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Política : NA CONTA DO POVO
Enviado por alexandre em 19/03/2017 22:13:54


Pirotecnia da Carne Franca vai para conta da PF

Helena Chagas – Blog Os Divergentes

A reação surpreendentemente rápida e eficiente do Planalto para tentar salvar as exportações brasileiras de carne jogou o foco nos exageros da pirotécnica operação Carne Fraca da última sexta-feira, promovida pela Polícia Federal. Houve, sim, uma divulgação alarmista dos fatos, ainda que eles sejam muito graves.

A informação básica de que apenas 21 fábricas ou frigoríficos, de um total de mais de 4.800 estão sob suspeita – e por isso serão submetidas agora a fiscalização especial – chega tarde, depois de dois dias de horror e ansiedade por parte da população. Nesse meio tempo, os países importadores, sempre buscando uma boa desculpa para barrar a carne brasileira, se assanharam.

A informação de que a utilização de ácido ascórbico, vitamina C, na carne não é prejudicial e nem perigosa, dada pelo ministro da Agricultura, Blairo Maggi, mostrou também a falta de informação e os exageros na divulgação da Carne Fraca. Por mais repugnante que pareça, ele explicou também que é comum misturar cabeça de porco na linguiça.

Muita gente não vai comer mais linguiça, inclusive eu. Mas a reunião e as entrevistas deste domingo no Planalto mostraram que, diferentemente do que o estardalhaço da PF – na maior operação de sua história – passou ao público, o sistema de processamento de carnes no país não está todo em xeque.

Apenas uma parte parece ter sido atingida, e isso não interessa só aos exportadores, mas principalmente aos consumidores brasileiros.

O tempo vai mostrar se é mesmo assim como disseram Temer e Maggi. Mas a pirotecnia da Carne Fraca vai entrar na conta da PF, arranhando a credibilidade de futuras operações.

Em tempo: embora oriunda de Curitiba, a Carne Fraca nada tem a ver com a Lava Jato. O Ministério Público do Paraná não é responsável pela operação, que tem a digital da PF. Sua eclosão na sexta-feira, aniversário da LJ, foi inclusive interpretada pelos procuradores como uma forma de disputar a festa com eles, dentro da conhecida rivalidade PF X MPF.

Política : CORRUPÇÃO
Enviado por alexandre em 19/03/2017 00:16:46


O poder no banco de réus

Ruy Fabiano

A longevidade de um delito, como é óbvio, não o legitima. No entanto, esse é o argumento central com que políticos e financiadores de campanhas reclamam inocência – e exigem absolvição -, diante dos crimes de caixa dois e derivados.

“Sempre se praticou”, dizem uns; “desse jeito, ninguém escapará”, dizem outros. As variantes são nesse rumo.

O próprio Emílio Odebrecht, pai de Marcelo, em depoimento ao juiz Sérgio Moro, espantou-se com o fato de tal prática estar sub judice. E não escondeu que sua empresa a endossa desde sempre e que ele próprio - assim como seu falecido pai e fundador do grupo, Norberto Odebrecht - não via nenhum problema nisso.

A Lava Jato não desconhece a tradição da prática, mas, digamos assim, diverge conceitualmente dos Odebrecht. Está convencida de que não apenas é preciso erradicá-la, como o único meio de fazê-lo é punindo os que a praticaram. O país concorda.

Se, na área penal, antiguidade fosse posto, ou mesmo servisse de atenuante, homicídio não seria crime, ou pelo menos não tão grave, já que inaugurado com Caim, na origem da humanidade.

As delações dos 77 executivos da Odebrecht, cuja divulgação é aguardada, não encerram – antes inauguram – a principal fase da Lava Jato, a que vai ao coração do Congresso e do governo, este e o que o precedeu. Não se trata nem sequer de saber quem vai preso. Trata-se de expor as entranhas de um sistema que liquidou o país.

Os delitos, de fato, não são iguais, nem da mesma gravidade; uns devem ser presos, outros não; uns misturaram caixa dois com propina; outros só o caixa dois; outros lavaram a propina no caixa um. Etc. O dano político, porém, é geral. Não absolve ninguém.

De cara, os presidenciáveis de sempre – uma geração em fim de carreira, distribuída nos principais partidos – já foram citados e estão na condição que o falecido Antonio Carlos Magalhães considerava a mais letal a um político: ter de se explicar. Têm tentado, mas encontram compreensão apenas entre colegas.

Isso explica o ressurgimento do voto em lista fechada exatamente neste momento em que os políticos temem o contato com as ruas. Trata-se de poupá-los do cara a cara com o eleitor. Este votaria apenas na legenda, ficando o encargo de preencher a lista por conta do próprio partido – ou por outra, dos caciques do partido.

É piorar o que já não é bom. O argumento dos que querem as listas fechadas é de que criam um elo mais forte entre eleitores e partidos. Vota-se no partido, não em candidatos. Em tese, sim, mas com esses partidos? De quebra, a novidade os reduziria – há hoje 35 legendas, 28 com assento no Congresso, o que faz com que cada votação seja precedida de um imenso toma lá dá cá.

Mas, se houvesse mesmo interesse em reduzir o número de partidos, bastaria extinguir as coligações nas eleições para deputado.

O que se contempla, neste momento, é uma desesperada tentativa de sobrevivência da velha política, diante da renovação compulsória que o fenômeno da Lava Jato vem impondo.

O strip-tease moral é avassalador e, quando se pensa que já se viu tudo, surge outro escândalo com conexões políticas: a carne envenenada. Atinge em cheio o setor mais produtivo do país, o agronegócio, responsável, de algumas décadas para cá, pelo superávit da balança comercial.

O escândalo é localizado, no segmento carne, mas suas consequências, não: desmoralizam as certificações oficiais do Brasil indistintamente, com reflexos profundos nas exportações.

De quebra, outro problemão para o presidente Temer: seu recém-empossado ministro da Justiça, Osmar Serraglio, estaria envolvido na história, acusado de apadrinhar um dos mafiosos. Mesmo inocente, terá dificuldades de ordem moral e política para prosseguir no cargo. E assim caminha o governo, num entre e sai de ministros, respingados pela lama da corrupção. Antes assim.

A Lava Jato chega ao terceiro ano e não tem data para terminar. O país oficial continua no banco dos réus.

E a política nunca mais será a mesma após Odebrecht



A elite da política brasileira aparece na delação premiada. As investigações começam agora e deverão influenciar decisivamente as eleições de 2018

ÉPOCA

A política brasileira não será a mesma depois do dia 14 de março de 2017. A delação premiada dos executivos da Odebrecht lança suspeitas – de corrupção e caixa dois – sobre a elite da política brasileira, incluindo os principais representantes dos maiores partidos.

Estão lá dois ex-presidentes petistas, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Os três principais caciques do PSDB, Aécio Neves, José Serrae Geraldo Alckmin. Ministros do PMDB que formam o círculo mais próximo do presidente Michel Temer, como Eliseu Padilha e Moreira Franco. O presidente do Senado, Eunício Oliveira, também do PMDB, e o da Câmara, Rodrigo Maia, do DEM. Os poderosos de Brasília se perguntam – assim como os cidadãos brasileiros em geral: e agora?

Os políticos tentarão, na medida do possível, garantir sua sobrevivência. Será difícil. A recente tentativa de descriminalizar o caixa dois, na calada da noite, enfrentou resistência da opinião pública e sumiu da pauta – na verdade, era uma tentativa de usar o caixa dois como desculpa para anistiar crimes de corrupção. A novidade agora é ressuscitar uma proposta petista de reforma política que já foi derrubada várias vezes na Câmara: o voto em lista fechada. Se tal projeto, esdrúxulo no contexto brasileiro, for aprovado, os eleitores perderão a prerrogativa de escolher seus deputados e senadores. Em vez disso, votarão em partidos – e os partidos escolherão que deputados e senadores os representarão no Congresso. Isso garantiria a continuidade de muitos dos políticos atuais. Parece outra manobra fadada ao fracasso, embora não se possa menosprezar a capacidade de articulação dos políticos. Os deputados e senadores fariam melhor se esquecessem os truques e malandragens e deixassem que tudo corresse de acordo com o curso previsível das democracias.

Isso significa, basicamente, deixar que a Justiça siga seu rumo. Ser citado na delação dos executivos da Odebrecht não faz de ninguém culpado aos olhos da Justiça. Ainda há um longo processo de investigações pela frente. Alguns serão inocentados. Outros, enquadrados no crime de corrupção, ou no de caixa dois, ou em ambos – são crimes diferentes, e o mesmo ocorre com as punições. Pela Justiça brasileira, poderão recorrer. Tal processo deve durar, no mínimo, dois anos, e estará em curso ao longo da próxima campanha eleitoral. Alguns dos políticos que estão hoje em evidência sobreviverão. Outros ficarão impossibilitados de concorrer. Um terceiro tipo poderá disputar cargos públicos, mas não terá votos dos eleitores, devido ao desgaste.

É possível que haja uma renovação bastante ampla no Executivo e no Legislativo. Se o eleitor brasileiro for suficientemente sábio para deixar de fora os populistas de plantão, tal renovação pode ser bem-vinda. Nas democracias, os políticos passam – mas a política continua.

Política : LAVA JATO
Enviado por alexandre em 19/03/2017 00:14:41


Ou o Brasil avança ou vira ratocracia

Josias de Souza

Em três anos de Lava Jato o Brasil experimentou sensações antagônicas. Depois de assistir a coisas inéditas, o país presencia um surto de mesmice. O que há de inédito no escândalo é que, pela primeira vez desde a chegada das Caravelas, o braço punitivo do Estado investigou e prendeu pessoas que, historicamente, se comportavam como se estivessem acima das leis. Esse ineditismo é agora ameaçado pelo que há de mais tradicional na política brasileira: o patrimonialismo se uniu ao oportunismo para restaurar a “normalidade”.

No Brasil, o combate à corrupção convive com uma ‘síndrome do quase’. O país quase conseguiu restaurar a moralidade quando escorraçou Fernando Collor do Planalto. Mas faltou punir as empreiteiras que engordaram o caixa do tesoureiro PC Farias. Os anões quase foram banidos do Orçamento da União. Mas as empreiteiras que compravam emendas orcamentárias foram novamente poupadas. A nação quase virou outra quando o Supremo Tribunal Federal condenou a turma do mensalão. Mas cuidou-se da máfia sem atentar para o capo.

Há uma forme de limpeza no ar. Mas a elite política, nivelada em perversão pela Odebrecht, providencia um dique de contenção. Os procuradores da força-tarefa de Curitiba tremem. Basta uma noite no Congresso e toda uma investigação pode cair por terra, disse um deles. De fato, quem olha para o Congresso põe em dúvida a Teoria da Evolução. A política brasileira parou de evoluir. E considera a hipótese de involuir. No futuro, quando os historiadores puderam falar sobre a Lava Jato sem precisar assistir a TV Câmara de madrugada, a mair operação anticorrupção da história será apresentada como um marco civilizatório ou como um fenômeno que consolidou o Brasil como uma ratocracia.
A verdade que lhe convém

A verdade que lhe convém
Coluna Carlos Brickmann


Pois eis que agora, tantos anos depois do início da Operação Lava Jato, depois de impiedosamente atacado, Lula começa a repor a verdade dos fatos - a verdade dele, claro, mas quem disse que a verdade é apenas uma?

Agora sabemos, por seu depoimento, que Lula há três anos é vítima de um massacre. Pois nenhum político ou empresário, nem os Odebrecht, jamais lhe deu dez reais. E diz a verdade: ninguém lhe deu dez reais.

Acusá-lo de tentar obstruir as investigações da Lava Jato, que absurdo! Afirma Lula que o senador Delcídio do Amaral "disse uma inverdade", ao afirmar, em delação premiada, que haviam conversado sobre maneiras de convencer Nestor Cerveró a calar-se sobre o que sabia da Petrobras. Lula, aliás, nem conhecia Cerveró. É verdade, claro: é impossível exigir que o presidente da República conheça um funcionário de uma estatal, mesmo que seja de alto escalão, mesmo que a empresa seja a maior do país, mesmo que seja Cerveró. Lula deve tê-lo cumprimentado sem prestar muita atenção. Seria incapaz de reconhecê-lo- afinal de contas, por que iria prestar atenção num rosto tão comum, numa empresa tão grande?

Lula diz também que fica profundamente ofendido com a insinuação de que o PT é organização criminosa. Só porque o "capitão do time" está preso, os três últimos tesoureiros do PT foram condenados, um presidente do partido também? Isso o ofende, claro: pois quem é o Brahma, o nº 1?

A verdade...

No depoimento, Lula disse que passou os oito anos de seu Governo sem participar de jantares e aniversários, "exatamente para não dar pretexto de aparecer àqueles que vêm tirar fotografia com celular para depois explorar essa fotografia". Os maldosos lembram um belo jantar, em 4 de agosto de 2006, oferecido por ele no Jockey Club de São Paulo a empresários e políticos, para arrecadar fundos. Foram mil convites a R$ 2 mil cada; descontada a despesa, sobraria R$ 1,7 milhão. E, segundo o coordenador da campanha, Ricardo Berzoini, "é evidente que dá a oportunidade de diálogo do presidente com o empresariado e profissionais liberais".

Terá Lula dito uma inverdade? Não: ele disse que não participou de jantares. E esse, preparado pelo ótimo chef Charlô, não foi um jantar, foi um banquete.

...é uma mentira...

Houve também um almoço mais baratinho, em 13 de julho de 2006, no Restaurante São Judas, na rota do Frango com Polenta, no Grande ABC. Foram servidos dois tipos de frango (frito, com polenta frita; e à italiana, com molho de maionese); água, cerveja, refrigerantes. Lucro: R$ 495 mil. "É que Lula circula bem em todas as classes", esclareceu Berzoini.

...que aconteceu

Lula disse, enfim, que não é contra a Operação Lava Jato. "Eu quero que a Lava Jato vá fundo para ver se acaba com a corrupção". E não é que mais uma vez ele fala a verdade? Lula é a favor da Lava Jato, e só dela discorda num pequeno detalhe: andou pegando políticos companheiros e empresários aliados, que além de aliados sempre foram generosos.

Se a Lava Jato esquecesse o PT, Lula seria 100% a favor.

A verdade...

Para completar o elenco de verdades pouco conhecidas, o ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse ao juiz Sérgio Moro que "nunca falou de propina com Palocci". Claro que não! Gabrielli sempre foi um executivo preocupado com a empresa. Até hoje, por exemplo, defende a compra pela Petrobras da Ruivinha, uma refinaria toda enferrujada em Pasadena, EUA. A empresa belga Astra Oil comprou a refinaria por US$ 42 milhões e a vendeu à Petrobras, pouco depois, por US$ 1,1 bilhão.

Segundo o delator Agosthilde Mônaco de Carvalho, já antes da compra Gabrielli tinha indicado a Odebrecht para reformá-la. Um executivo tão preocupado com a empresa que antes mesmo de fechar um negócio já tinha decidido como iniciar a operação não iria conversar sobre propinas e pixulecos com um político importante como Palocci. Talvez tenham discutido a adequada destinação dos parcos recursos disponíveis.

...de cada um

O patriarca da empresa, Emílio Odebrecht, vê Antônio Palocci como um político especial - "não carreirista como a maioria, mas um homem inteligente com visão de estadista". Emílio Odebrecht, com tantos anos de experiência no mercado, certamente sabe avaliar as pessoas; conhece a diferença entre o que um político acha que vale e seu valor real.

"A gente trocava muitas ideias sobre aquilo que era importante para o nosso Brasil", narrou. De um lado da mesa, Emílio Odebrecht; de outro, Antônio Palocci. Assistir à troca de ideias entre ambos, conhecedores do mundo e do comportamento dos seres humanos, deve ser instrutivo, uma aula de economia, de gestão e de política. Um privilégio valiosíssimo.

Política : DADOS POSITIVOS
Enviado por alexandre em 16/03/2017 23:48:09


Emprego formal cresce no país, após quase 2 anos de queda
Em fevereiro as contratações superaram as demissões em 35.612 vagas

O setor de serviços foi o que mais gerou empregos formais em fevereiro, com 50.613 vagas. Foto: Valdecir Galor

Economia brasileira voltou a gerar empregos com carteira assinada no último mês. Em fevereiro, o número das contratações superou as demissões. Em 22 meses, foi a primeira vez que o país registrou abertura de postos de trabalho.

O anúncio foi feito nesta quinta-feira (16), pelo presidente Michel Temer e pelo ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, no Palácio no Planalto - nos últimos meses, a divulgação vinha sendo feita pelo ministério apenas via nota em sua página na internet. Os números têm como base o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Ao convocar a imprensa para comentar dados positivos da economia brasileira, Temer informou que foram criados 35.612 empregos formais no mês passado. O presidente disse também que pode "garantir" que a inflação fechará este ano abaixo do centro da meta de 4,5% ao ano.

Em uma rara iniciativa, o próprio presidente anunciou os dados de emprego, durante uma fala no Palácio do Planalto. Os números geralmente são divulgados pelo Ministério do Trabalho.

Mencionando a vida "indigna" dos brasileiros que ainda estão desempregados, Temer reconheceu que o dado é apenas "um começo". "Nós temos muitos milhões de brasileiros que dependem de empregos, mas é preciso começar. E o começo veio com essa notícia que estou dando a vocês."

De acordo com o presidente, o "otimismo deve guiar" os passos do governo e da economia. "Mais que nunca, eu verifico interesse de investimentos estrangeiros no nosso país", disse ele, citando as reformas e medidas de ajuste que o Planalto vem implementando ao longo dos últimos meses.

O presidente destacou ainda a mudança da perspectiva da economia brasileira feita ontem pela Agência Moody's. De acordo com Temer, a “queda substancial, em pouquíssimo tempo”, dos pontos negativos, depois que o país perdeu o grau de investimento em fevereiro do ano passado, sinaliza que o país poderá retomá-lo. “Ao longo do tempo é muito provável que se atinja uma pontuação que nos faça retomar o grau de investimento.”

Setor de serviços criou mais vagas

O setor de serviços foi o que mais gerou empregos formais em fevereiro, com 50.613 vagas. Ele foi seguido pela administração pública, com 8.280 vagas. A agropecuária criou 6.201 postos de trabalho no mês passado.

A indústria de transformação também contratou mais do que demitiu no mês passado e criou 3.949 vagas de emprego formal.

O comércio, porém, manteve as demissões e, no mês passado, fechou 21.194 vagas. A construção civil também cortou postos de trabalho formais, com 12.857 vagas.(ABr)

Política : BLEFANDO
Enviado por alexandre em 16/03/2017 23:09:53


Ao depor como réu, Lula se equiparou a Deus

Josias de Souza

Em seu primeiro depoimento como réu em processo da Lava Jato, Lula se colocou no lugar de Deus. Disse ao juiz Ricardo Augusto Soares Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília, que o primeiro-amigo José Carlos Bumlai não estava autorizado a discutir negócios. O magistrado perguntou se Bumlai poderia ter usado o nome de Lula. E o interrogado: “Doutor, se o senhor soubesse quanta gente usa o meu nome em vão! De vez em quando eu fico pensando pras pessoas (sic) lerem a Bíblia, pra não usar tanto o meu nome em vão.”

Lula decerto se referia aos dois trechos da Bíblia que anotam os Dez Mandamentos que Deus entregou ao seu marqueteiro, o profeta Moisés, para que ele os propagandeasse. As Tábuas da Lei estão disponíveis em Êxodo 20,2-17 e Deuteronômio 5,6-21. Incluem o seguinte preceito: “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.”

Se pudesse, Deus talvez escolhesse viver no Brasil. Como a onipresença obriga o Todo-Poderoso a estar em toda parte, Lula o representa no território nacional. Mas a divindade petista não se sente obrigada a observar todos os mandamentos. Dá de ombros, por exemplo, para o “Não Furtarás”. A certa altura do depoimento, Lula disse: “Me ofende profundamente a informação de que o PT é uma organização criminosa.”

Lula talvez não tenha notado, mas ele próprio já frequenta as páginas de cinco ações penais na posição de protagonista. De resto, o sistema carcerário de Curitiba está apinhado de petistas: José Dirceu, Antonio Palocci, João Vaccari Neto, Renato Duque…

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