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Política : O ESCOLHIDO
Enviado por alexandre em 16/07/2019 08:43:09

Bolsonaro demonstra querer ver o filho presidente 1 dia

Governantes podem ter um punhado de objetivos, mas nada supera a prioridade zero: manter seu grupo no poder por muito tempo. Sérgio Motta, o ministro mais poderoso de Fernando Henrique Cardoso, falou abertamente em 1995 que a meta dos tucanos era ficarem 20 anos no Planalto. Ficaram 8.

Os petistas acharam que conseguiriam dobrar a meta. Com o impeachment de Dilma, ficaram 13 anos, coincidindo com o número da identificação do partido.

Quando se fala em grupo político, porém, surge uma aparente incompatibilidade para o presidente Jair Bolsonaro. Afinal, diferentemente de Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, ele fez sua carreira sem integrar de forma orgânica e perene um partido sólido e coeso.

No governo, não tem sido diferente. Parece seguir no propósito de esvaziar a ideia de que há um grupo no poder. Quem manda é ele. E não faz o mínimo esforço para eliminar rixas – muitas das quais públicas– entre seus auxiliares.

Bolsonaro faz questão de preservar apenas os filhos. Nesse grupo é que está sua aposta de longo prazo. Eduardo é quem mais se destaca, seja por não se envolver em tantas alterações públicas como o vereador Carlos, seja por ser mais assertivo e ideológico do que o senador Flávio – o qual tem também o inconveniente das investigações sobre o período em que era deputado estadual no Rio.

A indicação de Eduardo para embaixador do Brasil em Washington é um modo de alçá-lo da Câmara para uma posição em que poderá ter protagonismo internacional, algo que ajuda muito quem quer ser chefe de Estado.

A nomeação à Embaixada é também uma maneira de testar as instituições. Será se for de fato levado adiante, algo envolto em controvérsia jurídica. Há argumentos fortes para apontar nepotismo. Mas isso seria mais contundente se envolvesse alguém de fora da vida pública. Em se tratando do deputado mais votado no país, presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, é sujeito a debate.

Eduardo teria de abrir mão do mandato e correr o risco de ser vetado pelos senadores em votação secreta. Se perder, restará o consolo de que não terá dificuldades de conquistar novo mandato de deputado no futuro.

Se vencer, se fortalecerá antecipadamente para outra controvérsia política e jurídica, programada provavelmente para daqui a 7 anos: se poderá suceder o pai. O parágrafo 7º do artigo 14 da Constituição diz que parentes até 2º grau não podem concorrer à eleição. A exceção é a reeleição, o que, nas condições atuais, permite a Flávio, Carlos e Eduardo postularem a renovação dos mandatos.

Soluções existem. Bastaria mudar a Constituição. Ou, se isso se mostrar difícil, o atual presidente renunciaria ao mandato no último ano e deixa o caminho do filho desimpedido.

Certamente Bolsonaro não pensa nas reformas estruturais que está promovendo como presente para um sucessor qualquer.



O vice-presidente Hamilton Mourão disse nesta segunda-feira (15) que, após aprovação da reforma da Previdência, o próximo passo do Congresso deve ser a reforma política. De acordo com Mourão, o Brasil não tem um sistema político, o que é difícil de conceber dada a fragmentação partidária.

“Hoje, lá dentro do Congresso, na Câmara dos Deputados, temos 26 partidos representados, apenas 2 partidos têm mais de 50 deputados, em torno de 7 têm entre 30 e 40 e o restante são partidos com 10 ou 8 deputados, então, é extremamente fragmentado o nosso Congresso, não é fácil lidar com isso aí. Os partidos deixaram de representar o pensamento da sociedade como um todo. Acho que todos aqui entendem perfeitamente que o ideal é que tivéssemos cinco partidos, quando muito sete, que representassem as diferentes espécies de pensamento que temos dentro da nossa sociedade”, disse ao participar da abertura do II Rio Money Fórum, na Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O vice-presidente defende o sistema político com voto distrital, que, para ele, seria também uma forma de baratear as eleições. “É a minha opinião para a eleição ficar mais barata”.

Problemas

Mourão disse que o governo Bolsonaro assumiu tendo que atacar dois grandes problemas da economia brasileira: a questão fiscal e a agenda de produtividade. “Na questão fiscal, teve que buscar o equilíbrio. Então, qual era a primeira coisa para buscar o equilíbrio fiscal? A reforma da Previdência. Felizmente ela está encaminhada. Não da forma como nós, governo, gostaríamos, mas existe um velho aforismo no meio militar que diz que o ótimo é inimigo do bom. Então, vamos ter uma reforma boa, não uma ótima. Daqui a cinco, seis anos, nós vamos estar novamente discutindo isso aí. Agora, não poderíamos passar por cima disso aí de forma nenhuma, senão a garotada que está aqui ia trabalhar até o fim da sua vida”, disse.

Para o vice-presidente, a reforma da Previdência não é a solução dos problemas, mas a abertura para resolver a questão fiscal e a retomada da economia. “É como se o Brasil estivesse dentro de uma garrafa e o gargalo é a reforma da Previdência. Temos que sair por esse gargalo para que se crie um ambiente de estabilidade, e estabilidade gera confiança. É isso que está sendo buscado”.

Mourão acrescentou que outra forma de resolver o desnível fiscal é a venda de estatais. “Se a empresa está dando prejuízo, e o governo não tem condição de arcar com aquilo, tem que vender. Então, vamos privatizar aquilo que deve ser privatizado”, disse, ressaltando ainda que não haverá contratações.

“Não vamos contratar ninguém pelos próximos anos. Vamos fazer uma diminuição do tamanho do Estado, de forma branda. À medida que as pessoas forem se aposentando não vamos contratar ninguém até que a gente consiga equilibrar as nossas contas.”

Produtividade

Mourão defendeu uma agenda de produtividade, que passa pela infraestrutura do país. “Nós temos uma das mais baixas produtividades do mundo. Temos uma infraestrutura que parou no tempo. Grande parte do que temos hoje foi construído no tempo do governo militar, depois não se construiu mais nada. Nossas estradas, tudo mundo sabe como elas são, ferrovias sumiram, portos, aeroportos. Nós temos navegação de cabotagem. Temos 1 litoral de 7.500 quilômetros cheios de portos e transportamos uma carga do Rio Grande do Sul para o Rio Grande do Norte em lombo de caminhão. Essa nossa infraestrutura tem que ser melhorada”, afirmou.

O vice-presidente defendeu também a reforma tributária. “Temos uma um sistema tributário caótico. Estamos pagando hoje 32%, 33% do PIB de impostos. Isso penaliza os mais pobres. Porque os impostos incidem na comida e na bebida. A turma mais pobre é que sofre com essa carga. Temos que organizar o sistema, porque há uma quantidade de impostos”, disse, lembrando que há diferentes propostas na Câmara e no Senado, além da defendida pelo governo. Com informações da Agência Brasil.

Política : MUÍDO
Enviado por alexandre em 16/07/2019 08:36:04

Prazo para o 2º turno da Previdência começa a ser contado
A Câmara dos Deputados abriu, na tarde de hoje, uma sessão de debates no plenário para começar a contar o prazo para o segundo turno de votação da reforma da Previdência.

Os trabalhos se iniciaram por volta das 14h, com 51 deputados, número mínimo necessário para a abertura de uma sessão. A semana deve ser de pouca movimentação na Câmara porque os parlamentares entram em recesso na próxima quinta (18). Uma outra sessão convocada para as 18h desta segunda-feira foi cancelada.

Os parlamentares aprovaram em primeiro turno a proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência na sexta-feira (12).

Entre um turno e outro, porém, o Regimento Interno da Câmara estabelece um intervalo (chamado no jargão legislativo de interstício) de cinco sessões no plenário – que podem ser de debates ou votação.

O prazo só terminará de ser contado em agosto uma vez que o recesso parlamentar começa na quinta-feira (18) e vai até 31 de julho. O segundo turno de votações da reforma da Previdência está previsto para se iniciar em 6 de agosto.

O texto precisa ser votado em dois turnos por se tratar de uma alteração na Constituição. Para ser aprovado, precisa do aval de ao menos 308 dos 513 deputados.

O primeiro turno foi concluído após quatro dias de sessões. Algumas se arrastaram pela madrugada.

Aprovado na noite de quarta-feira (10) por 379 votos a favor e 131 contrários, o texto-base prevê, entre os principais pontos, idade mínima de aposentadoria de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens.

A análise dos destaques (sugestões para alterar pontos específicos) começou na quarta-feira e só terminou nesta sexta. Os parlamentares aprovaram quatro mudanças pontuais no texto:

  • Flexibilização das exigências para aposentadoria de mulheres;
  • Regras mais brandas para integrantes de carreiras policiais;
  • Redução de 20 anos para 15 anos do tempo mínimo de contribuição de homens que trabalham na iniciativa privada;
  • Regras que beneficiam professores próximos da aposentadoria.

Após a conclusão da votação no plenário, a comissão especial onde a reforma tramitou até a semana passada voltou a se reunir para votar a redação do texto para o segundo turno. Ao final de três horas e meia de debates, o texto foi aprovado pelo colegiado por 35 votos a 12, na madrugada deste sábado (13).


Governo vai “destravar” distribuição de cargos

Estadão

Dois meses após a edição de um decreto que instituiu o Sistema Integrado de Nomeações e Consultas, mais conhecido como “banco de talentos”, o governo ainda não preencheu a maioria das vagas de segundo escalão nos Estados, mas promete “destravar” as indicações e acelerar a distribuição dos cargos para partidos que apoiaram a primeira etapa da reforma da Previdência na Câmara. Até agora, a maior parte dos compromissos assumidos pelo Planalto foi com o Centrão, grupo que atuou como fiel da balança para a aprovação das mudanças na aposentadoria.

A estratégia do Planalto também prevê atenção especial ao Nordeste, antigo reduto do PT e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde abril do ano passado. É naquela região que está, por exemplo, a cobiçada Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), foco de corrupção em um passado não muito distante. Diretorias da estatal serão loteadas entre DEM, PP, MDB e PSDB, que, apesar de não integrar o Centrão, é uma espécie de “agregado” no bloco que dá as cartas do poder na Câmara.

As negociações têm sido feitas com as bancadas estaduais, e não com os líderes dos partidos, mas até hoje a liberação dos espaços nas repartições federais foi a conta-gotas. A ideia é que, além da Codevasf, superintendências do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) sejam preenchidas no pós-Previdência.

Às vésperas da votação da reforma, vista pela equipe econômica como fundamental para o ajuste das contas públicas, deputados começaram a pressionar o Planalto não apenas pelo pagamento de emendas orçamentárias, mas também por nomeações. O governo garantiu um crédito suplementar para obras em redutos de parlamentares bem antes das eleições municipais de 2020 e empenhou R$ 2,5 bilhões em emendas apenas nos cinco primeiros dias deste mês, mas a promessa de mais recursos dificilmente será cumprida a curto prazo, por causa do aperto fiscal.

Desconfiados, deputados iniciaram, então, um movimento para cobrar os cargos represados. Antes mesmo de o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, perder o posto de articulador político do Planalto, a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), líder do governo no Congresso, já estava recolhendo as indicações de seus pares.

“No caso da Bahia, nada foi tratado com a bancada e os cargos ainda são ocupados pelas mesmas pessoas que estavam no governo anterior”, disse o deputado José Rocha (PL-BA), que é vice-líder do governo na Câmara. “Pelo que sei, não houve mudanças e, na maioria dos órgãos, continuam os nomeados da gestão Temer, mas o pessoal está dando um crédito de confiança para o governo Bolsonaro”, afirmou o ex-coordenador da bancada do Maranhão, Hildo Rocha (MDB-MA), escolhido para presidir a Comissão Especial da reforma tributária.

Política : PILANTRAGEM
Enviado por alexandre em 15/07/2019 08:50:34

Dinheiro público banca o Lula Livre

ISTOÉ

O PT sempre cantarolou que o movimento “Lula Livre” era uma iniciativa intrinsecamente popular — bancada pelo militante abnegado ou no máximo pelos cofres de sindicatos devotos ao petismo — visando pressionar o Poder Judiciário a libertar o ex-presidente Lula, que cumpre pena por corrupção desde abril do ano passado, na sede da Polícia Federal em Curitiba. Contudo, documentos obtidos por ISTOÉ mostram que o movimento dificilmente ficaria em pé e sua voz ecoaria Brasil afora se não houvesse farta utilização de recursos públicos. Prestações de contas da Executiva Nacional petista ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o montante destinado ao partido pelo Fundo Partidário comprovam que o PT usou dinheiro da União — ou seja, público — na compra de passagens aéreas, diárias de hotéis e alimentação para os petistas irem a Curitiba pedir a soltura do ex-presidente, no pagamento de locação de veículos, no aluguel de salas para reuniões e, até mesmo, no custeio do trabalho de seguranças privados em atos registrados em favor do “Lula Livre”. Em especial, no acampamento erguido próximo à sede da PF de Curitiba.

Do bolso do petista que ostentava estrelinha no peito e faixa rubra na cabeça saiu muito pouco ou quase nada. Já do Fundo Partidário (uma verba pública) foi utilizado em 2018 quase R$ 1 milhão. Independentemente do valor, o importante é que princípio da lei que rege a utilização do recurso público foi quebrado. Advogados eleitorais ouvidos por ISTOÉ afirmam que o partido contrariou frontalmente o que determina a Lei 9.096/95 (Lei dos Partidos Políticos), já que o Fundo Partidário destina-se a sustentar as atividades de organização meramente partidárias, não iniciativas de promoção pessoal de seus filiados, como se verifica clara, expressa e indiscutivelmente no movimento pela libertação do ex-presidente.

A farra das passagens

As planilhas às quais ISTOÉ teve acesso somam aproximadamente 10 mil páginas. Elas revelam que a legenda bancou com a verba despesas de boa parte de seus dirigentes para que eles estivessem presentes em São Bernardo do Campo durante o ato de resistência à prisão de Lula, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, entre os dias 6 e 7 de abril de 2018, ou nos dias seguintes em Curitiba, para onde o petista foi levado preso. Os gastos se estenderam a eventos que pediam a libertação do petista nos meses de maio e começo de junho. Muitas das viagens de parlamentares do PT a Curitiba para visitar Lula na cadeia, como as dos senadores Lindbergh Farias e Gleisi Hoffmann, também foram custeadas pela União. Do mesmo modo que as despesas com deslocamentos de Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo, e da ex-presidente Dilma Rousseff, entraram na cota do dinheiro meu, seu e nosso. Um verdadeiro acinte, para dizer o mínimo.

Os maiores gastos, sem dúvida alguma, foram com passagens aéreas para esses militantes e dirigentes. No período de abril a junho, quando o movimento “Lula Livre” se intensificou e ganhou capilaridade , o partido torrou em torno de R$ 230 mil só com as viagens. Entre os beneficiados pelas passagens aéreas estavam, além da ex-presidente Dilma Rousseff, e do ex-prefeito e candidato a presidente derrotado Fernando Haddad, o ex-presidente da executiva estadual do PT em São Paulo, Emídio de Souza. O Fundo Partidário petista foi generoso ainda com integrantes de executivas estaduais, como da Bahia e Maranhão.

Não houve pudores no gasto com a verba do contribuinte. Por exemplo, para que ela pudesse acompanhar o ato de resistência à prisão de Lula nos dias 6 e 7 de abril, a presidente do partido, Gleisi Hoffmann, na época senadora, não coçou o bolso. Preferiu, claro, ter despesas pagas no Novotel Jaraguá em São Paulo com recursos extraídos pelo PT do fundo público. Na farra com dinheiro da União, outra figura carimbada do PT não poderia faltar: trata-se do sempre histriônico Lindbergh Faria. Para o hoje “Youtuber”, a hospedagem no Astron Saint Moritz, de São Bernardo do Campo, foi inteiramente quitada pelos cofres públicos. “A utilização de recursos do fundo partidário para a promoção pessoal de um de seus filiados, não se enquadra nas premissas legais estabelecidas no Artigo 44 da Lei dos Partidos Políticos. Assim, ao utilizar-se de recursos públicos, provenientes do fundo partidário, para a promoção de filiado, o partido pode ser obrigado a ressarcir a União”, afirma o advogado especialista em Direito Eleitoral, Francisco Emerenciano.

No caso específico de Dilma Rousseff, o PT pagou com recurso público suas passagens de Porto Alegre a São Paulo no dia 7 de abril para que ela pudesse acompanhar a resistência de Lula à prisão em São Bernardo do Campo. O custo foi de R$ 701. Depois, no dia 23 de abril, Dilma teve a passagem de Porto Alegre a Curitiba novamente custeada, no valor de R$ 2.294, para que ela fosse à PF visitar Lula e também participar do evento “Lula Livre” na porta da cadeia. Por ironia do destino, a tentativa de Dilma de ver seu mentor naufragou. A Polícia Federal não permitiu o ingresso da ex-presidente na cela do petista. Na época, a juíza Carolina Lebbos barrou 23 pedidos de visitas ao petista. Além de Dilma, na lista de pessoas que foram visitar Lula com passagens compradas com dinheiro público constavam o ex-prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto, o ex-secretário de movimentos sociais do PT, Renato Simões e Alberto Cantalice, ex-presidente do PT do Rio de Janeiro. Todos foram a Curitiba no dia 9 de abril

Na prestação de contas da legenda entregue ao Tribunal Superior Eleitoral ainda são listados como gastos diretos do partido em prol dos eventos em favor de Lula R$ 11,9 mil em segurança privada e outros R$ 32,5 mil com a locação de veículos e vans para o deslocamento de militantes em Curitiba nos dias seguintes à prisão do ex-presidente. As despesas informadas ao TSE contabilizam ainda R$ 8,2 mil com o aluguel de uma sala no hotel Dan Inn Curitiba para a realização de reuniões dos petistas na capital paranaense. Foi incluído no montante gastos com água, café e pães de queijo disponíveis para os militantes. Pelo visto, não faltou comida (de graça). Gratuita para quem participou, claro, não para quem pagou — você, o leitor que arca regiamente com seu imposto. É que na lista de despesas com dinheiro público consta a locação de uma outra sala de encontros no hotel Petras Flat, no valor de R$ 3,5 mil, com a disponibilização de 16 cafés completos e 28 almoços, conforme notas fiscais obtidas por ISTOÉ.

Se houvesse conflito com militantes adversários, o PT estava preparado, segundo revelam as planilhas. Para escoltar os filiados, foram gastos cerca de R$ 11 mil com a contratação extra de 32 seguranças, em um total de 353 horas de trabalho entre os dias 4, 5, 6, 13 e 14 de abril do ano passado. Tudo com dinheiro do Fundo Partidário, cujo uso se mostra totalmente desvirtuado. Já em Curitiba, nos dias que seguiram à prisão de Lula, os mortadelas, como ficaram conhecidos os petistas habituês das manifestações, não tiveram problemas de locomoção. Uma verdadeira frota de veículos encontrava-se à inteira disposição dos filiados. Nas notas às quais ISTOÉ teve acesso, foram contabilizados sete veículos executivos (com motoristas inclusos) e nove vans locadas por meio da empresa One Eventos. Os automóveis não estavam a passeio: foram utilizados no deslocamento de dirigentes do PT em Curitiba.

Na festança com dinheiro público, há nas prestações de contas do PT ao TSE dois dados que chamam a atenção. Um deles refere-se à realização do Congresso da Juventude Petista, nos dias 6 e 7 de junho, em Curitiba, utilizado pelos jovens para promover o “Lula Livre”. Nos documentos apresentados, o PT relaciona as despesas de R$ 465,8 mil com o encontro para justificar pagamentos feitos com os recursos do Fundo Partidário. Só com as passagens aéreas para 100 militantes irem a Curitiba, o partido gastou R$ 202,6 mil. À infraestrutura do Congresso, o partido destinou R$ 117,8 mil. Para a edição de um mero informativo, foram gastos R$ 47,5 mil, além de outros R$ 25 mil consumidos na distribuição de camisetas vermelhas. O outro dado que causa espécie – pela ousadia dos dirigentes petistas — é o pagamento de despesas com a defesa do ex-presidente Lula após a expedição do mandado de prisão. Com verba pública. De acordo com a papelada ao qual ISTOÉ teve acesso, o advogado de Lula Cristiano Zanin teve passagens aéreas custeadas pela Executiva Nacional do PT em pelo menos uma das idas a Curitiba para encontros com o cliente. No dia 14 de junho, Zanin foi a Curitiba às custas do recurso a que o PT recorre do Fundo Partidário. Quem também se valeu da verba foi o escritório Aragão e Ferraro Advogados, que atuou em Curitiba para defender a ocupação de um espaço público por militantes do “Lula Livre” durante uma ação de reintegração de posse impetrada pela Prefeitura de Curitiba. Os militantes ocupavam uma área perto da PF. Documentos relacionados ao escritório Aragão e Ferraro Advogados, que tem o ex-ministro da Justiça de Dilma, Eugênio Aragão, como um de seus sócios, mostram que foram gastos R$ 130 mil por mês na defesa das causas do PT. Assim como as mobilizações do “Lula Livre”, as despesas com os advogados podem caracterizar desvio de finalidade dos recursos do Fundo Partidário, com o partido sujeito à rejeição de contas.

Está mais do que evidente, portanto, que o PT quer “Lula Livre”, mas sem nos livrar de arcar com a infraestrutura para a manutenção e sustentação dos atos em favor do ex-presidente considerado criminoso pela Justiça. Como sempre se desconfiou, mas o PT se esmerava em negar, nem uma tenda sequer foi erguida com vaquinhas dos filiados, mas sim com o dinheiro do contribuinte. Pelo visto, a confusão entre o público e o privado não só fora consagrada quando o partido desfrutava das delícias do poder. Permanece impregnada como um amálgama até hoje nas cinco pontas da estrela da sigla.

OUTRO LADO

Abaixo, nota do escritório Aragão e Ferraro Advogados:

Nota de Esclarecimento

A respeito de reportagem publicada na última edição impressa e também no site da revista IstoÉ sob o título: “Dinheiro público banca Lula Livre”,
o escritório Aragão e Ferraro Advogados tem a informar:

1 – Que possui com o Partido dos Trabalhadores um contrato formal desde dezembro de 2017, representando o PT em ações nos Tribunais Superiores e ainda, em causas que envolvam o nome da sigla em primeira e segunda instâncias;

2 – O escritório Aragão e Ferraro Advogados sempre cumpriu todas as normas legais e éticas da advocacia, previstas na Lei n. 8.906/94;

3 – As informações divulgadas vinculando o nome Aragão e Ferraro Advogados não procedem e representam, de forma preocupante, uma tentativa de atribuir ao regular exercício da advocacia uma atuação destoante da lei;

3 – Assim como em todos os nossos contratos com diversos clientes que atendemos, prestamos contas dos serviços ofertados por meio de relatórios mensais detalhados;

4 – É fundamental deixar registrado que, surpreendentemente e de forma contrária aos princípios jornalísticos, não foi dada ao escritório Aragão e Ferraro Advogados a oportunidade de esclarecer as informações publicadas na reportagem;

3 – Por fim, é necessário esclarecer que a contratação de qualquer escritório de advocacia via recebimento de Fundo Partidário é um direito constitucional e legal que todos os Partidos Políticos no Brasil se utilizam.
Assessoria de Comunicação do Escritório Aragão e Ferraro Advogados

Comunicado do Partido dos Trabalhadores

Diante de mais uma capa mentirosa da revista IstoÉ (11/06), contendo como de costume falsas acusações, o Partido dos Trabalhadores esclarece a verdade:
1) O recebimento de Fundo Partidário é um direito constitucional dos partidos políticos, que passam a ter a responsabilidade de utilizá-lo conforme o que determina a lei.
2) Ao contrário do que afirma a reportagem, as atividades partidárias por ela citadas, como as despesas com reuniões de órgãos de direção do PT, se enquadram perfeitamente na Lei dos Partidos Políticos (9.096/95).
3) Todos os documentos expostos na reportagem compõem o processo público de prestação de contas partidárias do Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores, apresentadas anualmente ao Tribunal Superior Eleitoral.
Diferentemente do que faz crer a reportagem enganosa e sensacionalista, os gastos do PT podem ser acessados por qualquer pessoa, e deverão ser devidamente apreciados pela Justiça Eleitoral. A assessoria de imprensa do PT não foi procurada pela revista para esclarecer os fatos antes da publicação. O partido avalia as medidas judiciais cabíveis contra a revista, reincidente em divulgar falsidades e afirmações caluniosas e difamatórias.



Flávio e Eduardo Bolsonaro no Silvio Santos

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) venceu o irmão e senador, Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), em jogo de perguntas e respostas no programa do Silvio Santos, do SBT.

No “Jogo de 3 Pistas”, os filhos do presidente responderam a questões sobre política e conhecimentos gerais. O placar foi de 65 pontos para Eduardo contra 18 para Flávio.

A disputa, exibida na noite deste domingo (14), foi gravada em 6 de julho. Na ocasião, Eduardo postou uma foto do encontro com o apresentador e o irmão na qual deixou à mostra uma arma de fogo na cintura.

Em relação às questões políticas, o filho “03” acertou perguntas que envolviam os ex-presidentes Tancredo Neves, Juscelino Kubitschek, Fernando Henrique Cardoso e Fernando Collor. Já o “01” pontuou apenas com Jânio Quadros.

Ninguém lembrou dos nomes do ex-presidente João Goulart, dos ex-deputados Barreto Pinto (cassado por ser fotografado vestido de smoking e cuecas) e Tenório Cavalcante (conhecido como o “Homem da Capa Preta”).

O jogo durou cerca de 30 minutos. Silvio Santos fez piadas com os irmãos, dizendo que “eram fracos de política” e que “o Congresso deveria fornecer um livrinho com histórias interessantes” da política nacional.

O presidente Jair Bolsonaro também participou do programa em maio deste ano. Na entrevista, disse que teve sua filha caçula, Laura, “sem aditivos”.

Política : HERMANOS
Enviado por alexandre em 15/07/2019 08:44:02

Bolsonaro quer colega argentino presidente reeleito

Portal Terra - Gabriel Bueno da Costa

O presidente Jair Bolsonaro reafirmou, em entrevista ao Clarín, seu apoio à reeleição de Mauricio Macri para que a Argentina "não siga a linha da Venezuela" e também disse que pretende trabalhar para que o Mercosul feche acordos comerciais com a maior quantidade possível de blocos.

"Temos conversado sobre a possibilidade de acordos com Japão, Coreia do Sul e agora também Estados Unidos", afirmou ele ao jornal argentino. "É a melhora da economia que vai tirar o povo da situação difícil em que se encontra. Na Argentina, e grande parte do povo brasileiro", comentou.

A entrevista foi concedida em Brasília, antes da viagem de Bolsonaro nesta semana à cidade argentina de Santa Fé para uma cúpula do Mercosul. Bolsonaro criticou a chapa formada por Alberto Fernández com a ex-presidente Cristina Kirchner como vice, que aparece empatada em várias pesquisas com Macri.

O líder brasileiro criticou o fato de que Fernández disse que pretende revisar o acordo entre o Mercosul e a União Europeia. "Isso traz problemas econômicos para Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai", argumentou. "Estamos concentrados na economia. Um governo com a economia frágil não se sustenta. E eu não quero que a Argentina siga a linha da Venezuela."

Bolsonaro ainda ressaltou que não quer ver Cristina "de volta ao poder", embora também tenha dito que não pretende "interferir politicamente em outro país". Para ele, o fato de que "o candidato de Cristina", Alberto Fernández, tenha visitado o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na prisão em Curitiba "demonstra um completo desconhecimento do que acontece no Brasil".

Ele afirmou que o Partido dos Trabalhadores (PT) tinha um "projeto de poder" e "assaltou as empresas estatais", levando a Petrobras "quase à destruição" e deixando "os fundos de pensão também quebrados". Para ele, a postura de Fernández, inclusive a visita a Lula, "é um sinal de que podemos ter um atrito com a Argentina que não queremos ter".

O presidente brasileiro disse ainda que, quando era deputado, fazia oposição ao Mercosul, "mas por sua tendência ideológica". Ele relatou ter conversado anteriormente com Macri e que ambos decidiram que "essa tendência ideológica tem que deixar de existir, temos que ir ao livre mercado e fazer acordos com a maior quantidade de blocos ou países do mundo".


Bolsonaro ataca visita de candidato argentino a Lula

Em entrevista, Bolsonaro demonstrou apoio à reeleição de Macri e criticou a visita de Alberto Fernández, vice de Cristina Kirchner, ao ex-presidente Lula 

Bolsonaro pede que Argentina reflita sobre candidato de Kirchner

Estadão Conteúdo
O presidente Jair Bolsonaro reafirmou, em entrevista ao Clarín, seu apoio à reeleição de Mauricio Macri para que a Argentina “não siga a linha da Venezuela” e também disse que pretende trabalhar para que o Mercosul feche acordos comerciais com a maior quantidade possível de blocos. O líder brasileiro criticou o fato de que Fernández disse que pretende revisar o acordo entre o Mercosul e a União Europeia

 “Isso traz problemas econômicos para Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai”, argumentou. “Estamos concentrados na economia. Um governo com a economia frágil não se sustenta. E eu não quero que a Argentina siga a linha da Venezuela.”

Bolsonaro ainda ressaltou que não quer ver Cristina “de volta ao poder”, embora também tenha dito que não pretende “interferir politicamente em outro país”. Para ele, o fato de que “o candidato de Cristina”, Alberto Fernández, tenha visitado o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na prisão em Curitiba “demonstra um completo desconhecimento do que acontece no Brasil”.

"PT  ASSALTOU  ESTATAIS"

Ele afirmou que o Partido dos Trabalhadores (PT) tinha um “projeto de poder” e “assaltou as empresas estatais”, levando a Petrobras “quase à destruição” e deixando “os fundos de pensão também quebrados”. Para ele, a postura de Fernández, inclusive a visita a Lula, “é um sinal de que podemos ter um atrito com a Argentina que não queremos ter”.

Política : VAZAMENTOS
Enviado por alexandre em 15/07/2019 08:38:14

Juristas e advogados blindam jornalista

Vazamento: juristas e advogados blindam jornalista

Os advogados e juristas que estiveram numa reunião com o jornalista Glenn Greenwald, na semana passada, estão criando um Comitê pela Liberdade de Imprensa.

Profissionais como Antonio Claudio Mariz de Oliveira, Alberto Toron, Juarez Tavares e Gustavo Badaró devem integrar o colegiado.

A ideia é acompanhar de perto eventuais atos de força contra o jornalista. A ABI (Associação Brasileira de Imprensa) indicou um observador. (Mônica Bergamo – Folha de S.Paulo)

Os advogados e juristas que estiveram numa reunião com o jornalista Glenn Greenwald, na semana passada, estão criando um Comitê pela Liberdade de Imprensa.

Profissionais como Antonio Claudio Mariz de Oliveira, Alberto Toron, Juarez Tavares e Gustavo Badaró devem integrar o colegiado.

A ideia é acompanhar de perto eventuais atos de força contra o jornalista. A ABI (Associação Brasileira de Imprensa) indicou um observador. (Mônica Bergamo – Folha de S.Paulo).



Pesquisas detonam tucanos: “O partido do Aécio”

Radicalização de tucanos de SP contra Aécio é explicada por pesquisas internas

Estudos têm mostrado que a legenda é identificada com o deputado mineiro

Mônica Bergamo – Folha de S.Paulo

A radicalização dos tucanos de São Paulo em relação à proposta de expulsão do deputado Aécio Neves do PSDB tem explicação: pesquisas qualitativas vêm mostrando que, mesmo no estado, a legenda é reconhecida como “o partido do Aécio”. A associação explicaria, na visão dos tucanos paulistas, o relativo fracasso nas eleições de 2018: pela primeira vez em décadas, a legenda não conseguiu eleger nem mesmo um deputado federal da capital paulista.

BUMERANGUE  

Aécio Neves foi bombardeado no ano passado por acusações de corrupção, em especial as da delação da JBS. Elas teriam contaminado todo o partido.

O PSDB, que sempre foi o polo antimalufista em São Paulo, precisaria hoje se firmar como a ponta antipetista do espectro político, fechando caminho para grupos bolsonaristas no estado. Para isso, precisaria reforçar o discurso de combate à corrupção, o que se torna impossível com Aécio no partido.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB-SP), é comedido ao comentar as declarações do prefeito Bruno Covas (PSDB-SP), que defende a expulsão do deputado Aécio Neves (PSDB-MG) da legenda. “Decisão e posição devem ser do partido”, afirmou ele à coluna, por WhatsApp.

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