compromissos familiares.

Mais Notícias : Depois da ministerial, Bolsonaro devia fazer uma reunião familiar
Enviado por alexandre em 20/12/2018 09:35:50

Depois da ministerial, Bolsonaro devia fazer uma reunião familiar


Helena Chagas

O presidente eleito Jair Bolsonaro deve reunir pela primeira vez seu Ministério completo nesta quarta-feira no CCBB. É uma boa oportunidade para trocar a pauta ideológica e os candentes debates sobre assuntos secundários que dominaram a transição e, quem sabe, mostrar ao país alguns planos concretos.

Quem sabe sai alguma pista mais detalhada de como será a proposta de reforma da Previdência do governo? Até agora não ficou claro se o novo governo vai aproveitar parte do projeto de Michel Temer, já em tramitação adiantada, como foi aconselhado, ou se vai recomeçar tudo da estaca zero, o que jogará sua aprovação para o segundo semestre de 2019.

Na reunião, cada ministro será instado a apresentar suas principais metas, e há grande curiosidade também em relação à área social, incluindo aí Saúde e Educação. Sabemos que o Bolsa Família sobreviverá, mas e os demais programas destinados à população mais carente? O que vai acontecer com o Minha Casa Minha Vida? E com o programa de creches? E com a compra de alimentos dos pequenos produtores para a merenda escolar? E com o financiamento estudantil?

Até agora, o governo Bolsonaro ainda é um mistério para muita gente, sobretudo para quem não tem maior interesse na reforma ideológica que parece ser sua prioridade.

Por mais importante que seja essa reunião ministerial, porém, integrantes da transição, inclusive pessoas próximas do presidente, acham que a urgência maior para Bolsonaro neste momento seria fazer, isso sim, uma reunião de família e pedir que 01, 02 e 03 calem a boca e parem de arrumar encrenca.



O certo e o errado


Carlos Brickmann

Bolsonaro já desmentiu a notícia, mas até pode só estar voltando atrás. Enfim, as obras sacras do Palácio da Alvorada, em que vai morar, ficam no local de sempre. Certo: se era para evitar o domínio de símbolos de uma só religião, pois o país é laico, teríamos de mudar mais coisas, até nomes com os quais nos acostumamos: São Paulo, Santa Catarina, São Luís, Salvador.

Mas é errado haver obras sacras (e não sacras) na casa do presidente. As obras deveriam estar em museus, para que todos as vissem. O presidente é um cidadão como todos: por que esse privilégio típico de milionários? Sim, o presidente não deve ser privado da arte. Mas boas réplicas – por que não?

Há mais coisas estranhas nessa história da retirada de obras de arte sacra do Palácio da Alvorada. Uma das obras realmente saiu de lá: a estátua de Santa Bárbara, que vem a ser padroeira da Artilharia. Foi para o Palácio do Jaburu, casa que será do vice, Hamilton Mourão. Como Santa Bárbara é a padroeira da Artilharia, e o general Mourão foi artilheiro, por que não?

Porque não; porque é errado. O lugar de uma escultura do século 18, de madeira, é um museu, com temperatura e umidade controladas. Nas mãos de pessoas não-especializadas, numa residência, a tendência é de que se deteriore o que deve ser conservado. Se Mourão for devoto de Santa Bárbara, que mantenha com ele tudo o que se refira à santa. E deixe a estátua, patrimônio cultural do país, para ser vista pelos cidadãos do país.

O homem e sua imagem


João de Deus está preso, e sob intenso ataque; perto de 400 mulheres o acusam de atos que vão de assédio sexual a estupro. Mas a surpresa não tem sentido: houve processos contra ele por contrabando, por exemplo. E por ato libidinoso contra adolescente – isso há mais de dez anos, em 2008. A moça, de 16 anos, fez a denúncia e depois se calou. Qual ato libidinoso? A adolescente foi apalpada; teve a mão colocada no pênis de João de Deus. A Justiça reconheceu os atos libidinosos, mas ele foi absolvido porque “a vítima poderia ter exprimido sua vontade”. A moça lá estava para tratar-se de Síndrome de Pânico.

O fato é que, com esses processos e outros, João de Deus foi louvado até por Oprah Winfrey. E, em 2014, foi condecorado pelo governador goiano Marconi Perillo, com a Medalha do Guardião do Estado de Goiás, concedida por “ações reconhecidas como abnegadas”.

As acusações contra João de Deus lembram muito as referentes a Roger Abdelmassih, que era médico especializado em reprodução humana. Roger Abdelmassih fugiu do país e foi encontrado graças ao empenho de uma das vítimas; condenado a 278 anos de prisão, conseguiu transformar a pena em prisão domiciliar. João de Deus, por atos semelhantes, está trancado numa cela, em prisão preventiva. E nem julgado foi! Abdelmassih saiu-se melhor. (Carlos Brickmann)

Mais Notícias : Bolsonaro: terra indígena fora da alçada de ruralista
Enviado por alexandre em 19/12/2018 09:23:47

Bolsonaro: terra indígena fora da alçada de ruralista



Segunda nota do Ministério da Agricultura divide atribuições e anuncia conselho interministerial

Thais Bilenky - Folha de S.Paulo

Três horas depois de anunciar que o ruralista Luiz Antônio Nabhan Garcia tocaria “a regularização fundiária, incluindo as atividades de identificação e demarcação de terras indígenas e quilombolas, o licenciamento ambiental e as políticas de reforma agrária”, o governo Bolsonaro recuou.

Em uma “nota de esclarecimento”, o Ministério da Agricultura afirmou que a Secretaria Especial de Assuntos Fundiários, para a qual Nabhan Garcia foi nomeado, “será responsável pela definição de políticas fundiárias do país”.

Mas que “a execução dessas políticas caberá ao Incra, inclusive relativas a questões indígenas e quilombolas, por exemplo”, reformulou o ministério a ser comandado por Tereza Cristina, ao qual a secretaria estará ligada.

“A Funai, que integrará o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, continuará a atuar nos assuntos ligados aos índios”, continuou.

“Questões que envolvam demarcações ou conflitos de terras serão submetidas a um Conselho Interministerial, em processo de criação, que reunirá as pastas da Agricultura, Defesa, Meio Ambiente, Direitos Humanos e Gabinete de Segurança Institucional.”

Nabhan Garcia é presidente da UDR (União Democrática Ruralista) e próximo a Bolsonaro. O próprio presidente eleito defendeu rever a demarcação da terra indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. Atualmente, a demarcação de terras indígenas começa na Funai, que faz estudos de identificação e delimitação. Ministério da Justiça faz a declaração dos limites.


Uma senhora encrenca



Zuenir Ventura – O Globo

Os Bolsonaro sempre disseram que não iam repetir práticas da ‘velha políO deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro reclama que a imprensa faz “uma força descomunal” para desconstruir sua reputação e a de Jair Bolsonaro, que, por sua vez, fala em “escarcéu proposital diário”. Porém, não foi a imprensa e sim o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que descobriu o que ocorria de estranho no seu gabinete da Alerj, onde um assessor podia passar 248 dias em Portugal, sem licença, e outro era capaz de depositar um cheque de R$ 24 mil na conta da futura primeira-dama Michelle Bolsonaro e realizar uma “movimentação atípica” de R$ 1,2 milhão sem renda compatível.

Este personagem, o PM Fabrício de Queiroz, que desapareceu, deve enfim prestar depoimento hoje ao Ministério Público. Ele é amigo do presidente eleito há 30 anos e, além do poder financeiro, tinha prestígio para promover um festival de nepotismo no gabinete do primogênito, nomeando cinco parentes: a própria mulher, Márcia Aguiar, as duas filhas, a enteada, Evelyn Mayara e o ex-marido da atual mulher, Márcio da Silva Gerbatim.

A filha mais famosa, Nathalia, aparece no relatório do Coaf também como secretária parlamentar lotada no gabinete de Jair Bolsonaro com uma renda bruta mensal de R$ 10.502,00, o que lhe permitiu transferir, no intervalo de 13 meses, R$ 84.110,00 para uma conta do pai.

Só que a função exigia 40 horas semanais de trabalho — redatora de correspondência, discursos e pareceres, serviços de secretaria e datilográficos, pesquisas — e “Nat Queiroz” atuava no Rio como personal trainer de celebridades como Bruna Marquezine e Bruno Gagliasso.

Duas perguntas passaram a perseguir filho e pai, que encerravam uma entrevista quando elas surgiam: “Onde está Fabrício?” e “O que fazia Nathália?”

Flávio pode alegar que não é o único deputado que apresenta movimentação suspeita. Na lista do Coaf há outros 20. Mas os Bolsonaro sempre disseram que não iam repetir práticas da “velha política”.


Eduardo Bolsonaro: haverá vários Frotas no Congresso



O deputado federal reeleito Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) elogiou no Twitter a postura do correligionário Alexandre Frota durante a diplomação dos eleitos por São Paulo nesta terça-feira.

"Parabéns Frota. Esse pessoal só faz isso porque conta com os 'pacifistas de plantão', sua atitude vai de encontro com a justiça. E eles que se cuidem porque ano que vem haverá vários Frotas no Congresso", escreveu o filho do meio do presidente eleito.

Frota se envolveu em uma confusão na Sala São Paulo com ativistas do PSOL, eleitos para um mandato coletivo para a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). Houve troca de insultos e empurra-empurra. Frota protagonizou uma discussão com um dos ativistas, o produtor cultural Jesus dos Santos, de 34 anos. Ele afirma ter levado joelhadas do ex-ator.

Ex-candidata do PSL: ameaçada por assessores do futuro ministro



Cleuzenir Barbosa relata intimidação com arma após não entregar R$ 30 mil de fundo de campanha

Mônica Bergamo Bergamo - Folha de S.Paulo

A professora aposentada Cleuzenir Barbosa, que concorreu a uma vaga como deputada estadual pelo PSL-MG, afirma que está sendo ameaçada por dois assessores do futuro ministro do Turismo, Marcelo Alvaro Antônio (foto)

“Recebi R$ 60 mil do Fundo Especial de Financiamento de Campanha do partido. E os assessores do futuro ministro do Turismo queriam que eu transferisse R$ 30 mil para a conta de uma gráfica de Ipatinga [em Minas]”, diz ela. “E sempre falavam em nome do Marcelo Álvaro.”

Segundo Cleuzenir, eles diziam que seria para pagar material de campanha. “Mas já estava tudo comigo porque o partido mandou. E certamente não custaram mais do que R$ 5 mil”, afirma.

Ela diz que “quando se negou a devolver o dinheiro” passou a ser ameaçada e agora teme por sua integridade física. “Um deles chegou a tirar uma arma e colocar em cima da mesa durante uma reunião.”

Cleuzenir prestou depoimento para o Ministério Público Eleitoral do Estado de MG (MP-MG) nesta terça (18). “Vou encaminhar para o procurador da República em Minas Gerais, Angelo Giardini, que é o responsável por casos como esse”, diz Evandro Ventura, promotor do MP-MG.. A ex-candidata também fez um boletim de ocorrência em sua cidade, Governador Valadares.

O deputado e futuro ministro do Turismo, Marcelo Álvaro, que é presidente do partido em Minas, não retornou às ligações da coluna. A assessoria de imprensa do PSL-MG disse que “o partido agiu dentro da forma da lei, sempre cumprindo a legislação eleitoral”. O PSL-MG afirma ainda não ter “nada de concreto sobre os fatos” narrados pela ex-candidata. Diz que Cleuzenir se reuniu com Aguinaldo Diniz, vice-presidente do PSL-MG, “relatando fatos desconexos e sem materialidade”. E que as provas solicitadas à aposentada nunca foram entregues.

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