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Política : ESFARRAPADOS
Enviado por alexandre em 18/04/2018 08:38:36


Aécio, Temer e Lula esperneiam do mesmo jeito

Josias de Souza

Como se distingue um social-democrata de um direitista e de um esquerdista? Até outro dia era fácil. Bastava verificar o comportamento de cada um. Mas na fase atual —pós-ideológica e pré-falimentar— a maneira de proceder não quer dizer mais nada. Atirados num tanque com lama, Aécio Neves, Michel Temer e Lula deslocam suas massas na mistura viscosa e esperneiam da mesma maneira.

Os três exibem manias de perseguição e alegações esfarrapadas muito parecidas. Não há como diferenciá-los estatisticamente. O quase-réu, o denunciado e o condenado fervem à mesma temperatura. Quando estão fora de si, exibem com mais nitidez o que têm por dentro. A velha lenda segundo a qual o direitista e o esquerdista são mais cínicos do que o social-democrata está inteiramente desacreditada.

Se as manifestações mais recentes de Aécio serviram para alguma coisa foi para demonstrar que, ao virar sapo, o príncipe do tucanato não aumenta nem diminui a taxa de cinismo do seu discurso —conserva nos mesmos 100%. Como já fizeram Temer e Lula, o tucano apresentou-se como uma vítima inocente das mentiras da Procuradoria e de uma armação do delator com os investigadores. Disse Aécio aos jornalistas na véspera de viar réu:

''Se a Procuradoria-Geral da República tem conhecimento prévio das gravações, essas são nulas. E a PGR tinha ciência prévia. Joesley Batista saiu de uma reunião de várias horas com a PGR para fazer comigo a gravação. Não estamos falando de um cidadão exemplar, mas de um criminoso, réu confesso de mais de 250 crimes, que vai gravar alguém para transformar a conversa em algo comprometedor e receber benefício pela colaboração, como aconteceu''.

O senador tucano revelou-se capaz de tudo, menos de providenciar uma explicação razoável para o fato de sua voz ter soado na fita que captou o diálogo vadio que ele manteve, gostosamente, com um criminoso.

Política : LULA TANTO FAZ
Enviado por alexandre em 18/04/2018 08:36:26


Marina e Bolsonaro estão no jogo político

Blog do Kennedy

Outro grande destaque da pesquisa Datafolha é Marina Silva. Jogando parada, Marina vai de 10% para até 15% num dos cenários sem Lula. Assim como Ciro, é candidata a herdar parte dos votos do petista.

No entanto, o distanciamento do eleitorado mais à esquerda deixa Ciro em melhor posição política para ser esse herdeiro. Para ter mais chance, Marina deveria tentar se reconectar com parcela da esquerda. Uma eventual aliança de Marina com Joaquim Barbosa seria muito competitiva, mas nenhum dos dois quer ser vice. Como estamos em abril e ainda há muito tempo, pode ser que algo mude.

Bolsonaro mostra dificuldade para crescer, mas também para cair. Não será fácil desconstruí-lo. Processos no STF estão longe de conclusão, sem contar o debate jurídico sobre se eventuais condenações por estupro e racismo seriam enquadradas na Lei da Ficha Limpa. A tendência é dar em inelegibilidade, mas só se o STF acelerar julgamentos a fim de interferir no processo político, assim como a Lava Jato fez com Lula.

Vale notar: Com Lula na disputa, Bolsonaro marca entre 15% e 16%. Sem Lula, 17%. Ou seja, o voto dele, por ora, não é afetado pela participação de Lula ou não na campanha.

Política : VIAJANDO
Enviado por alexandre em 17/04/2018 23:44:11



Temer viajará à Ásia e Cármen Lúcia deve assumir de novo a Presidência

Objetivo da viagem do emedebista é promover agendas empresariais e ter encontros políticos com chefes de Estado asiáticos
Depois de adiar um giro pelo sudeste asiático em janeiro, por causa de problemas de saúde, o presidente Michel Temer (MDB) voltou a programar a viagem para a região e deve se ausentar por quase 10 dias em maio, o que obrigará a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia a assumir novamente a Presidência da República.

Os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Eunício Oliveira, que são o primeiro e o segundo, respectivamente, na linha de sucessão presidencial – pois o Brasil não conta hoje com um vice-presidente –, não podem assumir o cargo por causa de uma vedação da lei eleitoral.


Temer deve deixar o Brasil no próximo dia 5 e passar por quatro países asiáticos. De 7 a 9 de maio, o presidente visitará Singapura. Na sequência, vai a Bangcoc (Tailândia), onde deve chegar no dia 9 e partir no dia 10. Depois, entre 10 e 12 de maio, visitará Jacarta (Indonésia). E, por fim, passará outros dois dias em Hanói (Vietnã).

O objetivo da viagem do presidente – além de encontros políticos, já que deve ser recebido por todos os chefes de Estado dos países visitados – é promover uma série de agendas empresariais. Os compromissos oficiais e a comitiva de Temer ainda estão sendo definidos. Possivelmente, a companhia será formada por ministros e alguns empresários brasileiros.

O Itamaraty negociou a nova data após o presidente ter sido vetado da agenda no continente por recomendações médicas. No fim do ano passado, Temer foi submetido a um procedimento cirúrgico por causa de problemas urológicos, pois as longas horas de deslocamento atrapalhariam a recuperação do presidente.

Irritação
As viagens de Temer têm irritado os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE). A irritação se deve ao fato de que terão de se ausentar do Brasil durante a campanha eleitoral, quando o democrata quer disputar o Planalto, e o emedebista, a reeleição.

Até outubro, Temer tem pelo menos outras duas viagens previstas. Em julho, o presidente deve ir à África do Sul para participar da reunião dos Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Em setembro, em plena campanha, o emedebista pretende participar da Assembleia Geral da ONU, em Nova York (EUA).

Maia ainda não bateu o martelo para onde irá quando Temer estiver no sudeste Asiático. Ele avalia ir para a Europa. O presidente da Câmara costuma abrir mão dos US$ 550, o equivalente a R$ 1.870, de diária a que tem direito, mas costuma levar outros deputados, que podem receber US$ 428 (R$ 1.455) por dia.

Na viagem de Temer ao Peru na semana passada, Maia embarcou na quinta-feira (12/4) para o Panamá, onde participou de reunião da Junta Diretiva do Parlamento Latino-Americano e do Caribe. A agenda se estendeu até a manhã do domingo (15) e incluiu visitas ao Canal do Panamá e almoço com parlamentares panamenhos.

O presidente da Câmara viajou acompanhado de quatro deputados: Benito Gama (PTB-BA), Elmar Nascimento (DEM-BA), Heráclito Fortes (DEM-PI) e Hiran Gonçalves (PP-RR). A assessoria da Casa informou que Maia abriu mão da diária. Os outros parlamentares, porém, receberam a ajuda de custo.

Já o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), também não decidiu para onde irá durante a próxima viagem de Temer. Aliados dizem que ele considera acompanhar o presidente da República durante o giro pela Ásia, mas eles ainda devem conversar pessoalmente sobre o assunto.

Por causa da recente viagem de Temer ao Peru, Eunício Oliveira embarcou na última sexta-feira (14) em missão oficial para o Japão e só retornará nesta sexta (20). Ele foi acompanhado da mulher e bancará com recursos próprios os gastos do casal. A expectativa é que Oliveira faça o mesmo numa próxima viagem.

O presidente do Senado também foi acompanhado: pelos senadores Jorge Viana (PT-AC) e Antonio Anastasia (PSDB-MG), além de outros dois servidores que fazem parte da comitiva. Com isso, o Senado informa que os custos com as passagens e seguros-viagem dos demais integrantes da comitiva somaram um total de R$ 80.861,24. Os valores totais pagos em diárias correspondem a R$ 44.584,50.

Política : LIDERANDO
Enviado por alexandre em 17/04/2018 08:25:30


Lula está fora, mas continua dentro

Bernardo Mello Franco - O Globo

Lula está barrado pela Lei da Ficha Limpa e, ao que tudo indica, não sairá tão cedo da cadeia. Mesmo assim, será uma peça central no xadrez da eleição. É o que indicam os números que o Datafolha divulgou no domingo.

Apesar da prisão, o ex-presidente continua a liderar a pesquisa com folga. Nos cenários em que aparece como candidato, ele tem mais que o dobro das intenções de voto do segundo colocado, o deputado Jair Bolsonaro (31% a 15%).

Na ausência do petista, quem assume a dianteira é a soma de brancos, nulos e indecisos. O “não voto” chega a 27% dos entrevistados, um índice inédito a seis meses de uma sucessão presidencial. Isso reforça o alto grau de imprevisibilidade da disputa.

Sem Lula, para onde vão seus votos? Se a eleição fosse hoje, os maiores herdeiros seriam Marina Silva e Ciro Gomes. No entanto, é difícil dizer que eles dividirão o espólio em outubro. Por uma razão simples: até lá, o eleitor será apresentado ao candidato do ex-presidente.

Segundo o Datafolha, 30% dos brasileiros afirmam que votarão “com certeza” em quem o petista indicar. Outros 16% dizem que “talvez” o façam. Mesmo que continue preso, ele tem força para ser o grande cabo eleitoral da sucessão.

E quem será o candidato do homem? Marina tinha o perfil ideal para substituí-lo, mas fez questão de implodir as pontes com o petismo. Apoiou Aécio Neves, apoiou o impeachment e apoiou a prisão do ex-presidente. No momento, parece mais disposta a seduzir os tucanos desanimados com Geraldo Alckmin.

Ciro continua na fase de discutir a relação com os lulistas. Ontem ele disse que seu projeto “definitivamente não é o do PT”. Ao mesmo tempo, prometeu visitar o ex-presidente na cadeia. Suas declarações variam como biruta de aeroporto, e ninguém é capaz de saber o que ele dirá na próxima entrevista.

No front petista, os mais cotados para a disputa ainda têm desempenho de nanicos. Fernando Haddad aparece com 2%, e Jaques Wagner, com 1%. Numa eleição normal, bastaria uma declaração do padrinho para botá-los no jogo. Mas esta será uma eleição anormal. E se a prisão de Lula não for suficiente para barrar a transferência de votos, crescerá a pressão para mantê-lo incomunicável.

Política : OLHA QUEM FALA!
Enviado por alexandre em 16/04/2018 08:32:34


Temer revela meta secreta: eliminar a corrupção

Josias de Souza

Michel Temer virou um presidente radioativo. Segundo o Datafolha, 86% dos eleitores jamais votariam num candidato apoiado por ele. Mas o brasileiro pode estar sendo injusto com Temer. O barulho das bombas que Estados Unidos e aliados despejaram sobre a Síria abafou a repercussão de uma estrepitosa novidade. Ao participar da Cúpula das Américas, no Peru, Temer revelou ao mundo algo que constava da agenda secreta do seu governo.

No encerramento da cúpula, no sábado, Temer subscreveu uma carta junto com outros chefes de Estado do continente. O documento contém os compromissos assumidos durante o encontro. O ponto central é o combate à corrupção. Um fenômeno que “debilita a governabilidade democrática e a confiança dos cidadãos nas instituições”, realça a carta. Ao discursar, Temer declarou que “não se pode tolerar a corrupção”. Combatê-la é “um imperativo da democracia”, disse.

Um observador maldoso poderia afirmar que Temer estava apenas sendo cínico, pois sua ficha corrida já inclui um par de denúncias criminais no freezer e dois inquéritos por corrupção na frigideira do Supremo. Mas é preciso considerar a hipótese de que Temer fosse intolerante à corrupção desde quando indicou os primeiros apadrinhados para o Porto de Santos, há duas décadas. Isso faria dele um político revolucionário —do tipo que escancara os crimes de corrupção cometendo-os.

Agora é possível compreender por que não há inocentes no governo Temer, só culpados e cúmplices. A escolha dos piores amigos para integrar o elenco de apoio era parte da agenda sigilosa. Ficou fácil entender por que o presidente abriu o Jaburu para que Joesley Batista o grampeasse. Só um gestor destemido demarcaria com tanto zelo seus erros, para que a Procuradoria e a Polícia Federal os descobrisse.

Temer tornou-se um suicida didático pelo bem do país. Ou o Brasil acredita na existência de uma agenda secreta ou terá de exigir a abertura de um inquérito para identificar o sósia farsante que se fez passar por Temer na Cúpula das Américas.

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