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Policial : LINHA DURA
Enviado por alexandre em 19/02/2018 08:11:03


Portos: ele investiga Temer e não se dobra a pressões

Titular do inquérito dos portos contra Temer, delegado investigou ‘quadrilhão’ do PMDB

Com 15 anos de carreira na PF, Cleyber Lopes deu sinais de que não se dobra a pressões

O Globo – Jailton de Carvalho

A tensão no governo em torno do inquérito sobre o suposto envolvimento do presidente Michel Temer e dirigentes da Rodrimar com corrupção relacionada ao decreto dos portos tem um motivo específico: o delegado Cleyber Malta Lopes, que está à frente das investigações. Com 15 anos de carreira, quatro deles na divisão de Contrainteligência — o terreno mais espinhoso da Polícia Federal, que investiga os próprios policiais —, Lopes deu sucessivos sinais de que não se dobra a pressões, nem se comove com a influência de autoridades por ele investigadas.

Em Tocantins, foi ele quem comandou a operação que resultou em mandados de condução coercitiva do governador Marcelo Miranda (PMDB) em pleno exercício do cargo e do ex-governador Siqueira Campos, dois dos maiores mandachuvas locais. Isso aconteceu em novembro de 2016, durante a chamada Operação Reis do Gado. Naquele período, o trem da Lava-Jato seguia a todo vapor país afora e, de certa forma, tirava a atenção de outras operações. Mesmo assim, Lopes veio a público acusar o governador e alguns familiares dele de acumular indevidamente uma fortuna de R$ 200 milhões. Os citados sempre negaram suas participações em crimes.

O QUADRILHÃO

Em 2017, chamado para formar a equipe do Grupo de Inquéritos Especiais (Ginq), em Brasília, o delegado Cleyber Lopes não fez por menos. Ele e o colega Marlon Oliveira Cajado investigaram o chamado quadrilhão do PMDB da Câmara e, ao final, apontaram o envolvimento do presidente da República com organização criminosa, na mesma linha da denúncia formulada contra Michel Temer pelo então procurador-geral, Rodrigo Janot. A denúncia foi barrada pelos aliados do presidente na Câmara. O caso só poderá ser retomado depois que Temer deixar o Planalto.

Mas, mesmo assim, a decisão de Lopes e Cajado lastreou a denúncia de Janot e tirou peso da vitimização do presidente. No período, Temer dizia que as acusações não tinham credibilidade porque o então procurador-geral estava interessado na derrubada dele por motivos pessoais. A partir daquele momento, o enfoque mudou. Afinal, era a Polícia Federal, um órgão vinculado ao Ministério da Justiça, que sustentava com todas as letras o envolvimento do presidente com uma organização especializada em negociar decisões na Câmara dos Deputados.

Essa e outras investigações tiveram ampla repercussão. Mas, discreto, o delegado era quase um anônimo entre os colegas do Ginq, mesmo estando à frente do inquérito sobre Temer, a investigação mais destacada da PF neste início de ano. A situação só mudou quando, numa entrevista recente à agência Reuters, o diretor da PF, Fernando Segovia, levantou a hipótese de punição de Lopes pelas 50 perguntas que ele fizera a Temer no curso do inquérito da Rodrimar.

Segovia disse que, se o presidente fizesse reclamação formal, o delegado estaria sujeito a uma eventual punição. Falou também que não havia indícios de corrupção e que certamente o inquérito seria arquivado em breve. A ideia de que Segovia estaria jogando o peso da direção-geral contra um delegado provocou forte reação de líderes da polícia e de delegados do próprio Ginq. Lopes, que estava no exterior, retornou ao Brasil na segunda, mas não se abalou com os comentários do diretor.

Com o respaldo do chefe imediato, Josélio Azevedo, e de parceiros, Lopes disse a um colega que continuaria tocando as investigações sobre Temer com naturalidade, sem se importar com eventuais reações de quem quer que seja. Na conversa, ele teria deixado claro também que poderia até ser preso quem se intrometesse de alguma forma em inquérito criminal.

Policial : PORTEIRA ABERTA
Enviado por alexandre em 18/02/2018 15:24:22


Uso de fuzis pelo crime organizado em SP e Rio dobra e apreensões caem
O uso de fuzis por criminosos no Rio e em São Paulo quase dobrou nos últimos cinco anos, ao mesmo tempo em que as apreensões de todos os tipos de armas feitas pela Polícia Federal nas fronteiras do país caíram 60,9% em 2017 (759) na comparação com 2013 (1.944). Só no Paraná, uma das principais rotas de entrada de armas e drogas no Brasil, a queda das apreensões foi de 78% no período.

Como a maioria dos fuzis nas mãos dos criminosos não é fabricada no país, esse tipo de arma deve passar pela fronteira, cuja responsabilidade pela fiscalização é da PF. O que mostra que elas continuam entrando no Brasil é o aumento das apreensões feitas por polícias estaduais, que encontram os fuzis já com as quadrilhas.

No Rio, as Polícias Civil e Militar apreenderam no ano passado 499 fuzis, um recorde – em 2013, haviam sido 256. Em São Paulo, só no primeiro semestre de 2017, as polícias do Estado apreenderam cerca de uma centena de fuzis – aumento de 20% em relação a 2016. “Nunca vi tanto fuzil na mão de bandidos como agora”, afirmou o delegado Ítalo Zaccaro Neto, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).
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O Estado consultou oito delegados da Polícia Civil e da Polícia Federal e especialistas sobre um dos pontos principais da atual crise da segurança pública no país: o aumento do poder de fogo de bandidos ligados a facções criminosas, que disputam o controle do tráfico.

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A falta de controle das fronteiras, dos portos e dos aeroportos é uma das principais causas dessa situação, segundo os especialistas. Os números da Polícia Federal mostram que, das 48 497 armas apreendidas pelos agentes no Brasil de 2013 a 2017, apenas 6.825 foram encontradas nos Estados da fronteira seca. Mas não foi só ali que as apreensões de armas diminuíram. No país, a diminuição foi de 54,6%. Hoje, a unidade da federação onde os federais mais aprendem armas é o Distrito Federal.

“A Polícia Federal não pode abandonar o combate aos crimes violentos para atuar apenas contra o que dá mídia”, afirmou o coronel José Vicente da Silva Filho. Ex-secretário nacional de Segurança Pública na gestão Fernando Henrique Cardoso, o coronel diz que a queda no número de apreensões não é resultado da diminuição de circulação de armas de fogo, pois os indicadores de crimes violentos não caíram no País.

No Rio, onde a Polícia Civil em uma única operação em 2017 apreendeu 60 fuzis no aeroporto do Galeão – que teriam sido encomendados pelo traficante de drogas Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157 -, a Polícia Federal concentra apenas 1,5% das armas recolhidas no País por seus agentes. Para um delegado federal ouvido pelo Estado, esses números são reflexo das dificuldades atuais para se rastrear a comunicação de traficantes por aplicativos. O Estado procurou a direção da PF na semana passada, mas não obteve resposta.

Para Rafael Alcadipani, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a maior deficiência no combate ao tráfico de armas e de drogas está na fiscalização dos portos. Parte dos fuzis entraria no País em contêineres desembarcados no Rio, em Santos e Paranaguá. Para ele, apesar de as armas pequenas ainda serem as mais usadas pelos criminosos comuns, os portos são o “X” da questão quando se trata de crime organizado. “E aí conta muito o poder econômico do Primeiro Comando da Capital.”

Rotas
As armas importadas pelo Comando Vermelho e pela Família do Norte (FDN) chegariam ao país, principalmente, por via marítima. Já as que entram no País para o PCC e seus aliados, como a Amigos dos Amidos (ADA), no Rio, viriam do Paraguai e da Bolívia, em caminhões graneleiros. “As armas vêm com drogas e as quadrilhas especializadas em roubos estão interligadas com o tráfico. A guerra entre as facções fez com que até as biqueiras se armassem em São Paulo”, afirmou o delegado Ruy Ferraz Fontes, diretor do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão aos Narcóticos (Denarc).

Outra forma é trazer armas para o Brasil usando a internet. Lojas online nos Estados Unidos vendem partes de fuzis, como AR-15, e aceitam até bitcoin como forma de pagamento. Os bandidos usam endereços de laranjas para receber as entregas e montam as peças no Brasil. Gasta-se cerca de US$ 1 mil (R$ 3,2 mil) para montar fuzis que podem ser vendidos por até R$ 50 mil. “Há lojas que fazem ofertas na internet, disse o delegado Luiz Carlos do Carmo, do Deic.

Até pequenos traficantes buscam armamentos
A briga entre facções rivais no país levou até os pequenos traficantes de droga a se armarem em São Paulo. Em um mês, policiais do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão a Narcóticos (Denarc) foram recebidos a bala em dois pontos de venda de drogas em São Paulo – um na zona sul e outro na zona norte. Os confrontos deixaram um acusado morto e outro ferido. “Isso não acontecia. O pequeno traficante não portava arma de fogo”, disse o diretor do Denarc, delegado Ruy Ferraz Fontes.

Com um dos acusados, os investigadores do departamento encontraram uma submetralhadora Beretta, calibre 9 milímetros. O tiroteio aconteceu no dia 6, na Rua Cristóvão Pereira, na Favela do Buraco Quente, no Campo Belo, zona sul. De acordo com os investigadores, um suspeito correu na direção de um barraco para fugir depois de ter sido avistado pelos policiais. Dali, o acusado Paulo Eduardo Felipe Luiz, de 18 anos, teria disparado vários tiros. Ele estaria com 53 porções de maconha, 28 de cocaína e 5 pedras de crack.

Uma semana antes, policiais do Denarc foram recebidos a tiros por dois acusados de manter um pequeno ponto de venda de drogas no Jaçanã, zona norte. “Um dos acusados estava com uma pistola do Exército argentino”, afirmou o delegado. Os dois foram presos – um deles ficou baleado. A dupla tinha apenas 60 gramas de drogas. “O confronto entre Primeiro Comando da Capital, o Comando Vermelho e a Família do Norte fez com que até pequenos traficantes se armassem com receio de que rivais tentem tomar suas biqueiras”, contou Fontes.

De acordo com o delegado Ítalo Zaccaro Neto, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), outro fator que tem provocado a proliferação de fuzis no Estado é o fato de as quadrilhas contratarem bandidos de acordo com as necessidades. Criminosos que têm fuzis são considerados peças importantes. E como muitos dos novos traficantes eram antigos assaltantes, eles passam a alugar armas e carros para grandes roubos, recebendo parte do que foi obtido. Esse seria o caso das quadrilhas especializadas em roubos de caixas eletrônicos e carros-fortes.

Para fazer frente a esses bandidos, há dois anos as Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) da Polícia Militar adotou como armamento padrão de suas equipes dois tipos de fuzis – um de calibre 5,56 mm e outro de calibre 7,62 mm. No ano passado, foi a vez de esse tipo de armamento chegar a todas as unidades da PM no interior do Estado.

O ESTADÃO

Policial : SEM CONTROLE
Enviado por alexandre em 01/02/2018 00:02:05


Ministro da Defesa admite 'falência' da segurança pública no Brasil
Segundo Jungmann, facções comandam crimes até mesmo dentro das prisões

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou hoje (31), no Rio de Janeiro, que o sistema de segurança pública no país está falido. Segundo ele, a situação chegou a tal ponto que facções estão no comando de ações criminosas praticadas por quadrilhas organizadas de dentro das penitenciárias. Jungmann participou de evento promovido pela Polícia Militar do Rio de Janeiro e o Viva Rio, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

“Este sistema vigente está falido, e o que estamos vivendo hoje é o feito, não apenas da falência, do desenho deste sistema, mas o feito de muitas outras razões. O crime se nacionalizou. Mais que isso, se transnacionalizou. Então, não é no espaço da unidade da Federação que vamos resolver o problema da grande criminalidade”, disse o ministro.

Jungmann ressaltou o fato de que, na Constituição de 1988, entre 80% a 85% das responsabilidade com segurança e ordem pública foram transferidas para os estados, restando ao governo federal apenas o controle das polícias Federal e Rodoviária Federal, que ficam encarregadas do controle das fronteiras e das ações contra crimes transnacionais e o tráfico de drogas.

“Há, sim, a influência da crise neste processo, da falta de recursos para serem canalizados para a segurança pública. E, também, porque não temos um fluxo estável de recursos orçamentários e financeiros para a área de segurança. O país passa por uma das maiores crises dos últimos 50 anos em termos econômicos e fiscais e a segurança pública mergulha com o país nesta crise", acrescentou.

Superlotação nos presídios

O ministro destacou a crise enfrentada pelo sistema penitenciário, com superlotações de presídios e presos mantidos em situações adversas, como determinante para a falência do sistema e o avanço da criminalidade no país. “Em razão da incapacidade do Judiciário de julgar os processos, o sistema penitenciário brasileiro tem 30% a 40% dos presos provisórios e temporários em suas celas. Ninguém sabe hoje, de fato, qual é o tamanho da população carcerária do país. E quem acha que sabe está enganado”.

Para Jugnmann, foi nestes espaços que surgiram as grandes gangues: o PCC, o Comando Vermelho, Amigos dos Amigos, Sindicato do Crime, Terceiro Comando, Família do Norte. "Todos estes grupos criminosos, que surgiram dentro do sistema penitenciário e a partir do sistema penitenciário, controlam o crime nas cidades. Determinam ações criminosas e aterrorizam a população.

“Hoje, estes grandes grupos criminosos já têm a distribuição do consumo de droga no Brasil, e agora estão buscando o controle da produção. Veja o exemplo do Nem [o traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes]. Nem está preso a 5 mil quilômetros do Rio, em um presídio de segurança máxima de Rondônia, e ainda assim, é capaz de declarar uma guerra na Rocinha, e levar o governo federal a convocar as Forças Armadas para tentar apaziguar o local.”

Outra razão da falência do sistema de segurança pública, segundo o ministro, é a impossibilidade de o governo federal não ter mandato sobre a situação dos estados, “apenas em situações extraordinárias, quando falecem as condições de controle por parte da ordem pública, há um pedido dos governadores, e as Forças Armadas são chamadas a interferir a pedido do governador, o que não deveria acontecer”, disse o ministro.

Soluções e alternativas

O ministro Raul Jungmann defendeu a necessidade da criação de uma lei da responsabilidade da segurança social no país, lei que deverá prever o mínimo em orçamento para a segurança, e também promover uma redistribuição das responsabilidade entre as três esferas da Federação.

Para ele, é necessário cortar toda e qualquer comunicação entre as diversas gangues existentes no país e suas facções que se encontram em liberdade. “É necessário a adoção do parlatório: tudo que o preso falar com o seu advogado, familiares ou amigos tem que ser gravado”.

“O que diz respeito a sua defesa não nos interessa, mas o que disser respeito ao planejamento do crime tem que ser objeto de investigação. O que não pode é acontecer de bandido ter cerca de 37 advogados, como é o caso de dois ou três aqui do Rio. Para que que um bandido precisa de 37 advogados?", questiona.

Segundo ele, na verdade eles funcionam como pombo correio, como funcionam também [como pombo correio] as visitas intimas, as visitas dos amigos”.

Jungmann é enfático ao dizer que “ou bem cortamos este fluxo ou a situação permanecerá como está. E aqui não se trata de criminalizar ou demonizar os advogados, mas advogado que trabalha com o crime organizado é diferente daquele que [trabalha com quem] comete um delito. Ou você corta este fluxo ou todos os grandes criminosos vão manter a hierarquia e continuar a aterrorizando a cidade. Então é preciso cortar este fluxo”.

O ministro defendeu uma varredura permanente em todos os presídios para evitar a entrada de celular, botar bloqueador, aparelho de raio-x. Estaremos em breve abrindo um debate presidencial sobre o assunto embora ache muito difícil aprovar uma lei nesse sentido em ano eleitoral”.

Policial : O INVERSO
Enviado por alexandre em 26/01/2018 01:08:15


Assustados com a violência, brasileiros se mudam para Portugal

Nos últimos tempos, tornou-se pauta de diversos sites, blogs, jornais e revistas a migração de brasileiros para Portugal. Quando se pergunta a essas pessoas por que estão fazendo o caminho inverso ao que os portugueses percorreram há mais de 500 anos, a resposta parece um mantra: violência, violência, violência. Especialmente para quem vem do Rio de Janeiro e de São Paulo, cidades onde ela parece ter se incorporado à paisagem cotidiana. Esquecemos de um crime bárbaro porque, logo em seguida, vem outro.

Uma conhecida me contou que, certa vez, comentou com um português que, aqui, ela podia caminhar pela rua falando ao celular. Ele pareceu não entender o comentário e perguntou, intrigado: “Por quê? No Brasil, é proibido utilizar o ‘telemóvel’ nas ruas?” Não, isso não era uma piada de português. Simplesmente, fomos pouco a pouco perdendo o direito a circular com liberdade e segurança pelas nossas ruas.

Numa lógica inversa, nos tornamos os prisioneiros. Sentar-se num bar na calçada e trabalhar com o notebook? Passear com o cachorro de madrugada? Andar sozinho em ruas escuras? Dirigir o carro de vidros abertos e parar no semáforo sem medo? Sim, as leis em Portugal permitem que você tenha esses hábitos tão prosaicos.

Ok, nem tudo são flores. Convém tomar cuidado com os batedores de carteira, ou carteiristas, como se diz aqui, especialmente se você circular em áreas centrais, com aquela marca estampada na testa: “sou turista”. Mas é bem pouco provável que lhe apontem uma arma na cabeça ou botem uma faca no pescoço.

Portugal é o terceiro país mais pacífico do mundo, segundo o Global Peace Index 2017, estando atrás apenas da Islândia e da Nova Zelândia, enquanto o Brasil está na posição 108 de uma relação de 163 países. Sem comentários. E se considerarmos que a Islândia não vale, com o frio horroroso que faz lá, Portugal vira vice-campeão.

Em novembro do ano passado, ocorreu um crime em Portugal que envolveu a morte trágica de uma brasileira pela polícia. Foi manchete de jornal dos dois lados do oceano, um erro terrível cometido pela polícia portuguesa, que confundiu o carro em que a mulher circulava como passageira com um veículo cujos ocupantes tinham acabado de assaltar um caixa eletrônico. O motorista não obedeceu ao alerta para parar e tentou fugir atropelando os policiais, que abriram fogo. O que pouca gente destacou é que foi a primeira morte de um civil no ano passado pelas mãos da polícia. Uma morte em um ano.

Em 2016, segundo o Anuário Brasileiro da Segurança Pública, 4,2 mil vidas foram perdidas pela ação de policiais militares e civis no Brasil. São 4,2 mil mortes versus uma. Literalmente, uma covardia.

Poderíamos discutir a origem sociológica da violência nas nossas ruas. Falar do princípio histórico, da perversa desigualdade social e até mesmo remontar aos tempos do Brasil colônia portuguesa. E poderíamos debater mesmo sobre a violência maior: a corrupção endêmica em nosso país, que drena um dinheiro que poderia ir para a segurança pública, para a educação e para a saúde. Infelizmente, o Brasil está muito longe de sair da incômoda posição 108 no ranking da segurança mundial.

Enquanto isso, preferimos dar visibilidade a hilárias coreografias baseadas no funk “Que tiro foi esse?” em vez de tentar encontrar soluções para reduzir os tiros reais e fatais do nosso dia a dia.

METROPOLES

Policial : COE É ELITE
Enviado por alexandre em 22/01/2018 18:29:29


Conheça o treinamento do COE da Polícia de SP
Através da história do Primeiro Tenente PM Fábio Vinicius de Souza Silva, comandante de um pelotão do Comandos e Operações Especiais, COE, de São Paulo, conheça os bastidores do treinamento da tropa de elite da polícia de São Paulo. A entrevista é de André Jalonetsky, do Último Segundo, site de notícias do iG e pode ser lida na íntegra clicando aqui.


Hoje, com 37 anos, o Primeiro Tenente PM Fábio Vinicius de Souza Silva é Comandante de um Pelotão do COE. Tive (André) o prazer de conhece-lo há algumas semanas e bater um papo sobre o que é o Comandos e Operações Especiais e o que um Policial Militar deve fazer para ter o privilégio de integrar a restrita irmandade dos “Caveiras”, apelido interno dos Policiais de Elite que fazem parte do COE.

O Primeiro Tenente PM Fábio Vinicius de Souza Silva é Comandante de um Pelotão do COE. Fotos: Major PM Luis Augusto Pacheco Ambar







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