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Painel Político : Alô Marcos Rocha e bancada: nova rota para soja pode estagnar de vez a economia em RO
Enviado por alexandre em 18/02/2019 21:49:42

Miritituba vira o novo “queridinho” do transporte rodoviário e grandes grupos passam a investir no Pará e esquecem a “saída do Pacífico” e a hidrovia em Rondônia; e ainda, conta de energia elétrica não vai baixar

Não vai baixar

Apesar dos protestos indignados dos consumidores rondonienses a conta de energia não vai reduzir. Mas isso tem um forte motivo, não depende da empresa querer (não que queira), mas depende de um esforço conjunto entre Estado e União. O motivo é simples. Se tomarmos por base uma conta de R$ 82,97 40,97% de encargos sobre a distribuição (R$ 30,86), 21,19% de transmissão (R$ 15,97), 23,95% de encargos setoriais (R$ 18,05 – mais abaixo explico o que são eles), perdas do sistema, 12,77% (R$ 9,63) e 1,12% de tributos (R$ 0,85). O valor total dessa conta ai é de R$ 75,36 e a ele soma-se mais 17% (isso mesmo, dezessete) de ICMS do Estado, totalizando os R$ 88,17. Desse valor é retirado o PIS/PASEP 1,41% (R$ 1,06), e o Cofins 5,54% (R$ 4,18). Faltam R$ 0,04 que foram acrescidos pela empresa em algum arredondamento, para maior, é claro.

Pois bem

Com isso fica claro (desculpe o trocadilho) que não se trata de uma questão de “ter vontade” e sim de fazer um ajuste tributário em nível nacional. Até porque a Energisa está presente em 11 Estados e como vivemos em uma república federativa, se baixar para um, todos vão querer. Portanto, o caminho mais eloquente para esta situação não é ficar gritando em praça pública pela redução, e sim tentar ver qual o ente que está disposto a abrir mão de reduzir sua receita em prol da sociedade.

E o tal “encargo setorial?”

De acordo com a ANEEL, ele é composto dessa forma:

Conta de Desenvolvimento Energético – CDE;
Programa de Incentivo à Fontes Alternativas de Energia Elétrica – PROINFA;
Compensação Financeira pela Utilização de Recursos Hídricos – CFURH;
Encargos de Serviços do Sistema – ESS e de Energia de Reserva – EER;
Taxa de Fiscalização dos Serviços de Energia Elétrica – TFSEE;
Pesquisa e Desenvolvimento – P&D e Programa de Eficiência Energética – PEE; e
Contribuição ao Operador Nacional do Sistema – ONS

Vamos estagnar

Jair Bolsonaro foi eleito presidente, e junto com ele uma penca de políticos, incluindo o governador de Rondônia Marcos Rocha. Esperanças foram renovadas, mas principal problema do país ainda não foi resolvido e está longe de ser, o desemprego. Enquanto o governo bate cabeça com a reforma da previdência, que poderia ser adiada em prol de uma reforma ainda mais urgente, a tributária. É através dela que conseguiríamos, senão resolver, mas ao menos aquecer a economia. O cenário para Rondônia nos próximos anos é o pior possível, e ninguém da bancada federal está se mobilizando no sentido de impedir uma estagnação econômica sem precedentes no Estado, e eu explico.

Modal descobre Miritituba

Quem trabalha com setor de logística já está lá, incluindo as multinacionais e gigantes do transporte. Miritituba, distrito de Itaituba no Pará virou o novo “El Dorado” da logística. Grande parte da soja produzida no Mato Grosso está sendo escoada por lá. Mesmo com as dificuldades da rodovia 163, que deverá estar toda pavimentada até o final deste ano (duplicada inclusive), o transporte de soja por Rondônia deverá cair, e muito nos próximos meses.

No início deste mês

O ministro da Infraestrutura Tarcísio Gomes esteve por lá e se comprometeu a pavimentar o trecho Miritituba-Santarém até o fim deste ano, e colocar no pacote de privatização. O Grupo Maggi suspendeu os investimentos em Rondônia e está migrando para Miritituba, quem aliás “descobriu” essa nova rota foi Blairo Maggi que levou 70 carretas de soja na estrada ainda em 2013.

E qual a vantagem?

Em março do ano passado, a Hidrovias do Brasil iniciou oficialmente o transporte rodoviário entre Mato Grosso e Miritituba. O vilarejo, cravado na margem direita do Tapajós, fica a 300 km de distância ao sul de Santarém. Para o produtor, isso significa 300 km a menos de estrada para percorrer até chegar ao destino final da BR-163. Grandes cargueiros não conseguem subir até Miritituba, por causa da pouca profundidade do Tapajós nesse trecho do rio, mas as barcaças (chatas) conseguem carregar boa parte da produção, que passará então a descer até Santarém pela hidrovia do Tapajós. Cada comboio de barcaças pode transportar até 30 mil toneladas de grãos. Isso equivale a mais de 800 caminhões de grãos. Trata-se de mais uma rota fundamental que se abre para o escoamento. Além da distância mais curta em relação aos produtores de grãos do Mato Grosso, Miritituba guarda outras vantagens em relação ao porto de Santarém. Seus terminais serão alcançados diretamente por um acesso de 30 quilômetros da rodovia Transamazônica (BR-230), que corta a BR-163.

Pesados investimentos

Os cálculos preliminares dão conta de que cerca de R$ 600 milhões deverão ser investidos nos terminais de Miritituba. Mais R$ 1,4 bilhão são calculados para compra de comboios de barcaças. Somente a Cargill, que tem um terminal de cargas em Santarém em operação há dez anos, investirá cerca de R$ 200 milhões no local. O plano é triplicar o volume de soja exportado pela empresa em Santarém, saltando de 1,9 milhão de toneladas para mais de 4 milhões de toneladas por ano. Essas informações são do Valor em reportagem de 2013.

Outros grupos

Que operam com cargas, postos de combustíveis e logística com presença em Rondônia estão aos poucos migrando para o Pará. A tendência é que nos próximos dois anos, tenhamos uma queda abrupta no tráfego de carretas para Rondônia. Com isso, as chances de investimentos na malha rodoviária serão cada vez menores. Até mesmo a tão sonhada pavimentação Porto Velho – Manaus deverá dar uma esfriada. Mas, mesmo que ela saia, o transporte terrestre de mercadorias é infinitamente mais barato feito pelos rios que pela rodovia.

Portanto

A bancada federal e o governo, além da Assembleia Legislativa, precisam trabalhar em um planejamento a curto e médio prazo para atrair empresas interessadas em investir no Estado e gerar empregos sólidos. O nosso grande gargalo atualmente é que o Estado é o grande empregador em Rondônia, e com ICMS e encargos nas alturas e a falta de mão de obra qualificada, fica praticamente impossível atrair investidores. E se o Estado reduzir os encargos e não atrair ninguém, a receita baixa e o problema se torna ainda maior. Passou da hora de tratar política com amadorismo e o tal do “deixa que depois eu faço”. Ou temos uma solução a curto e médio prazo, ou perderemos, mais uma vez, o bonde da história.

Café da manhã não pode ser determinado como “principal refeição do dia”

Apesar das antigas crenças e recomendações médicas generalizadas, o café da manhã não parece ter um papel importante na perda ponderal no final das contas, já que uma nova metanálise não revelou evidências de que tomar café da manhã reduza a ingestão calórica diária, e o ganho de peso não é maior entre as pessoas que pulam esta refeição. “Embora o café da manhã seja defendido como a refeição mais importante do dia na mídia desde 1917, há poucas evidências que embasem o desjejum como estratégia de perda ponderal, inclusive em adultos com sobrepeso ou obesidade”, concluíram os autores. “Esta revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados que estudaram a mudança do peso de adultos que tomam ou pulam o café da manhã não encontrou evidências para embasar a crença de que tomar café da manhã determine a perda ponderal ou que pular o desjejum leve a ganho de peso”, acrescentaram. Na metanálise, Katherine Sievert e colaboradores da School of Public Health and Preventive Medicine da Monash University, em Melbourne, Austrália, avaliaram dados de 13 ensaios clínicos randomizados, dentre os quais sete estudaram o efeito de tomar o café da manhã na mudança de peso (N = 486) e 10 avaliaram o efeito na ingestão de energia (N = 930). O estudo foi publicado em 30 de janeiro de 2019 no periódico BMJ. Embora houvesse alguma heterogeneidade entre os estudos, no geral a diferença de peso foi muito pequena, favorecendo os participantes que não tomaram café da manhã (diferença média = 0,44 kg). Enquanto isso, os estudos nos quais os participantes foram designados a fazer o desjejum mostraram que eles tiveram uma ingestão diária total de energia maior do que os participantes alocados para não fazê-lo (diferença média = 259,79 kcal/dia), contrariando as teorias que afirmam que pular o café da manhã leva a uma compensação ao longo do dia.

Regionais : Alô Marcos Rocha e bancada: nova rota para soja pode estagnar de vez a economia em RO
Enviado por alexandre em 18/02/2019 21:48:30

Miritituba vira o novo “queridinho” do transporte rodoviário e grandes grupos passam a investir no Pará e esquecem a “saída do Pacífico” e a hidrovia em Rondônia; e ainda, conta de energia elétrica não vai baixar

Não vai baixar

Apesar dos protestos indignados dos consumidores rondonienses a conta de energia não vai reduzir. Mas isso tem um forte motivo, não depende da empresa querer (não que queira), mas depende de um esforço conjunto entre Estado e União. O motivo é simples. Se tomarmos por base uma conta de R$ 82,97 40,97% de encargos sobre a distribuição (R$ 30,86), 21,19% de transmissão (R$ 15,97), 23,95% de encargos setoriais (R$ 18,05 – mais abaixo explico o que são eles), perdas do sistema, 12,77% (R$ 9,63) e 1,12% de tributos (R$ 0,85). O valor total dessa conta ai é de R$ 75,36 e a ele soma-se mais 17% (isso mesmo, dezessete) de ICMS do Estado, totalizando os R$ 88,17. Desse valor é retirado o PIS/PASEP 1,41% (R$ 1,06), e o Cofins 5,54% (R$ 4,18). Faltam R$ 0,04 que foram acrescidos pela empresa em algum arredondamento, para maior, é claro.

Pois bem

Com isso fica claro (desculpe o trocadilho) que não se trata de uma questão de “ter vontade” e sim de fazer um ajuste tributário em nível nacional. Até porque a Energisa está presente em 11 Estados e como vivemos em uma república federativa, se baixar para um, todos vão querer. Portanto, o caminho mais eloquente para esta situação não é ficar gritando em praça pública pela redução, e sim tentar ver qual o ente que está disposto a abrir mão de reduzir sua receita em prol da sociedade.

E o tal “encargo setorial?”

De acordo com a ANEEL, ele é composto dessa forma:

Conta de Desenvolvimento Energético – CDE;
Programa de Incentivo à Fontes Alternativas de Energia Elétrica – PROINFA;
Compensação Financeira pela Utilização de Recursos Hídricos – CFURH;
Encargos de Serviços do Sistema – ESS e de Energia de Reserva – EER;
Taxa de Fiscalização dos Serviços de Energia Elétrica – TFSEE;
Pesquisa e Desenvolvimento – P&D e Programa de Eficiência Energética – PEE; e
Contribuição ao Operador Nacional do Sistema – ONS

Vamos estagnar

Jair Bolsonaro foi eleito presidente, e junto com ele uma penca de políticos, incluindo o governador de Rondônia Marcos Rocha. Esperanças foram renovadas, mas principal problema do país ainda não foi resolvido e está longe de ser, o desemprego. Enquanto o governo bate cabeça com a reforma da previdência, que poderia ser adiada em prol de uma reforma ainda mais urgente, a tributária. É através dela que conseguiríamos, senão resolver, mas ao menos aquecer a economia. O cenário para Rondônia nos próximos anos é o pior possível, e ninguém da bancada federal está se mobilizando no sentido de impedir uma estagnação econômica sem precedentes no Estado, e eu explico.

Modal descobre Miritituba

Quem trabalha com setor de logística já está lá, incluindo as multinacionais e gigantes do transporte. Miritituba, distrito de Itaituba no Pará virou o novo “El Dorado” da logística. Grande parte da soja produzida no Mato Grosso está sendo escoada por lá. Mesmo com as dificuldades da rodovia 163, que deverá estar toda pavimentada até o final deste ano (duplicada inclusive), o transporte de soja por Rondônia deverá cair, e muito nos próximos meses.

No início deste mês

O ministro da Infraestrutura Tarcísio Gomes esteve por lá e se comprometeu a pavimentar o trecho Miritituba-Santarém até o fim deste ano, e colocar no pacote de privatização. O Grupo Maggi suspendeu os investimentos em Rondônia e está migrando para Miritituba, quem aliás “descobriu” essa nova rota foi Blairo Maggi que levou 70 carretas de soja na estrada ainda em 2013.

E qual a vantagem?

Em março do ano passado, a Hidrovias do Brasil iniciou oficialmente o transporte rodoviário entre Mato Grosso e Miritituba. O vilarejo, cravado na margem direita do Tapajós, fica a 300 km de distância ao sul de Santarém. Para o produtor, isso significa 300 km a menos de estrada para percorrer até chegar ao destino final da BR-163. Grandes cargueiros não conseguem subir até Miritituba, por causa da pouca profundidade do Tapajós nesse trecho do rio, mas as barcaças (chatas) conseguem carregar boa parte da produção, que passará então a descer até Santarém pela hidrovia do Tapajós. Cada comboio de barcaças pode transportar até 30 mil toneladas de grãos. Isso equivale a mais de 800 caminhões de grãos. Trata-se de mais uma rota fundamental que se abre para o escoamento. Além da distância mais curta em relação aos produtores de grãos do Mato Grosso, Miritituba guarda outras vantagens em relação ao porto de Santarém. Seus terminais serão alcançados diretamente por um acesso de 30 quilômetros da rodovia Transamazônica (BR-230), que corta a BR-163.

Pesados investimentos

Os cálculos preliminares dão conta de que cerca de R$ 600 milhões deverão ser investidos nos terminais de Miritituba. Mais R$ 1,4 bilhão são calculados para compra de comboios de barcaças. Somente a Cargill, que tem um terminal de cargas em Santarém em operação há dez anos, investirá cerca de R$ 200 milhões no local. O plano é triplicar o volume de soja exportado pela empresa em Santarém, saltando de 1,9 milhão de toneladas para mais de 4 milhões de toneladas por ano. Essas informações são do Valor em reportagem de 2013.

Outros grupos

Que operam com cargas, postos de combustíveis e logística com presença em Rondônia estão aos poucos migrando para o Pará. A tendência é que nos próximos dois anos, tenhamos uma queda abrupta no tráfego de carretas para Rondônia. Com isso, as chances de investimentos na malha rodoviária serão cada vez menores. Até mesmo a tão sonhada pavimentação Porto Velho – Manaus deverá dar uma esfriada. Mas, mesmo que ela saia, o transporte terrestre de mercadorias é infinitamente mais barato feito pelos rios que pela rodovia.

Portanto

A bancada federal e o governo, além da Assembleia Legislativa, precisam trabalhar em um planejamento a curto e médio prazo para atrair empresas interessadas em investir no Estado e gerar empregos sólidos. O nosso grande gargalo atualmente é que o Estado é o grande empregador em Rondônia, e com ICMS e encargos nas alturas e a falta de mão de obra qualificada, fica praticamente impossível atrair investidores. E se o Estado reduzir os encargos e não atrair ninguém, a receita baixa e o problema se torna ainda maior. Passou da hora de tratar política com amadorismo e o tal do “deixa que depois eu faço”. Ou temos uma solução a curto e médio prazo, ou perderemos, mais uma vez, o bonde da história.

Café da manhã não pode ser determinado como “principal refeição do dia”

Apesar das antigas crenças e recomendações médicas generalizadas, o café da manhã não parece ter um papel importante na perda ponderal no final das contas, já que uma nova metanálise não revelou evidências de que tomar café da manhã reduza a ingestão calórica diária, e o ganho de peso não é maior entre as pessoas que pulam esta refeição. “Embora o café da manhã seja defendido como a refeição mais importante do dia na mídia desde 1917, há poucas evidências que embasem o desjejum como estratégia de perda ponderal, inclusive em adultos com sobrepeso ou obesidade”, concluíram os autores. “Esta revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados que estudaram a mudança do peso de adultos que tomam ou pulam o café da manhã não encontrou evidências para embasar a crença de que tomar café da manhã determine a perda ponderal ou que pular o desjejum leve a ganho de peso”, acrescentaram. Na metanálise, Katherine Sievert e colaboradores da School of Public Health and Preventive Medicine da Monash University, em Melbourne, Austrália, avaliaram dados de 13 ensaios clínicos randomizados, dentre os quais sete estudaram o efeito de tomar o café da manhã na mudança de peso (N = 486) e 10 avaliaram o efeito na ingestão de energia (N = 930). O estudo foi publicado em 30 de janeiro de 2019 no periódico BMJ. Embora houvesse alguma heterogeneidade entre os estudos, no geral a diferença de peso foi muito pequena, favorecendo os participantes que não tomaram café da manhã (diferença média = 0,44 kg). Enquanto isso, os estudos nos quais os participantes foram designados a fazer o desjejum mostraram que eles tiveram uma ingestão diária total de energia maior do que os participantes alocados para não fazê-lo (diferença média = 259,79 kcal/dia), contrariando as teorias que afirmam que pular o café da manhã leva a uma compensação ao longo do dia.


POR ALAN ALEX

Regionais : Nanny Azevedo esbanja sensualidade em ensaio de lingerie de luxo. CONFIRA FOTOS
Enviado por alexandre em 18/02/2019 11:10:00


A modelo, dançarina e influenciadora digital Nanny Azevedo esbanja sensualidade e estampa nova coleção de lingeries de luxo da Vipagi

Nanny Azevedo ficou conhecida em todo o Brasil por suas participações como bailarina do Legendários e do do Domingão do Faustão, no quadro Ding Dong.

 

Agora como influenciadora digital, com mais de 440 mil seguidores, a modelo encanta na rede social ostentando boa forma e looks de moda fitness, praia e lingerie.


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Vídeo de Natacha Horana com bailarinas incendeia a internet. CONFIRA


A bailarina foi escolhida para estampar a nova coleção de lingeries de luxo da Vipagi, que traz uma proposta diferenciada de fashion underwear, exclusiva.

 

A estilista responsável pelas peças, Alessandra Chaves, falou sobre o conceito das peças usadas por Nanny: “O conjunto Preto é formado por um soutien sem bojo super confortável, modelo lenço, com strappy frontal e fio com detalhes estratégicos em fita de cetim. O robe longo em tule ultra glamoroso deixa o look ousado e sensual”.


Esbanjando sensualidade, a modelo realizou o ensaio em um ambiente luxuoso, cercado de requinte, que evidencia a proposta de uma lingerie glamourosa, mas ao mesmo tempo que flerta com a ousadia, a sensualidade e o bom gosto.

 

 

 

 

Fotos: Vipagi

 

 

 

 

Fotos: Reprodução

Regionais : Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis Ouro Preto do Oeste é declarada de utilidade pública
Enviado por alexandre em 18/02/2019 10:29:51

Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis Ouro Preto do Oeste é declarada de utilidade pública

Em sessão plenária, a Câmara municipal de vereadores de Ouro Preto do Oeste aprovou o Projeto de Lei, de autoria do vereador Bruno Brustolon, que declara de utilidade pública a Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis Ouro Preto do Oeste (COOCARMARPO). Conforme o texto aprovado, a Cooperativa é de prestação de serviço humanitário, sem finalidade lucrativa e de natureza privada. Com a declaração de utilidade pública, a Associação de Catadores poderá obter incentivos do Poder Público Municipal para sua manutenção. O projeto foi aprovado por unanimidade. 


De acordo com o vereador Bruno Brustolon, a Cooperativa tem por objetivo contratar serviços para seus associados em condições e preços convenientes, além de organizar o trabalho de coleta. Também fornece assistência aos associados, convênios e serviços jurídicos e sociais.

A COOCARMARPO é formada por 25 famílias que sobrevivem da coleta de material reciclável, os catadores levam o material para a sede da Cooperativa, e após selecionar o que pode ser aproveitado, o rejeito é levado para o Aterro Sanitário.

Após a aprovação do projeto o vereador Bruno Brustolon agradeceu ao seus pares e disse que a Casa de Leis estava cumprindo com o seu papel que é dar dignidade ao povo ouro-pretense e que os catadores fazem parte deste contexto socioeconômico do município. “Estamos na Câmara municipal exercendo o nosso dever de buscar dentro do princípio da legalidade formalizar leis que venha em prol da nossa comunidade e certamente os catadores estão inseridos dentro deste projeto que é a preservação do meio ambiente”, disse o vereador Bruno Brustolon que foi parabenizado pelos membros da COOCARMARPO.

 

Fonte: Alexandre Araujo/www.ouropretoonline.com

 

A importância social e ambiental do trabalho dos catadores

Catadores de materiais recicláveis são aqueles que, de sol a sol, buscam pelas ruas, latas e lixões, materiais que ainda podem ser aproveitados, ou reformados, ou reciclados industrialmente. É um trabalho árduo, insalubre, cheio de riscos, os próprios de quem anda sempre pelas ruas, os que derivam de contato com matérias contaminadas, os que derivam dos riscos físicos do peso que carregam puxando seus carrinhos, entre vários outros.

No entanto, esses trabalhadores, informais, são especialmente importantes para a redução da quantidade de lixo doméstico coletado nos municípios. Ou seja, este trabalho informal e extremamente pesado e perigoso ajuda substancialmente na redução dos gastos municipais com a coleta, transporte e disposição final do lixo gerado pela sua população. Só que não são pagos pelo município, só que não gozam de benefícios nem assistência. Só trabalham e sobrevivem. Este é um dos males, entre muitos, de uma sociedade injusta e profundamente desequilibrada em sua distribuição de renda.

Segundo , o setor da reciclagem brasileira movimenta R$ 12 bilhões ao ano, contra R$ 8 bilhões que são perdidos pelo encaminhamento de materiais recicláveis a aterros e lixões. Isso porque o serviço só está presente em 8% dos municípios brasileiros. Grande parte desse total passa pela mão de catadores, individuais ou organizados em cooperativa, uma parte dos quais são contratados pelas prefeituras dos municípios que reciclam organizadamente.

Catadores individuais, autônomos, não podem ser contratados pelo serviço público, benefício que atinge àquelas que estão filiados a uma cooperativa de coleta seletiva, na conformidade da lei federal 11.445/2007, que estabeleceu as diretrizes nacionais para o saneamento básico brasileiro. Mas, muitos catadores preferem se manter na situação insegura de serem autônomos visto que, quando numa cooperativa, seus ganhos se reduzem, apesar da segurança relativa que ganham.

O panorama de saúde dos catadores de recicláveis que foi objeto de um estudo pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP, realizado durante 2013, com 23 catadores autônomos da cidade de Ribeirão Preto, pela enfermeira Tanyse Galon, através de entrevista com roteiro direcionado e ajuda de fotografias, focando em seu cotidiano de trabalho e condições de saúde. Neste estudo foi levantada a ocorrência de problemas osteomusculares, derivadas das cargas físicas excessivas que os catadores transportam em seus carrinhos, de ansiedade e estresse, por conta das inseguranças trabalhistas e sociais às quais estão sujeitos, ferimentos e contaminações, por estarem expostos a materiais contaminados em lixões, aterros, sacos e latas de lixo e, de não menor importância, a complicações derivadas de acidentes de trabalho. Também ficou claro é que este grupo está inserido em um contexto de informalidade e invisibilidade social apesar de ser reconhecida, como importante para a sociedade, a sua contribuição efetiva na área da reciclagem e redução de lixo direcionado a aterros e lixões.

O grupo estudado reflete a realidade da classe, composta em sua maioria por adultos jovens com familiares dependentes financeiros e baixo nível educacional e uma certa porcentagem de idosos, que objetivam complementar sua aposentadoria.

Segundo apontou a pesquisa: “(os catadores) são expostos a materiais contaminados, como seringas, agulhas, cacos de vidro e resíduos hospitalares, que são as cargas biológicas. Além disso, quanto às mecânicas, ainda correm o risco de serem atropelados no trânsito ao carregarem seus carrinhos de mão pesados e não adaptados.”

Outra problemática importante que esta pesquisa ressalta é a questão da improvisação dos instrumentos de trabalho dos catadores. Normalmente estes usam carrinhos de mão, adaptados em bicicletas ou triciclos, ou mesmo puxado à força de tração humana, pois dado o pouco que recebem pela venda de materiais de reciclagem não têm disponibilidade real de comprar veículos motorizados ou mesmo de tração animal.

Nós entendemos que existe responsabilidade da sociedade, como um todo, na solução deste tipo de problema dos catadores, tanto do ponto de vista legal quanto de saúde pública. Menos como questão de assistência social, mais como questão de direito do trabalhador, a solução das exigências dos catadores, autônomos ou filiados em cooperativas, é a contrapartida social para o benefício ambiental que esta atividade nos traz. Questão de responsabilidade cidadã.

E, o que quer o catador? Quer respeito como trabalhadores que são, quer receber todos os direitos que lhe deveriam corresponder por exercerem uma atividade de grande benefício social e ambiental.

 

Fonte: novoeste.com