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Regionais : Não muda: Amorim grita com Nilton Capixaba e poderá ser rifado do PTB
Enviado por alexandre em 21/02/2017 17:30:00

Resenha política

Robson Oliveira



Hostilidade – Acostumado a tratar de forma hostil as pessoas com as quais se indispõe, o vereador ariquemense, Ernandes Amorim, será obrigado a procurar um outro partido para conseguir registrar uma candidatura à Câmara Federal depois que gritou com o presidente regional do PTB, Nilton Capixaba, numa reunião em Ariquemes. Em conversa com a coluna, Capixaba adiantou que Amorim não terá vaga na nominata do PTB a deputado federal nas eleições de 2018.



SENADO – Embora seja prematuro falar em candidaturas para as eleições 2018, os grupos políticos já estão se mexendo para construir suas alternativas eleitorais. O PSB, por exemplo, espera que o governador Confúcio Moura (PMDB) ingresse na legenda para ser o candidato a senador.



GRUPO - O prefeito de Ji-Paraná, Jesualdo Pires (PSB), sinaliza que tem intenção de colocar o nome na disputa à vaga senatorial. Uma tarefa nada fácil, visto que não possui um grupo consistente que seja capaz de projetá-lo em nível estadual. Ademais, outras lideranças de Ji com as quais este cabeça-chata conversou não veem com bons olhos esta postulação. O quadro se complicaria para o alcaide na hipótese de o governador ingressar no partido neossocialista.



PERFIL – O deputado federal Marcos Rogério (DEM), com base eleitoral em Ji, revelou à coluna que Jesualdo Pires não tem o perfil para senador. Reconhece que é um bom prefeito e, na opinião do parlamentar, um excelente vice-governador. A coluna deduz, desse diálogo, que o deputado está de olho na vaga: basta encontrar o cavalo encilhado no terreiro do DEM para subir e pedir votos.



APOSTA – Quem apostar na possibilidade de o senador Valdir Raupp (PMDB) ficar inabilitado judicialmente para a disputa de um novo mandato, devido a envolvimento na lava jato, pode tirar o cavalo da chuva porque estará fadado a perder as fichas.



DENÚNCIA - É simples concluir que o STF não conseguirá dar cabo aos processos dos réus com foro especial em tempo hábil para inabilitá-los às eleições de 2018, por razões que até os bagres do Madeira conhecem. O inquérito do senador rondoniense, liberado pelo ministro Fachin para julgamento, avaliará nesse momento apenas o recebimento ou não da denúncia. Sendo acolhido, dar-se-á a relação processual propriamente dita, com todos os prazos da ampla defesa e contraditório. A possibilidade de Raupp ficar imediatamente inabilitado é ínfima. Goste dele ou não!



PAPAGAIO – O deputado federal Lindomar Garçon (PRB), parlamentar que tem se notabilizado mais pela quantidade de fotos e imagens de TV em que aparece feito papagaio de pirata do que pela produção legislativa, está se regozijando do sucesso carnavalesco que as máscaras com seu rosto estão fazendo nas festas momescas da capital. Garçon insiste num marketing que tem tudo para torná-lo um folclore político. Uma brincadeira que pode lhe custar a reeleição já que a população está irritada com as palhaçadas dos nossos representantes.



VESPEIRO – Um pouco mais de um mês de mandato e o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (PSDB), mexeu com vespeiros da administração municipal que invariavelmente o político experiente evita cutucar.



CAPITAL - Retirar dos servidores regalias consolidadas sem antes dialogar com os interessados e com uma boa explicação aos munícipes, nunca rendeu aos políticos rondonienses boas recordações. O ex-governador José Bianco, por exemplo, iniciou o governo demitindo dez mil servidores ao dar ouvidos a tecnocrata que não enxergava um palmo além do nariz, num custo político devastador. O ex-governador Valdir Raupp perdeu a reeleição depois que negligenciou com a folha de pagamento por conceder aumentos sem um estudo técnico correto. Voltou à ribalta política pela capacidade incomum de saber se reinventar. Hildon representa ainda uma enorme esperança dos eleitores da capital ávidos por um gestor competente e honesto, virtudes que lhe abundam, mas ao dar ouvidos a incompetente jogou sobre si um vespeiro que queima qualquer capital político. Aliás, brigar com servidor e imprensa não é aconselhado.



INTRIGAS – Como não conseguiu montar uma equipe de notáveis com privilégios à meritocracia, Hildon Chaves compôs uma equipe com o que dispunha nos partidos e na praça. Há nomes bons, mas empossou alguns que estão se especializando na intriga e na futrica. São esses últimos que estão ajudando a queimar o capital político do prefeito. Olho vivo!



PERSEGUIÇÃO – Inúmeras são as queixas contra secretários municipais que, em vez de mostrarem trabalho, perseguem servidores para abrir espaços aos apaniguados. A pasta da educação é a campeã de queixas e de insatisfação, particularmente de quem colaborou com a vitória do prefeito. O secretário de educação invariavelmente presta contas a um inexpressivo vereador mais do que ao prefeito. Quando abordado opta por saídas efusivas. Qual a novidade da área? Quais as mudanças pedagógicas e capacitações? Quais escolas em reformas? Quantas creches estão com projetos em andamento? Apesar de poucos dias de administração, a produção desse auxiliar é nula, exceto o excesso de perseguições. Saindo, não fará falta!

Resenha Política : Resenha Política por Robson Oliveira
Enviado por alexandre em 21/02/2017 17:23:47

Resenha política

Robson Oliveira



Hostilidade – Acostumado a tratar de forma hostil as pessoas com as quais se indispõe, o vereador ariquemense, Ernandes Amorim, será obrigado a procurar um outro partido para conseguir registrar uma candidatura à Câmara Federal depois que gritou com o presidente regional do PTB, Nilton Capixaba, numa reunião em Ariquemes. Em conversa com a coluna, Capixaba adiantou que Amorim não terá vaga na nominata do PTB a deputado federal nas eleições de 2018.



SENADO – Embora seja prematuro falar em candidaturas para as eleições 2018, os grupos políticos já estão se mexendo para construir suas alternativas eleitorais. O PSB, por exemplo, espera que o governador Confúcio Moura (PMDB) ingresse na legenda para ser o candidato a senador.



GRUPO - O prefeito de Ji-Paraná, Jesualdo Pires (PSB), sinaliza que tem intenção de colocar o nome na disputa à vaga senatorial. Uma tarefa nada fácil, visto que não possui um grupo consistente que seja capaz de projetá-lo em nível estadual. Ademais, outras lideranças de Ji com as quais este cabeça-chata conversou não veem com bons olhos esta postulação. O quadro se complicaria para o alcaide na hipótese de o governador ingressar no partido neossocialista.



PERFIL – O deputado federal Marcos Rogério (DEM), com base eleitoral em Ji, revelou à coluna que Jesualdo Pires não tem o perfil para senador. Reconhece que é um bom prefeito e, na opinião do parlamentar, um excelente vice-governador. A coluna deduz, desse diálogo, que o deputado está de olho na vaga: basta encontrar o cavalo encilhado no terreiro do DEM para subir e pedir votos.



APOSTA – Quem apostar na possibilidade de o senador Valdir Raupp (PMDB) ficar inabilitado judicialmente para a disputa de um novo mandato, devido a envolvimento na lava jato, pode tirar o cavalo da chuva porque estará fadado a perder as fichas.



DENÚNCIA - É simples concluir que o STF não conseguirá dar cabo aos processos dos réus com foro especial em tempo hábil para inabilitá-los às eleições de 2018, por razões que até os bagres do Madeira conhecem. O inquérito do senador rondoniense, liberado pelo ministro Fachin para julgamento, avaliará nesse momento apenas o recebimento ou não da denúncia. Sendo acolhido, dar-se-á a relação processual propriamente dita, com todos os prazos da ampla defesa e contraditório. A possibilidade de Raupp ficar imediatamente inabilitado é ínfima. Goste dele ou não!



PAPAGAIO – O deputado federal Lindomar Garçon (PRB), parlamentar que tem se notabilizado mais pela quantidade de fotos e imagens de TV em que aparece feito papagaio de pirata do que pela produção legislativa, está se regozijando do sucesso carnavalesco que as máscaras com seu rosto estão fazendo nas festas momescas da capital. Garçon insiste num marketing que tem tudo para torná-lo um folclore político. Uma brincadeira que pode lhe custar a reeleição já que a população está irritada com as palhaçadas dos nossos representantes.



VESPEIRO – Um pouco mais de um mês de mandato e o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (PSDB), mexeu com vespeiros da administração municipal que invariavelmente o político experiente evita cutucar.



CAPITAL - Retirar dos servidores regalias consolidadas sem antes dialogar com os interessados e com uma boa explicação aos munícipes, nunca rendeu aos políticos rondonienses boas recordações. O ex-governador José Bianco, por exemplo, iniciou o governo demitindo dez mil servidores ao dar ouvidos a tecnocrata que não enxergava um palmo além do nariz, num custo político devastador. O ex-governador Valdir Raupp perdeu a reeleição depois que negligenciou com a folha de pagamento por conceder aumentos sem um estudo técnico correto. Voltou à ribalta política pela capacidade incomum de saber se reinventar. Hildon representa ainda uma enorme esperança dos eleitores da capital ávidos por um gestor competente e honesto, virtudes que lhe abundam, mas ao dar ouvidos a incompetente jogou sobre si um vespeiro que queima qualquer capital político. Aliás, brigar com servidor e imprensa não é aconselhado.



INTRIGAS – Como não conseguiu montar uma equipe de notáveis com privilégios à meritocracia, Hildon Chaves compôs uma equipe com o que dispunha nos partidos e na praça. Há nomes bons, mas empossou alguns que estão se especializando na intriga e na futrica. São esses últimos que estão ajudando a queimar o capital político do prefeito. Olho vivo!



PERSEGUIÇÃO – Inúmeras são as queixas contra secretários municipais que, em vez de mostrarem trabalho, perseguem servidores para abrir espaços aos apaniguados. A pasta da educação é a campeã de queixas e de insatisfação, particularmente de quem colaborou com a vitória do prefeito. O secretário de educação invariavelmente presta contas a um inexpressivo vereador mais do que ao prefeito. Quando abordado opta por saídas efusivas. Qual a novidade da área? Quais as mudanças pedagógicas e capacitações? Quais escolas em reformas? Quantas creches estão com projetos em andamento? Apesar de poucos dias de administração, a produção desse auxiliar é nula, exceto o excesso de perseguições. Saindo, não fará falta!


Regionais : Anderson do Singeperon apóia projetos de capacitação a servidores penitenciários e socioeducativos
Enviado por alexandre em 21/02/2017 17:13:34

Anderson do Singeperon apóia projetos de capacitação a servidores penitenciários e socioeducativos

Parlamentar ajudará a viabilizar a especialização lato sensu em Gestão Penitenciária

O deputado Anderson do Singeperon (PV) garantiu na segunda-feira (20) apoio para a implementação de projetos de capacitação aos servidores penitenciários e socioeducativos de Rondônia. A confirmação foi dada ao diretor da Escola de Estudos e Pesquisas Penitenciárias da Secretaria de Estado de Justiça (Esep/Sejus), Cláudio Negreiros, em reunião no gabinete na Assembleia Legislativa.

Na presença de servidores da Escola, Anderson disse que ajudará a viabilizar a especialização lato sensu em Gestão Penitenciária, cujo projeto foi apresentado pela instituição ao parlamentar.

“Queremos que esse tipo de curso chegue de fato aos que atuam no sistema, pois no passado somente alguns beneficiados recebiam capacitação, sendo que muitos não estão mais no sistema”, ressaltou Anderson ao receber do diretor a confirmação de que toda e qualquer seleção se dará por processo seletivo.

Anderson Pereira discutiu outros projetos voltados para a valorização e capacitação do servidor, onde revelou seu plano de trabalhar na construção de um Centro de Treinamento para os agentes penitenciários e socioeducadores e de um estande de tiro.

“Precisamos oferecer qualidade na instrução de nossos servidores para que estes prestem um serviço na mesma proporção à sociedade. E para isso, precisamos fortalecer a Escola para valorizar cada vez mais esses profissionais”, finalizou o deputado.

ASCOM

Regionais : Agricultor encontra um homem morto dentro do seu carro
Enviado por alexandre em 21/02/2017 17:12:07


Um agricultor de Arandu, no interior de São Paulo, dirigiu cerca de 20 km com seu carro antes de descobrir que havia um homem morto no banco de trás. Cleonei Santos, de 27 anos, ainda não sabe como o corpo foi parar em seu carro. “Só descobri quando passei uma lombada e o corpo pulou. Olhei para trás e havia um homem deitado no banco traseiro”, disse.

O homem tinha ido visitar sua namorada na cidade vizinha de Avaré, e deixou o carro estacionado em frente à casa dela. Ele voltou duas horas depois, entrou no veículo e foi embora, só percebendo que alguma coisa estava errada meia hora depois. “Eu tinha sentido um cheiro estranho, de suor e falta de banho, mas não notei que havia alguém no carro. Quando mexi nele e vi que o corpo estava duro e frio, foi um susto enorme”.

Ele não se lembra se trancou o veículo. O defunto é morador do mesmo bairro onde mora a namorada do rapaz, foi identificado pela família e tinha problemas de alcoolismo. Pelo corpo não ter sinais de violência, os policiais acreditam que o homem passou mal e entrou no carro para descansar. O caso será investigado.

24HORASNEWS

Regionais : Aos 42 anos, catadora aprende a ler com filho de 11 anos
Enviado por alexandre em 21/02/2017 17:09:57


Mãe, mãe, quer ler comigo? É uma historinha. E tem figuras". "Desmaiada" em uma rede após horas garimpando lixo na rua, para vender, foi assim - aos sussurros de Damião Sandriano de Andrade Regio, 11, o mais novo dos sete filhos - que Sandra Maria de Andrade, 42, começou a decifrar as letras do alfabeto e a despertar para o mundo da leitura.

Até um ano atrás, não sabia ler nem escrever. Em uma casa encravada numa rua de areia em Jardim Progresso, periferia de Natal, no Rio Grande do Norte, ela era o retrato dos 758 milhões de adultos no mundo apontados em um estudo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), na semana passada, como incapazes de ler ou escrever uma simples frase.

Sandra não sabia fazer nem o próprio nome. "Espiava" quem visse lendo um livro e pensava "ah, se eu soubesse também. Se tivesse uma coisa que eu pudesse roubar, queria que fosse um pouquinho daquela leitura". Ela tentou estudar, mas não pôde.

Foi forçada a trabalhar desde cedo. Abandonada pela mãe aos três anos, diz que a avó, com quem passou a morar, lhe entregou a um casal que a impediu de ir à escola. Ela teve de trabalhar na lavoura, em casas de farinha (locais em que mandioca é ralada ou triturada) e fazendo faxina.

Em um dia, quando ajudava no cultivo de bananeiras, viu crianças passando na porta com cadernos debaixo do braço. "Queria ir para onde iam, mas diziam: vá trabalhar. E eu chorava". Aos 12 anos, na tentativa de reencontrar a mãe, fugiu. Foi rejeitada. Passou a viver nas ruas e a comer o que achava no lixo.

Um homem lhe ofereceu casa e comida quando tinha 13 anos. Viveram como marido e mulher, tiveram três filhos e uma história que, para Sandra, significou "levar tanta porrada", a ponto de achar que estava morta. Em 12 de junho de 1996, na frente dos filhos, foi golpeada várias vezes com uma faca, teve parte dos cabelos arrancados com os dentes e, já se sentindo dormente depois de tanta dor, chegou a dizer a uma das crianças: "Com fé em Deus, se sua mãe escapar macho nenhum bate mais nela". No dia seguinte, fugiu levando os três filhos.

"Me perguntavam na rua se eu tinha sido atropelada e mandavam eu dar parte dele. Mas eu não tinha instrução, não tinha ninguém pra me apoiar. Meu negócio era sair dali". A ideia de Sandra era "enfrentar o mundo".

A vida sem ler

Mas o mundo, quando tinha letras estampadas, "era como uma folha em branco" que dificultava até a hora de pegar um ônibus. Em busca de ajuda, ela precisava confidenciar a quem cruzasse o seu caminho: "Eu não sei ler". E pedia: "Você pode ler pra mim?".

Mas, sofrimento maior foi, anos depois, fazer a carteira de identidade e ter de estampar no documento a impressão digital em vez da assinatura. Fruto de um segundo casamento e com aproximadamente três anos de idade, Damião, ouvindo a mãe mensurar o tamanho da vergonha, "muito grande", fez um pacto com ela naquele dia: "Eu vou aprender e, quando aprender, vou ensinar à senhora".

A mãe já catava lixo para vender à reciclagem e a outros compradores que batem à porta. A essa altura, não sabia o que era carteira assinada, estava separada do segundo marido e carregava a tristeza de ter enterrado quatro dos sete filhos - todos ainda na infância, vítimas de doenças que acha difícil explicar, e uma das filhas após um atropelamento.

Ver Damião ir e voltar da escola era um dos momentos de alegria. Cada dia que o filho chegava, contava a ela, "já morta de cansaço", tudo o que havia lido e aprendido. Ela se orgulhava: "Ele vai ser o que eu queria ser".

Damião também tinha o estímulo da professora. Ela dava aulas de reforço e o incentivava a pegar livros na escola. "Foi com esses livrinhos que tudo foi se desenganchando" para Sandra. "Eu tomava banho, deitava na rede, ele vinha e me chamava pra ler. Eu queria ver os desenhos, mas também queria aprender as letras. Ficava curiosa".

O mais próximo que ela havia chegado da escola foi em uma turma de jovens e adultos em que aprendeu o "ABC", mas que acabou abandonando por não parar de ter dúvidas e travar sempre que chegava no "e", letra que traduz como "uma agonia de vida". Ela ficava "apavorada" por não saber. "Sentia revolta".
Damião desvendou o "e" para a mãe explicando que era o mesmo que um "i", só que fechado e sem o ponto. O "h" virou uma cadeirinha" e o R o mesmo que um B, só que "aberto". Ele começou a ensinar as letras do nome dele e as letras do nome dela. Até Sandra aprender a escrever.

"Quando eu aprendi, disse: vou fazer outra identidade que é pra quando chegar nos cantos eu dizer: eu sei fazer meu nome. Pra mim, já era tudo eu saber. Chegar lá, o povo dizer assine aqui e eu dizer: agora eu já sei, não sinto mais vergonha".

Escrever o próprio nome foi uma conquista. A palavra "mãe" também. Em uma reunião da escola, "morreu de felicidade" ao assinar a primeira vez como responsável da criança. "Tinha que escrever o que eu era dele. Eu escrevi mãe, caprichado, bem grande".

Damião, devotado à mãe, quer ir além. "Eu quero ver ela aprendendo comigo. Quero que aprenda as palavras que ela sente aqui dentro. Ela gosta de falar amor, paixão. Já sabe um monte de palavras. Ela sabe as mais simples".

Leitura

Mãe e filho leram, juntos, 107 livros em 2016, se considerados apenas os contabilizados na escola. A lista, porém, fica maior se incluir outros títulos que Sandra encontrou no lixo. O preferido dela, faz questão de dizer, "é Ninguém nasce genial". "Escrevi meu nome nele. Porque ninguém nasce gênio. Porque eu achava que não precisava mais saber, achava que era tarde pra saber".

Para Damião, outro livro foi mais impactante. Tratava da história de um anjo que vivia acorrentado e só conseguiu se libertar quando ensinou um ser humano a rezar e os dois viraram amigos.

"É tipo eu e minha mãe. Eu estou ensinando uma coisa a ela e ela me ensina outra. Eu era novinho, ela me cuidava, eu cuidava dela. Ela dava um abraço em mim eu dava dois. Foi assim que nós começamos a nos amar".

O menino também leu sobre aventuras, amizade, paixão e amor ao próximo.

Nesses momentos, diz que "vai pra outro mundo". Que fica com "uma imaginação infinita".

"Eu quero que a leitura me leve pra qualquer canto", diz. Neste ano, irá para o 6º ano na escola.

Na casa onde divide cada palavra que aprende com a mãe, a ajudou a escrever, na parede da frente, uma mensagem em letras verdes, maiúsculas: CANTINHO DA FELICIDADE ONDE HÁ DEUS NADA FALTARÁ".

Fonte: BBC

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