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Política : ESPORTE
Enviado por alexandre em 10/05/2017 11:18:10


Projeto Escola Furacão do Atlético Paranaense é lançado em Ouro Preto
O Clube Atlético Paranaense (CAP), considerado um dos melhores do Brasil na formação de base de jogadores lançou a sua marca em um evento oficial na Câmara municipal de Ouro Preto do Oeste com a presença de diversas autoridades como a secretária Executiva Regional de Governo polo IV Maria Araujo de Oliveira), os vereadores J. Rabelo (presidente da Câmara Municipal), Jeferson da Silva e os diretores do clube paranaense Ricardo Vargas e Rafael Stival. O ex-jogador Valdecir Santos o conhecido Ferreira foi o responsável em fazer a apresentação do Projeto da Escola Furação, escolinha de futebol de campo para atletas de quatro a 17 anos, que terá suas atividades físicas ministradas no complexo poliesportivo estadual. O projeto que tem como objetivo o aprendizado do futebol e o desenvolvimento de atividades que transformem cidadãos.


O professor Valdeci disse que a implantação do Projeto o qual poderá ser uma porta de entrada para os atletas que sonham em se tornar um jogador profissional. Valdeci Santos também deu uma breve palestra motivacional para as pessoas que estiveram presentes, onde abordou a importância da perseverança, determinação, educação, força de vontade e principalmente a humildade. Falou também dos picaretas que rodam o Brasil realizando peneiras cobrando taxa de alunos, o qual para ele é inadmissível e é contra essa prática, já que a peneira realizada pelo Atlético não tem despesas alguma sendo totalmente gratuita e fez uma alerta que o Projeto Escola Furacão não cobra nem um centavo do atleta e caso isso aconteça pode denunciar que é estelionato, pratica essa inadmissível pelo presidente do Atlético Paranaense Mário Celso Petraglia. “Estamos em busca em só da formação profissional, capacitando nossos jovens para um futuro de sucesso. Estamos formando cidadão preparado para os desafios que vão enfrentar”, disse o ex-jogador Ferreira que é olheiro oficial do CAP para a região norte e nordeste do país e que fixou residência em Ouro Preto do Oeste.

Durante o evento houve a escolha dos atletas que passaram por uma peneira realizada sob a chancela dos diretores do CAP, tendo sido escolhidos 7 (sete) garotos entre os quais: a jovem promessa Artur e os não menos promissores João Victor e Romulo, os escolhidos irão passar por um período de teste no moderno centro de treinamento do Atlético Paranaense na cidade de Curitiba –PR conhecido como CT do Caju que é considerado um dos melhores centros de treinamento do país. O local, com área total de 220 mil m², conta com dois hotéis que podem receber até 180 hóspedes, além de dois restaurantes, lavanderia e estacionamento. Além de conforto, o CT oferece os recursos necessários para a preparação dos jogadores: são oito campos oficiais, sala de musculação e piscina para trabalhos mais leves, além do departamento médico.

Em sua fala a secretária de Governo Maria Araujo de Oliveira, disse que o projeto a qual estava sendo lançado é digno e tem como o seu objetivo maior não só formar um atleta profissional, mas um cidadão capaz de enfrentar os desafios inerentes a vida que nos reserva. A secretária afirmou que Governo do Estado dará o suporte que se faz necessário com a disponibilidade do espaço físico e os funcionários lotados no Ginásio de Esporte e que investir e apostar no esporte é também uma das prioridades de política pública do governador do Estado Confúcio Moura que através da Casa Civil através do titular da pasta Emerson Castro e o adjunto Waldemar Albuquerque vem dando o suporte para a viabilização do projeto Escolinha Furação. “Parabenizo os diretores deste reconhecido clube de futebol que é o Atlético paranaense em ter a feliz ideia de implantar este projeto não só em nosso município, mas em outros municípios do nosso Estado (o CAP já tem implantadas 35 escolinhas de futebol no Estado de Rondônia), isso demostra a seriedade que é tratado a formação destes garotos que vão participar da escolinha de futebol”, disse a secretária de Governo que foi presentada com uma camisa oficial do CAP.













Fonte

Texto: Alexandre Araujo

Fotos: Alexandre Araujo

Secom – Governo de Rondônia





Política : NADA SOCIAIS
Enviado por alexandre em 09/05/2017 21:06:33


Justiça de Brasília suspende atividades do Instituto Lula
Instituto era usado para "perpetração de vários ilícitos criminais"

O juiz federal substituto Ricardo Augusto Soares Leite, da 10ª Vara do Distrito Federal, determinou a suspensão das atividades do Instituto Lula por ser "local de encontro para a perpetração de vários ilícitos criminais".

No despacho, o magistrado solicita apoio da Superintendência Regional do Departamento de Polícia Federal e da Junta Comercial do Estado de São Paulo para fazer cumprir a determinação "com a brevidade que o caso requer".

A decisão foi assinada na última sexta (5) e a o magistrado concedeu três dias para que a PF preste informações sobre a suspensão das atividades no Instituto Lula, bem como para que a Receita Federal envie todas as informações sobre a aquisição de propriedade dos filhos de José Carlos Bumlai pelo BTG Pactual.
Pesquisa revela empate entre Lula e Bolsonaro no Rio Grande do Sul
Dos três cenários pesquisados, petista leva dois e deputado um

Dos três cenários pesquisados no Rio Grande do Sul, petista leva dois e deputado um

Levantamento feito pela Paraná Pesquisas no Rio Grande do Sul aponta para disputa acirrada entre Lula e o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) na disputa pela Presidência da República nas eleições do ano que vem. Dos três cenários pesquisados, o petista vence em dois e o deputado em um, dependendo de quem será o candidato do PSDB, mas em todos eles há empate técnico dentro da margem de erro de 2,5%.

No primeiro cenário com candidato tucano sendo o senador Aécio Neves (MG), Lula aparece em primeiro com 19,8% dos votos contra 19,3% de Bolsonaro. Marina Silva ficaria em terceiro com 10,8%, seguida por Aécio com 8,8% e pelo ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa com 7,1%. Ciro Gomes (PDT) teria 5,7% contra 2,5% do presidente da República, Michel Temer (PMDB), e 1% do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO). Para 18% dos entrevistados, nenhum dos candidatos mereceria o voto para presidente e 7,1% não souberam ou não quiseram opinar.

Quando o candidato do PSDB é o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, Bolsonaro aparece em primeiro com 19,4%, mesmo percentual de Lula, mas com mais votos. Marina teria 10,9% contra 9,7% de Alckmin, 7,1% de Barbosa, 5,7% de Ciro, 2,5% de Temer e 0,8% de Caiado. Nesse cenário, 17% dos eleitores não votariam em nenhum dos candidatos listados e 7,5% não souberam ou não quiseram opinar.

O terceiro cenário traz o prefeito de São Paulo, João Dória Jr., como candidato tucano. Nesse caso, Lula teria 19,8% contra 17,5% de Bolsonaro. Dória aparece em terceiro com 14,1%, seguido por Marina com 10,9%, Barbosa com 5,9%, Ciro com 5,6%, Temer com 2,6% e Caiado com 0,5%. Para 16,8% dos entrevistados, nenhum dos candidatos serve para ser presidente da República e 6,4% não quiseram ou não souberam opinar.

Avaliação federal

A Paraná Pesquisas também questionou os eleitores sobre a avaliação do governo Temer, que completa um ano nesta sexta, e 73,1% dos entrevistados desaprovam a maneira que o presidente tem governador. Outros 23% aprovam a administração do peemedebista e 3,9% não souberam ou não quiseram opinar.

Dilma

Ao serem questionados sobre as denúncias de corrupção contra a ex-presidente cassada Dilma Rousseff, 68,3% dos eleitores afirmaram ser verdadeiras as acusações contra a petista. Para 22,7% as denúncias são falsas e 9,1% não quis ou não soube opinar.

A Paraná Pesquisas ouviu 1.508 eleitores de 68 municípios entre os dias 2 e 5 de maio com acompanhamento simultâneo de 20% das entrevistas. O grau de confiança do levantamento é de 95% e a margem de erro é de 2,5% para mais ou menos.

DIÁRIO DO PODER

Política : POSTO A NU
Enviado por alexandre em 06/05/2017 22:19:49


A suprema emboscada: Posto a nu, é grande demais o escândalo de corrupção para três juízes se livrarem dele

Fernando Gabeira – O Estado de S.Paulo*

Não gosto de escrever sobre Gilmar Mendes. Acho-o uma figura antipática e apreensões subjetivas costumam ser um risco ao equilíbrio e ao senso elementar de justiça.

Critiquei Mendes quando foi ao Congresso defender a urgência da lei de abuso de autoridade, aliando-se momentaneamente a Renan Calheiros. Não só pela posição que defendeu, mas pela forma de argumentar. Gilmar afirmou que operações como a Lava Jato acontecem todos os anos. O correto seria dizer que foi a mais importante das últimas décadas.

Subestimar a Operação Lavo Jato ou mesmo opor-se a ela faz parte do jogo democrático. No entanto, ele deu um passo adiante quando afirmou que o vazamento poderia anular a delação da Odebrecht. Nessa conclusão, nem seus defensores se alinharam com ele. A própria ministra Cármen Lúcia afirmou que as delações não seriam anuladas. Uma decisão desse tipo teria repercussão continental. Muitas acusações contra os políticos em vários países seriam contestadas se o Brasil anulasse um documento de importância histórica.

Gilmar perdeu nessa. Mas havia outro caminho: questionar a duração das prisões preventivas da Lava Jato. O Supremo, segundo ele, teria um encontro marcado com essas prisões alongadas.

Gilmar, individualmente, libertou Eike Batista e seu sócio, Flávio Godinho. Ele argumenta, com razão, que existe grande número de presos provisórios no Brasil e quer reduzi-lo. É uma tese. No entanto, na prática, Gilmar resolve apenas o problema de um milionário e seu sócio, porque à sua mesa só chegam casos patrocinados por grandes bancas de advocacia.

Gilmar, ao conceder a liberdade a Eike, tomou o cuidado de determinar medidas cautelares. Isso pelo menos abre uma brecha para negociação.

Parece estranho usar esse verbo, mas Gilmar Mendes lidera a maioria na turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que trata da Lava Jato. Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli fecham com ele, porque, fiéis ao PT, são do gênero de magistrado bolivariano, que faz tudo o que seu governo quer.

A Lava Jato se encontra, portanto, diante de um grande obstáculo. Não creio que a libertação de presos seja decisiva para delações premiadas. Suponho que pessoas inocentes e adultas não confessam algo só porque estão presas. Na minha suposição, o fator decisivo nas delações premiadas é a soma de evidências que é posta na mesa, a certeza do preso de que vai ser condenado.

De qualquer maneira vai se dar o confronto entre as pessoas que apoiam a Lava Jato e a trinca de ministros que podem neutralizar a operação. Não tenho fórmulas para algo tão surpreendente, uma vez que são ministros poderosos e, como dizemos no esporte, casca grossa, no sentido de que suportam a pressão social.

Um foco de resistência ao STF são as próprias medidas cautelares. No caso de Eike Batista, suspeito de esconder sua fortuna, foi imposta a multa de R$ 52 milhões. Pelo que se entende, se Eike não pagar, voltará para a cadeia, o que me parece improvável. De qualquer forma, é claro que uma das razões de sua prisão é evitar que maneje o que restou de sua fortuna, parte dela formada com dinheiro oficial, isenção de impostos e, por intermédio de Cabral, expulsão, à força, de pequenos agricultores de São João da Barra.

O caminho será sempre o de demonstrar a necessidade da prisão. Gilmar, Toffoli e Lewandowski vão discordar. Mas a sucessão de conflitos entre as necessidades da investigação e o esforço do trio de ministros para liberar presos pode levar também ao Supremo a necessidade de ampliar a discussão, em alguns casos.

O importante ao longo do debate é contestar a ofensiva de Gilmar e seus dois colegas com fatos, demonstrações precisas de que as pessoas precisam continuar presas. É difícil ficar contra a tese de que prisioneiros devem ter um limite para sua prisão provisória. Mas é perfeitamente possível demonstrar, em cada caso, como a prisão ainda é necessária.

No julgamento em que o Superior Tribunal de Justiça (STF) negou por unanimidade a soltura de Sérgio Cabral, um dos motivos alegados tem grande peso: combater a sensação de impunidade. Um peso simbólico que vai estar presente no maior feito da trinca de juízes: libertar José Dirceu, acusado de continuar no crime, mesmo depois de condenado no processo do mensalão.

A principal mensagem da Lava Jato de que a lei vale para todos e que os poderosos serão punidos sofre um abalo. Na argumentação de Gilmar, a lei que rege as prisões provisórias está sendo cumprida. Mas o fato de que vale apenas para quem consegue chegar à sua mesa reafirma a tese de que a Justiça atua de forma diferenciada.

A trinca de juízes articulada para neutralizar a Operação Lava Jato deverá enfrentar uma série de reações que não posso prever aqui. Uma das mais eficazes seria apressar os julgamentos em segunda instância, o que levaria os já condenados de novo à prisão.

São fatores um pouco distantes de nossa capacidade de influência. Ainda assim, não há motive para pânico: a Lava Jato já conquistou muito e deixou sua marca na História moderna do continente. A ideia de que a lei vale para todos tem uma força própria e, de alguma forma, a sociedade transformará essa expectativa em realidade. É improvável que uma trinca de ministros consiga derrubá-la, liberando políticos e empresários corruptos, batendo de frente com a lógica de investigações, preocupadas em evitar a destruição de provas e encontrar o dinheiro roubado.

Sem dúvida, começa uma fase difícil para a Lava Jato e aqueles que a apoiam. Lutar contra uma forca instalada no coração do Supremo não é algo comum.

Mas também diria que concordo com a ideia de que a História, na maioria dos casos, não apresenta problemas sem solução. É apenas mais uma pedra no caminho. O maior escândalo de corrupção foi posto a nu. O corpo é muito grande para três juízes se livrarem dele.

*Jornalista


Manifestantes protestam contra a reforma da Previdência na Esplanada dos Ministérios, em Brasília


Hélio Schwartsmann - Folha de S.Paulo

O Datafolha apurou que 71% dos brasileiros são contra a reforma da Previdência. Para os partidários da democracia direta, isso é o que basta para suspender os trâmites legislativos.

Mas será que, nas democracias, deve-se sempre ouvir a voz da maioria? Quando se trata de direitos fundamentais, a resposta é claramente "não". Se a maioria dos brasileiros votasse por escravizar os índios, por exemplo, essa decisão teria de ser anulada pela Justiça. Aqui, atender à maioria constituiria violação da ordem democrática, que necessariamente preserva direitos de minorias.

Há outros assuntos em que o peso da maioria deve ser relativizado? Isso depende do tipo de democracia que abraçamos. No modelo representativo adotado no Brasil, a resposta é "sim". E existem bons motivos para isso. Imagine, leitor, que vivemos numa democracia direta, na qual caberá à população propor e definir, através de votação na internet, o valor do salário mínimo. Não é preciso um Datafolha para antever problemas.

Um salário mínimo excessivamente generoso cria dificuldades para o equilíbrio das contas públicas nas três esferas de governo e para o caixa de algumas empresas. O resultado mais provável do gesto de altruísmo seria inflação e desemprego nas camadas mais pobres da população.

Os "founding fathers" que escreveram a Constituição dos EUA pressentiram a dificuldade e conceberam o Congresso para contrabalançar a vontade popular num sistema de freios e contrapesos. A ideia central, que o Brasil reproduziu, é que o corpo de representantes constituiria uma elite sábia o suficiente para escapar das armadilhas do imediatismo e buscar o real interesse público.

Nos últimos 200 anos, a democracia representativa evoluiu para concepções menos elitistas que a dos "founding fathers", mas a ideia de que é preciso de algum modo filtrar os apetites imediatistas da população permanece, a meu ver, válida.

Política : PROPINA
Enviado por alexandre em 06/05/2017 21:57:48


DELAÇÃO-BOMBA: Fala de Duque a Moro foi só o começo

As provas que o ex-diretor da Petrobras pretende entregar à Justiça implodem o que restou da antiga cúpula do PT

Veja Online - Robson Bonin

O depoimento prestado pelo engenheiro Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras, ao juiz Sergio Moro na última sexta-feira foi apenas uma demonstração do que o principal operador do PT no petrolão pretende entregar à Justiça, caso consiga assinar o acordo de delação premiada com a força-tarefa da Operação Lava-Jato.

Renato Duque ingressou na Petrobras em janeiro de 2003, início do primeiro mandato de Lula. Saiu da companhia em meados de 2012, na metade do primeiro mandato de Dilma Rousseff.

Em quase uma década, encarnou o papel de um competente e discreto gestor de milionárias propinas para o PT.

Ao juiz Sergio Moro, Duque contou que o dinheiro sujo que jorrava dos contratos da Petrobras abasteceu as contas partidárias do PT e os bolsos de petistas coroados como José Dirceu, Antonio Palocci e o próprio Lula

Mas a lista de beneficiários é ainda maior, como atestam os documentos que o ex-diretor pretende entregar aos investigadores.

A edição de VEJA que chega às bancas neste fim de semana oferece um aperitivo das revelações de Renato Duque.

Encontros sigilosos no Palácio do Planalto, documentos, fotografias e registros de viagens fazem parte de um inventário da corrupção que está prestes a ser aberto.


Propina de Cabral: mãe, mulher, ex, filhos, irmãos, tia



O Globo - Marco Grillo e Miguel Caballero

Anotações apreendidas na casa do operador Luiz Carlos Bezerra indicam que o esquema de corrupção comandado por Sérgio Cabral (PMDB) abasteceu o ex-governador e outras dez pessoas do círculo familiar com R$ 7,3 milhões em propina, sempre em espécie, entre outubro de 2013 e outubro de 2016. Os papéis, que deram origem a um relatório detalhado da Polícia Federal (PF), mostram que o mecanismo funcionou até a antevéspera da prisão de Cabral e aliados: há o registro de um pagamento de R$ 40 mil para que a governanta da casa do ex-governador, no Leblon, pagasse despesas da residência em 15 de novembro, dois dias antes da deflagração da Operação Calicute.

Ao GLOBO, por e-mail, a mãe de Cabral, Magaly, afirmou que o filho “vez ou outra mandava algum recurso”. Ela disse que não saberia “precisar valores” e que não conhecia a origem dos recursos.

O material colhido mostra que Bezerra movimentou R$ 37,6 milhões entre 2013 e 2016. Os recursos ilícitos eram enviados também para funcionários de Cabral e de Adriana Ancelmo, responsáveis por pagar as contas da casa, faturas dos cartões de crédito e outras despesas.

Na quinta-feira, em depoimento ao juiz Marcelo Bretas, Bezerra confirmou que recolhia dinheiro de propina em empresas e transportava os valores, sob as ordens de Cabral. Os pagamentos foram direcionados para a mulher do ex-governador, Adriana Ancelmo; a ex-mulher, Susana Neves; os três filhos do primeiro casamento — o deputado federal Marco Antônio Cabral (PMDB), João Pedro e José Eduardo; a mãe, Magaly; os irmãos, Maurício e Cláudia; uma sobrinha, Maria; e Fanny Maia, tia de Adriana Ancelmo.

Todos eram identificados por codinomes, como “BD” (Cabral), “Covitch” (Maurício), “Susi” ou “Manoel” (Susana) e “Boys” ou “Kids” (os três filhos). O irmão de Cabral recebia remessas frequentes de R$ 15 mil e, durante a audiência, Bezerra explicou que se tratava de uma “mesada” paga pelo ex-governador. “Mas ele não trabalha?”, interrogou Bretas na ocasião. Também há pagamentos de R$ 20 mil para o filho João Pedro com a indicação de que seria uma mesada. Foram feitos 182 repasses ao grupo.

Política : AS PROVAS
Enviado por alexandre em 06/05/2017 21:53:33


As provas contra Lula: Três mil evidências, 13 casos e CR$ 80 milhões em propina

As investigações apontam pagamentos em dinheiro, depósitos bancários e imóveis – para o ex-presidente e para parentes

ÉPOCA – Diego Escosteguy

No fim da tarde de uma segunda-feira recente, o ex-­presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu ao palco de um evento organizado pelo PT em Brasília. Empunhou sua melhor arma: o microfone. Aos profissionais da imprensa que cobriam o evento, um seminário para discutir os rumos da economia brasileira, o ex-presidente dispensou uma ironia: “Essa imprensa tão democrática, que me trata maravilhosamente bem e, por isso, eu os amo, de coração”. Lula estava a fim de debochar. Não demorou para começar a troça sobre os cinco processos criminais a que responde na Justiça. Disse que há três anos ouve acusações sem o direito de se defender, como se não tivesse advogados. “Eu acho que está chegando a hora de parar com o falatório e mostrar prova. Eu acho que está chegando a hora em que a prova tem de aparecer em cima do papel”, disse, alterado. Lula repetia, mais uma vez, sua tática diante dos casos em que é réu: sempre negar e nunca se explicar. E prosseguiu: “Eu quero que eles mostrem R$ 1 numa conta minha fora desse país ou indevida. Não precisa falar que me deu 100 milhão, 500 milhão, 800 milhão... Prove um. Não estou pedindo dois. Um desvio de conduta quando eu era presidente ou depois da Presidência”. Encerrou o discurso aplaudido, aos gritos de “Brasil urgente, Lula presidente!”.

A alma mais honesta do Brasil, como o ex-presidente já se definiu, sem vestígio de fina ironia, talvez precise consultar seus advogados – ou seus processos. Há, sim, provas abundantes contra Lula, espalhadas em investigações que correm em Brasília e em Curitiba. Estão em processos no Supremo Tribunal Federal, em duas Varas da Justiça Federal em Brasília e na 13ª Vara Federal em Curitiba, aos cuidados do juiz Sergio Moro. Envolvem uma ampla e formidável gama de crimes: corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, crime contra a Administração Pública, fraude em licitações, cartel, tráfico de influência e obstrução da Justiça. O Ministério Público Federal, a Polícia Federal, além de órgãos como a Receita e o Tribunal de Contas da União, com a ajuda prestimosa de investigadores suíços e americanos, produziram, desde o começo da Lava Jato, terabytes de evidências que implicam direta e indiretamente Lula no cometimento de crimes graves. Não é fortuito que, mesmo antes da delação da Odebrecht, Lula já fosse réu em cinco processos – três em Brasília e dois em Curitiba. Também não é fortuito que os procuradores da força-tarefa da Lava Jato, após anos de investigação, acusem Lula de ser o “comandante máximo” da propinocracia que definiu os mandatos presidenciais do petista, desfalcando os cofres públicos em bilhões de reais e arruinando estatais, em especial a Petrobras.

A estratégia de Lula é clara e simples. Transformar processos jurídicos em campanhas políticas – e transformar procuradores, policiais e juízes em atores políticos desejosos de abater o maior líder popular do país. Lula não discute as provas, os fatos ou as questões jurídicas dos crimes que lhe são imputados. Discute narrativas e movimentos políticos. Nesta quarta-feira, dia 10, quando estiver diante de Moro pela primeira vez, depondo no processo em que é réu por corrupção e lavagem de dinheiro, acusado de receber propina da OAS por meio do tríplex em Guarujá, Lula tentará converter um ato processual (um depoimento) num ato político (um comício).

Se não conseguir desviar a atenção, saindo pela tangente política, Lula terá imensa dificuldade para lidar com as provas – sim, com elas. Nesses processos e em algumas investigações ainda iniciais, todos robustecidos pela recente delação da Odebrecht, existem, por baixo, cerca de 3 mil evidências contra Lula. Elas foram analisadas por ÉPOCA. Algumas provas são fracas – palavrórios, diria Lula. Mas a vasta maioria corrobora ou comprova os crimes imputados ao petista pelos procuradores. Dito de outro modo: existe “prova em cima de papel” à beça. Há, como o leitor pode imaginar, toda sorte de evidência: extratos bancários, documentos fiscais, comprovantes de pagamento no Brasil e no exterior, contratos fajutos, notas fiscais frias, e-mails, trocas de mensagens, planilhas, vídeos, fotos, registros de encontros clandestinos, depoimentos incriminadores da maioria dos empresários que pagavam Lula. E isso até o momento. As investigações prosseguem em variadas direções. Aguardem-se, apesar de alguns percalços, delações de homens próximos a Lula, como Antonio Palocci e Léo Pinheiro, da OAS. Renato Duque, ex-executivo da Petrobras, deu um depoimento na sexta-­feira, dia 5, em que afirma que Lula demonstrava conhecer profundamente os esquemas do petrolão. Existem outras colaborações decisivas em estágio inicial de negociação. Envolvem crimes no BNDES, na Sete Brasil e nos fundos de pensão. Haja prova em cima de papel.

Trata-se até agora de um conjunto probatório, como gostam de dizer os investigadores, para lá de formidável. Individualmente e isoladas, as provas podem – apenas – impressionar. Coletivamente, organizadas em função do que pretendem provar, são destruidoras; em alguns casos, aparentemente irrefutáveis. Nesses, podem ser suficientes para afastar qualquer dúvida razoável e, portanto, convencer juízes a condenar Lula por crimes cometidos, sempre se respeitando o direito ao contraditório e à ampla defesa – e ao direito a recorrer de possíveis condenações, como qualquer brasileiro. Não é possível saber o desfecho de nenhum desses processos.

Ainda assim, os milhares de fatos presentes neles, na forma de provas judiciais, revelam um Lula bem diferente daquele que encanta ao microfone.

Moro vai pegar pesado com Lula no interrogatório


Também pretende evitar que o ex-presidente mude de assunto ou distraia os presentes

Época – Expresso - Murilo Ramos

O juiz Sergio Moro será firme com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no interrogatório marcado para a quarta-feira (10), em Curitiba, na ação penal em que o petista é réu por corrupção e lavagem de dinheiro.

Moro não pretende dar espaço para que Lula faça discurso, tergiverse ou distraia os presentes ao depoimento com brincadeiras.

Ele quer respostas para as acusações do processo.

Conforme revelou EXPRESSO em abril, Moro está atento à possível estratégia de Lula de fazer provocações a fim de desestabilizá-lo e – quem sabe – ser preso.

“Sempre alerta”, tem sido o lema de Moro.

DELAÇÃO-BOMBA: Fala de Duque a Moro foi só o começo


As provas que o ex-diretor da Petrobras pretende entregar à Justiça implodem o que restou da antiga cúpula do PT

Veja Online - Robson Bonin

O depoimento prestado pelo engenheiro Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras, ao juiz Sergio Moro na última sexta-feira foi apenas uma demonstração do que o principal operador do PT no petrolão pretende entregar à Justiça, caso consiga assinar o acordo de delação premiada com a força-tarefa da Operação Lava-Jato.

Renato Duque ingressou na Petrobras em janeiro de 2003, início do primeiro mandato de Lula. Saiu da companhia em meados de 2012, na metade do primeiro mandato de Dilma Rousseff.

Em quase uma década, encarnou o papel de um competente e discreto gestor de milionárias propinas para o PT.

Ao juiz Sergio Moro, Duque contou que o dinheiro sujo que jorrava dos contratos da Petrobras abasteceu as contas partidárias do PT e os bolsos de petistas coroados como José Dirceu, Antonio Palocci e o próprio Lula

Mas a lista de beneficiários é ainda maior, como atestam os documentos que o ex-diretor pretende entregar aos investigadores.

A edição de VEJA que chega às bancas neste fim de semana oferece um aperitivo das revelações de Renato Duque.

Encontros sigilosos no Palácio do Planalto, documentos, fotografias e registros de viagens fazem parte de um inventário da corrupção que está prestes a ser aberto.

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