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Policial : PÉ DE GUERRA
Enviado por alexandre em 18/08/2019 14:35:32

Rebelião na PF do Rio se Bolsonaro tentar intervir

Delegados cogitam demissão coletiva após Bolsonaro tentar intervir na PF do Rio

Presidente atropelou comando da Polícia Federal carioca ao anunciar troca de superintendente

A tentativa de Jair Bolsonaro de interferir na indicação do Superintendente da Polícia Federal no Rio quebrou de vez o que ainda restava de confiança de delegados da cúpula da corporação, de diferentes partes do país, no presidente. Um pedido de demissão coletiva não está descartado, caso Bolsonaro insista na investida.

As críticas ao presidente são abertas e contundentes. Um dos policiais mais prestigiados entre os colegas afirma não se recordar de nada parecido vindo de qualquer outro presidente desde a redemocratização do país.

Na quinta (15), Bolsonaro anunciou que o superintendente do Rio seria um nome de sua confiança deslocado de Manaus —o delegado Alexandre Saraiva. Afirmou que era ele quem mandava e que não seria um presidente “banana”.

Horas depois, com a reação contundente da PF, recuou.

De acordo com um dos policiais, aceitar ingerência de Bolsonaro na PF significará o fim da corporação —que não seria o espaço apropriado para ele mostrar que pode mandar e desmandar.

Policial : REBELIÃO
Enviado por alexandre em 31/07/2019 00:32:09

Por que há tantos massacres de presos no Norte e Nordeste do Brasil

Manaus (AM), Boa Vista (RR), Nísia Floresta (RN) e agora Altamira, no Pará. Nos últimos anos, alguns conflitos entre presos deixaram centenas de mortos em penitenciárias na região Norte e Nordeste do Brasil.

 

Na manhã de segunda-feira, 57 pessoas ligadas à facção carioca Comando Vermelho (CV) foram mortas no Centro de Recuperação Regional de Altamira. Entre eles, 16 foram decapitados e os outros morreram por asfixia após serem sufocados pela fumaça de um incêndio iniciado pelo grupo rival, o Comando Classe A.

 

Os últimos massacres do país, inicia dos em janeiro 2017, repetem a mesma dinâmica: membros de uma das facções invadem setores comandados pelo grupo rival e, com decapitações e requintes de barbárie, matam dezenas de detentos. No pano de fundo desses episódios está o conflito entre as duas maiores redes criminosas do país pelo controle do tráfico de drogas: Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital (PCC).

 

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No primeiro deles em Manaus, presos ligados à facção Família do Norte - até então aliada dos cariocas - mataram integrantes do PCC. Dias depois, membros do grupo paulista revidaram no presídio de Alcaçuz, em Nísia Floresta, região metropolitana de Natal, assassinando pessoas ligadas ao Sindicato do Crime do Rio Grande do Norte, filiado ao Comando Vermelho no Nordeste.

 

Em algum momento da última década, esses dois grupos migraram para o Norte e para o Nordeste, buscando novas oportunidades de negócios. Por algum tempo, eles foram aliados, mas romperam as relações em meados de 2016, iniciando um conflito que se espalhou pelo país.

 

Altamira

 

Segundo Roberto Magno Reis Netto, doutorando em segurança pública pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e pesquisador do Laboratório de Geografia da Violência e do Crime, o Comando Classe A surgiu em Altamira recentemente, sob as asas do PCC.

 

O crescimento econômico e populacional de Altamira, estimulado pela construção da usina de Belo Monte, fomentou a atuação das gangues, diz Reis Netto. Para ele, a oferta de rios na região também facilita o transporte de drogas para outros locais.

 

Os massacres funcionam como estratégia dos grupos criminosos, explica Reis Netto. "Quando a facção está se expandindo, como essa de Altamira, ela costuma usar as mortes em presídios para eliminar momentaneamente líderes rivais, mas também de forma simbólica, para mostrar força para os rivais", disse.

 

A região Norte é divida por várias siglas, mais fortemente entre Família do Norte, Comando Vermelho e PCC, embora esse último tenha perdido força nos últimos anos. Elas disputam as vendas de drogas nas cidades, mas também uma rota de tráfico que vem da Colômbia, Peru e Bolívia.

 

Já em Estados do Nordeste, como Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará, facções menores também foram criadas, mas em contraposição aos paulistas.

 

De acordo com Ítalo lima, do Laboratório de Estudos da Violência da Universidade Federal do Ceará (UFC), esses conflitos ocorrem há mais de 20 anos nos presídios de Sudeste e Sul. A diferença é que o PCC hoje tem o monopólio do tráfico de drogas e do controle dos presídios, principalmente em São Paulo. Além disso, a facção paulista evita chamar a atenção por ações violentas.

 

"Isso se alastrou para os presídios de outras regiões. As facções mais novas precisam passar o medo e fazer publicidade de suas ações por meio de vídeos. Estamos acompanhando a consequência de escolhas feitas há décadas, tratar o encarceramento como negócio", afirmou.

 

No presídio de Alcaçuz, na região metropolitana de Natal, ao menos 26 presos da

facção Sindicato do Crime foram mortos por integrantes do PCC
 


Para o pesquisador, os conflitos nas penitenciárias são um reflexo dos problemas brasileiros. Ele diz que há uma grande preocupação com a segurança enquanto outras áreas ficam esquecidas, como saúde, educação e emprego.

 

"Precisamos resolver o analfabetismo, problemas na educação, moradia, saneamento básico e garantir renda para projetos. Hoje, o Brasil quer resolver problemas históricos eliminando o outro. É necessário reduzir o desemprego na juventude e a evasão escolar para reduzir de maneira estrutural nossos problemas nos presídios", afirmou.

 

No Pará, como em outros Estados, os presídios estão superlotados e precários. Segundo o Infopen, do Departamento Penitenciário Nacional, o Pará tinha uma taxa de ocupação de suas cadeias de 167%. Em 2016, últimos dados oficiais compilados pelo governo federal, o Pará tinha 14.212 presos para apenas 8.489 vagas. Desse total, 48,3% eram presos provisórios - ou seja, pessoas que ainda não haviam sido julgadas.

 

A estrutura do próprio presídio de Altamira, onde ocorreu o massacre de segunda-feira, foi classificada como "péssima" em um relatório do Conselho Nacional de Justiça. O juiz que realizou a vistoria apontou que a unidade tem capacidade para 163 presos, mas, no momento do massacre, contava com 343 detentos.

 

"Os presídios do Pará, como no resto do país, são precárias e superlotadas. Nessas cadeias, presos perigosos ficam misturados com presos de menores potencial ofensivo", diz Edson Ramos, professor do programa de pós-graduação em Segurança Pública da Universidade Federal do Pará. "Você coloca dentro de uma mesma cela um cara que praticou um pequeno furto com grandes líderes de redes criminosas. Então, esse recrutamento (de novos filiados para as facções) fica muito fácil."

 

Dados da violência

 

Os recentes ataques nos presídios foram acompanhados por uma explosão de homicídios nas ruas, tanto no Norte como no Nordeste, segundo dados do Atlas da Violência, publicação anual do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

 

O aumento da presença de facções criminosas é um dos fatores que explicam a alta de homicídios no Norte e no Nordeste

O aumento da presença de facções criminosas é um dos fatores que explicam

a alta de homicídios no Norte e no Nordeste 


No Nordeste, a taxa de assassinatos chegou a 48,6 mortes por 100 mil habitantes em 2017, aumento de 64% entre 2007 e 2017. Já os sete Estados do Norte bateram a marca de 47 por 100 mil, crescimento de 75% no mesmo período.

 

Como comparação, no Sudeste o índice médio de homicídios foi de 19 por 100 mil habitantes em 2017, queda de 17% em dez anos.

 

O Atlas da Violência resume o cenário. "Nos últimos anos, enquanto houve uma residual diminuição (da taxa de homicídios) nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, observou-se certa estabilidade do índice na região Sul e crescimento acentuado no Norte e no Nordeste."

 

Por Estado, os números são ainda mais dramáticos. Enquanto São Paulo registra 10,3 homicídios por 100 mil pessoas - a menor taxa do país -, os nordestinos Rio Grande do Norte e Ceará bateram 62,8 e 60,2, respectivamente. Já o Acre (62,2) e o Pará (54,7) despontam como campeões de homicídios no Norte.

 

Mas por que essa violência cresceu?

 

"O boom econômico vivido pela região não foi acompanhado por investimentos no treinamento e fortalecimento das polícias e melhorias no sistema prisional. Cidades até então pequenas e pacatas cresceram muito, mas a infraestrutura policial e social não acompanhou", disse Thadeu Brandão, professor de sociologia da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, em entrevista recente à BBC News Brasil.

 

Pesquisadora Camila Nunes Dias diz que grande fragmentação é um dos motivos

de guerras no Norte e Nordeste (Fotos: BBC News Brasil)


"Por outro lado, a Justiça não se preocupou em combater as grandes redes criminosas. Ficou concentrada em prender pequenos traficantes, que vão para presídios em péssimas condições. Esses 'aviõezinhos', pequenos delinquentes, acabam sendo cooptados pelas facções e se tornam grande delinquentes", afirmou.

 

Além do crescimento econômico, as regiões também viveram uma mudança demográfica, que, em parte, pode explicar o aumento dos homicídios. As populações de adolescentes e jovens do Norte e do Nordeste são proporcionalmente maiores que as do Sul e do Sudeste - e, no geral, grande parte das vítimas de homicídio é composta justamente por pessoas dessa faixa etária.

 

"Muitos desses jovens, moradores de bairros pobres, são excluídos do mercado formal do trabalho e da educação superior", diz Roberto Magno Reis Netto, da UFPA. "Quando eles são presos, são colocados em locais mais precários ainda, as prisões. Suas opções ficam ainda mais reduzidas. O crime oferece condições melhores. Acho que o crime é uma escolha, mas esse contexto contribui muito para a entrada dessas pessoas."

 

Fragmentação do crime

 

Camila Nunes Dias, professora da Universidade Federal do ABC e pesquisadora Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da USP, diz que esses conflitos no Norte e Nordeste ocorrem principalmente por conta da fragmentação das facções na região que se dá com a nacionalização dos grandes grupos do Sudeste.

 

"Quando esses grupos do Sudeste se nacionalizam, isso produz um arranjo em cada lugar, que é marcado pelo surgimento de grupos locais. No Norte e Nordeste, eles são muito fragmentados e isso favorece para que eles sejam mais instáveis, o que causa mais riscos de rebeliões violentas", afirmou em entrevista à BBC News Brasil.

 

Ela conta que o PCC surgiu no começo da década de 1990, envolveu-se em vários conflitos, principalmente com presos que não aceitavam a presença da facção. Para ela, a hegemonia do grupo se consolidou no início dos anos 2000. Desde então, grupos menores não têm capacidade de ameaçá-los no Estado de São Paulo, o que torna a região imune a esse tipo de conflito dentro dos presídios.

 

"Eles tiveram êxito em evitar uma fragmentação. Hoje, aqueles que não se encaixam na facção pedem para serem transferidos para presídios conhecidos como 'seguro', com acusados de cometer crimes sexuais. Não é possível replicar isso em outros Estados porque a fragmentação muito grande", diz Nunes Dias.

 

Por outro lado, a pesquisadora afirma que, mesmo fragmentados, esses grupos criam uma polarização nos Estados do Norte e Nordeste entre PCC e CV - os maiores do país. Segundo ela, isso começou em 2016, quando as gangues nascidas no Rio de Janeiro e São Paulo, que atuavam juntos e conviviam nas mesmas prisões, romperam relações.

 

 

"Os grupos menores são geralmente aliados de um ou outro. Raramente são neutros. Isso acabou polarizando. É aquele papo de 'o inimigo do meu amigo também é meu inimigo'".

 

BBC Brasil

Policial : RECUPERADOS
Enviado por alexandre em 23/07/2019 09:12:16

Justiça valida acordos de R$ 700 milhões recuperados pela Lava Jato

Magistrado condena delator e valida acordos de 700 milhões de reais firmados pela Lava Jato.


O ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, foi condenado por atos de improbidade administrativa pela 5ª Vara Cível de Curitiba. Ele é acusado de movimentar supostas propinas em contratos da estatal.
Também foi reconhecido que a empresa Construções e Comércio Camargo Correa, Dalton Avancini, Eduardo Hermelino Leite e, em menor medida, João Ricardo Auler concorreram para prática desses atos, informa o jornal Estadão.
A sentença informa:
“A corrupção ativa e passiva viola o dever de honestidade, imparcialidade (se não fosse a propina, talvez os contratos não fossem celebrados), legalidade e lealdade às instituições. Tanto a Petrobras como a Camargo Corrêa – e aqui estou falando da holding – são empresas sólidas, que impulsionam a economia, geram trabalho, riqueza e detêm marcas que são orgulhos nacionais. Ao agirem contra os princípios da administração perpetrando atos de corrupção, Paulo Roberto Costa, com a participação de Dalton Avancini, Eduardo Leite, Construções e Comércio Camargo Correa e, em menor grau, João Auler, violaram princípios da administração pública, maculando a lei, os deveres e, sobretudo a própria imagem das empresas a que eram ligados.”
Segundo a força-tarefa da Operação Lava Jato:
“A decisão da 5ª Vara Federal de Curitiba confere reconhecimento jurídico para os acordos firmados pelo Ministério Público Federal (MPF) que recuperaram R$ 721.464.000,00, somando-se apenas os valores em reais. O Juízo ressaltou que defende a certeza dos acordos em prol da incerteza de um processo judicial, enfatizando a redução dos custos de transação para a obtenção de provas e que os acordos devem ser cumpridos.”
A Procuradoria do Paraná acrescentou
“Os acordos de colaboração firmados com Paulo Roberto Costa, Dalton Avancini, Eduardo Hermelino Leite e João Ricardo Auler e o acordo de leniência celebrado com a Camargo Correa foram explícitos ao mencionar a necessidade de que a sentença das ações de improbidade tivessem apenas caráter declaratório, o que foi acolhido pela decisão.”

Policial : NADA DE SEXO
Enviado por alexandre em 09/07/2019 00:22:43

Mulher esfaqueia homem por ele recusar sexo em razão de ser gay

Uma mulher de 26 anos foi presa em flagrante na madrugada desta segunda-feira em Patos de Minas (MG) por ter desferido um golpe de faca num homem de 48 anos. Segundo a Polícia Militar de Minas Gerais, a autora disse que a vítima havia recusado suas investidas para uma relação sexual e teria admitido preferir manter um relacionamento ter homens.

Consta no boletim de ocorrência que o homem foi encontrado com um ferimento por faca no lado esquerdo do peito nas proximidades da Avenida Maria de Fátima Borges, no bairro Sebastião Amorim, por volta das 3h50 desta segunda-feira. Ele foi socorrido pelo SAMU para o hospital regional.

De acordo com a PM, ele contou ter entrado em "atrito verbal" com a autora do crime, que o acertou no peito. Em seguida, afirmou ter fugido para evitar novos golpes.

Ao ser presa, a mulher alegou que a vítima tinha negado manter relações sexuais com ela e ainda lhe teria confessado gostar mais de homens, deixando-a "furiosa".

O caso foi registrado como lesão corporal na Delegacia de Polícia de Patos de Minas, para onde a presa foi levada.

  folhamax

Policial : DROGA
Enviado por alexandre em 06/07/2019 18:28:40

Delegado da PF vai à Espanha interrogar o sargento da FAB preso com cocaína

Sargento da FAB preso com cocaína em avião da FAB

G1

A Polícia Federal decidiu enviar um delegado para a Espanha a fim de interrogar pessoalmente o sargento Manoel Rodrigues, preso no aeroporto de Sevilha com 39 quilos de cocaína em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB).

prisão se deu quando o avião da FAB pousou no aeroporto no último dia 25. As autoridades espanholas encontraram a cocaína dividida em 37 pacotes de mais de um quilo. O militar integrava a tripulação do avião, que estava na Espanha como apoio à viagem do presidente Jair Bolsonaro ao Japão.

O delegado da PF responsável pela investigação deve acompanhar na viagem à Espanha oficiais da FAB que também ouvirão o sargento.

Os responsáveis pelo inquérito da PF estão rastreando os bens do sargento para descobrir se ele tem patrimônio não compatível com a renda.

Mais cedo, o ministro Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) adiantou para a GloboNews que o crime de lavagem estava sob investigação da Polícia Federal.

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