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Policial : ARSENAL
Enviado por alexandre em 01/08/2017 20:24:16


PF prende grupo acusado pelo tráfico de 60 fuzis no aeroporto do Galeão

Cada arma vale R$ 70 mil; essa é a maior apreensão em pelo menos dez anos (Foto: Polícia Civil/Estadão Conteúdo)

Policiais federais cumpriram entre sábado, 29, e esta segunda-feira, 31, nove mandados de prisão preventiva de acusados de tráfico de armas. De acordo com a Polícia Federal, os presos são acusados de participar, em junho, da remessa de 60 fuzis no Terminal de Cargas do Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, na Ilha do Governador, zona norte do Rio de Janeiro.

As prisões foram feitas na capital fluminense, em Rio das Ostras, no interior do Estado, e São José do Rio Preto, no interior de São Paulo.

Entre os acusados, cinco já estavam presos no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio. Três dos acusados que estavam soltos antes da operação foram detidos no Rio, enquanto o outro, em Rio Preto.

Há ainda dois mandados de prisão contra um casal que já foi identificado e que mora nos Estados Unidos.

Apreensão

Cada arma apreendida no Galeão vale R$ 70 mil - a carga total chegou a R$ 4,2 milhões e representa a maior apreensão em pelo menos dez anos. Novas, mas com numeração raspada para dificultar o rastreamento, as armas chegaram de Miami, em dois voos, e estavam escondidas no interior falso de aquecedores para piscinas, dentro de um contêiner. (AE)

Policial : PEDIU ARREGO
Enviado por alexandre em 27/07/2017 17:37:48


PMs pedem para sair da corporação por se acharem alvos
RIO - Enquanto estavam na Polícia Militar, os ex-soldados X. e Y. só pensavam em sair da fila. A cada notícia de um colega de farda morto, ambos tinham a sensação de que a posição deles estava cada vez mais próxima do que chamam de “fila invisível”. Os dois abandonaram a corporação com cinco anos de serviços. X. largou a carreira e o país. Este ano, foi morar nos Estados Unidos. Y. resolveu ficar no Rio, mas fez faculdade e foi atuar na área médica.

Sair da PM tem sido uma alternativa cada vez mais comum para policiais. Violência, má remuneração e desvalorização profissional são citados pelos agentes como motivos que levaram a um aumento de 69,5% nas baixas da Polícia Militar entre 2015 e 2016, segundo dados fornecidos ao GLOBO pela própria corporação. Em 2015, foram 59 pedidos de baixa. No ano passado, o número pulou para cem. Nesses dois anos, de acordo com a Secretaria de Planejamento, 2.919 servidores da PM se aposentaram. Desde 2012, nunca houve biênio com tantas aposentadorias.

— Há um descontentamento generalizado. Toda essa violência impacta na decisão dos policiais que saíram ou estão deixando a corporação, principalmente aqueles de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Muitos vieram com a ideia de que algo novo seria construído para a sociedade, mas se desencantaram ao ver colegas sendo baleados, morrendo — afirmou o ex-comandante da Polícia Militar, o coronel da reserva Ibis Teixeira.

Segundo ele, a morte da soldado Fabiana Aparecida de Souza, de 30 anos, na UPP Nova Brasília, no Complexo do Alemão, em julho de 2012, serviu de alerta e abalou a moral da tropa.

— Não vemos nada de concreto para reverter este quadro de violência. Isso causa desesperança. Os indicadores de criminalidade nos mostram que homicídios, roubos de rua, além das mortes decorrentes de intervenção policial (autos de resistência) vêm crescendo. O meu temor é que a vitimização dos policiais continue, assim como as mortes de inocentes. Quando se mata muito, fomenta-se atos de barbárie. Isso funciona como locomotiva para outros crimes — analisou Ibis.

O próprio comandante da PM, coronel Wolney Dias, tem repetido em enterros de policiais que a corporação perdeu mais de dois mil homens, por ano, nos últimos dois exercícios. Para agravar a situação do efetivo, das seis mil vagas que seriam preenchidas pelo concurso de 2014, só foram chamados 1.179 homens, ficando de fora 4.821. Números da Secretaria estadual de Planejamento mostram ainda que a tropa de PMs, que chegou a ter 48,8 mil servidores em junho de 2014, caiu para 46,03 mil em junho deste ano. Há ainda os PMs afastados por problemas psicológicos. No ano passado, o número chegou a 1.400, de acordo com o Núcleo Central de Psicologia da corporação.

“NÃO SOU CORRUPTO"

Antes de decidir deixar a PM, X. tentou fugir dos serviços de rua para atividades administrativas.

— Não adiantou. Tiraram os policiais dos serviços burocráticos para o policiamento ostensivo. Não aguentava mais ir, toda semana, a enterro de colegas. Percebi que era o próximo dessa fila invisível. E, o pior, a sociedade só lembra da gente quando se sente incomodada por uma blitz ou nos casos de corrupção. Não sou corrupto. Desde criança, quis ser policial — disse X, que hoje gerencia um restaurante.

Com Y. foi diferente. Ele acha que recebeu um aviso, um sinal. Havia acabado de chegar à base de uma UPP na Zona Norte do Rio e disse a um amigo que estava se sentindo angustiado, sem ânimo e cansado por causa da crise da segurança. Logo depois dessa conversa, o colega de farda o chamou para instalar uma fiação de ar-condicionado no andar térreo da unidade, mas ele não foi. Minutos depois soube que um tiro de fuzil atravessou a parede e poderia tê-lo atingido.

— O meu colega ainda disse : “Tenho certeza que aquele tiro era para você” — lembra Y.

Y. trabalhou em UPPs desde que entrou na corporação, em 2011. Conta que foi em pelo menos 15 enterros de colegas nesses seis anos, “só os mais íntimos”. A namorada sempre pedia que ele deixasse a PM. Agora que finalmente decidiu largar a corporação, quer ser médico.

EXTRA

Policial : BRASIL CAVEIRA
Enviado por alexandre em 23/07/2017 20:26:22


O país no necrotério: Dez por cento dos homicídios do planeta ocorrem no Brasil

Ruy Fabiano

Dez por cento dos homicídios do planeta ocorrem no Brasil, que é também campeão mundial na categoria em números absolutos: de 2011 a 2015, matou-se mais aqui que, no mesmo período, na Guerra da Síria: 278 mil e 839 contra 256 mil e 124. Os dados são do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

O tema não consta da agenda política do país, não obstante versar sobre o bem maior da existência, que é ela própria. Nenhum tema pode se sobrepor ao da preservação física da população. E, no entanto, vários se sobrepõem. Basta consultar os discursos do Parlamento e as propostas de lei que lá tramitam.

Há uma guerra civil em curso, mas as tais instituições – que os políticos garantem estar funcionando – não a enxergam.

Dados do Mapa da Violência referentes a 2014 (os últimos atualizados daquela fonte) registram 59 mil e 627 pessoas assassinadas, contra 48 mil e 909 no ano anterior.

Dessa estatística, constam apenas os que morrem no local do crime. Os que morrem depois ou sofrem lesões graves não se incluem nessa contabilidade macabra. Não é tudo: os especialistas garantem que esses números estão ultrapassados, e que, em 2017, a violência está sendo bem maior que nos anos anteriores.

Basta ver o que vem ocorrendo no Rio de Janeiro com os transportes de carga, que levam alimentos, medicamentos e outros insumos essenciais à população. São 24 assaltos por dia. Em São Paulo, são dois por semana.

As empresas de transporte não querem mais fazer a rota da cidade e as seguradoras se recusam a continuar cobrindo o desfalque, sem falar nos motoristas que não querem mais se expor à violência, que já matou alguns colegas. No limite, isso levará ao desabastecimento da cidade que é a segunda em renda e população do país, além de seu cartão postal.

O narcotráfico é, de longe, a causa maior desse genocídio. Tomou os morros do Rio e a periferia dos grandes centros urbanos. Mas quem liga? A única providência do governo, não este, mas o anterior (embora este ignore o problema) foi desarmar a população.

Esta semana, um deputado estadual de Goiás, Major Araújo (PRB), teve uma ideia ainda mais brilhante: desarmar a polícia, “já que não é possível desarmar os criminosos”. Não é piada: são os termos do projeto de lei n° 787, de sua autoria, já em tramitação.

O Brasil, inicialmente corredor de exportação dos países que sediam os grandes cartéis de drogas - Bolívia e Colômbia -, tornou-se gradualmente grande consumidor; é hoje o segundo mercado mundial de cocaína (o primeiro são os EUA) e o primeiro de crack.

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que, após acordo de paz com o governo local, se encaminham, seguindo conselho de Lula, para tornar-se um partido político, são os maiores fornecedores do planeta. A política não atrapalhará os negócios; continuarão a coexistir. Quem sabe, venham a eleger o próximo presidente da República. Como aqui, tudo é possível.

As Farc integraram na origem o Foro de São Paulo, entidade que congrega os partidos de esquerda do continente, fundado por Lula e Fidel Castro em 1990. Acaba de promover sua 23ª reunião na Nicarágua, onde pontificou a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, senadora e ré na Lava Jato. Solidarizou-se com o regime esquerdista de Nicolas Maduro, da Venezuela, que, como aqui, estaria sofrendo perseguição da elite local e do imperialismo yankee. Isso mesmo.

Ainda carecem de estudos os vínculos entre a ascensão esquerdista no continente e o comércio de drogas. Na Venezuela, por exemplo, presidiu a Assembleia Nacional, ao tempo de Chavez e até há pouco, um conhecido operador do ramo, Diosdado Cabello.

No Brasil, Dilma Roussef, ao tempo em que chefiava a Casa Civil, no governo Lula, nomeou Ângela Maria Slongo, mulher de um chefão das Farc, Olivério Medina, como oficial de gabinete, em 2006. Medina, na ocasião, estava preso no Brasil. Foi solto logo depois. E revelou ter oferecido dinheiro das Farc a candidatos do PT.

Nada disso foi até aqui investigado. E é improvável que o seja.

Para que se tenha uma ideia do poder financeiro do narcotráfico, basta dizer que movimenta algo em torno de 1,5% do PIB mundial - 870 bilhões de dólares, segundo o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc).

Esse comércio, segundo essa fonte, movimenta 40% das demais frentes de negócios do crime organizado no mundo, como tráfico de armas, de pessoas e lavagem de dinheiro, num total anual de US$ 2,1 trilhões, ou 3,6% do PIB global.

O Brasil está no coração dessa tragédia, e as instituições (“que estão funcionando”) fingem que não veem. O Foro de São Paulo, fiquem tranquilos, garante que a revolução ainda não começou.

Policial : DESMOBILIZAR
Enviado por alexandre em 19/07/2017 20:58:43


Criada por decreto, Força Nacional pode perder 1.550 policiais
Memorando sugere suplementação para diárias e passagens

A crise orçamentária chegou aos órgãos de segurança, segundo o coordenador da Força Nacional, João Goulart dos Santos. Na última quarta-feira (12), ele enviou ao Ministério da Justiça um memorando em pede suplementação orçamentária de R$120 milhões ao programa. Sem o valor, o órgão vai desmobilizar ao menos 1.550 homens.

A Força Nacional foi criada durante o governo Lula, e se utiliza de policiais militares indicados pelos respectivos comandantes, noa Estados. Designados para compor a Força Nacional, eles recebem diárias que lhes permite fazer um "pé de meia". Não representa acréscimo significativo de policiais em nenhum lugar onde atuaram, mas permitem ao governo federal passar a imprenssão de que se importa com o problema da segurança pública nos Estados.

Sobre a questionável importância da corporação criada por meio de decreto presidencial, o coronal afirma o seguinte: "A Força Nacional apoia corporações de Estados e municípios em situações de urgência ou calamidade. Hoje, parte do efetivo ajuda a conter a crise de segurança pública no Rio".

DIÁRIO DO PODER

Policial : NÃO PERDOA
Enviado por alexandre em 09/07/2017 23:41:33


Jovens negros e pardos, de quarta a sexta-feira: veja quem e como a polícia do Rio mata em confronto

Quatro a cada cinco suspeitos mortos em confronto com a polícia no Rio são negros ou pardos. Além disso, dois terços das vítimas de autos de resistência no estado têm menos de 25 anos — dessas, uma a cada três é menor de idade. O levantamento foi feito pelo EXTRA com base em um conteúdo exclusivo obtido via Lei de Acesso à Informação junto ao Instituto de Segurança Pública (ISP) e abrange o período entre janeiro de 2007 e o dia 12 de junho deste ano (pouco mais de uma década, portanto).

Ao longo desses dez anos, cinco meses e 12 dias, aconteceram, ao todo, 7.939 homicídios decorrentes de intervenção policial em território fluminense, o equivalente, em média, a pouco mais de dois casos por dia. As vítimas são hegemonicamente homens, com somente 41 mulheres surgindo na análise.

Cerca de 27% das mortes, segundo o informado nos registros de ocorrência da Polícia Civil, se deram em “morros ou favelas”. O percentual de óbitos em comunidades, porém, pode ser ainda mais alto, já que a enorme maioria dos registros descreve o local do fato apenas como “via pública”.

Na lista dos bairros com mais autos de resistência no período, todos os dez primeiros colocados ficam nas zonas Norte e Oeste da capital. Despontam regiões com favelas que aparecem entre as mais conflagradas do Rio — Bangu, com a Vila Aliança e a Vila Kennedy; Santa Cruz, com a Favela do Rola; Bonsucesso, com o Complexo da Maré; Costa Barros e Pavuna, com o Chapadão, entre outras.

As mortes em confronto ocorrem 33% mais no primeiro semestre do ano do que no segundo. Do mesmo modo, o período da semana entre quarta e sexta-feira concentra o maior número de autos de resistência. A faixa horária é mais bem dividida: apenas a madrugada, entre 0h01 e 6h, quando há menos operações policiais, apresenta uma queda considerável — veja mais no infográfico abaixo.

‘Reflexo do despreparo’

Coronel da reserva da PM e ex-corregedor da corporação, o coronel Paulo Cesar Lopes vê o elevado número de autos de resistência no estado como “reflexo do despreparo policial nas abordagens”. Para o oficial, grande parte dos agentes não age de acordo com os protocolos.

— O policial só pode atirar numa única hipótese: repelir a injusta agressão contra si ou contra terceiros, de maneira proporcional e progressiva. A inobservância do que é ministrado nos cursos de formação é determinante para o alto número de mortes em confronto — analisa o coronel.

Já a cientista social Silvia Ramos, do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania, vinculado à Universidade Cândido Mendes, vê relação entre as estatísticas e indicadores socioeconômicos.

— A ação policial é orientada por mais tiros e menos zelo com a vida nas áreas mais pobres e negras, sobretudo as favelas — diz a professora.

Veja, abaixo, a íntegra da nota enviada pela Secretaria estadual de Segurança (Seseg)

“A Secretaria de Estado de Segurança tem como principais diretrizes a preservação da vida e dignidade humana, o controle dos índices de criminalidade e a atuação qualificada e integrada das polícias. Tais princípios deixam evidente que a orientação do secretário Roberto Sá não está voltada para uma política de confronto.

Para tanto, o secretário Roberto Sá mantém interlocução permanente com os comandos das polícias Militar e Civil, orientando-os na busca incessante de medidas que impactem na redução dos indicadores de violência, principalmente o de letalidade violenta, inclusive a decorrente de intervenção policial. A partir de 2011, a Seseg passou a inserir no Sistema de Metas a letalidade policial como um os indicadores que compõe a letalidade violenta, estabelecendo metas para a sua redução, com monitoramento mensal.

Mesmo em um cenário econômico antagônico, sem custos aos cofres públicos, a Seseg criou medidas estruturantes como o Grupo Integrado de Operações de Segurança Pública (GIOSP), no Centro Integrado de Segurança Pública (CICC), e a delegacia especializada para o combate ao tráfico de armas, a Desarme, para atacar as causas da letalidade violenta.”

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