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Policial : A TROCA
Enviado por alexandre em 03/06/2020 15:13:41

Coronel Almeida assume comando geral da PM/RO
Coronel Almeida assume o comando da Polícia Militar e recebe do governador desejo de sucesso na nova missão

Coronel PM Almeida assume o comando da Polícia Militar de Rondônia no lugar do coronel PM Ronaldo

O planejamento de policiamento operacional focado no objetivo de contribuir ainda mais para a redução nos índices de criminalidade foi destacado pelo coronel PM Alexandre Luís de Freitas Almeida, novo comandante da Polícia Militar de Rondônia (PMRO), que assume o cargo antes ocupado pelo coronel PM Mauro Ronaldo Flôres Corrêa.  A passagem de comando aconteceu no final da tarde de terça-feira (2), no Palácio Rio Madeira, na presença do governador do Estado, coronel Marcos Rocha, que enalteceu o legado deixado pelo ex-comandante e desejou sucesso  ao comandante substituto na nova missão em sua trajetória dentro da Corporação.

O novo comandante-geral da PM ingressou nas fileiras da Polícia Militar de Rondônia no ano de 1994, após a conclusão do Curso de Adaptação de Oficiais. É graduado em Direito pela Faculdade de Rondônia (Faro). Possui dezenas de condecorações e soma 23 elogios em sua ficha individual ao longo da carreira militar. Teve reconhecimento e destaque recebendo homenagens e medalhas, dentre as quais podem ser citadas: Mérito Governador Jorge Teixeira; Mérito Forte Príncipe da Beira; Jubileu de 40 anos da PMRO; Ordem do Mérito Marechal Rondon (Grau de Oficial); Medalha do Imperador D. Pedro II, dentre outras condecorações de Batalhões da Polícia Militar e de outros órgãos.

Em sua trajetória dentro da Polícia Militar de Rondônia, o coronel PM Almeida desempenhou e cumpriu com dignidade e respeito várias missões e comandos atribuídos, tendo passagem pelas seguintes unidades: 1º Batalhão de Polícia Militar, atuando como comandante do Pelotão de Trânsito; comandante da 2ª Companhia de Policiamento Ostensivo; comandante da Companhia de Guarda; chefe da Seção de Justiça e distúrbios Civis; comandante do 5º Batalhão de Polícia Militar; comandante Regional de Policiamento; corregedor geral da Polícia Militar.  Antes de ser confirmado como novo comandante da PMRO, o coronel PM Almeida exercia o cargo de chefe do Estado Maior, com atuação efetiva nas tomadas de decisões do então comandante coronel PM Ronaldo.

Por esse motivo, ou seja, sendo conhecedor da estratégia que já vinha sendo exercida, o novo comandante enfatizou que o planejamento estratégico será mantido e reforçado, sempre pensando na segurança da sociedade e reconhecimento de toda a tropa. Para o cargo de subcomandante-geral assumiu o coronel PM Plínio Sérgio Cavalcanti. E para o cargo de chefe do Estado Maior assumiu o coronel PM Vanderley da Costa.

“Deus me deu a oportunidade de estar assumindo, neste momento, o comando da Polícia Militar de Rondônia. Este novo cargo é um plano de Deus de que um dia eu iria comandar uma polícia que teria uniforme azul escuro. O tempo passou e Deus está me oportunizando. Assumo a missão de comandar e proteger de maneira excelente. Mais uma vez agradeço ao governador do Estado, coronel Marcos Rocha,  pela oportunidade. Agradeço ao  secretário de Segurança Pública, coronel PM, José Hélio Cysneiros Pachá, pela confiança. Ao ex-comandante coronel Ronaldo e ao ex-subcomandante coronel Rildo, que possamos  avançar sempre e fazermos a Polícia Militar de Rondônia ainda melhor”, frisou o novo comandante.

Governador Marcos Rocha destacou o trabalho do ex-comandante e desejou sucesso na nova missão do coronel PM Almeida

Ao mesmo tempo, o governador Marcos Rocha desejou ao coronel PM Almeida muito trabalho, muita dedicação, inovação e sucesso na nova missão. “Participamos de serviço juntos. Comprovo a postura do coronel Almeida, por ser exemplar bem como do coronel Plínio (subcomandante). Vivemos nesse momento uma luta difícil contra um inimigo invisível, o coronavírus, e precisamos estar atentos.  Desejo que Deus derrame bênçãos na vida do coronel Almeida que hoje recebe o comando da Polícia Militar”, argumentou o governador após ter enaltecido o trabalho e legado do ex-comandante coronel Ronaldo.

O secretário da Sesdec, coronel PM, José Hélio Cysneiros Pachá, aproveitou o momento para parabenizar o ex-comandante (coronel Ronaldo) pelo trabalho desempenhado e chegou a agradecer pela amizade de 25 anos. “Passamos bons e maus momentos juntos e parabenizo tanto o coronel Ronaldo quanto o coronel Rildo, meu colega de época de científico. Hoje passam com tanta  honra o comando da Corporação. Ao coronel PM Almeida, agora comandante da PMRO,  desejo muito sucesso e coloco em nome do nosso governador – que confiou a mim a condição de estar hoje na secretaria de Segurança, Defesa e Cidadania – o mesmo apoio que dediquei ao comando anterior. Parabéns, muito sucesso e conte sempre conosco”, disse o secretário.

O secretário também lembrou que pela primeira vez na história da Polícia Militar de Rondônia um governador manteve no cargo um comandante de uma gestão anterior a sua. “Esse é o diferencial de ter um governador também coronel da PM, o qual teve a nobreza de oportunizar ao coronel Ronaldo a conclusão de seu plano de comando. Parabéns também ao senhor governador coronel Marcos Rocha”, finalizou.

LEMA: LEALDADE, DISCIPLINA E CONSTÂNCIA 

Ao deixar o cargo de comandante da Polícia Militar de Rondônia, o coronel PM Mauro Ronaldo Flôres Corrêa fez um breve relato de sua passagem pelo comando da Corporação, quando assumiu a missão no final de fevereiro de 2018. Foram 2 anos, um mês e 22 dias no cargo.

Segundo relatou o agora ex-comandante, no período em que comandou, a Polícia Militar de Rondônia tornou-se referência entre as polícias militares do Brasil, fruto de muito trabalho e da dedicação incondicional de cada um dos policiais militares que honram o lema leaCoronel Almeida assume o comando da Polícia MilitarCoronel Almeida assume o comando da Polícia Militarldade, disciplina e constância.

“Nosso comando teve como base três pilares: Investimento e valorização do Policial Militar, Inteligência estratégica, e Policiamento orientado para o problema. Nosso principal foco de atuação foi o investimento e valorização do policial militar, pois consideramos ser o mais importante neste processo, e assim trabalhamos, tendo como saldo positivo vários cursos realizados: Curso de Formação de Soldados; Curso de Formação de Cabos;  Curso de Formação de Sargentos; Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos; Curso de Habilitação de Oficiais Administrativos; Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais. Resumindo, 3.309 policiais militares passaram por curso de formação ou aperfeiçoamento”, destacou o ex-comandante.

O coronel PM Ronaldo (E) fez um resumo das ações e destacou o comprometimento do novo comandante, coronel PM Almeida (D).

Em relação à área tecnológica, o ex-comandante destacou a aquisição de 730 kits de equipamentos com tecnologia embarcada (tabletes e impressoras térmicas) para registro das ocorrências policiais, dando mais agilidade ao atendimento de ocorrências, e de 1.000 câmeras corporais (BodyCam), também a implementação do Sistema de Análise Criminal que proporcionou a otimização do emprego da tropa.

Também no comando do coronel Ronaldo foram criados e ativados o 9º BPM, em Porto Velho; o 10º BPM em Rolim de Moura; o 11º BPM em São Miguel do Guaporé; o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), Batalhão de Policiamento de Choque (BPChoque), Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran, BPFron), e o Batalhão de Polícia de Aviação e Operação (Bavop), todos em Porto Velho; a Companhia Independente de Polícia, em Buritis; a Coordenadoria de Ensino; a Coordenadoria de Educação; a Coordenadoria de Atividades Sociais.

Ao finalizar, o coronel PM Ronaldo agradeceu ao governador coronel Marcos Rocha por mantê-lo na função assim que assumiu o governo, possibilitando dar continuidade nos projetos que estavam em desenvolvimento.

“Meu primeiro agradecimento é a Deus, o Grande Arquiteto do Universo, pois tudo o que acontece em nossa existência é com a sua permissão. Aos meus pais, João Corrêa e Hilda Flôres Corrêa, pessoas simples, pequenos produtores rurais que cultivavam a terra para sustentar seus filhos. Minha esposa Cleuza, mulher de fibra, coragem e determinação. Às minhas filhas Greyce e Caroline e meu filho Mauro. Ao meu neto Lorenzo que enche de vida e alegria a nossa casa. Agradeço ao meu amigo e irmão Rildo José Flôres, nosso subcomandante, homem puro de sentimentos, esteve ao meu lado de forma integral, sereno e sensato em suas opiniões, se manifestando com inteligência e sabedoria nos levou sempre a tomarmos as decisões corretas. Também à nossa equipe de gabinete. Aos coronéis pela união e assessoramento na tomada de decisões. Aos coordenadores, comandantes, chefes e diretores pelo empenho, dedicação e comprometimento profissional. Aos nossos policiais militares, homens e mulheres que exercem diuturnamente, sob sol ou chuva, o policiamento ostensivo e a preservação da ordem pública em nosso Estado, fazendo da PMRO a melhor Polícia Militar do Brasil, a vocês o meu respeito, a minha admiração e a minha continência”, destacou o coronel Ronaldo desejando ao amigo e companheiro de turma, coronel Almeida, felicidades e sucesso na missão. “Rogo a Deus para que o abençoe e lhe proporcione um comando exitoso, com muitas realizações, permitindo que todos os teus projetos se concretizem”.

Policial : TÁ DOMINADO
Enviado por alexandre em 01/06/2020 14:58:19

A máfia dos respiradores atua em quase todo Brasil

Prejuízo da Bahia na fraude dos respiradores é estimado em cerca de R$ 10 milhões

Bahia Notícias

por Ailma Teixeira
Prejuízo da Bahia na fraude dos respiradores é estimado em cerca de R$ 10 milhões
Foto: Divulgação / Polícia Civil do DF
A fraude na venda de 300 respirados para o Consórcio Nordeste rendeu um prejuízo de cerca de R$ 10 milhões ao governo da Bahia. Os valores foram estimados pela delegada à frente do inquérito, a coordenadora do setor de Crimes Econômicos e Contra a Administração da Pública da Polícia Civil, Fernanda Asfora, na manhã desta segunda-feira (1º). Na ocasião, ela participava da coletiva de imprensa para detalhar os desdobramentos da Operação Ragnarok, deflagrada em Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal.

De acordo com Fernanda, o valor unitário dos respiradores foi de "mais ou menos R$ 160 mil" e os demais estado do Nordeste pretendiam adquirir 30 unidades cada um, elevando o custo deles para R$ 4,8 milhões. Como a Bahia compraria 60 unidades, a conta do estado chegou a R$ 9,6 milhões, totalizando os R$ 48 milhões previstos no contrato e pagos antecipadamente.

A delegada conta que a empresa intermediária contratada disse que os respiradores viriam de uma fabricantes chinesa, mas após sucessivos atrasos, alegou que todos os ventiladores tinham registrado defeito na válvula de escape e sugeriu que uma empresa sediada no Brasil fornecesse os equipamentos, o que não foi aceito pelos estados.

"A investigação já começou com foco na negociação com essa empresa chinesa", explica Fernanda. "O Consórcio teria contratado equipamentos importados da China e, diante do descumprimento total, essa empresa teria apresentado essa solução. (...) Tudo indica que eles já tinham isso em mente desde o princípio", acrescenta.

Iniciada a partir de uma notícia crime apresentada pelo conjunto dos estados nordestinos, a apuração levou ao cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão, dois deles em Salvador, e três mandados de prisão temporária, dois no Rio e um no Distrito Federal (saiba mais aqui e aqui).

Ao chegar na suposta fabricante brasileira, em Brasília, a polícia apreendeu um respirador. Para Fernanda, a suspeita é de que a empresa tinha duas ou três unidades que usava como mostruário para realizar suas negociações. Porém, a fábrica ainda estava em processo de montagem.

Foto: Divulgação / Polícia Civil do DF

Além disso, a Polícia Civil da Bahia soube que eles pretendiam fechar negócio com governos de todo o país, tornando a fraude ainda maior.

"Lamentavelmente, o fato ocorrido diz muito bem como pessoas sem qualquer tipo de caráter ou preocupação com a sociedade se utilizam de mecanismos como verdadeiros abutres para querer ganhar dinheiro no momento de uma pandemia tão terrível para a sociedade", criticou o procurador-geral do estado, Paulo Moreno.

Ele também participou da coletiva feita virtualmente, junto com a delegada Fernanda e o secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa.

De acordo com o titular da PGE, com as medidas tomadas pela polícia, a exemplo do bloqueio de contas e do sequestro de recursos, a Bahia e os demais estados tentarão reaver esses valores para fazer outra compra, já que os respiradores são considerados essenciais para pacientes internados em estado grave nas UTIs.

O Nordeste é a segunda região do país mais atingida pelo novo coronavírus, com mais de 179 mil casos da doença, e alguns estados já chegaram muito perto de um colapso no sistema de saúde. Até a tarde de hoje, a Bahia tem 18.392 casos, 667 óbitos e 33% dos leitos de UTI ainda disponíveis.

Suspeitos de fraudar venda de respiradores são presos no DF e RJ Operação Ragnarok foi deflagrada hoje pela Polícia Civil da Bahia

Agência Brasil
Polícia Civil

Publicado em 01/06/2020 - 10:53 Por Alex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil - Brasília


Três suspeitos de fraudar a venda de respiradores para governos do Nordeste foram presos hoje, no âmbito de uma operação deflagrada pela Polícia Civil da Bahia. Dois mandados de prisão foram cumpridos no Distrito Federal, e um no Rio de Janeiro. Mandados de busca e apreensão também estão sendo executados em São Paulo e na Bahia. Além disso, mais de 150 contas bancárias vinculadas aos grupo foram bloqueadas por determinação judicial.
Deflagrada hoje (1), a chamada Operação Ragnarok investiga a ação de uma suposta organização criminosa que, segundo a Polícia Civil da Bahia, deixou de entregar os respiradores comprados pelo Consórcio Nordeste – rede formada pelos governos dos nove estados da região, que se reuniram para tratar, em grupo, do combate à pandemia da covid-19, e que, atualmente, é presidida pelo governador da Bahia, Rui Costa.
Ainda de acordo com a Polícia Civil da Bahia, a ação do grupo foi denunciada pelo próprio consórcio, que tentou adquirir 300 respiradores de uma empresa ligada aos alvos da investigação. “O estabelecimento se apresentava como revendedor dos produtos e tentou negociar de forma fraudulenta com vários setores no país, entre eles os Hospitais de Campanha e de Base do Exército, ambos em Brasília”, informa a corporação baiana, em nota.
A Polícia Civil da Bahia deve realizar, nas próximas horas, uma entrevista coletiva para fornecer mais informações sobre a investigação. 
Edição: Valéria Aguiar

Policial : PILANTRAS
Enviado por alexandre em 27/05/2020 10:02:50

Fraudes vão de empresários a pessoas que residem no exterior

Em meio a pagamentos que já passam de 53 milhões de pessoas, o governo federal intensifica investigações para identificar fraudes no recebimento do auxílio emergencial, benefício de R$ 600 pago pelo governo a informais e desempregados de baixa renda.

Segundo o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário (foto), as apurações em andamento estão cruzando a base de dados do benefício com outras à disposição do governo federal.

Entre alguns exemplos dados por Rosário em fala à imprensa nesta terça-feira (26), estão sócios de empresas com funcionários registrados (74 mil pessoas), proprietários de veículos com valor de mercado acima de R$ 60 mil e de embarcações. Também estão no radar cerca de 86 mil pessoas que doaram mais de R$ 10 mil para campanhas eleitorais em 2018 e pessoas com domicílio fiscal no exterior.

Não necessariamente os CPFs cadastrados significam que estas pessoas cometeram fraude. Segundo Rosário, a investigação agora passa a analisar a origem dos cadastros, a partir dos IPs (código de acesso à internet) e de informações dos telefones celulares.

Há a preocupação de que fraudadores possam utilizar documentos de terceiros para inscrições fraudulentas. Outra linha de trabalho é a de presos, cadastrados para receber o benefício apesar de terem o sustento assegurado no sistema prisional.



A Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal vai tomar medidas judiciais contra a entidade que representa os policiais federais devido à acusação de que teria fornecido informações privilegiadas à deputada Carla Zambelli (PSL-SP).

A cada dia, desde a saída de Sérgio Moro do Ministério da Justiça, o clima fica mais tenso dentro da Polícia Federal.

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) rebateu no início da noite nota da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) que aponta suposta estreita relação da deputada Carla Zambelli com os delegados.

“Irresponsável”

Segundo a Fenapef, a deputada poderia ter tido informações privilegiadas sobre operações.

A entidade destaca ainda que “no momento em que a Polícia Federal é colocada involuntariamente no centro do debate político, nada mais danoso para o órgão do que a utilização desse ambiente para se criar instabilidades por rixas classistas que nada colaboram com a defesa da instituição”.

Veja a íntegra da nota da ADPF:

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), que há 43 anos representa os delegados da Polícia Federal e tem um histórico de defesa ética e séria da instituição, repudia veementemente a irresponsável nota da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), em razão das graves e infundadas ilações sobre possível vazamento de informações de investigações por parte desta Associação.

No momento em que a Polícia Federal é colocada involuntariamente no centro do debate político, nada mais danoso para o órgão do que a utilização desse ambiente para se criar instabilidades por rixas classistas que nada colaboram com a defesa da instituição. Continue lendo

Policial : A VOLTA DA PF
Enviado por alexandre em 26/05/2020 08:54:19


Sem Moro a PF volta a realizar as operações
Sem Moro, Federal volta a agir

Em entrevista ao Frente a Frente de ontem, o vice-líder do Governo no Senado, Francisco Rodrigues (DEM-RR), admitiu que a Polícia Federal vem seguindo uma nova orientação depois da saída do ex-ministro Sérgio Moro e da mudança do seu comando, em Brasília. “Perceba que as operações, que haviam sido suspensas, estão voltando”, disse, citando em seguida o seu próprio Estado, Roraima, como objeto de ação, além dos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Mato Grosso.

Coincidência ou não, o fato é que Fortaleza amanheceu, ontem, cercada de policiais federais. Ali, a Federal constatou que respiradores comprados pela Prefeitura e o Instituto Doutor José Frota (IJF) para tratamento de pacientes com a Covid-19 custaram cerca de R$ 234 mil, valor até quatro vezes mais caro do que o adquirido por outras instituições e prefeituras brasileiras, segundo o Ministério Público Federal (MPF) e a Controladoria-Geral da União (CGU), que deflagraram a Operação Dispneia , junto com a PF, para investigar o caso.

O mesmo equipamento foi comprado em outras cidades do País por R$ 60 mil, para o enfrentamento da pandemia. Já o estado do Ceará pagou R$ 117 mil por um respirador, ou seja, metade do preço contratado pelas autoridades de Fortaleza. Dois contratos de dispensa de licitação realizados para compra de 150 respiradores são objeto da operação da Polícia Federal. A suspeita é de que o prejuízo aos cofres públicos pode chegar ao valor de R$ 25,4 milhões.

O contrato foi assinado em 30 de abril entre Prefeitura e uma empresa de São Paulo, prevendo o recebimento dos ventiladores pulmonares até o dia 4 de maio. O prazo curto seria a justificativa para a cobrança do valor acima de mercado. No entanto, a empresa contratada pediu flexibilização do prazo até dia 15 de maio, mas os equipamentos nunca foram entregues.

O pagamento de cerca de R$ 25 milhões pelo material feito antecipadamente pela Prefeitura, sem exigência de garantia, é uma das irregularidades investigadas. A PF afirma que a empresa não tinha condições de fornecer os respiradores, com “duvidosa capacidade técnica e financeira” e capital social que não permite comprar sequer um equipamento. Além disso, a empresa já respondia a uma investigação em Rondônia por não fornecer testes rápidos contratados naquele estado.

Fim do engessamento – Na live pelo Instagram deste blog, terça-feira passada, o presidente Bolsonaro foi abordado sobre o engessamento da Polícia Federal e insinuou que o responsável teria sido o ex-ministro Sérgio Moro. “Quem tiver fazendo coisa errada que se cuide”, alertou. No caso de Pernambuco, Bolsonaro admitiu mudanças no comando da Polícia Federal, mas com a ressalva de que o isso caberia ao novo diretor-geral e que não iria interferir. “O presidente se elegeu para combater a corrupção e não deixar roubar”, disse o senador Francisco Rodrigues quando indagado sobre a operação de ontem na capital cearense.

Bola da vez – Não há ainda conformação, mas Recife deve ser a próxima etapa da operação Dispneia, da Polícia Federal, que investiga superfaturamento em contratos para compras de equipamentos de proteção hospitalar para uso dos profissionais de saúde na rede do SUS, o Sistema Único de Saúde. As suspeitas recaem na compra também de respiradores como se deu em Fortaleza. Na sexta-feira passada, a Polícia Federal fez uma “visita surpresa” à Prefeitura do Recife, que comprou 500 respiradores, pela bagatela de R$ 11,5 milhões, a uma empresa MEI – Microempreendedor Individual – com limite de faturamento de apenas R$ 81 mil. O que impressiona é o ramo da empresa contratada, além do espaço em que funciona. A empresa era um pet shop de bairro, começou a funcionar em outubro de 2019.

Irregularidades – “Nós tivemos acesso à fábrica dessa empresa. Com todo respeito, parece uma oficina mecânica. A população vai se assustar quando tiver acesso às fotos”, relata o procurador do MT de Contas do Estado, Cristiano Pimentel. Autor do pedido de investigação ao TCE, Pimentel levantou outra grave irregularidade: um impasse envolvendo a fornecedora e a Justiça de São Paulo em 2015. “Esta empresa, em 2015, foi declarada pela Justiça Federal de São Paulo como lugar incerto e não sabido. Ou seja, ela estava sumida da Justiça alguns anos atrás e hoje está vendendo respiradores para a Prefeitura do Recife”, disse.

Empresa fajuta – No caso de Fortaleza, a PF afirma que a empresa não tinha condições de fornecer os respiradores, com “duvidosa capacidade técnica e financeira” e capital social que não permite comprar sequer um equipamento. Além disso, a empresa já respondia a uma investigação em Rondônia por não fornecer testes rápidos contratados naquele Estado. Com o descumprimento do prazo, a Prefeitura de Fortaleza cancelou um dos contratos, oficialmente, com publicação no Diário Oficial do Município. Porém, o dinheiro ainda consta nas contas da empresa, de acordo com a PF. Com isso, a investigação segue para identificar se há conluio entre as empresas e favorecimento de personagens públicos.

CURTAS

ATRASO – A demora do presidente Bolsonaro em sancionar a lei que autoriza o repasse direto da ajuda de R$ 60 bilhões para Estados e municípios enfrentarem os efeitos da covid-19 deixou prefeitos de todo o País em estado de alerta. Entidades municipalistas afirmam que pode haver atrasos nos pagamentos dos salários de maio dos servidores. As cidades têm sofrido com a queda na arrecadação e contam com o auxílio federal para recuperar seus caixas. Bolsonaro tem até amanhã para sancionar a proposta – que já está em sua mesa há quase 20 dias. Para o presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Glademir Aroldi, o atraso tem impactos diretos na economia local. Ele lembra que os profissionais da Saúde também poderão ser atingidos.

ALERTA MUNICIPAL – Segundo Aroldi, o Ministério da Economia informou que, a partir da sanção, pode-se demorar cerca de sete dias para os valores chegarem aos cofres dos municípios. Assim, os salários correm o risco de ficar para depois do quinto dia útil de junho. Torneira secou. As duas entidades destacam que, mesmo com a recomposição de receitas que caíram e a ajuda do governo federal, os municípios deverão enfrentar ainda mais dificuldades a partir do segundo semestre. “Até agosto vamos sobreviver, mas, depois, não há nenhuma ajuda prevista”, afirmou Aroldi.

DANIEL SILENCIA – A Academia Pernambucana de Medicina (APM) lançou, ontem, um manifesto em que pede às autoridades que sejam estabelecidas medidas imediatas ainda mais duras de isolamento social na pandemia da Covid-19. Segundo o presidente da entidade, o neurocirurgião Hildo Azevedo, esse mecanismo é o mais eficiente para a redução dos danos aos sistemas de saúde e para salvar mais vidas no combate à doença causada pelo novo coronavírus. “O foco desse manifesto é enfatizar o maior isolamento social possível. Se não fizermos isso, o nosso sistema de saúde irá colapsar. Não só para atender os doentes da Covid-19, mas também o Sistema Único de Saúde (SUS), que tem responsabilidade em Pernambuco de tratar 80% da população. Temos que continuar nessa luta do isolamento social”, afirmou o presidente da APM, em entrevista à repórter Beatriz Castro, da TV-Globo.

Perguntar não ofende: Quando Governo e oposições vão deixar as indiferenças de lado para salvar o povo da morte da Covid?




Policial : O CRIME
Enviado por alexandre em 17/05/2020 23:58:00

Crime organizado aproveita "oportunidades" criadas pela COVID-19

Tráfico de suprimentos médicos, desenvolvimento de crimes cibernéticos, assistência social para fortalecer o controle territorial: a COVID-19 se tornou “uma janela de oportunidades” para o crime organizado na América Latina – afirmaram especialistas em um fórum convocado pela Organização dos Estados Americanos (OEA).

 

Desde meados de março, quando o surto do novo coronavírus foi declarado uma pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS), os países se concentraram em atender a crise econômica e de saúde.

 

As medidas para evitar contágios, como fechamentos de fronteiras e confinamento da população, potencializaram as multinacionais do crime, longe de dissuadi-las.

 

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“O crime organizado encontrou mais do que um desafio. Encontrou uma janela de oportunidades para se projetar”, afirmou na sexta-feira o diretor do Departamento de Crime Organizado Transnacional da OEA, Gastón Schulmeister.

A emergência “revalidou” estes grupos, disse ele, ao alertar sobre o “perigo de permeabilidade social, especialmente em um cenário de crise econômica”.

 

 Deslegitimação “alarmante” do Estado 

 

A “tendência mais alarmante” é a capacidade das organizações criminais transnacionais (TOC, em inglês) de preencherem as lacunas de um Estado ausente, substituindo-o como “um ator legítimo e prestador de serviços”, destacou o presidente da consultoria americana IBI Consultants, Douglas Farah.

 

No México, os cartéis distribuem comida e medicamentos; e, em Honduras, as gangues organizam campanhas de desinfecção de veículos para proteger da COVID-19 nos territórios sob seu controle, exemplificou.

 

Embora o poder nesses grupos ainda seja muito masculino, na última década uma mudança começou a ser observada no papel da mulher, por herdar o negócio de seus maridos, ou dos pais, ou por entrar no tráfico de drogas.

 

Schulmeister destacou “a visão de que não se deve pensar nas mulheres apenas como vítimas do crime organizado, mas também como vitimizadoras”. Ao mesmo tempo, pediu para que pensem nelas como “agentes de mudança, em papéis de policiais, ou investigadoras”.

 

 Ouro ilegal e máscaras 

 

Com as forças de segurança dos países concentradas na vigilância interna, o controle das fronteiras diminuiu, impulsionando outros negócios ilícitos, como o tráfico de ouro.

 

“Vemos uma enorme quantidade de ouro saindo da Venezuela, de Nicarágua”, afirmou Farah, que comparou a mineração ilegal “em grande escala” nestes países com um “sangramento”.

 

 

A Venezuela é o “foco regional” de onde sai o ouro para Brasil, Guiana e Colômbia, completou. No contexto de sua “adaptabilidade” à pandemia e de sua capacidade de aproveitar todas as “brechas no sistema”, as TOCs também apostaram em “diversificar” seus produtos, como remédios e vacinas para o coronavírus e o contrabando de máscaras. 

 

Istoé

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