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Mais Notícias : Moro quer Lava Jato respondendo defesa de Lula
Enviado por alexandre em 15/06/2019 09:21:30


Novos divulgados por site Intercept

Novo trecho de mensagens vazadas que foram trocadas entre o juiz Sérgio Moro e os procuradores da Lava Jato mostra que o então juiz teria incentivado a emissão de uma nota oficial para comentar o então depoimento do ex-presidente Lula sobre o tríplex do Guarujá, caso que posteriormente levaria o petista à prisão. Nas mensagens divulgadas na noite desta sexta-feira, 14, pelo site The Intercept Brasil, Moro sugere ao procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima uma nota rebatendo o que classificou como “showzinho” da defesa do petista.

“Talvez vocês devessem amanhã editar uma nota esclarecendo as contradições do depoimento com o resto das provas ou com o depoimento anterior dele. Porque a defesa já fez o ‘showzinho’ dela”, diz supostamente Moro em mensagem enviada no dia 10 de maio de 2017. A ideia acabou compartilhada por Santos Lima em outros grupos da Lava Jato e teve a eficácia de medida contestada pelos assessores do MPF. Nas mensagens, Deltan Dallagnol classificou que era importante apontar as contradições de Lula no depoimento. No final, Moro acabou atendido e a Lava Jato emitiu uma nota sobre o depoimento do ex-presidente.  (Estadão   BR 18)



Bolsonaro sobre gays contraria mercado de trabalho

Painel S.A - Folha de S.Paulo

Presidente diz que criminalização da homofobia dificulta contratação de homossexuais

A declaração feita pelo presidente Jair Bolsonaro nesta sexta (14) de que a criminalização da homofobia pelo STF (Supremo Tribunal Federal) vai dificultar a contratação de gays não tem respaldo nas estatísticas sobre desempenho empresarial.

Um estudo da consultoria McKinsey, considerado a bíblia da diversidade nas empresas, aponta que as companhias com alta variedade de gêneros, etnias e orientação sexual em suas equipes são 33% mais propensas a ter maior rentabilidade.

Mais Notícias : Bolsonaro chama “meu pitbull” novo general do governo
Enviado por alexandre em 14/06/2019 08:50:45

Bolsonaro chama “meu pitbull” novo general do governo

Luiz Eduardo Ramos, chefe do Comando Militar do Sudeste, é crítico de Olavo de Carvalho

O general que vai substituir Santos Cruz no Palácio do Planalto é chamado de “meupitbull ” por Jair Bolsonaro . A expressão remete à amizade e lealdade do militar ao presidente, e não a um comportamento radical por parte do novo ministro. Pelo contrário: o general quatro estrelas Luiz Eduardo Ramos, que chefia o Comando Militar do Sudeste e agora assumirá o cargo de ministro da Secretaria de Governo, tem posições moderadas em relação a assuntos como a ditadura militar e, a exemplo de Santos Cruz, demitido nesta quinta-feira, é crítico de Olavo de Carvalho, o ideólogo de direita.

O novo ministro é um militar que detém grande poder no Exército: é da ativa, chefia o Comando Militar do Sudeste e integra o alto comando da Força. Ramos desfruta de amizade com Bolsonaro, o que sempre fez questão de repetir e demonstrar a seus interlocutores. A relação próxima, inclusive, desperta ciúmes entre colegas, uma vez que ele tem convívio com o presidente, comandante supremo das Forças Armadas.

Ele costuma contar que fez com o presidente o passeio de moto no Guarujá, litoral paulista, durante o feriado de Páscoa, em abril. Um dos vídeos que circularam na época teria sido feito por um major do Exército que estava sentado na parte de trás da moto pilotada pelo general.

Ramos e Bolsonaro se conhecem há 46 anos. Eles foram da mesma turma na Escola Preparatória de Cadetes do Exército, em Campinas (SP), a partir de 1973. Sentavam lado a lado. Já na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), Bolsonaro foi da turma de 1977 e Ramos, do grupo de 1979.

O novo ministro da Secretaria de Governo tem opinião semelhante à de Santos Cruz sobre Olavo de Carvalho: enxerga radicalismos e entende que não se deve confrontar um ideólogo que nem mora no Brasil. A visão de Ramos é que a maior ligação com Olavo se dá por parte dos filhos, não do presidente.

Leia reportagem na íntegra clicando ao ladoGeneral escolhido para substituir Santos Cruz é chamado de 'meu ...


Filho de Bolsonaro: senha para queda de Santos Cruz

A senha de que ela estava próxima foi dada por Carlos Bolsonaro no Twitter

Mônica Bergamo - Folha de S.Paulo

queda do general Carlos Alberto dos Santos Cruz da Secretaria de Governo já era esperada há mais de um mês pelas principais lideranças do Congresso e por integrantes do governo.

A senha de que ela estava próxima foi dada por Carlos Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, em uma mensagem no seu perfil do Twitter.

No último domingo (9) Carlos escreveu: “Aonde (sic) estão os ‘super generais’ para defender o presidente de mais um ataque”, referindo-se à resistência para a aprovação do projeto que abria crédito extra de R$ 248 bilhões para o governo.

Carlos foi além e disse que, para “fazer cartinha atacando quem sempre nos ajudou”, os generais eram “rápidos”.

Em uma das crises envolvendo Santos Cruz, em maio, o general Alberto Villas Boas, ex-comandante do Exército e assessor do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), postou uma carta no Twitter atacando Olavo de Carvalho (guru de Jair e Carlos Bolsonaro), que por sua vez atacava Santos Cruz.

A aposta é de que o próximo a ser demitido é o general Floriano Peixoto, ministro da Secretaria-Geral da Presidência. Ele é muito ligado a Santos Cruz.

O cargo ocupado por Santos Cruz já era um dos mais esvaziados do governo. Ele cuidava da articulação política. “Como ela não existe, isso e nada é a mesma coisa”, diz uma das principais lideranças do Congresso.




Filhos degolam quem querem

Um Governo no qual os filhos metem a colher e reinam não pode ser levado a sério. A queda do general Santos Cruz, da Secretaria de Governo, ontem, dá sequência ao filme da degola que não tem bandidos, só artistas: os próprios filhos de Bolsonaro. Quem não rezar pela cartilha deles, mancomunados pelo ideólogo neoamericano Olavo de Carvalho, dança feio.

Foi assim primeiro com Gustavo Bebianno, da Secretaria-Geral da Presidência, e em seguida Ricardo Veléz, este indicado pelo próprio Olavo. Nas palavras de um colega de governo, Santos Cruz “sempre falou o que pensava ao presidente Jair Bolsonaro, mas nunca foi desleal”.

Há uma disputa também entre os militares e os evangélicos, até agora vencida pela bancada cristã, embora os que vestem farda sejam considerados os mais preparados do Governo. A escolha do substituto de Santos, general Luiz Eduardo, parece ter sido no sentido de evitar atrito com a ala militar do Governo.

De volta – Derrotado duas vezes na corrida pelo Governo do Estado, o ex-senador Armando Monteiro Neto já começou a fazer articulações com vistas a fortalecer o PTB nas eleições do próximo ano. Sua meta é estimular a candidatura a prefeito de pelo menos 60 trabalhistas nas diversas regiões. O PTB ocupa, hoje, 19 prefeituras, entre as quais a de São Lourenço, no Grande Recife.

Algoz – O deputado Daniel Coelho, líder do Cidadania na Câmara, é o algoz dos governadores na reforma da Previdência. É dele a autoria da emenda na Comissão Especial que exclui Estados e Municípios do parecer lido ontem e que será votado na própria instância e depois remetido ao plenário da Câmara dos Deputados. Com um detalhe: ele comemora como uma vitória.

Nem um pio – Relatora das contas do ex-presidente Temer no Tribunal de Contas da União, a ministra Ana Arraes desembarcou, ontem, no Estado, para passar o fim de semana, mas evitou dar declarações sobre o seu trabalho. Seu relatório apresentou oito ressalvas, 26 recomendações e cinco alertas, além de apontar dez distorções nas contas de 2018.

Longa espera – O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse a deputados do Nordeste, em almoço na casa do líder do SD na Câmara, Augusto Coutinho, que Bolsonaro só vai nomear os dirigentes dos cargos regionais, como Chesf e BN, depois de aprovada a reforma da Previdência.




Mais Notícias : Novo ataque hacker maior no “coração” da Lava-Jato
Enviado por alexandre em 13/06/2019 08:11:40

Novo ataque hacker maior no “coração” da Lava-Jato

Quem são os alvos

Entre os alvos dos criminosos, estiveram integrantes das forças-tarefas de ao menos três estados (Rio, Paraná e Distrito Federal)

O Globoo Lauro Jardim, Chico Otavio e Jailton de Carvalho

Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF) têm indícios de que o ataque hacker que expôs mensagens privadas do juiz Sergio Moro e de procuradores foi muito bem planejado e teve alcance bem mais amplo do que se sabe até agora. Entre os alvos dos criminosos, estiveram integrantes das forças-tarefas da Operação Lava-Jato de ao menos três estados (Rio, Paraná e Distrito Federal), delegados federais de São Paulo, magistrados do Rio e de Curitiba.

Além do atual ministro da Justiça e do procurador Deltan Dallagnol,foram alvo de ataques a juíza substituta da 13ª Vara Federal Gabriela Hardt (que herdou processos de Moro temporariamente quando ele deixou o cargo), o desembargador Abel Gomes (relator da segunda instância da Lava-Jato no Rio), o juiz Flávio de Oliveira Lucas, do Rio, o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot , os procuradores Januário Paludo, Paulo Galvão, Thaméa Danelon, Ronaldo Pinheiro de Queiroz, Danilo Dias, Eduardo El Haje, Andrey Borges de Mendonça, Marcelo Weitzel e o jornalista do GLOBO Gabriel Mascarenhas . Outros dois procuradores, ambos ex-auxiliares de Janot, relataram ao GLOBO também terem sido vítimas de ataques de hackers, mas pediram para não terem os nomes publicados.

Em nota, a Justiça Federal confirmou que a substituta de Moro foi atingida e disse que o fato foi "imediatamente comunicado à Polícia Federal". Segundo o texto, "a juíza não verificou informações pessoais sensíveis que tenham sido expostas".

A força-tarefa da Lava-Jato em São Paulo confirmou que dois procuradores sofreram tentativa de invasão de seus celulares em maio, mas o ataque foi percebido e bloqueado. Na época, os dois já não integravam a força tarefa.

Na força-tarefa da Lava-Jato no Rio, integrantes também evitaram a invasão, já que tinham controles mais rígidos, em especial a verificação em duas etapas para acesso remoto ao aplicativo Telegram.

As mensagens atribuídas a Moro e Deltan indicam uma atuação combinada em determinados momentos da Lava-Jato, inclusive no processo que resultou na condenação do ex-presidente Lula, expondo a operação a inédito desgaste.

Mesmo após a revelação do caso, o esquema criminoso continua em atuação. Na noite de terça-feira, um hacker entrou em contato com José Robalinho, ex-presidente da Associação Nacional de Procuradores, se fazendo passar pelo procurador militar Marcelo Weitzel, que teve seu celular invadido, como revelou a revista Época.

Leia reportagem na íntegra clicando ao lado:   Ataque hacker foi mais amplo e atingiu 'coração' da Lava ... - O Globo


Globo responde ataques de Greenwald

Após sofrer ataques do jornalista Glenn Greenwald, que divulgou mensagens vazadas entre Sérgio Moro e o procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, a Globo emitiu uma nota em resposta. O grupo afirma que, antes de Greenwald atacá-la em entrevista para a Agência Pública, o jornalista procurou a emissora para oferecer uma parceria na divulgação da “bomba” contra o atual ministro da Justiça, sem entretanto querer revelar o conteúdo das informações que tinha em mãos.

“Glenn Greenwald procurou a Globo por e-mail no último dia 29 de maio para propor uma nova parceria de trabalho. Ao e-mail do dia 29 de maio seguiram-se alguns telefonemas na tentativa de conciliar agendas (ele estava viajando) para um encontro, finalmente marcado. Ele ocorreu na redação do Fantástico no dia 5 de junho. Na conversa, insistindo em não revelar o tema, ele disse que tinha uma grande ‘bomba a explodir’ e repetiu que queria voltar a dividir o trabalho com a Globo, pelo seu profissionalismo”, diz a nota.  (Estadão – BR 18)



Novas mensagens vazadas por site: entra Fux

Em nova mensagem divulgada por site, Dallagnol diz que Fux apoiou Moro em 'queda de braço' com Teori

The Intercept divulgou nesta quarta-feira (12) novos trechos de mensagens atribuídas ao coordenador da força-tarefa da Lava Jato e ao atual ministro da Justiça, ex-juiz federal.

Por G1 — Brasília

Três dias após divulgar trechos de mensagens atribuídas a procuradores da Lava Jato e ao ministro Sérgio Moro, o site The Intercept divulgou nesta quarta-feira (12) em redes sociais um novo trecho. Segundo o site, em mensagem do dia 22 de abril de 2016, o coordenador da força-tarefa da Lava Jato, procurador Deltan Dallagnol, relatou a Moro que teve uma conversa naquele dia com o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na conversa, segundo o relato divulgado pelo site, Dallagnol diz que Fux declarou apoiou a Moro – que, à época, era o juiz responsável pelos processos da Lava Jato na Justiça Federal do Paraná – em uma "queda de braço" com o então ministro do Supremo Teori Zavascki, morto em janeiro de 2017 em um acidente aéreo. Na ocasião, Teori era o relator da Lava Jato no STF.

Em resposta a Dallagnol, Moro diz: "In Fux we trust" ("Confiamos em Fux", provavelmente em referência ao lema nacional dos Estados Unidos, "In God we trust").

Em uma rede social, o The Intercept afirmou que as supostas mensagens foram enviadas pelo coordenador da força-tarefa da Lava Jato a um grupo do qual faziam parte outros procuradores da República e posteriormente foram encaminhadas pelo próprio Dallagnol para o celular de Moro.

Mais Notícias : Corruptos festejam áudios criminosos
Enviado por alexandre em 12/06/2019 08:43:56


Corruptos festejam áudios criminosos

Políticos envolvidos nos mais variados escândalos em Brasília comemoraram os áudios hackeados e postados criminalmente no site The Intercept, com diálogos entre o então juiz Sérgio Moro com integrantes do Ministério Público Federal, entre eles o procurador Dalton Dallagnol, como uma janela aberta para tornar pó a operação Lava Jato.

Para o ministro Luiz Alberto Barroso, do STF, não há nada a celebrar. "A corrupção existe e precisa continuar a ser enfrentada, como vinha sendo. De modo que tenho dificuldade em entender a euforia que tomou os corruptos e seus parceiros”, declarou. Tem razão Barroso.

Em 1.825 dias de investigação, a Lava Jato condenou 242 pessoas. Mais de R$ 2,5 bilhões desviados da Petrobras voltaram aos cofres da estatal. Num total de 13 acordos de leniência com empresas envolvidas está previsto o ressarcimento de mais R$ 13 bilhões. Tudo roubado do contribuinte.

Ligação direta – O senador Fernando Bezerra Coelho (MDB) mostrou, ontem, mais uma vez, que está de fato em alta no Governo Bolsonaro. Ao se antecipar sua decisão para depor no Senado, o ministro da Justiça, Sérgio Moro, escolheu Bezerra para que levasse aos demais integrantes da Casa a sua firme determinação de ir falar sobre os áudios vazados na CCJ do Senado, no dia 19.

Olho nos cargos – O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, almoçou, ontem, na casa do líder do Solidariedade na Câmara, Augusto Coutinho. Também provou do cardápio o ministro Osmar Terra, da Cidadania. Entre uma garfada e outra, a discussão do start para nomeações dos dirigentes de órgãos federais, como Chesf, Dnocs, Sudene e Hemobrás e outros penduricalhos.


Partidos querem esperar Moro "sangrar" mais

Antes de abrir guerra contra ele

Mônica Bergamo - Folha de S.Paulo

Partidos de oposição e legendas de centro têm feito reuniões para decidir como agir no caso do escândalo das mensagens

Os principais partidos de oposição e legendas de centro têm feito reuniões para decidir como agir no caso do escândalo das mensagens do ministro Sergio Moro, da Justiça, com procuradores da Operação Lava Jato. 

Há um consenso: é preciso ter paciência e esperar Moro “sangrar” ainda mais antes de abrir guerra total contra ele, criando uma CPI.

A ordem é esperar por novas revelações do site The Intercept Brasil, que publicou as primeiras reportagens no domingo (9). 

A expectativa é de que novas mensagens piorem ainda mais a situação de Moro.

O ambiente para Moro está complicado mesmo entre os que sempre apoiaram a Lava Jato. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), por exemplo, diz que o caso “é um escândalo”.

 “O combate à corrupção não pode passar por meios jurídicos espúrios”, diz Randolfe. O mais grave, diz, é o fato de que “elementos estranhos ao processo eleitoral”, como os procuradores, possam ter influído no resultado do pleito.

O jornalista Glenn Greenwald, do The Intercept Brasil, foi pressionado, em 2017, a boicotar uma premiação da Lava Jato no Canadá. Ele seria o palestrante da cerimônia.

Greenwald não apenas foi como fez rasgados elogios aos procuradores. Deltan Dallagnol postou o vídeo do discurso em suas redes sociais, fazendo com que ele viralizasse.

 “Assistir brasileiros numa jovem democracia colocando seus bilionários na prisão e prendendo políticos de todos os espectros partidários”, disse o jornalista, “é algo extraordinariamente corajoso, digno de ser homenageado”.

Greenwald disse que o combate à corrupção era “extraordinariamente difícil” —o que explicaria os equívocos dos “jovens” procuradores.

 “Eu sou a favor da Lava Jato”, diz Greenwald à coluna —ele hoje é acusado de querer destruí-la por publicar o escândalo das mensagens. “Mostrar os erros cometidos fortalece a operação.”

Mais Notícias : Juiz defende Moro: “Criminosos não têm ética”
Enviado por alexandre em 11/06/2019 08:15:29


Bretas sai em defesa de Moro após divulgação de conversas sobre Lava-Jato: 'Criminosos não têm ética'

Juiz responsável pela 1ª instância da operação no Rio aponta que diálogos divulgados pelo The Intercept Brasil podem ter sido forjados. Autor de reportagem rebate e critica 'tática suja'

O Globo

O juiz federal Marcelo Bretas , responsável por julgar ações da Operação Lava-Jato em primeira instância no Rio, saiu em defesa do ex-colega de magistraturaSergio Moro e apontou no Twitter que não se pode descartar a possibilidade de os diálogos divulgados neste domingo pelo site The Intercept Brasil serem forjados.

Mensagens extraídas do aplicativo Telegram e obtidas pela reportagem indicam que o ex-juiz da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba combinava atuações com o coordenador da força-tarefa da Lava-Jato , Deltan Dallagnol . Os dois negam irregularidades e denunciam invasão ilegal de suas comunicações.

"Não se deve descartar a real possibilidade de serem forjados diálogos, criando fake news. Criminosos não têm ética", escreveu o magistrado da 7ª Vara Federal Criminal do Rio.


Racha no MP: investiga ou não o procurador Dallagnol

Conselho do Ministério Público rachou em relação a investigação de Dallagnol

Dos 14 integrantes do órgão, 4 encaminharam pedido para que a corregedoria investigue o procurador

Mônica Bergamo – Folha de S.Paulo

CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), que fiscaliza a atividade de procuradores e promotores do país, rachou em relação a eventual investigação contra Deltan Dallagnol, da Operação Lava Jato. Depois da revelação, pelo site The Intercept Brasil, de conversas de Dallagnol com o ex-juiz Sergio Moro, conselheiros tiveram intensa discussão em grupos de WhatsApp.

Dos 14 integrantes do órgão, 4 encaminharam pedido para que a corregedoria investigue o procurador. Dois deles foram indicados para o CNMP pelo Congresso e dois pela OAB. Para eles, Dallagnol armou uma estratégia para permanecer com o processo do tríplex, que envolve Lula.

Ele teria ferido o princípio do promotor natural, que o proibiria de escolher os casos que quer investigar. Já no grupo dos oito integrantes que representam Ministérios Públicos estaduais e da União, poucos se mostraram favoráveis a uma averiguação. A maioria preferiu ficar em silêncio.

Os dois conselheiros indicados respectivamente pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) também preferiram se manter longe da discussão.



Delatores e a Intercept: todo mundo em pânico

Advogados que negociaram delações com as forças-tarefas de Curitiba e do Rio relataram temor de terem suas conversas divulgadas.

Os ministros do Supremo também especularam sobre eventual consequência das revelações na condenação de Lula.

Uma ala argumenta que uma mudança é pouco provável porque as penas impostas por Moro foram referendadas pelo TRF-4.

Outro grupo, porém, avalia que, confirmado o teor das mensagens, será possível afirmar que Moro direcionou a ação da procuradoria desde a investigação, o que comprometeria o processo.  (Folha)

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