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Política : RELIOSIDADE
Enviado por alexandre em 14/07/2019 13:57:27

Superstição, fanatismo, milagre

Em meio à guerra das religiões, Bolsonaro celebra uma nova era

Luís Francisco Carvalho Filho - Folha de S.Paulo

A religiosidade exuberante do Brasil sempre despertou interesse de artistas, intelectuais e políticos.
“O Pagador de Promessas” (Anselmo Duarte, 1962) e “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (Glauber Rocha, 1964) são dois dos filmes brasileiros de maior prestígio internacional.

A Flip celebra Euclides da Cunha, escritor de “Os Sertões” (1902), obra magnífica sobre o extermínio de Canudos. Além de Antônio Conselheiro, morto em 1897, outros beatos desgarrados reinaram em diferentes sertões, reprimidos com mais ou menos rigor, conforme a dimensão de seus desatinos.

Ao longo do tempo, sebastianismo, charlatanismo e imoralidade, assim como desvios de conduta ou de dinheiro, mobilizam a atenção de autoridades. João de Deus, padres, pastores e pais de santo são hoje detidos por abuso sexual.

Há uma guerra informal pela conquista de fieis e poder. O desfecho depende da capacidade de comunicação espiritual dos pregadores e de manejo dos mecanismos mundanos da isenção tributária, do dízimo e do próprio sincretismo.

A maioria da população brasileira é cristã (87%, segundo o Censo de 2010) e o catolicismo está em franco declínio. Segundo o IBGE, em 1970, 92% da população era católica: em 1991, 83%; em 2000, 73,6%; em 2010, 64,6%. No Rio de Janeiro, o percentual atingiu 45,8%. Evangélicos que, em 1940, representavam 2,6% da população, alcançaram 22,2% em 2010.

Pesquisa do Datafolha indicava 50% de católicos em 2016, anunciando que 3 em cada 10 brasileiros com mais de 16 anos eram evangélicos.

Em 1991, o papa João Paulo 2º, que depois viraria santo, alertava: “O Brasil precisa de santos”. Pois o Brasil não tinha nenhum e agora tem 36 santos (28 deles anônimos, é verdade, mártires de massacre calvinista holandês no século 17, em Pernambuco), além de irmã Dulce, que será canonizada em outubro.

Política e religião se entrelaçam. A Marcha da Família com Deus pela Liberdade é parte da narrativa do golpe de 1964. Igualmente católicas, na década de 1980, as Senhoras de Santana combatiam indecência e sexo na TV. A inspiração messiânica da Lava Jato interfere no tabuleiro eleitoral e populista.

O Vaticano pede perdão pelos pecados cometidos e fabrica santos em série. A Igreja Universal esteriliza pastores para gerenciar melhor o negócio. Brasília é capital mística do país.

Jair Messias Bolsonaro reclama dos males da ocupação ideológica do PT, mas tenta impor uma pauta moralmente primitiva e deletéria. De raiz familiar católica, o presidente circula pelos templos como venerável e não como servo.

O apoio evangélico ao “escolhido” tem preço e retribuição terrena: afrouxamento da vigilância fiscal. No Palácio do Planalto, onde se flerta com a ideia da terra plana, a “nova era” é comemorada: como Deus quer, Deus vult, “é tudo nosso”, pensam eles.

Segundo levantamento do Conselho Nacional de Justiça, o juiz brasileiro é “homem, branco, casado, católico e pai”. Não é só a vaga do Supremo: como informa o jornalista Frederico Vasconcelos, Bolsonaro nomeará, até o final do mandato, pelos menos 90 juízes em 35 tribunais. Terrivelmente.

Miséria, desalento e ignorância fazem florescer superstição, fanatismo, milagres, demônios e censura.
É de Otavio Frias Filho (1957-2018), homenageado hoje na Casa Folha, em Paraty, pela direção iluminista deste jornal, o pensamento instigante: “só quando a fé diminui a tolerância aumenta”. Ceticismo faz bem.



Deixa a bola rolar


A reforma da Previdência aprovada em primeiro turno não é a dos sonhos do superministro Paulo Guedes, mas ficou perto. De acordo com Guedes, a economia com sua proposta seria de algo como R$ 1,3 trilhão em dez anos.

Claro, na prática deve haver alguma coisa diferente, porque essas contas precisas demais em geral não são tão precisas assim

 A reforma aprovada em primeiro turno na Câmara, abrandados alguns aspectos da proposta oficial, deve levar a uma economia superior a R$ 900 bilhões em dez anos.

Bancos que fizeram as contas acham que se der R$ 700 bilhões já está ótimo (já que a proposta original também ficaria, pelos seus cálculos, em alguma quantia próxima de R$ 900 bilhões).

Abre-se com isso a possibilidade de volta dos investimentos. Mas para retomar a economia serão precisas novas reformas.

Política : EMBAIXADOR
Enviado por alexandre em 13/07/2019 20:47:25

Eduardo Bolsonaro terá teste de fogo
Confirmado embaixador, Eduardo Bolsonaro terá como um dos primeiros testes de fogo a revisão do contrato de fornecimento do etanol americano que abastece o Nordeste.

O Brasil quer aproveitar o vencimento do contrato, em setembro, para renegociar termos e tentar abrir mercado para o açúcar brasileiro.

Uma vez embaixador, dizem nomes fortes do setor agro, Eduardo terá de aprender que, embora esteja ideologicamente alinhado à política de Donald Trump, Brasil e EUA são rivais nos negócios. Disputam os mercados globais de soja e carne.  (Painel – FSP)



Para senador votação no Senado é secreta

Indicação de Eduardo Bolsonaro a embaixada sobe o passe do Senado em meio a tramitação da reforma

Daniela Lima – Painel – Folha de S.Paulo

A decisão de Jair Bolsonaro de indicar o filho Eduardo embaixador em Washington foi considerada um erro por dirigentes de partidos que apoiaram mudanças na Previdência. O presidente, dizem, falhou não só na forma, mas especialmente no timing, interrompendo a repercussão positiva do avanço da reforma no Parlamento.

Esse grupo lembra que o nome do 03 chegará ao Senado em meio à tramitação das novas regras de aposentadoria —agregando custo extra à articulação do Planalto.

Líderes de partidos de centro e centro-direita dizem que o presidente precisa estar ciente de que, se confirmar a indicação do filho à representação mais nobre do Brasil, iniciará operação de alto risco —a votação no Senado é secreta.

Por isso, senadores de partidos de oposição ainda custam a crer que Bolsonaro vai levar a operação adiante. Um integrante dessa ala política e da Comissão de Relações Exteriores calcula que, na largada, Eduardo tenha nove votos contrários entre os 17 titulares.

A comissão sabatina e avaliza antes do plenário os indicados a postos diplomáticos.



O suplente do PSL a postos para assumir na Câmara

Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, primeiro suplente do PSL de São Paulo Foto: Divulgação/Época

O suplente do PSL que pode assumir a vaga de Eduardo na Câmara, Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, 30, é médico e, mesmo após o anúncio, deu plantão no hospital onde atua como radiologista.

“Não procurei ninguém e ninguém me procurou”.

“Independentemente do interesse pessoal, concordo com a escolha”, diz Vinicius.

“Ele é preparado, já participa das relações exteriores. A capacidade técnica e a confiança que tem do presidente são indiscutíveis. Não entendo o problema.”(Folha de S. Paulo - Coluna Painel - Por Daniela Lima)

Política : AVALIADOS
Enviado por alexandre em 12/07/2019 08:41:48

O ranking dos governadores de oposição
Congresso em Foco

Seis governadores de partidos que fazem oposição ao presidente Jair Bolsonaro são os mais bem avaliados pela cúpula do Congresso, revela nova rodada do Painel do Poder, pesquisa feita pelo Congresso em Foco em parceria com a In Press Oficina. Desses, cinco são do Nordeste e três, do PSB.

Para os parlamentares entrevistados, os governadores Flávio Dino (PCdoB), do Maranhão, Rui Costa (PT), da Bahia, e Wellington Dias (PT), do Piauí, são, pela ordem, os três de melhor desempenho. Na sequência vêm Camilo Santana (PSB), do Ceará, Renato Casagrande (PSB), do Espírito Santo, e Paulo Câmara (PSB), de Pernambuco. Esses governadores estiveram na tropa de choque que impediu a inclusão de estados e municípios na reforma da Previdência, cujo texto-base foi aprovado nessa quarta-feira pelo plenário da Câmara.

Witzel e Zema

Essa é a primeira vez que o Painel pede aos líderes uma avaliação sobre a atuação dos governadores. Foram ouvidos 61 deputados e senadores, entre os dias 13 e 19 de junho, que figuram entre os mais influentes do Parlamento. São líderes partidários, presidentes de comissões e frentes parlamentares, entre outras lideranças. Eles responderam perguntas sobre os cenários políticos e econômicos, assim como o desempenho de autoridades.

Novatos na política, Wilson Witzel (PSC) e Romeu Zema (Novo) foram as duas maiores surpresas eleitorais de 2018, quando conquistaram, respectivamente, os governos do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Os dois amargam, agora, a condição de piores governadores, na avaliação de lideranças do Congresso, de acordo com a lista de 13 nomes apresentados. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), cotado para concorrer à eleição presidencial em 2018, ficou apenas na décima colocação. Outros 14 governadores não foram avaliados.

Tendências

O objetivo da pesquisa trimestral é apontar as tendências predominantes no Congresso Nacional. Os parlamentares foram convidados a dar uma nota de 1 a 5 para o desempenho de 13 governadores pré-selecionados, considerando que 1 seria a pior avaliação e 5, a melhor. A média ponderada das respostas indicou 3,6 para Flávio Dino, e 3,5 para Rui Costa, o segundo mais bem avaliado. Wellington Dias ficou na terceira posição, com 3,4.

Nessa segunda onda de pesquisa de 2019, o Painel ouviu deputados e senadores de diferentes partidos e regiões. Entre os entrevistados, 56,7% são da base do governo na Câmara ou no Senado, 30% são de oposição e 13,3% são independentes. A amostragem é composta por 72% de deputados e 28% de senadores. Apenas 30% dos entrevistados são dos seis partidos declaradamente de oposição: PT, PSB, PDT, Psol, PCdoB e Rede.

A nova rodada do Painel do Poder também revelou, entre outras coisas, que a maior parte das lideranças acredita na aprovação da reforma tributária ainda em 2019. Convidados a dar uma nota de 1 a 5 para as chances de aprovação de “alguma proposta de reforma tributária até dezembro de 2019 pelo Congresso Nacional”, em que 1 seria a menor chance possível e 5 a probabilidade mais alta, mais de 57% dos líderes deram notas 4 ou 5. A média ponderada das respostas indicou uma nota significativa – 3,6.


Expulsão de Aécio do PSDB: FHC defende o tucano

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reagiu à  expulsão iminente do deputado Aécio Neves (MG) do PSDB. Em nota no Twitter, FHC afirmou que o PSDB tem estatuto e código de ética a serem seguidos, e disse que “jogar filiados às feras”, sem aguardar uma decisão judicial, é “oportunismo sem grandeza”. 

A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo destaca o tuíte do ex-presidente: "o PSDB tem um estatuto e uma comissão de ética. Há que respeitá-los. Jogar filiados às feras, principalmente quem dele foi presidente, sem esperar decisão da Justiça, é oportunismo sem grandeza. Não redime erros cometidos nem devolve confiança”

A reposta veio rápido: "em nota, o PSDB paulistano rebateu ontem as afirmações de FHC. O texto, assinado pelo presidente, Fernando Alfredo, afirma que o diretório respeita a trajetória de Fernando Henrique, presidente de honra do partido, mas discorda de sua posição. Segundo o comunicado, a trajetória de Aécio "não condiz com o que FHC tem de legado”. “É inadmissível que pessoas como Aécio Neves permaneçam nos quadros partidários.” O texto afirma que o pedido de expulsão “se deveu pelo fato de não compactuarmos com a postura e o histórico de Aécio, que conspurcam a imagem do partido”.(BR 247)

Política : MAIS PODER
Enviado por alexandre em 12/07/2019 08:36:55

Clã Bolsonaro se expande e toma corpo

Indicação de Eduardo fragiliza chanceler e amplia poder do Senado sobre clã Bolsonaro

Daniela Lima – Painel – Folha de S.Paulo

A República somos nós -  A indicação de Eduardo Bolsonaro para a Embaixada do Brasil em Washington repercute politicamente em diversas camadas. Quem conhece os meandros do Itamaraty diz que a escolha acaba com qualquer respaldo moral que a gestão do chanceler Ernesto Araújo pudesse ter internamente e alastra a impressão de que o ministro virou uma “rainha da Inglaterra”. A missão dada ao 03 ainda amplia o poder do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), sobre o destino do clã do Planalto.

Indicações de embaixadores precisam ser aprovadas pelo Senado. Além disso, cabe a Alcolumbre instalar o Conselho de Ética da Casa, uma porta de entrada para queixas sobre Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).

Após a eleição, o filho mais velho de Jair Bolsonaro passou a ser questionado sobre o funcionamento de seu gabinete e a relação com o ex-assessor Fabrício Queiroz, que recebia dinheiro de outros funcionários da Assembleia do Rio, o antigo habitat do 01. Ele é alvo de investigação do Ministério Público.



Superestimado: o homem vai alem da conta

É pegadinha - A indicação de Eduardo Bolsonaro para embaixador pegou o meio político de surpresa, mas rapidamente deputados e senadores fizeram análise quase unânime de que o presidente superestimou sua força no Parlamento após a aprovação do texto base da reforma da Previdência por 379 votos.

TIROTEIO

Do governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B), sobre o presidente ter indicado o filho Eduardo a embaixador nos EUA: 

Temos o primeiro caso de nepotismo internacional da história do Brasil. O lema agora é: os parentes acima de tudo!  (Folha – Painel)

Política : O POVO PAGA
Enviado por alexandre em 12/07/2019 08:31:17

Nosso bolso: pagar a passagem de Palocci

Deputados da CPI do BNDES precisaram tirar dinheiro do próprio bolso para levar Antonio Palocci ao colegiado.

O ex-petista avisou que não pegaria avião por medo de ser hostilizado e pediu que a Câmara custeasse sua viagem de carro.

Como a Casa não pode pagar transporte terrestre, por sugestão de Vanderlei Macris (PSDB-SP), que considerava valiosa a colaboração de Palocci, sete deputados racharam o custo da viagem: R$ 3.220. (Folha Painel)


Ninguém reconhece?

Aliados do presidente demonstraram chateação pelo esforço do governo de liberar emendas extraorçamentárias, facilitando a negociação do texto, não ter sido reconhecido.

O próprio Bolsonaro, porém, se esquivou do gesto, dizendo que pagava apenas emendas impositivas.

Que fase -  O ministro Marcelo Álvaro Antonio (Turismo), envolvido nas suspeitas de candidaturas laranjas no PSL, literalmente caiu durante um almoço do partido, nesta quinta (11). A cadeira na qual ele estava sentado cedeu.

Com os risos, segundo relatos, entrou na onda. “Queriam me derrubar… Caí!”  (Folha)


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