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Política : ELA VOLTOU
Enviado por alexandre em 08/08/2018 09:27:51

Indicar Janot foi um erro de seu governo, diz Dilma

Dilma avalia que aceitar indicação de Janot foi um erro de seu governo

Ex-presidente, que agora é pré-candidata ao Senado, falou para estudantes da UFMG

Carolina Linhares – Folha de S.Paulo

"Mas a Dilma vai entrar por aqui?", perguntava um jovem entre as dezenas deles que se amontoavam na porta do auditório da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais na noite desta terça-feira (7).

À espera de uma palestra da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que inaugura o curso "O impeachment de Dilma Rousseff como golpe de estado", os jovens pressionavam para entrar no auditório lotado, obstruindo completamente a circulação e a passagem.

"Só se ela passar pela janela", respondeu outro. A ex-presidente entrou por uma porta lateral e somente depois que a confusão do lado de fora se resolveu. Para ocupar corredores do local, público precisou forçar a abertura da porta.

Outras três salas com telas para transmissão da palestra também lotaram. A fila chegou a dar volta no prédio da faculdade.

Foi o primeiro evento público de Dilma após ter sua candidatura ao Senado confirmada em convenção no domingo (5). Ela integra a chapa do governador Fernando Pimentel (PT), que tenta reeleição em Minas.

"Não imaginava que teria um público tão grande", disse o professor Thomas Bustamente, da Faculdade de Direito, responsável pelo curso. Os cerca de 130 matriculados tiveram preferência para entrar no auditório, que comportou cerca de 500 pessoas.

O curso vale créditos de disciplina optativa para alunos da UFMG, mas é aberto ao público em geral. Serão 30 palestras com professores de direito, sociologia, educação e economia da UFMG para dar a resposta científica, segundo Bustamante, de por que o impeachment foi um golpe.

"Não encontrei até agora nenhum argumento jurídico, teórico e moral para dizer que não foi golpe", disse o professor, justificando a falta de opiniões contrárias em seu curso. "As justificativas jurídicas do impeachment são inexistentes. Estamos a um passo de perder a democracia. É preciso evitar que aconteça de novo."

Após ser ovacionada em sua chegada, Dilma discursou por uma hora e vinte minutos, sendo vez ou outra interrompida por aplausos e risadas, num discurso repleto de ironias.

Mesmo tratando de temas sérios, ela arrancava risos. "O golpe foi misógino. O homem é uma pessoa forte. Eu não, eu era dura. Eu era uma mulher também frágil, porque eles não têm o menor compromisso com a lógica", disse. A plateia gargalhou. "E era uma pessoa obsessiva e compulsiva que obrigava todo mundo em volta de mim... a trabalhar", completou em tom de sarcasmo.

Afirmando ter sido condenada por mudanças em 0,3% do Orçamento, Dilma criticou a mídia e a Operação Lava Jato. Nesse momento, sem mencionar o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, disse ter sido um erro nomeá-lo.

"Eu acredito que talvez nós tenhamos cometido um erro, que foi aceitar a indicação, pelo Ministério Público, de tês candidatos a procurador e, entre os três, o mais votado nós indicaríamos", disse.

Dilma afirmou também que o impeachment teve o objetivo de enquadrar o Brasil, inclusive geopoliticamente, porque era um país com condições de desenvolvimento, estatais fortes e política externa independente, próxima da América Latina, da África e dos BRICS.

"Ou seja, na contramão de tudo que é o receituário do processo de hegemonia dos Estados Unidos e mesmo da Europa", disse.

A petista voltou a condenar as reformas e o teto de gastos do governo Michel Temer (MDB) e defendeu a inocência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ela, o povo percebeu que o novo governo, de homens ricos e brancos, era um retrocesso: "uma parte da derrota deles é que não provaram que não era golpe".

Falando sobre a necessidade de subsídios e enveredando por explicações econômicas, Dilma foi aplaudida novamente ao dizer que "se existe uma coisa fake news no Brasil é a meritocracia".

Certa hora, após algumas digressões e esquecimentos, Dilma mencionou até o ator Danny Glover, tentando lembrar o nome de outra pessoa. "É um grande ator, fez Máquina Mortífera, né? Mas o que vocês não sabem é que ele é assessor do Bernie Sanders [político americano progressista]." A plateia se divertiu.

Ao final, Dilma foi cercada por estudantes em busca de uma selfie e, apesar dos esforços de sua equipe, foi perseguida por eles até entrar no carro e bater a porta, carregando flores.


Política : NO PRUMO
Enviado por alexandre em 06/08/2018 08:27:05


Ao escolher general, Bolsonaro volta para seu gueto

Hamilton Mourão (PRTB) será vice na chapa do candidto do PSL

Paulo Celso Pereira – O Globo

Quando se lançou pré-candidato à Presidência, logo após obter a maior votação para deputado federal no Rio em 2014, Bolsonaro era conhecido apenas como um militar da reserva atuante na pauta conservadora. Desde então, com um eficiente trabalho de redes sociais, conseguiu transbordar seu discurso para o setor rural, o meio produtivo e conquistou simpatia até da elite financeira de São Paulo.

Depois de flertar sem sucesso com diversos partidos, anunciou neste domingo a aliança com o miúdo PRTB, eternamente presidido por Levy Fidelix, cuja única pauta conhecida das vezes que disputou a Presidência da República é o chamado “aerotrem”. Como a legenda aumenta em apenas dois segundo o tempo de TV do ex-capitão, a face efetivamente relevante do acordo será a indicação do general da reserva Hamilton Mourão como vice de Bolsonaro.

A opção por um militar vai na contramão da estratégia básica de candidatos ao poder Executivo, que tentam escolher vices que ajudem a diminuir as resistências que sofrem em determinados setores ou agreguem votos e máquinas partidárias. Mourão tem exatamente o mesmo perfil do cabeça da chapa: é militar, conservador, antipetista e chegou a propor uma intervenção militar.

Após ter conquistado cerca de 20% do eleitorado, e estabilizado nesse patamar, Bolsonaro precisa hoje agregar votos de setores que não rezam fielmente por toda a sua cartilha. A indicação de Mourão, no entanto, só fortalece o núcleo mais radical de sua base de apoio, que embora tenha sido a origem do movimento que o levou a liderar a disputa pré-eleitoral - também é o cerne de seus altos índices de rejeição.


Política : FURIOSO
Enviado por alexandre em 04/08/2018 13:00:00

Lula vê cerco em mudança de posição do TSE

Aliado guarda plano B

Daniela Lima – Painel Folha de S.Paulo

Alvo de divergência dentro do próprio Tribunal Superior Eleitoral, o entendimento de que os candidatos precisam apresentar seus vices até segunda (6) revoltou Lula. O ex-presidente travou as conversas sobre a composição de sua chapa dizendo-se indignado com o que considera um cerco para antecipar sua saída da cena eleitoral. A cúpula do PT diz que uma pessoa guarda a opção do petista para “a emergência” de ter que definir o nome que será registrado ao lado dele até domingo (5).

A irritação de Lula está atrelada ao fato de que não houve mudança na redação da lei que trata do registro das candidaturas. O texto que vige sobre as eleições deste ano é o mesmo que constava na norma do pleito de 2014.

Na ocasião, foi consensual o entendimento de que os partidos poderiam apenas indicar até o fim do prazo para as convenções o colegiado que iria definir a chapa, e não necessariamente apontar os nomes.

Acordo e ameaça: carta de Ciro pode ser aceno a Lula


Com a indefinição imposta pelo ex-presidente, o PT vai usar todo o tempo disponível para tentar construir um acordo com a esquerda, inclusive o PDT de Ciro Gomes. Integrantes do PC do B viram na carta aberta de Ciro à militância um novo aceno a Lula.

Lula pediu que seus advogados sondassem a disposição de outros partidos. O MDB já indicou que pretende fechar a chapa de Henrique Meirelles até este domingo. A equipe de Lula espera encontrar ao menos quatro ou cinco partidos na mesma situação.

A tensão imposta à esquerda pelo PT, porém, pode se tornar um tiro no pé. Integrantes da coordenação da campanha de Manuela D’Ávila dizem que o PC do B ainda não fechou totalmente as portas para uma aliança com o PDT. (Daniela Lima – FSP)


Política : A MISSÃO
Enviado por alexandre em 04/08/2018 12:57:16

Estou cumprindo missão de Deus, diz Bolsonaro

Josias de Souza

Deus, como se sabe, existe. Mas é evidente que Ele abandonou o Brasil e foi cuidar de outras coisas. Contudo, num instante em que a sucessão de 2018 potencializa a impressão de que o país está à deriva, o Todo-Poderoso enviou um sinal: “Eu estou cumprindo uma missão de Deus”, disse o presidenciável Jair Bolsonaro na noite desta sexta-feira, durante sabatina exibida pela Globonews.

Missão de Deus?, estranhou um incrédulo Roberto D’Ávila. E Bolsonaro: “Eu sou cristão. Olha só a situação que eu cheguei. Sou do baixíssomo clero, não sou ninguém na política, não sou nada. E tenho o apoio popular que está aí. Não é inimaginável o que está acontecendo? Como eu consegui isso?”

Primeiro colocado nas pesquisas que desconsideram o nome de Lula, Bolsonaro extraiu seu “lema” do Evangelho. Citou o livro de João (8:32): “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.” Enquanto espera pela revelação da verdade e pelo milagre da multiplicação dos votos, Bolsonaro especula sobre os rumos do seu futuro governo.

Uma coisa parece certa: o candidato prefere ser oportunista e flutuar do que afundar com a racionalidade amarrada no pescoço. “Alguns falam: ‘Você não vai governar, o Brasil vai parar’. Na situação em que se encontra o Brasil é melhor parado do que afundando”, declarou Bolsonaro. “Eu sou diferente. Posso até não ser o melhor, tudo bem, paciência. Mas sou diferente.”

Bolsonaro inspira sentimentos extremos. De um lado, o anti-bolsonarismo primário. Do outro, o pró-bolsonarismo ingênuo, que aceita todas as presunções de Bolsonaro a seu próprio respeito. Isso inclui aceitar a versão de que o candidato cumpre mesmo uma missão que, por ser divina, é indiscutível. Dias atrás, Bolsonaro prometia elevar de 11 para 21 o quadro de ministros do Supremo. Desistiu. Agora, acena com a hipótese de privatizar a Petrobras caso o preço dos combustíveis não caia. Logo recuará, pois avisa ser pessoalmente contrário à ideia.

Difícil saber o que incomodou mais Bolsonaro durante a transmissão do programa, se o interrogatório dos repórteres ou os punhos de sua camisa. Antes de sair para o estúdio da Globonews, Bolsonaro deve ter feito uma consulta urgente ao economista Paulo Guedes. “Desabotoe os punhos da camisa”, aconselhou o guru do candidato, pelo telefone.

Tomando o conselho como ordem, Bolsonaro retirou os botões das casas correspondentes. E passou toda a sabatina se debatendo contra os repórteres e os punhos frouxos. O pedaço da plateia que prestou atenção ao pano que insistia em escapar pelas extremidades das mangas do paletó de Bolsonaro decerto não notou a inconsistência das respostas do candidato sobre economia.

Não é que Bolsonaro queira ocultar as coisas. A questão é que ele já nem se constrange em revelar tudo o que ignora. ''Se eu tenho do meu lado uma pessoa como Paulo Guedes, por que eu vou falar de economia?'', indagou. ''Perto do Paulo Guedes, eu não entendo nada. Eu dirijo carro, por exemplo, mas, perto do Nelson Piquet, eu sou um navalha.''

Confirmando-se os desígnios de Deus, você terá que se acostumar com a ideia de que sua vida será dirigida pelo Paulo Guedes. Chamado de “Posto Ipiranga” por Bolsonaro, ele dispõe de procuração divina para pilotar as decisões econômicas que afetarão o seu cotidiano. O que não deixará de ser tranquilizador quando estiver no Planalto um presidente com graves dúvidas existenciais: abotoar ou não abotoar os punhos da camisa?

Dicas para Bolsonaro


Antes de falar bobagem sobre a África, que tal ler Alberto da Costa e Silva?

Álvaro Costa e Silva – Folha de S.Paulo

Candidato à Presidência, Jair Bolsonaro fez um comentário aloprado —mais um!— em entrevista ao programa Roda Viva: “Se for ver a história realmente, os portugueses nem pisavam na África. Foram os próprios negros que entregavam os escravos. (...) Faziam tráfico, mas não caçavam os negros. Eram entregues pelos próprios negros”.

Em artigo publicado na Folha, a historiadora Lilia Schwarcz refutou a asneira, mostrando que os portugueses “pisaram”, sim, em território africano —primeiro na Guiné, depois em Cabo Verde e São Tomé e Príncipe—, contato que marcou uma longa aventura e antecede em meio século a descoberta do Brasil. Por dois séculos estiveram com os pés fincados na região de Luanda, hoje capital de Angola —muito bem familiarizados com a população que escravizavam.

Não sei se o candidato aprendeu a lição que Lilia lhe deu de graça, ou mesmo se está interessado em aprender alguma coisa na vida. No entanto, gostaria de lhe indicar a leitura de dois livros do embaixador Alberto da Costa e Silva, o brasileiro que mais entende de África e de sua gente.

São obras volumosas, juntas somam mais de 2.000 páginas —mas não desista só de olhar, Bolsonaro, coragem. O primeiro é “A Enxada e a Lança”, cujo subtítulo é esclarecedor: “A África Antes dos Portugueses”. O segundo, “A Manilha e o Libambo”, trata da escravidão no continente, abrangendo o período de 1500 a 1700. Ambos são estudos que iluminam o que os brasileiros somos hoje e o que podemos nos tornar no futuro.

Outra dica: o angolano Pepetela abordou a trajetória de um colonizador português no romance histórico “A Sul. O Sombreiro”. Seguem as primeiras linhas: “Manuel Cerveira Pereira, o conquistador de Benguela, é um filho de puta. O maior filho de puta que pisou esta miserável terra. Pisou no sentido figurado e no próprio, pisou, esmagou, dilacerou, conspurcou, rasgou, retalhou”

Política : JUNTOS & COLADOS
Enviado por alexandre em 03/08/2018 17:29:17

PP, PR e Solidariedade engrossam frentão pró-Gurgacz que já conta com PDT, PSB, PTB, PTC e PSDC

PARTIDOS E COLIGAÇÕES PRIORIZAM A BATALHA PELAS CADEIRAS NA CÂMARA, DE OLHO NO FUNDO PARTIDÁRIO

O PSDB pode vir com uma nonimata bastante forte para a Câmara Federal. Já está certa a dupla que vai a reeleição: a tucana Mariana Carvalho e Expedito Neto, do PSD e, até o final desta quinta, era tida como certa a entrada, no jogo da coligação PSDB/DEM/PSD, do PRB, com seu presidente regional, Lindomar Garçon, como um terceiro nome extremamente viável para a reeleição.

O quarto elemento é uma mulher: Ieda Chaves, esposa do prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, que entraria no time não só para reforçá-lo, como, ainda, com chances reais de se eleger. E ainda tem o jovem Lucas Follador, do DEM, filho do deputado estadual mais votado na última eleição, Adelino Follador, que pode ser uma surpresa na eleição.

Ou seja, a turma do tucanato e seus aliados, que perderam vários partidos com quem já estavam praticamente fechados, depois que o deputado Marcos Rogério, o candidato ao Senado do DEM, não topou que Carlos Magno (PP/PR e outros aliados menores) estivesse com ele no mesmo palanque, pode acabar tendo uma relação extremamente forte, de gente muito boa de voto, para tentar eleger ao menos três parlamentares federais.

Já a turma do PDT/PSB e aliados, virá com uma relação poderosa (entre os nomes, estão Mauro Nazif, Jaqueline Cassol, Melki Donadon, Tiziu Jidalias, entre outros), querendo eleger pelo menos quatro deputados. E ainda tem o MDB, agora somando como aliado (quase certo) Léo Moraes, que vai com Marinha Raupp e Lúcio Mosquini, ambos muito bons de voto, como Léo.

O PMDB quer eleger os três. Ou seja, a disputa à Câmara, vital para os partidos, porque quanto mais deputados federais tiver, mais grana recebe do Fundo Partidário, é a grande questão que envolve ainda a essência das negociações e preocupação de partidos e alianças. O resto é secundário!

Dois dias decisivos. A sexta e o sábado serão de intensas conversações entre as lideranças políticas, antes que se esgotem, nesse domingo, os prazos para que os nomes dos escolhidos nas convenções sejam encaminhados à Justiça Eleitoral. Parece daqueles jogos decisivos, em que os nervos ficam à flor da pele até o último segundo e só se começa a acreditar que tudo terminou, depois do apito final do árbitro.

Ninguém se espante se surgirem novidades muito significativas, inclusive na disputa pelo Governo. Mesmo com dois nomes de ponta já escolhidos (Maurão de Carvalho e Acir Gurgacz) e o terceiro, Expedito Júnior, prestes a ser homologado no domingo, há ainda, sim, possibilidades de surpresas daquelas que pegarão a todos no contrapé.

Há quem diga que até candidaturas ao Senado e ao Governo ainda podem ser mexidas, mas as maiores negociações, até agora, se referem às eleições proporcionais. E principalmente as nominatas para a Câmara Federal. Aí sim, o jogo vai terminar somente na 26ª hora!

UM FRENTÃO QUE VEM COM TUDO!

Das convenções do final de semana, a do PP, PR e Solidariedade deve lançar um número expressivo de candidatos para outubro. Os três partidos estão na coligação que apoia Acir Gurgacz ao Governo e vão entrar num Frentão com várias outra siglas: PDT, PSB, PTB, PTC e PSDC. Os dois principais nomes da coligação são a presidente regional do PP, Jaqueline Cassol, nome qquentíssimo para a Câmara Federal e do presidente regional do PR, o deputado Luiz Cláudio da Agricultura, que concorre à reeleição. Tiziu Jidalias é outro nome forte do grupo e chega com chances reais, já que a região de Ariquemes terá muito poucos candidatos ao Congresso. E ainda tem a jovem vereadora de Porto Velho, Cristiane Lopes, com um mandato positivo e muitos votos. Os números da coligação são expressivos. Ela pretende lançar nada menos do que 16 candidatos à Câmara Federal, com meta de eleger pelo menos quatro, mas sonhando até com cinco. Além disso, virá com 48 candidatos a deputado estadual, com meta de eleger uma bancada forte, que, nos planos deste grupo, seria a maior da nova Assembleia Legislativa. O inusitado acordo político entre os grupos Cassol e Gurgacz, até há pouco tempo algo inimaginável, transformou essa na coligação certamente a mais forte, ao menos teoricamente, pelo número de partidos, entre todas as que disputam o pleito de outubro.

MAIS MULHERES VOTANDO

Dos quase 1 milhão 176 mil rondonienses aptos a votarem em outubro e no segundo turno para o Governo, que certamente o haverá, 82,3 por cento já vão utilizar o voto biométrico. Perto de 968 mil eleitores usarão este moderno sistema, dos mais seguros, precisando apenas de suas digitais, para poderem escolher seus candidatos. Em 36 das nossas cidades, todo o eleitorado já está cadastrado no sistema, enquanto em outras 16 a votação ainda será feita da forma antiga. O eleitorado do Estado, em dois anos, cresceu mais de 4 por cento. Continuamos tendo uma maioria de mulheres aptas a votar. Elas são quase 20 mil a mais que os homens. Os dados oficiais da Justiça Eleitoral apontam que temos, hoje, quase 598 mil mulheres que poderão votar, contra 578 mil homens. Porto Velho é a maior cidade e, claro, o maior eleitorado: quase 335 mil eleitores, 28,5 por cento do total cadastrado em Rondônia. A verdade é que isso não quer dizer muita coisa, porque historicamente é a união do interior em torno dos seus candidatos que elege mais gente, enquanto o voto na Capital é pulverizado. Nada indica que nessa eleição, esse quesito vá mudar...

O GOVERNADOR... GOVERNA!

Enquanto fervilha a atividade política, com a proximidade das eleições e os acordos sendo costurados, o governador Daniel Pereira parece mesmo estar distante desse complexo tema, embora seja uma das principais lideranças políticas do Estado, atualmente. A política local ferve e Daniel se preocupa mesmo em...governar. Nessa semana, por exemplo, esteve em Brasília tratando de questões vitais para o Estado. Três das suas conversas pretendem resolver importantes problemas pendentes. O Governador esteve no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, onde tratou da transposição de 800 servidores, que tinham sido colocados na folha da União por um ano, mas voltaram para o Estado. Na Eletrobras, apresentou uma proposta de quitação de dívida do Estado com a estatal, algo em torno de 600 milhões de reais, de responsabilidade da Caerd. No Ministério das Cidades, Daniel foi reivindicar a construção de escolas, creches e outras estruturas, em conjuntos habitacionais da Capital e de Ji-Paraná. Em suas andanças brasilienses, Daniel teve a parceria do senador Valdir Raupp, que tem sempre portas abertas em todos os órgãos federais.

POR FALAR EM RAUPP...

Foi mais uma denúncia vazia contra ele. Outra, também arquivada, Dessa vez, o ministro Edson Fachin, do STF, determinou o arquivamento de inquérito da Operação Lava Jato, contra Raupp, por falta de provas, durante a investigação. O inquérito surgiu de uma denúncia feita pelo Ministério Público Federal, de que o senador do MDB, quando presidente nacional do partido, teria solicitado doações ao presidente da Transpetro, Sérgio Machado, para a campanha de Gabriel Chalita, a prefeito de São Paulo, em 2012. Raupp, ao tomar conhecimento do arquivamento desse inquérito pelo STF, afirmou que sempre acreditou na Justiça, e que jamais deixou de trabalhar pelo desenvolvimento do estado de Rondônia. Já são várias as denúncias contra ele que naufragaram, mesmo tendo causado inúmeros prejuízos à sua imagem. O denuncismo, baseado muitas vezes em suposições e denúncias que não são confirmadas, é extremamente positivo para quem adora o lado mundo cão da política, mas negativo demais para quem é vitima dele. O que a gente deve sempre defender é que os culpados devem ser punidos exemplarmente, mas que não se faça denúncias públicas contra quem quer que seja, se não houver provas robustas para fazê-lo!

MAIS DE 4 MIL QUEIMADAS

O combate às queimadas é uma das maiores preocupações do Corpo de Bombeiros de Rondônia. Para se ter ideia do que está acontecendo no Estado, de janeiro até agora, foram detectados seis mil focos de incêndio, quatro mil deles apenas no mês de julho. Os bombeiros conseguiram atender a pouco mais de 10 por cento deste número. As queimadas causam graves prejuízos ambientais e à saúde pública (causando graves danos, no sistema respiratório, principalmente a crianças e idosos) em função da intensa fumaça, além de serem perigosas para destruição de bens materiais. O comandante dos bombeiros no Estado, o coronel Chianca, fala sobre tudo isso e pede apoio da população para combater a essa prática criminosa, que tantos danos causa, em entrevista ao programa Direto ao Ponto, apresentado por Sérgio Pires, que vai ao ar neste sábado, 11h30, na Record News Rondônia. A atração da SICTV/Record pode ser vista, na íntegra, a partir de domingo, no site Gente de Opinião. Não perca!

É SÓ O MESMO DO MESMO!

A disputa presidencial também tem que estar no foco, sempre. Dos nomes postos – nesta quinta, foi oficializado o do representante do MDB, o competente ministro Henrique Meireles, mas que, ao que tudo indica, será um fracasso nas urnas – o único que ainda mexe com o país, para o bem ou para o mal, é Jair Bolsonaro. Ao menos é esse o quadro de hoje, enquanto o horário eleitoral gratuito não começar, quando então os gigantes terão muito mais tempo para conversar com o eleitor do que os nanicos, como o PSL de Bolsonaro. Qual o problema da maioria dos nomes conhecidos até agora, entre os representantes dos grandes partidos e coligações? O mesmo do mesmo! Essa é a questão. Geraldo Alkmin tem o mesmo discurso, sem emoção alguma e sem uma só novidade. Ciro Gomes e suas loucuras, chegam com a mesma conversa de sempre. Meireles seguirá o idem do idem. Afora os nanicos sem chance alguma, como João Amoêdo, do Partido Novo, com um belo discurso, mas que levará uns 10 anos para se tornar conhecido do eleitor brasileiro, o que mais os presidenciáveis têm a dizer? Vamos ouvir a conversa sem pé nem cabeça de Marina da Silva, uma nulidade que tem apoio apenas de parte da esquerda mais burra? Ou vamos esperar que o presidiário Lula diga alguma coisa que não seja também as mesmices que tem repetido? O candidato que tem falado a voz de parte considerável da população, mesmo com todos os riscos que representa para a democracia, é Jair Bolsonaro. Ou os outros mudam seus discursos e falam a linguagem do Brasil de hoje ou comecem a preparar a faixa presidencial para o cara da extrema direita. Quem avisa...

PERGUNTINHA

Faltando 12 dias para o prazo de 15 de agosto, quando o PT diz que anunciará oficialmente a candidatura de Lula à Presidência da República, você acha que ele vai mesmo concorrer ou continua preso e inelegível?

Autor / Fonte: Sérgio Pires

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