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Política : SEM DÓ E PIEDADE
Enviado por alexandre em 08/09/2020 09:20:42

Congresso vai gastar mais de R$ 20 milhões para imprimir papel

Quase tudo se moderniza. Quase. A burocracia brasileira ainda desperdiça um bocado de dinheiro com processos ultrapassados.

O Senado abriu uma licitação para contratar serviços de impressão, com orçamento previsto de R$ 24 milhões por um contrato de quatro anos.

No bojo do serviço previsto vão todos os tipos de papéis usados no Congresso — Câmara e Senado: desde documentos a “livros, livretos, folders, cartazes, panfletos, capas”, como informa o edital.


Bruno Araújo

O presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, falou em entrevista à CNN Brasil nesta segunda-feira (07) sobre o artigo publicado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, no qual disse que o instituto da reeleição “foi um erro” – FHC foi o primeiro presidente reeleito no país.

Segundo Araújo, a maioria do partido apoia o fim da reeleição, e afirmou que a reflexão sobre o tema vem crescendo dentro da sigla.

“Nós não estamos aqui discutindo qualquer direito a reeleição do atual presidente ou de todos aqueles que têm direito. Nós queremos fazer um debate de transição, com tempo necessário, discutindo para as eleições de 2022, 2024”, disse ele. 

Na avaliação do presidente do PSDB, as reeleições, sobretudo do ponto de vista nacional, causaram um “grande dano” ao país. A história mais recente, de acordo com ele, é o preço do impeachment de Dilma Rousseff.

“Dilma é resultado da sua reeleição. Extrapolou as contas públicas, inviabilizou as contas do país para o exercício de seu segundo mandato em 2015, e o resto do filme a gente conhece”, falou. 

Mas Araújo reitera a importância de um debate isento. “Nós queremos fazer isso de forma descontaminada, [para que] ninguém esteja pensando em como dificultar ou facilitar a candidatura de A ou B, de partido C ou D, mas pensar o que é melhor para o país”.  Continue lendo

Política : PRONUNCIAMENTO
Enviado por alexandre em 08/09/2020 09:18:10

Bolsonaro fala em compromisso com a Constituição e a democracia

Em um pronunciamento de 3 minutos veiculado em cadeia nacional de TV e rádio na noite desta segunda-feira (7), pela comemoração do 198º aniversário da Independência do Brasil, o presidente Jair Bolsonaro exaltou as lutas por liberdade e independência do povo brasileiro ao longo de sua história e afirmou seu compromisso com a democracia e a Constituição.

Bolsonaro destacou a importância de o país não se submeter aos interesses de outras nações – em referência à declaração da Independência de 1822 – e também exaltou diferentes momentos em que o país lutou por democracia ao longo desses dois séculos, incluindo em seu discurso os movimentos dos anos de 1960 que levaram à instauração da ditadura militar, em 1964.

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Foi a primeira fala à nação do presidente em rede nacional desde os primeiros meses da pandemia de coronavírus no Brasil, em março e abril, quando os discursos oficiais foram marcados por panelaços em diversas cidades do país.

“Naquele histórico 7 de setembro de 1822, às margens do Ipiranga, o Brasil dizia ao mundo que nunca mais aceitaria ser submisso a qualquer outra nação e que os brasileiros jamais abririam mão da sua liberdade”, disse o presidente em sua fala desta segunda-feira. 

Entre as conquistas posteriores, Bolsonaro citou a participação da Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial “para ajudar o mundo a derrotar o nazismo e o fascismo” e as lutas “pela preservação democrática” dos anos 1960, “quando a sombra do comunismo nos ameaçou”. 

"Nos anos 60, quando a sombra do comunismo nos ameaçou, milhões de brasileiros, identificados com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, foram às ruas contra um país tomado pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada", disse. 

O discurso foi lido e gravado com antecedência. O presidente não fez menção a outras questões como a crise econômica profunda por que passa ou país ou os quase 127 mil mortes já causadas pela pandemia do coronavírus no país

Íntegra

Leia a seguir a íntegra do discurso do presidente:

"Boa noite

Naquele histórico 7 de setembro de 1822, às margens do Ipiranga, o Brasil dizia ao mundo que nunca mais aceitaria ser submisso a qualquer outra nação e que os brasileiros jamais abririam mão da sua liberdade. 

A identidade nacional começou a ser desenhada com a miscigenação entre índios, brancos e negros. Posteriormente, ondas de imigrantes se sucederam, trazendo esperanças que em suas terras haviam perdido. 

Religiões, crenças, comportamentos e visões eram assimilados e respeitados. 

O Brasil desenvolveu o senso de tolerância, os diferentes tornavam-se iguais. O legado dessa mistura é um conjunto de preciosidades culturais, étnicas e religiosas, que foram integradas aos costumes nacionais e orgulhosamente assumidas como brasileiras.

Passados quase dois séculos da Independência, nos quais enfrentou e superou inúmeros desafios, o Brasil consolidou sua posição no concerto das nações. 

Ainda no século XIX, durante o período do Império, fomos invadidos e agredidos, derrotando a todos. 

Já no século XX, durante a II Guerra Mundial, a Força Expedicionária Brasileira foi à Europa para ajudar o mundo a derrotar o nazismo e o fascismo. 

Nos anos 60, quando a sombra do comunismo nos ameaçou, milhões de brasileiros, identificados com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, foram às ruas contra um país tomado pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada. 

O sangue dos brasileiros sempre foi derramado por liberdade.

Vencemos ontem, estamos vencendo hoje e venceremos sempre. 

No momento em que celebramos essa data tão especial, reitero, como Presidente da República, meu amor à Pátria e meu compromisso com a Constituição e com a preservação da soberania, democracia e liberdade, valores dos quais nosso País jamais abrirá mão. 

A Independência do Brasil merece ser comemorada hoje, nos nossos lares e em nossos corações. 

A Independência nos deu a liberdade para decidir nossos destinos e a usamos para escolher a democracia. 

Formamos um povo que acredita poder fazer melhor. 

Somos uma Nação temente a Deus, que respeita a família e que ama a sua Pátria. 

Orgulho de ser brasileiro. 

Presidente Jair Bolsonaro"

 

Bolsonaro reúne ministros no conselho de governo nesta terça-feira (8)

Bolsonaro e ministros voltam a se encontrar nesta terça-feira (8) em Brasília para tratar das reformas e da votação de vetos no Congresso, em especial a possibilidade de prorrogar benefícios fiscais a empresas até 2021, o que o governo é contra.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, ministro da Saúde, Eduardo Pazuello e o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, são alguns que confirmaram presença até agora.

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A sessão do Congresso de análise dos vetos, que iria ocorrer nesta quarta-feira (9), foi adiada. O governo pretende investir mais na articulação para evitar a derrubada do veto.

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou a presença no encontro com Bolsonaro

Foto: Divulgação/Isac Nóbrega/PR

Neste feriado, após cerimônia do 7 de Setembro, o presidente confraternizou em um almoço com ministros. De acordo com relatos à CNN, o clima foi ameno, com brincadeiras para melhorar o ambiente de trabalho.

Política : OS DONOS
Enviado por alexandre em 04/09/2020 09:03:43

Cinco partidos reúnem 60% dos proprietários rurais no Congresso

MDB, PSD, PP, PL e DEM concentram 60% dos proprietários rurais do Congresso, segundo levantamento inédito do Observatório do Legislativo Brasileiro (OLB) sobre a representação de interesses do agronegócio nas duas casas.

O estudo revela ainda que mais de 20% das bancadas do DEM e do MDB são compostas por proprietários – 23% e 25%, respectivamente.

A maior parte dos donos de terras está concentrada no Senado. São 26% dos parlamentares, segundo dados do TSE. O percentual sobe para 35% se também forem incluídos dados do Incra. Esses números, segundo o estudo, garantem uma sobrerrepresentação de proprietários rurais em comissões permanentes voltadas para temas relativos à agropecuária e ao meio ambiente.

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), fundada entre 1987 e 1988, é a maior frente parlamentar mista atualmente no Congresso, reunindo quase 50% dos membros de cada casa. São 246 deputados e 39 senadores. Na Câmara, 62% dos membros das comissões permanentes voltadas para agropecuária e meio ambiente pertencem à FPA.


Semana Brasil ocorrerá entre os dias 3 e 13 de setembro em todo o país — Foto: Divulgação/Semana Brasil

A Semana Brasil 2020 é um evento de compras promovido pelo Governo Federal em parceria com varejistas de todo o Brasil. O objetivo é reunir lojistas para oferecer descontos e atrair clientes como forma de voltar a aquecer o comércio em meio à crise econômica. O país está oficialmente em recessão após queda de 9,7% do PIB divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esta é a segunda edição do evento, que acontece na semana em que se comemora a independência do Brasil (7 de setembro). A campanha, que segue os passos da Black Friday, começa nesta quinta-feira (03) e irá até o dia 13 de setembro. A seguir, saiba tudo sobre a Semana Brasil 2020 e quais são as lojas participantes.

O que é e quando acontece a Semana Brasil

A Semana Brasil é uma campanha de descontos que estimula lojistas a criarem ofertas para aquecer a economia. Similar à Black Friday, o objetivo é aumentar as vendas em um período marcado pela baixa demanda por produtos nos meses que antecedem o Natal. A iniciativa começou em 2019 e registrou um aumento de 41% nas vendas online em relação ao mesmo período do ano anterior (2018), sem a campanha.

Em 2020, o evento visa aquecer o comércio brasileiro em um momento de contração econômica. A semana de compras é promovida pelo Governo Federal em parceria com o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV). Segundo o IDV, essa é a iniciativa “totalmente suprapartidária, que trará benefícios para a economia do país como um todo”.

A campanha deste ano está marcada para acontecer entre os dias 3 e 13 de setembro de 2020, mas já conta com publicidade estatal desde o dia 31 de agosto.

Lojas participantes Continue lendo

Política : A REFORMA
Enviado por alexandre em 04/09/2020 09:00:00


Reforma administrativa abrange, Executivo, Legislativo e Judiciário de estado, União e municípios

G1

A proposta de reforma administrativa, enviada pelo governo ao Congresso nesta quinta-feira (03), abrange futuros servidores públicos dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário da União, estados e municípios. Não afetará os atuais servidores.

O texto não vale para parlamentares, magistrados e promotores. De acordo com o governo, esses são membros de poderes e têm regras diferentes dos demais servidores. A reforma também não valerá para militares, que estão sujeitos a normas distintas.

Os detalhes da reforma foram apresentados em entrevista coletiva no Ministério da Economia.

“No Judiciário, os membros do poder são os que integram a magistratura — juízes, desembargadores, ministros dos tribunais superiores. No Ministério Público, são os promotores, procuradores. No Legislativo, são os parlamentares. Esses são membros do poder que são regidos por estatuto próprio. O que estamos apresentado na PEC é o que é aplicado a servidores dos poderes executivos, legislativos, Judiciário da União, estados e municípios”, afirmou o secretário-adjunto de Desburocratização do Ministério da Economia, Gleisson Rubin.

Ele afirmou que o texto não se aplicará a membros de outros poderes porque as regras, nesses casos, não podem ser definidas pelo governo federal.

“Não se estende aos membros de outros poderes, pois chefe do Poder Executivo não pode propor normas de organizações de outros poderes. Magistrados, parlamentares, não estão no escopo da proposta que estamos trazendo aqui. Eventual inclusão deles depende de que cada poder faça uma proposta, ou que a nossa proposta seja ampliada. Essa é uma decisão do Congresso Nacional”, disse Rubin.

A reforma administrativa foi enviada ao Congresso em forma da proposta de emenda à Constituição (PEC). Para virar lei, de fato, precisará ser aprovada em dois turnos de votação por três quintos dos parlamentares de Câmara e Senado.

Dentro do governo, em especial na equipe econômica, a reforma é vista como uma medida essencial para modernizar a máquina pública e cortar gastos.

Outros pontos

Fim da estabilidade – Entre as mudanças propostas pelo governo, via reforma administrativa, está o fim da estabilidade para parte dos novos servidores do Executivo federal. “A estabilidade dos servidores que já ingressaram no serviço público continua nos mesmos termos da Constituição atual. Os vencimentos dos servidores atuais não serão reduzidos”, informou o governo. Continue lendo


Blog do Vicente

Os futuros professores e profissionais de saúde que vierem a ingressar no governo terão estabilidade limitada e poderão ter cortes de salários e de jornadas se a proposta de reforma administrativa, encaminhada nesta quinta-feira (03) pelo governo ao Congresso, for aprovada. Eles estão fora do que o Ministério da Economia classifica como carreiras típicas de Estado. 

Não por acaso, esses dois grupos, considerados fundamentais dentro do serviços público, prometem fazer barulho no Congresso para tentar garantir o mesmo tratamento dado, por exemplo, a auditores fiscais e a policiais federais. Também querem obter apoio da opinião pública. Vale lembrar que  juízes, desembargadores, membros do Ministério Público, militares e parlamentares sequer foram pegos pela proposta de reforma. 

Pelo acordo fechado entre o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, professores e profissionais de saúde entram no grupo chamado de barnabés, o grosso do funcionalismo público. Esse grupo também é conhecido como carreirão, que agrega cerca de 80% dos servidores que fazem parte da folha de pagamento da União. 

Barnabés tiveram reajuste menor de salário 

Os barnabés foram tratados de forma diferenciada na última negociação salarial feita pelo governo. Tiveram 10,8% de aumento, dividido em duas parcelas, em 2016 e 2017. Já a elite do funcionalismo, os “sangue azul“, receberam, na média, 29% de reajuste, índice parcelado em quatro vezes.  Continue lendo

O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello

Em nova medida de combate à pandemia de Covid-19, o Ministério da Saúde institui um incentivo de custeio de R$ 369 milhões para que municípios brasileiros façam o rastreamento dos contatos de pessoas infectadas pelo Sars-CoV-2, o novo coronavírus que causa a doença.

A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (04), em portaria assinada pelo ministro da Saúde interino Eduardo Pazuello.

Todos os 5.570 municípios brasileiros receberão verbas do Fundo Nacional da Saúde, que prevê liberar um total de R$ 369.708.000. Segundo o texto da portaria, o pagamento será realizado em parcela única, na competência financeira de outubro. 

O valor será dividido de forma proporcional entre os municípios, levando em consideração a população e o potencial de pessoas cadastradas por equipe de Saúde da Família. Uma tabela anexa à portaria informa a quantia que cada cidade receberá e o número de profissionais que farão o rastreio dos casos em cada município.

Cada profissional de saúde convocado por seu município receberá R$ 6.000,00 para ações de rastreamento e monitoramento de contatos de casos de Covid-19 nos meses de outubro, novembro e dezembro de 2020.

A maior cidade do país, São Paulo (SP), receberá R$ 18,3 milhões para custear a atuação de 3.064 profissionais de saúde envolvidos no rastreamento e monitoramento dos casos confirmados. Já Serra da Saudade (MG), considerado o município menos populoso do país – com 781 habitantes -, terá a atuação de apenas um profissional e receberá R$ 6 mil.

Médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem serão selecionados para acompanhar pacientes diagnosticados com o novo coronavírus. O objeto central é o de levantar a informação de todas as pessoas que tiveram contato com o doente nas 48 horas que antecederam a confirmação do diagnóstico.

A expectativa, a partir desse mapeamento, é a de interromper a cadeia de transmissão do vírus, permitindo a redução do contágio da doença. O trabalho poderá ser feito tanto presencialmente como pelo telefone.

Política : DAQUI NÃO SAIO
Enviado por alexandre em 04/09/2020 08:43:46

Maia faz de tudo para continuar na cadeira de presidente da Câmara federal
Maia já articula reeleição  

Um dia após a senadora Rose de Freitas (Podemos-ES) anunciar uma Proposta de Emenda à Constituição para permitir a reeleição do presidente do Senado e da Câmara, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), aterrissou, ontem, no Recife. A pauta oficial foi justificada em cima de uma reunião com secretários da Fazenda do Nordeste para discutir a proposta de reforma tributária. Nos bastidores, o que se sabe é que Maia veio pedir apoio ao governador Paulo Câmara, com quem se encontrou antes, para mobilizar a bancada em favor da PEC da reeleição dele e de David Alcolumbre, presidente do Senado.

Ao anunciar sua iniciativa, Rose de Freitas chegou a pedir desculpas a Alcolumbre por não ter votado nele na eleição para presidência da Casa em 2019. A PEC consolida uma articulação feita há meses pelo presidente do Senado para ficar mais dois anos no cargo. Atualmente, a Constituição proíbe a recondução de um parlamentar para o mesmo cargo da Mesa Diretora da Câmara e do Senado na mesma legislatura. O Supremo Tribunal Federal (STF) discute uma ação sobre a possibilidade de reeleição de Maia e Alcolumbre, mas ainda não houve julgamento.

Para que a proposta comece a tramitar no Senado, o texto precisa de 27 assinaturas. Além disso, cabe ao próprio Alcolumbre pautar a PEC e, se for à votação, precisa de no mínimo 49 votos favoráveis entre os 81 senadores. Aliados do amapaense dizem que há votos suficientes para viabilizar a recondução dele no comando. A Câmara também teria de aprovar a proposta, com no mínimo 308 votos entre os 513 deputaddos. Rose de Freitas argumenta que a possibilidade de reeleição é necessária diante do contexto político da pandemia de covid-19.

Para ela, Alcolumbre e Maia conciliaram interesses na crise e precisam ter aval para continuar no poder. Nesse período, em que as comissões não funcionaram, coube exclusivamente a Maia e Alcolumbre a pauta das duas Casas. "Há uma discussão de que fazer a reeleição em função do Davi, do Rodrigo, é muito personalista esse processo, mas acontece que é o voto da democracia. Se você não quer reeleger, vota contra a pessoa que está disputando", comentou a parlamentar.

Para a senadora, o Congresso não pode esperar uma decisão do Supremo sobre a reeleição. "Ficar dependendo de um sim ou não, um tudo ou nada, em uma situação tão delicada, esperar que o Supremo decida é muito difícil." O partido de Rose de Freitas faz oposição interna a Alcolumbre no Senado. Ela já manifestou interesse em deixar a legenda.

POSTULANTES DO CENTRÃO – O presidente Bolsonaro joga para derrotar qualquer tentativa que possa garantir uma brecha à reeleição de Rodrigo Maia. No Centrão, movimento alinhado ao Planalto, a briga pela preferência como candidato à Presidência da Casa está restrita, hoje, aos deputados Arthur Lira (PP-AL) e Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), este líder da Maioria e relator da reforma tributária. Ribeiro, entretanto, só conseguirá emplacar seu nome se Lira se inviabilizar como candidato, uma vez que não tem os votos dentro do próprio partido para emplacar como candidato contra o deputado alagoano. Ciente disso, Lira tratou de tentar se fortalecer dentro do Centrão, de forma a sufocar outros postulantes.

CHANCES ZERO – Se o PDT vier de fato a se aliar ao PSB no Recife, em apoio à candidatura de João Campos, as chances da ex-vereadora Isabella de Roldão vir ser apadrinhada pelo deputado Túlio Gadêlha, que está retirando sua pré-candidatura a prefeito, são além de zero, nulas. Carlos Lupi, presidente nacional da legenda, delegou a Gadêlha a indicação do nome. O problema é que o deputado não dispõe de alternativas, porque no seu grupo não tem ninguém que se enquadre nesse perfil. Gadêlha também avalia se vale a pena mesmo uma aproximação com o PSB, partido que está desgastado e ameaçado de ser deletado do poder.

DEGOLA – A reforma interna da Câmara dos Deputados prevê a redução de mil cargos efetivos no seu quadro, sendo 633 imediatos, de pessoas que estão prestes a se aposentar e um corte salarial de até 40% para ingressantes. A proposta para enxugar a máquina do Legislativo foi apresentada ao presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para as lideranças da Câmara. "Hoje carreiras são curtas e salários são altos", disse Maia. "Precisamos de carreiras mais longas". O diretor geral da Câmara, Sérgio Sampaio, afirmou que é uma readequação para a Casa funcionar em uma estrutura mais eficiente. "Estamos criando uma carreira com 25 degraus e para subir cada um terá uma avaliação de desempenho", disse.

QUEDA NO NE – Pesquisa PoderData, do site Poder360, indica que a estratégia do presidente Jair Bolsonaro de intensificar a agenda de viagens ao Nordeste não surtiu efeito imediato na avaliação de seu Governo na região. O levantamento mostra que a aprovação da administração federal, que vinha em trajetória de alta na região, caiu oito pontos percentuais. Passou de 48% para 40% em relação ao último levantamento, realizado de 17 a 19 de agosto. A desaprovação ficou em 50% – variação positiva, dentro da margem de erro. As taxas estão abaixo da avaliação nacional: 51% aprovam o governo Bolsonaro e 41% desaprovam.

SEM AVAL – A reforma administrativa proposta pelo governo prevê que o presidente da República altere a estrutura do Poder Executivo e até declare extintos alguns órgãos e ministérios sem a necessidade de aval prévio do Congresso Nacional. A proposta foi antecipada pelo jornal Estadão em outubro do ano passado. Hoje, o presidente depende do aval do Legislativo para fazer esse tipo de mudança. Se a medida for aprovada, ele poderá unilateralmente mexer em ministérios, fundações e autarquias do Executivo sem necessidade de consultar os parlamentares, desde que não haja aumento de despesa.

LIVE COM RATINHO – Devido ao feriado de 7 de setembro, na próxima segunda-feira, a live com o apresentador Ratinho, do SBT, ficou para a próxima quarta-feira, 9, às 18 horas pelo YouTube com transmissão simultânea pela Rede Nordeste de Rádio, formada por mais de 40 emissoras, hoje abrangendo um raio de ação nos Estados de Pernambuco, Alagoas e Bahia. Ratinho aceitou falar sobre os investimentos que está fazendo no polo de confecções de Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste pernambucano.

Perguntar não ofende: O Congresso vai se curvar à PEC da reeleição de Alcolumbre e Maia? 


Bolsonaro se reaproxima de Bivar, confirma Bia

Por Hylda Cavalcanti

A deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) confirmou, hoje, em entrevista concedida numa live para o blog, a reaproximação que está sendo feita entre o presidente nacional do PSL, deputado Luciano Bivar (PSL-PE), e o presidente da República, Jair Bolsonaro, com vistas à eleição de 2022. Ex-vice-líder do governo na Câmara e muito ligada ao Palácio do Planalto, ela disse que não vê qualquer dificuldade nisso e que o importante é acabar com “qualquer clima de beligerância entre antigos aliados”.

Apesar disso, Bia ressaltou que inicialmente não espera que esse movimento político feito nos últimos dias leve à possibilidade de Bolsonaro retornar ao PSL. “O que eu avalio é que com essa reaproximação abriu-se uma porta para o diálogo. Isso de divergências acontece e é bom acabar entre integrantes do governo que estiveram juntos nas últimas eleições. Mas o pessoal continua trabalhando pela criação da Aliança Pelo Brasil (partido político que Bolsonaro tenta criar)”, afirmou.

A parlamentar, entretanto, fez questão de deixar claro que “é muito bom também pensar num plano ‘B’ (que, seria, no caso, Bolsonaro candidato à reeleição pelo mesmo PSL que o elegeu em 2018) caso o que se espera não dê certo”. “O importante é que possamos ultrapassar essa fase (de divergências entre o presidente da República e o partido) e seguirmos em frente. Será muito melhor”, ressaltou.

Bia não descarta a possibilidade de, se convidada, voltar a assumir alguma posição de liderança na Câmara, de onde foi destituída em julho pelo presidente por votar de forma diferente do recomendado pelo governo na proposta do novo Fundeb. Mas não esconde que sua grande preocupação, atualmente, tem sido o Supremo Tribunal Federal (STF), considerada por ela uma corte que tem “cometido abusos de direito”.

A deputada, entretanto, tem metas mais ambiciosas que qualquer liderança: galga a presidência da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Casa, tida como a mais importante da Câmara, onde é avaliado o mérito e a constitucionalidade de todos os projetos protocolados.

“Fui destituída da vice-liderança do governo na Câmara porque mantive minha posição contrária ao projeto do novo Fundeb, uma posição que sempre defendi desde o ano passado. Eu marquei minha posição e o presidente marcou a dele. Era natural que, em sendo assim, tivesse de deixar a vice-liderança. Não contesto isso e considero uma coisa superada. Continuo sendo fiel a esse governo do qual sou aliada de primeira hora”, afirmou.

Bia contou que se for convidada para voltar a ser vice-líder ou para ocupar algum outro cargo de liderança do governo no Congresso não vê qualquer problema em aceitar, mas não acredita que isso vá acontecer em função do seu projeto de disputar a presidência da CCJ – ao qual quer se dedicar nos próximos meses (a troca de comando na comissão acontece em fevereiro de 2021).

A deputada também é admiradora e amiga do ministro da Economia, Paulo Guedes. Tem sido responsável, inclusive, por várias postagens nas redes sociais defendendo Guedes, que tem passado por um período de fragilidade política no governo. “Paulo Guedes é um patriota, um homem correto, muito trabalhador, inteligente e probo. Não me canso de destacar seu trabalho”, frisou.

Um item que deixa a parlamentar estremecida, porém, é o processo que tramita no STF que a inclui entre vários nomes acusados de disseminação das fake news. Bia afirmou que apesar de ser inocente, tem medo do julgamento. Acrescentou que recebeu a citação ao seu nome no caso pelo ministro do Supremo Alexandre de Moraes com “perplexidade e indignação”. 

“Com esse processo conseguiram que as pessoas se intimidassem nas redes sociais e fizeram com que muitas pessoas deixassem de ir às ruas para se manifestar”, criticou.

“Dizem que quem não deve não teme, mas quando a gente está num país em que a própria suprema corte está cometendo abusos de direito e violando garantias e direitos fundamentais, qual é a segurança que a gente tem de que, sendo inocente, não pode ser considerada culpada? Por conta da situação real de como o Supremo tem se comportado, eu temo sim, o andamento desse processo”, admitiu.

A deputada apontou como responsáveis por isso dois colegas parlamentares que são tidos como seus desafetos, os deputados Joice Hasselmann e Alexandre Frota, ambos do PSL de São Paulo. Acusou os dois de terem feito “fofocas” que induziram à percepção de que ela estava envolvida no escândalo das fake news. “Joice e Frota compraram essa história e me envolveram de uma forma dantesca”, acusou.

Eleita com 86.405 votos espalhados por Brasília e regiões administrativas do Distrito Federal (antes chamadas de cidades satélites), Bia Kicis foi procuradora no DF durante anos. Contou que decidiu ser candidata a uma vaga no Congresso Nacional “para fazer algo pelo país”. 

Tudo começou quando ela participou de um movimento que entrou com ação judicial contestando iniciativas do governo Dilma Rousseff. “Percebi, a partir daí, como era importante ajudar o Brasil. Como tempo, conheci Jair Bolsonaro e em 2017 resolvi aceitar o convite dele e me candidatar”, contou.

Desenvolta, a deputada ainda aproveitou a live para alfinetar mais uma vez a colega Joice Hasselmann, que é candidata a prefeita de São Paulo. “Vejo a Joice perdendo essa eleição. É uma coisa impressionante. A não ser que eu esteja completamente enganada e não entenda nada de política, essa candidatura dela vai ser um desastre”, pontuou.

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