Política - O TRATOR - Notícias
« 1 2 (3) 4 5 6 ... 861 »
Política : O TRATOR
Enviado por alexandre em 21/05/2019 09:10:37

Cria de Dilma e Temer é o superministro de Bolsonaro

Remanescente dos governos Dilma e Temer, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, tem sido elogiado dentro e fora do Planalto, pelos resultados que vem alcançando em meio a um tumultuado início de governo. Só nos 100 primeiros dias de gestão, foram 23 leilões de ativos – incluindo aeroportos, terminais portuários e a ferrovia Norte-Sul –, com previsão de gerar R$ 8 bilhões em investimentos, destaca o Estadão, que o coloca como o 3.º superministro do presidente Jair Bolsonaro.

Pragmático e descrito como bom de conversa, o ministro de 43 anos é formado pela Academia Militar das Agulhas Negras, com Engenharia Civil pelo Instituto Militar Engenharia (IME). “Fazer algo objetivo, mesmo que seja de sua própria rotina, tem feito toda a diferença num governo tumultuado”, diz o professor Marco Antônio Teixeira, da FGV-SP. “É um ministério que faz o que se espera dele: toca os projetos.”

Mas ele também não agrada a todos.Na área ambiental, ele é visto como alguém impaciente e capaz de “tratorar” quem não concorde com suas propostas. Dentro do TCU, muitos técnicos veem uma pressão descrita como exacerbada do ministro para que o órgão libere seus projetos.



Bolsonaro repete: não nasceu para ser presidente

O presidente Jair Bolsonaro voltou a repetir nesta segunda-feira, 20, em discurso na Firjan, que, como já avisou anteriormente, não tem vocação para presidente. “Outro dia falei que não nasci para ser presidente. Desceram a lenha em mim. Quem nasceu (para ser presidente) está preso ou está estocando vento”, disse Bolsonaro. Além disso, o presidente defendeu a aproximação que vem tendo com os Estados Unidos, criticando gestões anteriores que teriam se aproximado mais de países como Venezuela e Cuba

”Temos uma oportunidade ímpar de mudar o futuro do Brasil”, afirmou Bolsonaro convocando os empresários presentes a lutar contra o atraso, segundo o Broadcast Político.

Ele disse que nos Estado Unidos, quando se falava em preocupações em relação à Venezuela, dizia para se preocuparem com a Argentina, devido a uma possível vitória da ex-presidente Cristina Kirchner.

Política : NA MESMA CELA
Enviado por alexandre em 21/05/2019 09:07:18

Dirceu e Eduardo Cunha dividem a mesma cela em Curitiba
Mônica Bergamo – Folha de S.Paulo

ex-ministro José Dirceu, que foi preso novamente na sexta (17), está dividindo a cela com o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha no Complexo-Médico Penal, na região metropolitana de Curitiba, no Paraná. 

Dirceu Cunha dividem o espaço com o ex-tesoureiro do PT João Vaccari, o ex-senador Gim Argello e outros três presos.

Atualmente são 868 detentos no CMP. O presídio foi projetado com 599 vagas, mais 60 no hospital penal. A Galeria 6 já foi ocupada com outros presos do complexo.

O Departamento Penitenciário do Paraná afirma que a transferência foi feita por “questões de segurança” e que o objetivo é que, no futuro, fiquem apenas quatro presos por cela.


Aposentadoria: atos de domingo podem azedar o clima

Segundo um grande gestor de fundos, os investidores acreditam que hoje as novas regras de aposentadoria têm mais chances de passar do que há uma semana, antes do acirramento da crise com o Legislativo.

A aposta se baseia na ponte firmada entre Maia e Guedes e na leitura de que a Câmara chamou o tema para si.

Mesmo os políticos mais otimistas, porém, reconhecem que os atos de domingo (26) podem azedar o clima. (Painel- FSP)

Política : ALFINETADA
Enviado por alexandre em 21/05/2019 09:02:39

"Em tudo o MP que se meter", alfineta Bolsonaro
O presidente Jair Bolsonaro criticou, nesta segunda-feira, 20, a atuação do Ministério Público com relação a questões ambientais e defendeu a gestão do ministro do Ambiente, Ricardo Salles. “A questão ambiental virou um óbice para o Brasil, tudo o MP se mete, algumas vezes com razão e outras vezes não, inviabiliza a obra”, afirmou o presidente. Sobre Salles, Bolsonaro afirmou que o ministro está “comprometido com o futuro”.

Bolsonaro citou o caso do linhão de transmissão de energia para Roraima, projeto que enfrenta objeções da Funai. “Vamos resolver essa questão”, disse. Também voltou a sugerir que a região de Angra dos Reis vire “a nossa Cancún”, como já noticiado pelo BR18. O presidente foi multado por pesca ilegal na região, em 2012, porém a multa do Ibama foi anulada quando assumiu a Presidência. O presidente negou ter cometido crime ambiental, afirmando que estava no Congresso no dia da multa. As declarações foram feitas em um evento Firjan, no qual Bolsonaro é homenageado. (Estadão)

Política : FÊNIX
Enviado por alexandre em 20/05/2019 09:24:23

Desemprego faz brasileiro se reinventar para voltar ao mercado de trabalho

Crise, recessão e desemprego são palavras que atormentam o dia a dia do brasileiro. Cinco anos de crise econômica deixaram marcas profundas em todo o Brasil. Nas ruas das cidades do País, as lojas fechadas com placa de aluga-se multiplicaram-se e não há sinais visíveis de que há empreendedores dispostos a investir nesses pontos vazios – foram mais de 200 mil lojas fechadas no País nesse período de crise.

Na indústria, o quadro também é desanimador. Depois que a recessão ficou para trás, no final de 2016, a recuperação gradual da atividade econômica no ano seguinte até trouxe esperança de dias melhores para o setor. Mas foi só um suspiro. Em 2018, com a demanda ainda fraca, a crise na Argentina – que prejudica as exportações – e o efeito da greve dos caminhoneiros, nada menos que 40% dos segmentos industriais fecharam em crise, segundo dados do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). E nada indica que haverá uma retomada este ano.

O lado mais visível desse quadro é o desemprego. Em todo o País, são 13,4 milhões de pessoas sem trabalho, segundo os dados do IBGE. Desse total, 25% estão há pelo menos dois anos em busca de uma nova vaga. Boa parte deles, cada vez com menos esperança de encontrar. Somados os desempregados, as pessoas que trabalham menos do que gostariam (os subutilizados) e aquelas que desistiram de procurar emprego por achar que não encontrariam (os desalentados), o número supera os 28 milhões.

Algumas pessoas, entretanto, conseguiram, nestes últimos cinco anos em que o País mergulhava no que parece ser um poço sem fundo e oscilava entre a recessão e o crescimento econômico medíocre, escapar desta situação.

Neste período, para se reinventar os personagens que expõem suas histórias ao jornal O Estado de S.Paulo, contaram com a sorte e com muita coragem, aliados da necessidade de continuar seguindo em frente, apesar das adversidades. Empurrados pelo desemprego, dois buscaram no empreendedorismo a saída; outro, também desempregado, optou por se reinventar no mundo dos aplicativos e o último é um empresário que quebrou no meio da crise, mas conseguiu dar a volta por cima e abriu uma nova empresa.

Política : A TEMPERATURA
Enviado por alexandre em 20/05/2019 09:18:17

Com governo desarticulado, Centrão tenta ditar pauta no Congresso

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), recebeu um telefonema na quinta-feira passada, poucas horas depois de voltar dos Estados Unidos, que traduziu a temperatura política de Brasília. “Se você ficasse mais uma semana fora, a vaca ia para o brejo. Ninguém quer votar mais nada”, disse a ele o deputado Paulo Pereira da Silva (SP), chefe do Solidariedade, resumindo o mau humor do Centrão com o Palácio do Planalto.

Maia respondeu que a agenda econômica precisava ser votada. Naquela mesma manhã, porém, ele recebeu na residência oficial outros deputados do mesmo grupo, que não só reclamaram da falta de interlocução com a equipe do presidente Jair Bolsonaro como disseram ser preciso “reformar a reforma” da Previdência e apresentar uma proposta alternativa. Uma das ideias em discussão é tirar os Estados das mudanças na aposentadoria, para mostrar quem manda na Casa. Com a desarticulação do governo, o Centrão tenta, cada vez mais, ditar a pauta no Congresso.

O clima piorou na sexta, quando Bolsonaro compartilhou pelo WhatsApp uma mensagem de “autor desconhecido” com fortes críticas ao Legislativo, dizendo que o Brasil é “ingovernável” fora de conchavos promovidos por “corporações” instaladas nos três Poderes. O texto causou revolta e, nos bastidores, foi classificado por deputados como uma “provocação”, que deve ter “troco”.

Visto como fiador da estabilidade em qualquer governo, da direita à esquerda, o Centrão se notabilizou, nesta temporada, por fustigar Bolsonaro e impor derrotas em série ao governo. Na prática, nada anda na Câmara sem o aval desses partidos com espectro de centro, centro-direita e direita que, muitas vezes, fazem dobradinha com a oposição. 

Agora, por exemplo, a maioria do grupo – que reúne cerca de 230 dos 513 deputados – só concorda em aprovar a Medida Provisória da reforma administrativa se o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) ficar fora da alçada do ministro da Justiça, Sérgio Moro. 

A “providência” para escantear o ex-juiz da Lava Jato já foi tomada pela comissão mista do Congresso, mas ainda pode ser revertida em plenário. A MP diminui o número de ministérios de 29 para 22 e expira em 3 de junho. Se não receber sinal verde do Congresso até essa data, as fusões de ministérios serão desfeitas e o governo poderá ter de recriar até dez pastas.

“Eu já vi governo com bom diálogo, como o do ex-presidente Lula, votar 30 MPs em um dia. É que a base do governo Bolsonaro está desorganizada, mas dá para votar, sim”, disse Maia.

Paulinho da Força (SD-SP)

A estratégia que emparedou Moro foi definida na casa de Maia, no início do mês, em reunião do núcleo duro do Centrão, formado por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade. O encontro ocorreu seis dias após Paulinho da Força dizer no palanque, em um ato pelo Dia do Trabalho, que era preciso “desidratar” a reforma da Previdência para impedir a reeleição de Bolsonaro.

“Você quase derruba a República, rapaz!”, afirmou o deputado Wellington Roberto (PB), líder do PR, dirigindo-se a Paulinho. “Vamos trancar você, no ano que vem, no dia 30 de abril e só soltar em 2 de maio”, completou Maia. Todos riram.

Em seu terceiro mandato como presidente da Câmara, Maia se tornou o principal articulador do Centrão, mas nem sempre concorda com o grupo – no caso da Previdência, por exemplo, ele diverge da proposta de reforma alternativa. O deputado teve o apoio do bloco, de “agregados” do PSDB e de parte da oposição para se reeleger, em fevereiro, além do respaldo do próprio PSL de Bolsonaro, hoje o único partido da base aliada.

A pedido do presidente, Maia indicou Alexandre Baldy (PP), secretário dos Transportes Metropolitanos de São Paulo, para comandar o Ministério das Cidades, se a pasta for mesmo recriada. A indicação, porém, contrariou uma ala do Centrão.  

Ocupar cargos de “porteira fechada” no primeiro escalão sempre foi uma prática do time que dá as cartas do poder na Câmara. Após ter integrantes investigados pela Lava Jato e receber de Bolsonaro o carimbo de “velha política”, porém, o grupo tenta virar o jogo. Em cafés e almoços na casa de Maia, geralmente às segundas, terças e quartas, até mesmo pesquisas são analisadas, como as que ficaram conhecidas no ano passado, quando o Centrão decidiu apoiar a candidatura do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência. Foi um fiasco.

O desafio, hoje, é transmitir a ideia de que o bloco se reinventou com uma agenda própria, como a proposta de reforma tributária, apresentada pelo MDB e vista com bons olhos por Maia. Para municiar os deputados, o presidente da Câmara encomendou recentemente um estudo mostrando que a transferência do Coaf para a Justiça vai na contramão do que ocorre na maioria dos países, onde o colegiado está vinculado à equipe econômica.

O poder de influência sobre os recursos do Orçamento também ganhou maior relevância no discurso do grupo. Atualmente, o Congresso resiste a atender o pedido de urgência do ministro da Economia, Paulo Guedes, por um crédito extra de R$ 248,9 bilhões para cumprir a “regra de ouro”. O dispositivo impede que o governo contraia dívida para cobrir despesas correntes, como o salário de servidores.

Sem o mesmo formato do Centrão vitaminado pelo ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB-RJ), preso da Lava Jato, o bloco parece ter hoje mais musculatura. Mesmo o núcleo que ajudou a derrubar a então presidente Dilma Rousseff, em 2016, porém, odeia ser chamado de Centrão. 



Jair Bolsonaro assina o Decreto que dispõe sobre a aquisição, o cadastro, o registro, a posse, o porte e a comercialização de armas Foto: Marcos Corrêa/PR

O Globo

O governo tem oferecido a deputados uma nova forma de legislar: a possibilidade de enviarem ao Executivo suas propostas para que entrem em vigor imediatamente na forma de decretos presidenciais . A iniciativa foi anunciada em público pela primeira vez há quase um mês, na cerimônia em que o presidente Jair Bolsonaro assinou ato extinguindo o horário de verão. Antes disso, a proposta estava parada no Congresso. Um deputado federal então levou a demanda ao presidente, que determinou a expedição de um decreto do Executivo.

Nessa mesma ocasião, Bolsonaro ofereceu aos parlamentares a estrutura da Casa Civil, por meio da Subchefia de Assuntos Jurídicos (SAJ) , para analisar a viabilidade de transformar suas ideias em decreto. Segundo o presidente, o órgão levaria entre 15 e 20 dias para fazer essa análise. Deputados foram avisados que as sugestões devem ser enviadas por meio das lideranças do governo no Congresso.

Bolsonaro se dirigiu a ex-colegas e destacou “a dificuldade de um parlamentar aprovar uma lei ao longo de uma legislatura”, comparando o feito a ser sorteado na Mega-Sena. Em seguida, disse que seu governo está aberto para quem tiver “qualquer contribuição” para dar via decreto ou sugestões de alterações em atos presidenciais.

A oferta, feita repetidas vezes desde então, demonstra a intenção do presidente de se aproximar dos parlamentares. Até o momento, ele não conta com uma base de apoio.

Alguns dias depois, Bolsonaro assinou o decreto que flexibiliza o porte de armas no país, sem passar pelo Legislativo, o que suscitou críticas no Congresso. Líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO) disse que houve adições de última hora ao decreto por sugestão de deputados. Segundo ele, um dos pleitos atendidos foi a ampliação do uso de armas de calibre restrito (até então permitidas apenas por forças de segurança) para outras categorias de usuários.

— O que eu quero dizer aos senhores? Eu estou à disposição. Qualquer projeto, qualquer decreto do passado que vocês acham (sic) que ele tenha sido feito de maneira que prejudica (…) nós estamos prontos, disse o presidente na ocasião da assinatura do decreto das armas, no início do mês.

‘Tinta é mais fraca’

Dentro do governo, há quem considere a estratégia arriscada. Como disse um servidor do Planalto, “a tinta da caneta do decreto é a mais fraca”. Isso porque estes atos podem ser derrubados com relativa facilidade pela Justiça ou pelo Congresso, por meio de um projeto de decreto legislativo, que tem o poder de revogar atos do presidente.

A Câmara dispõe, em seu site, de um mecanismo para envio de propostas ao Executivo. Bolsonaro já afirmou ter usado a ferramenta ao longo de seus mandatos, sem que jamais nenhum presidente tenha se valido de suas ideias. Em 2019, a Câmara registrou 718 sugestões, e 49 delas mencionam decretos.

O chefe da SAJ, Jorge Oliveira, afirmou que a orientação é responder a todas a sugestões depois de acionar os ministérios envolvidos:

— Às vezes, tem matérias que o parlamentar apresentou um projeto de lei, mas, pelo que ele quer alcançar, um decreto do presidente já resolveria. É mais rápido.  

Ele citou como exemplo de decreto que, “em breve”, deve ser formalizado, o que regulamenta a produção de sal em áreas demarcadas para preservação ambiental. Trata-se de uma proposta levada ao governo pelo deputado Beto Rosado (PP-RN).

Lideranças partidárias têm manifestado insatisfação com o que consideram uma forma de “governar por decreto”, sem que as discussões passem pelo Congresso. Até a bancada evangélica, mais alinhada ao governo, articula para derrubar o decreto das armas.

O líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), diz que as competências delimitadas na Constituição não são ultrapassadas pelo presidente:

— Os decretos têm limites claros, baseados na lei. É um exercício normal de poder de regulamentação do Executivo. Não há qualquer intenção de se sobrepor ao Parlamento. 

« 1 2 (3) 4 5 6 ... 861 »