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Política : TOMA LÁ DÁ CÁ
Enviado por alexandre em 12/09/2019 08:45:17

"Deputado pode demitir presidente", diz parlamentar a ministro de Bolsonaro

O ministro da Secretaria de Governo de Jair Bolsonaro, Luiz Eduardo Ramos, se reuniu nesta quarta-feira com a bancada de deputados federais do Paraná. Durante a reunião, foi cobrado pela liberação de cargos e verbas relacionadas ao acordo para a aprovação da reforma da Previdência na Câmara.

Ele justificou a demora dizendo que não há dinheiro disponível, mas que seria liberado em breve. Quanto aos cargos, Ramos tem se mostrado insatisfeito com deputados que têm cargos em órgãos federais, mas se posicionam contra o governo.

Diante da cobrança, o ex-ministro da Saúde de Michel Temer, Ricardo Barros (PR), hoje deputado pelo PP, fez uma intervenção para dizer que “o presidente não pode demitir deputado, mas o deputado pode demitir o presidente”.

Procurado, Barros disse que gostou da conversa e que Ramos está aberto ao diálogo com parlamentares. O deputado diz que não fez o comentário como uma ameaça. Para ele, “quanto mais desarticulado o governo”, melhor para o Congresso.

— Se precisar demitir o presidente nós demitimos, ele não pode demitir o Congresso. A palavra é nossa final, ele é que tem que querer estar de bem conosco. Se ele não quer, está ótimo para nós. O Congresso está vivendo um ótimo momento com essa independência, diz Barros.

Para o deputado, o esquema em que o governo optou por governar, sem negociar ministérios com partidos, não dá margem para que deputados sejam cobrados depois por votações específicas. Isso faz com que o Congresso seja mais independente, segundo Barros, eleito deputado federal pela primeira vez em 1994.

Ramos disse que a declaração de Barros não teve nenhuma intenção provocativa e que o deputado fez apenas uma explanação sobre o presidencialismo de coalizão, esquema em que os partidos governam em conjunto com o presidente, mas ocupam cargos de primeiro escalão, como ministérios. Continue reading


Guedes e Maia

A saída de Marcos Cintra do comando da Receita Federal deve destravar o andamento da reforma tributária no Congresso e tirar a “cara de CPMF” da proposta do governo, que enfrentava resistências dos parlamentares antes mesmo de ser enviada. A equipe econômica, porém, não desistiu da ideia de desonerar a folha de pagamento das empresas e estuda agora qual será o melhor caminho para compensar a perda de arrecadação com a medida.

Hoje, as empresas pagam como tributo 20% sobre o total dos salários dos seus funcionários. Guedes defende reduzir a contribuição para estimular a geração de empregos no País. A tese é que, com custo menor, os empresários contratariam mais.

Uma das alternativas é começar a fazer a desoneração da folha de forma bem mais gradual. A equipe econômica já vinha preparando um programa para desobrigar empresas de pagar impostos sobre a folha na contratação de jovens e pessoas que estão sem carteira assinada há mais de dois anos. A iniciativa tem sido chamada de “Emprego Verde e Amarelo” e significaria um início mais focalizado da medida de desoneração.

Essa desoneração inicial poderia ser bancada com recursos do Sistema S. Assim, o governo ganharia tempo para trabalhar melhor no Congresso a possibilidade de emplacar a ideia de uma Contribuição de Pagamentos (CP), tributo nos moldes da extinta CPMF, com alíquota reduzida no futuro.

Outra possibilidade seria usar a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que pretende unificar até cinco tributos federais.

A intenção da equipe econômica é promover uma desoneração inicial mais restrita, mas capaz de impulsionar a geração de empregos. Isso daria mais força política ao governo para defender a extensão da medida e aprovar uma forma de financiá-la.

Caso opte pelo adicional no CBS, seriam cinco a seis pontos porcentuais a mais para que essa contribuição possa suprir a perda de arrecadação com a desoneração da folha pretendida por Guedes.

O temor, porém, é que a alíquota fique tão elevada que supere países da União Europeia que já têm as maiores cobranças de um imposto unificado sobre bens e serviços. Continue reading

Política : PILANTRA
Enviado por alexandre em 12/09/2019 08:41:06

PGR denuncia deputado por desviar R$ 1 milhão da Secretaria dos Direitos Humanos

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, denunciou nesta quarta-feira (11), o deputado federal Eduardo Barbosa (PSDB-MG/foto) pelo desvio de R$ 1 milhão que seriam destinados à promoção e defesa de direitos de pessoas com deficiência.

O dinheiro era de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares. Os desvios foram feitos na época em que Barbosa também presidia a Federação Nacional da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), em 2010.

Segundo a denúncia, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República destinou à Federação das Apaes de Minas Gerais o valor de R$ 999.997,82 para contratação de duas empresas de promoção de eventos. Mas, de acordo com as investigações, parte do dinheiro foi usado em benefício de pessoas físicas e jurídicas, além de financiar a campanha eleitoral de Eduardo Barbosa.

Na manifestação, a procuradora-geral afirma que o deputado aproveitou do convênio firmado entre a instituição e o governo federal para “utilizar parte desses recursos, de forma escamoteada, para outras finalidades que não, especificamente, a execução da finalidade da destinação do dinheiro prevista no instrumento contratual”.

O relatório final de prestação de contas, produzido pela Coordenação Geral de Convênios da SDH concluiu que houve fraude e mal uso de recursos públicos. O texto ainda destacou indícios de simulação nos procedimentos de cotações e da ocorrência de procedimentos fictícios para contratação das empresas.

A quebra do sigilo bancário da conta que recebeu o dinheiro revelou ainda a ausência de demonstração de grande parte dos valores repassados às empresas subcontratadas, além do desvio de parte do montante. Extratos mostram que cerca de 60% do valor pago à uma das empresas foi desviado. Os principais destinatários do dinheiro recebido foram funcionários e familiares de sócios da empresa.

Caso o deputado seja condenado, a PGR quer que Eduardo Barbosa perca sua função pública, seja ele emprego público ou mandato eletivo.

O QUE DIZ EDUARDO BARBOSA

No Twitter, o deputado divulgou um áudio em que afirma que recebeu a denúncia com “tranquilidade”, mas que considera “inacreditável” que, após 6 anos, a PGR continue dando prosseguimento à denúncia. Continue reading


O ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) afirmou nesta quarta-feira (11) que o governo liberará até R$ 20 bilhões do Orçamento. Destes, R$ 14 bilhões serão desbloqueados dos dias 25 a 30 de setembro. Os R$ 6 bilhões restantes serão para outubro.

Essa liberação foi acordada entre Onyx e a equipe econômica do governo. Pressionados pelo contingenciamento (bloqueio de recursos) do Orçamento, as pastas mais atingidas serão beneficiadas. O descontingenciamento atingirá principalmente os Ministérios da Defesa, Educação, Infraestrutura e Saúde.

As demais pastas também receberão os recursos, só que em montantes menores. Os valores específicos para cada ministério, contudo, ainda não foram definidos pela equipe econômica.

Segundo Onyx, a liberação de parte do orçamento foi possível devido a uma leve alta na arrecadação da União. O crescimento dos lucros dos bancos também ajudou a desafogar os recursos.

Bloqueios no Orçamento

Para tentar garantir o cumprimento da meta fiscal deste ano, de déficit primário de até R$ 139 bilhões, o Ministério da Economia anunciou em março o bloqueio de R$ 29,79 bilhões do Orçamento de 2019.

O contingenciamento foi anunciado durante divulgação do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas referente ao 1º bimestre. Será o 6º ano consecutivo de resultado negativo nas contas públicas.

Novos bloqueios foram feitos ainda no 1º semestre. Em julho, um novo contingenciamento de R$ 1,44 bilhão do Orçamento do Poder Executivo foi anunciado.

Política : NO OLHO DA RUA
Enviado por alexandre em 12/09/2019 08:28:05

Desobediência a Bolsonaro levou a queda de Cintra

Desobediência a ordem expressa de Bolsonaro foi gota d’água e levou à queda de Cintra.

Foto/fonte: Brasil247

Da Folha de S. Paulo - Painel

Por Daniela Lima

 

Jair Bolsonaro ficou especialmente irritado e mandou demitir Marcos Cintra porque viu na divulgação de detalhes da proposta de recriação da CPMF uma desobediência a pedido feito pessoalmente por ele à equipe econômica. Antes de ser internado para sua quarta cirurgia, o presidente foi ao ministério e solicitou que o assunto não fosse esmiuçado até que ele saísse do hospital. Ressaltou que não estava convencido e pediu que o aguardassem para dar rumo à reforma tributária.

Este último episódio acabou sendo a cereja do bolo no processo de fritura de Cintra, agora ex-secretário da Receita. Bolsonaro estava insatisfeito e fazia críticas ao trabalho dele no órgão a outras autoridades, sem qualquer cerimônia, há meses.

O presidente costumava dizer que Cintra era uma boa pessoa, mas que não tinha condições de controlar a Receita. Depois disso, Paulo Guedes (Economia) começou a confidenciar que, dado o rumo da coisa, não seria possível manter o secretário no cargo por muito tempo.

No dia 15 de agosto o Painel relatou que a cabeça do então chefe do fisco estava à prêmio.

Na noite desta terça (10), mais de 12 horas antes da exoneração de Cintra, membros da Receita já especulavam, junto a parlamentares, que a queda do chefe era certa.

Na Câmara, o debate sobre a criação de um novo tributo nos moldes da CPMF é considerado natimorto. O DEM, partido dos presidentes do Congresso, liderou a derrubada da contribuição no passado. Assumir sua volta seria uma derrota política, na avaliação de integrantes da sigla.



Banqueiro: Cintra era economista anacrônico

Marcos Cintra era economista anacrônico, afirma banqueiro. Presença de secretário na equipe econômica não era condizente com quadro montado por Guedes, diz Ricardo Lacerda.

Ex-secretario especial da Receita Federal, Marcos Cintra (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Da Folha de S. Paulo - Painel S.A.
Por Joana Cunha

 

Para opositores da CPMF, a queda de Marcos Cintra ajudará a deslanchar a reforma tributária. O secretário da Receita, que defende o modelo de imposto único desde 1990, era um "economista anacrônico e pianista de uma nota só" neste governo, na opinião do presidente do banco BR Partners, Ricardo Lacerda, que foi aluno de Cintra na FGV no passado. "Sua presença na equipe econômica não estava condizente com o quadro de excelência montado por Paulo Guedes", diz ele.

A turbulência desta quarta-feira (11) teve um desfecho favorável, na visão do banqueiro. "A sinalização do presidente Bolsonaro de que não haverá aumento da carga tributária é extremamente positiva", afirma Lacerda.

Na outra ponta do racha formado entre as versões de reforma tributária, houve lamento pela saída de Cintra. "Perdemos um aliado, mas vamos continuar lutando", diz Luigi Nese, vice-presidente da CNS (Confederação Nacional dos Serviços), que via oportunidade de tributação mais branda no modelo defendido pelo ex-secretário. 

O economista José Marcio Camargo, da PUC-RJ, viu dois lados na demissão de Marcos Cintra. Como representante da CPMF, sua ausência ajuda a tirar a polêmica do meio do caminho. "Por outro lado, dificulta a questão da desoneração da folha de pagamento", afirma. 

Política : A MOAGEM
Enviado por alexandre em 11/09/2019 08:41:45

Posições e ações polêmicas de Carluxo, Crivela e Covas

Nem sempre é o que parece

Por  Carlos Brickmann

 

Um dos zeros do presidente, Carluxo, levou cacetadas só por ter dito que, por vias democráticas, a transformação que o Brasil quer “não acontecerá na velocidade que almejamos“. E, no entanto, Carluxo tem razão. Foi abandonando a democracia que Mussolini fez com que os trens da Itália cumprissem o horário. Tudo bem que algum tempo depois a Itália fosse invadida e ele terminasse seus dias pendurado pelos pés. Mas foi tudo rápido. Como foi rápida a transformação da Alemanha tão logo Hitler fugiu das vias democráticas. Montou avançados campos de extermínio, levou o país a ser atacado com as mais modernas armas então existentes, e depois passar uns 50 anos dividido em dois – algo, convenhamos, transformador, diferente de tudo o que havia antes.

Há quem pense que o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, movido pelo fervor fundamentalista, errou feio ao tentar apreender os gibis da Marvel em que dois super-heróis se beijavam. Nada disso: Crivella passou a ser criticado por esquecer que o país é laico, que revista compra quem quer e que a censura é proibida pela Constituição. Enquanto isso, não o criticaram pela total inoperância como prefeito do Rio. Crivella, como o prefeito paulistano Bruno Covas, é simpático, bom de conversa, mas concentra defeitos na parte administrativa. Digamos que Crivella é uma espécie de Bruno Covas capaz de citar longos trechos do Evangelho.

Qual a vantagem?

Parece que está sendo difícil defender a gestão de Crivella como prefeito. Ao brigar com os super-heróis, passa a ser defendido por eleitores que, como ele, se opõem a fotos, desenhos ou frases que pareçam ser contra a religião. Embora o trio Batman, Robin e Alfred, e as duplas Mandrake e Lothar, o Fantasma e Guran, o líder pigmeu, nunca tenham dado margem a dúvidas.



Salvador sem pornografia

Prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM Fonte: Diario do Poder - Crédito: Foto: Valter Pontes/Secom Salvador

Por  Carlos Brickmann

 

ACM Neto, prefeito de Salvador, promulgou a lei que proíbe pornografia em eventos da Prefeitura. OK – mas como definir o que é pornografia? No Carnaval de Salvador dificilmente as letras estão distantes do tema proibido.

Nos bons tempos em que Carlos Moreno era garoto-propaganda da Bombril, uma das músicas do Carnaval de Salvador, composta pelo pessoal da agência de publicidade que cuidava da conta, tinha como refrão “Pega no Bombril dela”.

Nos tempos da censura do regime militar, as revistas de mulher pelada receberam instruções sobre o que era proibido ou permitido. Mulher nua só podia exibir um dos seios. Mas, com uma camiseta molhada, transparente, podia mostrar os dois. E havia a proibição do impossível: não era permitido mostrar uma foto frontal de bunda. Essa nem Picasso conseguiria.


Eduardo diz ter votos para embaixada

Filho de Bolsonaro minimiza polêmica em fala do irmão Carlos. "Por nós, teria outra velocidade, mas o tempo do Congresso não é o tempo da sociedade", disse o deputado ao defender o irmão.

O deputado Eduardo Bolsonaro (Joshua Roberts/Reuters)

Da Redação da Veja

 

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) saiu em defesa do seu irmão no plenário da Câmara nesta terça-feira 10. Sob protesto de alguns deputados de oposição, o parlamentar minimizou a polêmica do tuíte do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) , de que “o Brasil não terá transformação rápida pro vias democráticas“, ao dizer que a posição de Carlos “não tem nada demais”. Para Eduardo, é a oposição que é “amante” de ditaduras.

“O que Carlos Bolsonaro falou não tem nada demais. As coisas em uma democracia demoram porque exigem debate. Ele falou só isso. Não temos condições de mudar o Brasil na velocidade que gostaríamos. Por nós, teria outra velocidade, mas o tempo do Congresso não é o tempo da sociedade”, disse.

Eduardo também acusou a oposição de isentar de críticas a situação da Venezuela e de apoiar países como Cuba. “São amantes de ditaduras. São incapazes de repudiar o governo de (Nicolás) Maduro e vêm aqui posar de amantes da democracia”, disse.

Enquanto Eduardo discursava do centro do plenário, deputados pediam que ele “limpasse a boca” antes de criticar os partidos de oposição.

Embaixada

Indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para assumir a embaixada brasileira em Washington, nos Estados Unidos, Eduardo afirmou que a formalização da indicação ao Senado deve acontecer em meados de outubro.

Em entrevista ao site Congresso em Foco, Eduardo disse já ter votos suficientes de senadores para ter o nome aprovado para ser o novo embaixador do Brasil nos Estados Unidos. “Acredito que hoje, se fosse votado, acredito que sim, acredito que conseguiria (ser aprovado).”

Ele contou que já conversou com mais de 30 senadores e está confiante em sua aprovação. Eduardo terá que ser sabatinado pela Comissão de Relações Exteriores e, depois, terá que ter seu nome aprovado pelo colegiado e pelo plenário da Casa.

Questionado sobre se estaria esperando a reforma da Previdência ser aprovada pelos senadores, Eduardo negou e disse apenas estar esperando o melhor momento baseado nas conversas que têm tido com os senadores, inclusive com os de oposição.

(Com Estadão Conteúdo e Reuters)

Política : NA MIRA
Enviado por alexandre em 11/09/2019 08:38:15

Lava Jato mira campanhas e núcleo de Dilma

Investigação da Lava Jato mira campanhas e núcleo de confiança de Dilma. Após delação de Palocci, pessoas diretamente ligadas à ex-presidente se tornaram alvo da PF.

(Marcelo Camargo/Agência Brasil) (Foto: Eduardo Guimarães

Da Folha de S. Paulo - Por Wálter Nunes

 

Mesmo sem ter sido alvo de buscas ou de outras medidas cautelares, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) está no centro das atenções dos trabalhos mais recentes da Lava Jato.

As últimas duas operações, deflagradas em 23 de agosto e nesta terça-feira (10), foram concentradas em pessoas ligadas diretamente à ex-presidente da República, além de tratar do financiamento das suas duas campanhas presidenciais, de 2010 e de 2014.

As investigações tratam tanto de contratos da Petrobras como das obras da usina hidrelétrica de Belo Monte, principal bandeira de Dilma no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). 

Batizada de Pentiti (palavra em italiano que significa arrependimento), a 64ª fase da Lava Jato foi uma referência às acusações do ex-ministro Antonio Palocci, único petista importante a assinar acordo de delação premiada com a Lava Jato.

Ela motivou buscas na casa da ex-presidente da Petrobras Graça Foster, nomeada em 2012 por Dilma, e também mirou Guido Mantega, ministro da Fazenda da petista. 

Já a 65ª etapa levou à prisão nesta terça de Márcio Lobão. Ele é filho do ex-senador e ex-ministro de Minas e Energia Edison Lobão (MDB), que foi encarregado por Dilma de tocar a obra de Belo Monte. 

Alvo de suspeita de propina pela Odebrecht, a obra entrou no rol de acusações da delação de Palocci. 

O Ministério Público Federal acusa Edison Lobão de contar com a ajuda do filho no esquema de propina —a quem caberia a suposta lavagem de dinheiro por meio de obras de arte. O ex-ministro de Minas e Energia já havia sido denunciado por esse caso e se tornado réu em julho.

Palocci foi preso em setembro de 2016, na fase Omertà. Em prisão domiciliar desde novembro, ele obteve no mês passado direito ao regime aberto, mas com uso de tornozeleira eletrônica. 

O ex-ministro petista não conseguiu fechar um acordo delação premiada com a Procuradoria, que justificou falta de provas. Mas a colaboração foi aceita pela PF e homologada no Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

A delação de Palocci, que atuou nos governos Lula e Dilma, e os depoimentos de executivos da Odebrecht foram a base para as medidas cautelares adotadas no mês passado pela Polícia Federal.

Enquanto investigações anteriores da Lava Jato foram focadas principalmente no entorno de Lula, os principais alvos diretos da investigação agora são do núcleo de confiança de Dilma.

Graça Foster e Guido Mantega são acusados por Palocci de usar negócios da Petrobras para arrecadar fundos para a campanha da petista.

 Além de fazer buscas em endereços da ex-presidente da Petrobras, a PF também mirava apreensões em endereços de Mantega, mas a Procuradoria e a juíza Gabriela Hardt consideraram a medida desnecessária, porque ele já havia sido alvo de medida semelhante com resultados infrutíferos.

Na delação, Palocci trata da venda de blocos de exploração de petróleo na África ao banco BTG, de André Esteves. Segundo ele, o negócio teve preço abaixo da avaliação inicial, favorecendo o banqueiro. A contrapartida, diz o ex-ministro, seria contribuições à campanha de Dilma em 2014.

Palocci afirmou ter sido informado por Lula que "entre Graça Foster e Guido Mantega havia um fluxo de informações permanentes, de modo que a então presidente da Petrobras passava listas de empresas que a estatal auxiliava ou que acabara de efetuar grandes pagamentos".

Desse modo, segundo ele, Guido poderia operar "junto a tais empresas, pessoalmente ou pelo tesoureiro do partido, buscando recursos de propina para a campanha de 2014”.

André Esteves, segundo a delação de Palocci, já havia dado R$ 5 milhões para cobrir custos da campanha de Dilma à Presidência da República em 2010.

A contrapartida seria a gestão petista transformá-lo no “banqueiro do pré-sal”, segundo Palocci disse aos policiais federais.

Branislav Kontic, ex-assessor de Palocci, teria se encontrado com o próprio banqueiro na sede do BTG, em São Paulo, e saiu com R$ 5 milhões, que teriam sido usados para pagar fornecedores de campanha, segundo o ex-ministro.
Kontic negou à Folha que tenha ido pegar dinheiro com o banqueiro. Palocci não apresentou documentos que comprovem seu relato aos policiais. 

Palocci também disse que uma parte dos recursos, R$ 250 mil, foi usada para pagamento de despesas de viagem que Dilma fez após a eleição para descansar.

Na versão que se tornou pública, esta viagem para a Bahia teria sido custeada pelo advogado Márcio Thomaz Bastos (1935-2014), ex-ministro da Justiça de Lula.

Palocci assumiu a responsabilidade pela operação, disse que Esteves não sabia da destinação do dinheiro e que Márcio Thomaz Bastos não tinha ideia de origem da verba usada para custear a viagem de Dilma.

Graça Foster é acusada pela Polícia Federal de ter acobertado atividades ilícitas na Petrobras, sobretudo envolvendo contratos internacionais da estatal. 

A nomeação dela por Dilma, segundo os investigadores, teve como efeito esvaziar a influência de Lula na estatal e aumentar o poder da petista na petrolífera. Para confirmar essa tese, os policiais ouviram delatores da Odebrecht, como Marcelo Odebrecht e Alexandrino Alencar.

Graça substituiu Sérgio Gabrielli, que havia sido nomeado por Lula em 2005.

OUTRO LADO

A assessoria da ex-presidente Dilma Rousseff não comentou a investigação da Polícia Federal focada nas campanhas presidenciais da petista, mas disse que Antonio Palocci "mente mais uma vez e, como das outras vezes, sequer apresenta provas ou indícios".

Na nota, ela classifica Palocci como "um mentiroso contumaz".

A defesa do ex-ministro diz que ele "continuará colaborando com a Justiça, esclarecendo os fatos que são objeto dos processos e apresentando suas provas de corroboração".

O advogado de Guido Mantega, Fabio Tofic, afirmou, na ocasião em que seu cliente foi alvo da operação, que as medidas impostas representavam “estardalhaço e espetáculo público” da Lava Jato. 

“Para colocar talvez uma cortina de fumaça nos abusos e nas arbitrariedades que estão sendo reveladas na condução desse processo”, declarou.

A defesa de Graça Foster disse que a ex-presidente da Petrobras não iria comentar. 

O BTG disse, por meio de sua assessoria, que não irá se manifestar sobre esse caso. 

A defesa de Márcio Lobão afirmou que a operação desta terça tratou de fatos antigos, envolvendo diferentes investigações, sobre as quais não houve tentativa de interferência por parte dele.

A defesa de Edison Lobão afirmou que ele não foi alvo nesta fase da operação e que as acusações são baseadas apenas em palavras de delatores.

ALVOS DA PF LIGADOS A DILMA

Graça Foster, ex-presidente da Petrobras

Em sua delação, o ex-ministro petista Antonio Palocci acusou Graça de usar negócios da estatal para arrecadar verba para a campanha de Dilma. A PF também suspeita de acobertamento de atividades ilícitas envolvendo contratos internacionais. No fim de agosto, ela foi alvo de operação de busca e apreensão

Guido Mantega, ministro da Fazenda de Dilma

Segundo Palocci, era parceiro de Graça em esquema para abastecer a campanha da petista, operando junto a empresas que tinham contratos com a Petrobras. No fim da agosto, Mantega foi alvo de operação da PF sob suspeita de receber propina da Odebrecht

André Esteves, banqueiro

Dono do banco BTG, teria dado, segundo Palocci, R$ 5 milhões para cobrir custis da campanha de Dilma. Em troca, Esteves se tornaria o "banqueiro do pré-sal". No fim de agosto, ele foi alvo de operação de busca e apreensão com base da delação de Palocci

Edison Lobão, ex-senador e ex-ministro de Minas e Energia

Foi encarregado por Dilma de tocar a construção da usina de Belo Monte. Seu filho Márcio foi preso nesta terça (10) sob suspeita de coletar, a mando do pai, propina de esquema ligado à Petrobras e à usina. Márcio também seria responsável por lavar o dinheiro obtido ilegalmente, tudo com o conhecimento de Lobão, segundo a PF



Ranking: Eduardo passa Joice em influência nas redes

Eduardo Bolsonaro supera Joice Hasselmann em ranking de influência nas redes sociais. 

Foto : Valter Campanato / José Cruz / Agência Brasil

Da Folha de S. Paulo - Painel

Por Daniela Lima

 

Em campanha para ganhar apoio à sua indicação à embaixada do Brasil nos EUA, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) assumiu, na última semana, a liderança do ranking dos parlamentares mais influentes nas redes sociais. 

Segundo o Instituto FSB Pesquisa, ele desbancou a líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP).

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