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Regionais : Estados adotam plataformas online para estudantes
Enviado por alexandre em 09/04/2020 08:24:47


Por G1

A suspensão de aulas para conter o avanço do novo coronavírus levou escolas e professores a se adaptarem e encontrarem formas de manter a aprendizagem dos alunos em tempos de pandemia.

Aulas pela TV e internet, já comuns na redes privadas de ensino, estão sendo implementadas também nas redes estaduais – um avanço que deverá permanecer e complementar a aprendizagem após o fim do isolamento social.

Um levantamento do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) aponta que até esta quarta-feira (8) ao menos 10 estados adotam exclusivamente plataformas online com conteúdo educativo para transmitir aulas neste período. Outros 3 transmitem aulas pela TV aberta. No Pará e no DF, há um misto das duas tecnologias.

Em meio ao avanço da pandemia, o governo federal determinou que as instituições de ensino estão isentas de cumprirem o mínimo de dias letivos, mas manteve a carga horária necessária para completar o ano de estudo. Uma das formas de atender esta previsão é adotar a educação a distância, seja pela TV, pela internet, ou ainda adaptando trabalhos escolares escritos para aqueles que não têm acesso à tecnologia.

"Não há dúvidas de que haverá perdas na aprendizagem, se comparado ao período normal, sem pandemia. Mas cabe o compromisso a cada secretaria de educação de pensar nesse retorno dos estudantes para resgatar o que foi perdido", afirma Cecilia Motta, presidente do Consed e secretária de educação do Mato Grosso do Sul.

"Nada substitui professor com o aluno na sala de aula. Com todo esforço, estamos falando em um momento de exceção e vamos fazer o melhor possível. A tecnologia veio para ficar, não vai parar depois [da pandemia], mas vai ser como um complemento, em reforço no contra turno escolar", afirma Rossieli Soares, ex-ministro da Educação e atual secretário da Educação de SP – o estado decretou férias escolares até o dia 20 de abril, mas já fecha parcerias para ter conteúdo na TV aberta e em plataformas online para ter alternativas caso o isolamento seja estendido.

Confira a íntegra aqui: Estados adotam plataformas online e aulas na TV aberta para ...


PE terá cartão-alimentação para alunos da rede pública

Por G1 - PE

O governo de Pernambuco anunciou a distribuição de um cartão-alimentação para cerca de 240 mil estudantes da rede pública estadual, durante o período de suspensão de aulas por causa da pandemia do novo coronavírus. O benefício, no valor de R$ 50, contempla alunos em situação de vulnerabilidade e que dependem da merenda fornecida pelas escolas, em todas as regiões do estado.

Esse valor tem previsão de ser repassado aos estudantes a partir do dia 20 de abril. No entanto, a partir da segunda-feira (13), é possível acessar o site Educação PE e fazer uma consulta para saber se têm direito ao benefício.

A iniciativa recebeu um investimento de R$ 12 milhões e tem como base os dados das famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), do governo federal. O valor de R$ 50 só pode ser utilizado em compras de produtos alimentícios, segundo o governo estadual.

"Chegamos a esse valor a partir de um trabalho feito pela equipe de Alimentação Escolar e Nutrição da Secretaria de Educação e Esportes. É um valor equivalente a alimentos que vão permitir a refeição para os estudantes durante um mês", afirmou o secretário Fred Amâncio, em coletiva de imprensa nesta quarta (8).



Instituto Chico Mendes: presidente está com Covid-19

Por Esttadão Conteúdo

O presidente do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), coronel Homero de Giorge Cerqueira, está com coronavírus. O Estado apurou que Cerqueira, que é ex-comandante da Polícia Militar Ambiental de São Paulo, soube de seu diagnóstico na semana passada.

Questionado sobre a situação de saúde de Cerqueira, o ICMBio e o Ministério do Meio Ambiente (MMA), que controla a autarquia, não comentaram o assunto até o horário de publicação desta reportagem.

Cerqueira assumiu o ICMBio em abril do ano passado, após ser chamado para comandar a autarquia pelo ministro do MMA, Ricardo Salles. Sua nomeação faz parte de um processo de militarização de postos de comando encampado por Salles.

Em um ano de gestão, Cerqueira nomeou diversos militares para ocuparem cargos de chefia de unidades de conservação ambiental, as quais são administradas pelo ICMBio.

Homero Cerqueira também esteve preocupado com as roupas de seus servidores. Em dezembro do ano passado, assinou uma portaria para proibir o uso de diversas peças de roupa por parte de servidores que atuam na sede do órgão, em Brasília. As regras, que valem para quem opte por não utilizar uniformes do instituto, vedam, em meio de portaria publicada em Diário Oficial, "o uso de calças jeans rasgadas, shorts, bermudas, roupas com transparências, miniblusas, microssaias, roupas decotadas, trajes de ginástica, calças de moletom e chinelos". Além dos servidores de carreira, as regras valem para prestadores de serviço, estagiários, consultores e bolsistas.

No ano passado, Cerqueira proibiu a realização de um manifesto por parte dos servidores nas comemorações dos 12 anos do órgão. Cerca de 100 servidores haviam ocupado o pátio da instituição para marcar a data. À frente do ICMBio, a principal função de Cerqueira hoje é dar andamento ao plano de concessão de unidades de conservação à iniciativa privada.

Regionais : Mandetta: "Saúde dialoga com tráfico e milícia"
Enviado por alexandre em 09/04/2020 08:23:13


O Globo

O Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, informou que o governo federal trabalha num plano piloto em uma comunidade para frear o avanço do doença em favelas do país. Ele disse que é preciso ter diálogo com tráfico e milícia em nome da saúde pública.

— Hoje, começamos o primeiro plano de manejo, e eu não vou dizer em qual comunidade, porque ali você tem que entender a cultura, a dinâmica. Entender que são áreas onde, muitas vezes, o Estado está ausente, onde quem manda é o tráfico, a milícia... Como que a gente constrói esta ponte em nome da vida? A saúde dialoga, sim, com o tráfico, com a milícia, porque eles também são seres humanos e também precisam colaborar, ajudar, participar. Então, neste momento, quando a gente faz este tipo de colocação, a gente deixa claro que todo mundo vai ajudar, fazer sua parte.

O prefeito Marcelo Crivella decretou na noite desta quarta-feira estado de calamidade na cidade, como noticiou o blog de Ancelmo Gois, observando que o município está impedido pela pandemia de cumprir “obrigações financeiras, orçamentárias e fiscais”. Estão confirmados seis casos de coronavírus, dois deles na Rocinha, onde os riscos parecem estar sendo ignorados pelos moradores esta semana. As ruas voltaram a ficar repletas de pessoas e lojas estão abertas. Os outros óbitos por coronavírus foram registrados em Vigário Geral (dois), Maré e Manguinhos.



Alcolumbre se voluntaria em estudo contra Covid-19

Por O Globo

Após pouco mais de duas semanas afastado do trabalho para se recuperar da infecção pelo novo coronavírus, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) será voluntário em um estudo sobre o tratamento da doença. O amapaense, que foi diagnosticado no dia 18 de março, voltou ao trabalho no início desta semana reforçando que não se trata de uma simples gripe e relatou ter vivido dias difíceis durante o isolamento.

Por ter se recuperado da doença e não ter sido entubado ou internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), Alcolumbre se enquadrou nos requisitos para doar plasma sanguíneo para ser usado no estudo que foi autorizado no fim da semana passada em um consórcio entre os hospitais Sírio-Libanês, Albert Einstein e o Hospital das Clínicas de São Paulo. Ele continuará a ser observado pelos médicos durante o estudo, especialmente para detectar possíveis sequelas nos pulmões, o que alguns pacientes recuperados apresentam.

O plasma, que é um componente do sangue que transporta os anticorpos que o corpo precisa para lutar contra infecções, será aplicado em pacientes com quadros graves da doença na expectativa de que eles se recuperem mais rapidamente. Nos Estados Unidos e na China, o tratamento experimental já começou e demonstrou eficiência no país asiático.

Confira a íntegra aqui: Curado do coronavírusAlcolumbre se voluntaria em estudo ...

Política : NO CONTROLE
Enviado por alexandre em 09/04/2020 08:22:02

Mourão e Ramos se irritam com ataques de bolsonaristas
Por Estadão Conteúdo

Os generais influentes do Palácio do Planalto se irritaram com especulações de que pretendem formar uma Junta Militar para limitar o presidente Jair Bolsonaro ao papel de "Rainha da Inglaterra" - no dicionário da política, uma figura sem poder de fato. As insinuações foram feitas, no final da semana passada, pela ala ideológica do governo, liderada pelo vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), o filho 02 do presidente, nas redes sociais.

A reação militar só veio na tarde desta quarta-feira. Em mensagens no Twitter, o vice-presidente Hamilton Mourão e o ministro Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, elevaram o tom. "Aos aventureiros de muitos costados que nesta hora de dificuldades pretendem inviabilizar o @govbr lembro que sou o Vice do Presidente @jairbolsonaro e que os paraquedistas andam sempre no mesmo passo", publicou Mourão. "O #Brasilvencerá o #COVID-19 como venceu todas as guerras de sua História", ressaltou o general. Na verdade, o Império Brasileiro não conseguiu vencer a Guerra da Cisplatina, em 1828, e teve que aceitar uma negociação internacional que garantiu a independência do Uruguai. A derrota ou empate, historiadores divergem, arruinou a popularidade de D. Pedro I e a economia brasileira.

Horas depois do Twitter de Mourão, foi a vez do general Ramos sair para o contra-ataque. "Só lembrando também que existem mais paraquedistas ao lado do nosso Pres Bolsonaro", escreveu no Twitter. Ele citou os ministros Augusto Heleno Ribeiro (Gabinete de Segurança Institucional) e Fernando Azevedo e Silva (Defesa) e o presidente dos Correios, Floriano Peixoto. "Paraquedistas são como águias, aves da mesma plumagem que voam juntas e enfrentam qualquer desafio! Vamos vencer o Covid-19." No Palácio, o que mais se ouviu foi o desbotado mantra de que "a tropa está unida" e "trabalhando pelo governo". "O presidente é Jair Bolsonaro e estamos aqui com ele e por causa do governo dele", disse à reportagem um interlocutor militar.

Os ataques aos generais pela ala ideológica, recorrentes desde o início do governo, foram reiniciados no dia 2 de abril. O primeiro alvo foi Mourão, que naquele dia se reuniu com governadores da Amazônia. Ele foi designado por Bolsonaro para presidir o Conselho da Amazônia. No dia seguinte, sexta-feira passada, ele foi bombardeado pela militância após o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), elogiá-lo e dizer que, se Bolsonaro entregar o governo para ele, o Brasil chegará em 2022 em melhores condições. Foi o suficiente para Carlos Bolsonaro perguntar no Twitter o que levava o vice-presidente a se reunir "com o maior opositor socialista do governo". Mourão ficou calado.

Na segunda-feira, um dos apoiadores de Bolsonaro chegou a dizer ao presidente, na portaria do Palácio da Alvorada, para ele não se tornar "Rainha da Inglaterra". Bolsonaro, não respondeu porque não ouviu ou porque preferiu fazer ouvido de mercador. Ele tinha outra batalha pela frente naquele dia. Precisava decidir se demitia o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que provoca ciúmes nele e nos filhos desde que começou a aparecer em coletivas para falar sobre o coronavírus.

Bolsonaro decidiu não demitir Mandetta, aceitando, assim, os conselhos justamente dos militares, especialmente do general Braga Netto, ministro-chefe da Casa Civil. A decisão realimentou a fúria do grupo de Carlos e da militância bolsonarista conta a "Junta Militar". A ala extremista não poupou nem mesmo o "interventor", como Braga Netto passou a ser tratado nas redes sociais. Por conta da polêmica com o ministro da Saúde, os generais do governo atuaram como bombeiros para tentar desfazer os imbróglios criados pela troca de farpas entre o presidente e Mandetta, e mantê-lo no governo. Neste momento, os generais avaliam que não é hora de aumentar as turbulências no Palácio e no País.



Após pronunciamento, JN diz que maioria apoia isolamento

Por Revista Forum

No ar logo após mais um pronunciamento em cadeia nacional do presidente Jair Bolsonaro em defesa do fim do isolamento, o Jornal Nacional desta quarta-feira (8) destacou que a maioria dos brasileiros apoia as medidas de restrição de circulação para conter a pandemia de coronavírus.

O telejornal da TV Globo mostrou uma pesquisa do Instituto Datafolha em que 76% dos entrevistados responderam que o mais importante neste momento é preservar a saúde das pessoas e manter o isolamento em casa, mesmo que isso prejudique a economia. Para 18%, a economia deve ser prioridade, com a retomada das atividades.

No segundo e terceiro blocos, o JN também destacou a importância do isolamento para combater a pandemia. Uma reportagem mostrou os resultados positivos das medidas em países da Europa e a entrada do Japão em quarentena. Na sequencia, amplo espaço para o ministro da Sáude, Henrique Mandetta, que defendeu a manutenção do isolamento em grandes centros urbanos, e uma iniciativa do governo de São Paulo, que rastreia celulares para conter aglomerações.

Política : NÃO DEU TEMPO
Enviado por alexandre em 09/04/2020 08:17:38

Aliança não consegue validar assinaturas a tempo
Por Revista Forum

A agremiação que Jair Bolsonaro tenta transformar em partido vai ter que esperar pelo menos mais um pleito eleitoral para se regularizar. Após romper com o PSL, o presidente vem tentando oficializar a Aliança Pelo Brasil, mas não conseguiu validar assinaturas a tempo para criar o partido e disputar as eleições municipais deste ano.

O prazo legal para que os partidos se registrem junto à Justiça Eleitoral terminou no último sábado (4) e, até esta data, a Aliança Pelo Brasil, apesar de todo a campanha, não conseguiu validar o número suficiente de assinaturas nos cartórios eleitorais.

De acordo Admar Gonzaga, secretário-geral da agremiação de Bolsonaro, foram coletadas mais de 1 milhão de assinaturas, mas apenas uma pequena parte delas chegou a ser validada. Para o registro do partido, é necessária a validação de 492 mil assinaturas distribuídas em nove estados – o que não ocorreu.

“Quem ficou sempre dizendo que nós estávamos em uma corrida contra o tempo foi a imprensa, não fomos nós. Nós nunca tivemos nessa corrida. Nunca tapeamos ninguém durante todo nosso procedimento até agora dizendo que estávamos nos preparando para disputar eleição municipal”, minimizou Gonzaga.

A esperança da Aliança Pelo Brasil, agora, é que a Justiça Eleitoral decida adiar o pleito municipal deste ano, marcado para outubro, devido à pandemia do novo coronavírus.


Bolsonaro a Datena: “Não é hora de derrubar presidente”

Por Revista Forum

O presidente Jair Bolsonaro falou pela primeira vez, ontem, sobre os panelaços que vêm sendo promovidos há mais de 20 dias, diariamente, contra ele.

Em entrevista ao apresentador José Luiz Datena, do Brasil Urgente, da Band, demonstrou que vem sentindo a pressão das manifestações contra o seu governo. Ele ainda deu uma senha, de maneira indireta, para que seus apoiadores promovam panelaços contra a rede Globo que, de acordo com ele, vem estimulando as mobilizações pela sua retirada do poder.

“Sempre vai ter gente que não gosta de mim. Se, porventura, alguém promover um panelaço contra uma emissora de televisão que tá todo dia me criticando, vai fazer um barulho enorme… Se eles continuarem estimulando isso.. Não é hora de derrubar presidente”, disparou.

“Cada família que cuide de seus idosos”

Na mesma conversa com Datena, que aconteceu simultaneamente à coletiva do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, Bolsonaro voltou a defender a reabertura do comércio, enquanto o ministro seguiu defendendo as medidas de isolamento social para a contenção da pandemia do coronavírus.

De acordo com o presidente, ele já tem um decreto pronto para determinar a reabertura das “atividades essenciais”. “Atividade essencial é toda aquela para um homem poder levar para a casa um prato de comida”, afirmou, adicionando que estuda ainda se vai baixar ou não o decreto.

Segundo Bolsonaro, não pode haver toque de recolher. Ele defendeu ainda que correr no calçadão não tem nada demais e que quem tem menos de 60 anos não tem com o que se preocupar.

“Tenho falado com o Osmar Terra, que entende muito de H1N1 e ele diz que com ou sem isolamento o número de óbitos será grande. Com relação aos mais velhos, que cada família cuide dos seus idosos, não pode transferir isso para o Estado”, disparou.

Política : O CENÁRIO
Enviado por alexandre em 09/04/2020 08:13:54

Saúde, economia e depressão

Sem atividade econômica, comércio parado, lojas fechadas e abandonadas, a sensação do cotidiano do nosso cotidiano é a de que estamos a passos largos em direção ao fundo do poço. Ninguém trabalha. Quando se cruzam os braços, o pão escasseia à mesa. Em casa onde falta o pão, todos brigam, ninguém tem razão, ouvi muito esse provérbio português da boca dos meus pais em Afogados da Ingazeira.

Mas nunca parei para refletir sobre sua extensão, que é muito mais ampla do que se possa imaginar. É fato que o provérbio remete a um desentendimento doméstico, mas nesta crise se aplica aos momentos de horror que vivemos. A saúde pública é fundamental. Salvar vidas, imprescindível. Quando se está em jogo a vida de todos nós, isso nos alivia, abre o horizonte da aposta na esperança.

A esperança de que vidas salvas, a economia se recupere mais à frente. O que nos leva também a uma outra reflexão é quanto ao timing disso tudo que nos assusta, dá pânico, tudo provocado pela depressão do isolamento. Isolar agora, para amanhã colher desse isolamento o proveito de uma vida mais próspera e melhor aproveitada diante de uma economia mundial plenamente recuperada.

Mas que a alma de todos nós está dolorida, não há dúvida. E quanto mais o tempo se encarrega em pintar o cenário do futuro assombroso, de cenas de medo e horror, mas vai se encarregando de mostrar que tudo pode ser pior do que se possa imaginar do ponto de vista do empobrecimento da população.

A caminho do fundo do poço, em apenas um dia, 22 milhões de brasileiros se cadastraram para ter direito a uma ajuda de R$ 600 individual e R$ 1,2 mil para família. O que impressiona é que essa grande maioria vive aos deus dará. Do total, quase a metade não tem conta corrente. O Brasil, na crise da pandemia do coronavírus está redesenhando esse quadro, com um fosso social mais agudo do que muitos especialistas em economia e catástrofes estão prevendo com declarações estarrecedoras na mídia.

Como funciona – Em relação ao programa social emergencial do Governo na crise da pandemia do coronavírus, com o pagamento dos R$ 600, a mulher que for mãe e chefe de família, e estiver dentro dos demais critérios, poderá receber R$ 1,2 mil (duas cotas) por mês. Na renda familiar, serão considerados todos os rendimentos obtidos por todos os membros que moram na mesma residência, exceto o dinheiro do Bolsa Família. Quem já recebe outro benefício que não seja o Bolsa Família (como seguro desemprego, aposentadoria) não terá direito ao auxílio emergencial.

Mais uma ajuda – O Governo liberou novos saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço de até R$ 1.045 de contas ativas e inativas. Os saques começarão em 15 de junho e vão até 31 de dezembro. Qualquer pessoa que tiver conta, ativa ou inativa poderá fazer o saque. Quanto ao calendário do saque, ainda não foi divulgado. Caberá à Caixa Econômica Federal definir os critérios e o cronograma dos novos saques. Mas o banco adiantou que a dinâmica será a mesma das demais liberações do FGTS: os saques serão feitos de acordo com o mês de nascimento do trabalhador.

Perguntar não ofende: O Governo terá caixa suficiente para bancar os R$ 600 da ajuda aos trabalhadores da informalidade até quando?


O vírus está nos ensinando: existe uma agenda comum a todos nós

 

Por: Aldo Ribeiro – Economista e progressista.

Talvez nem seja a hora de se fazer esse tipo de reflexão. Não, não é. A travessia no combate ao covid-19 ainda é longa e imprevisível. Portanto, fiquemos em casa. Mas, já podemos vislumbrar algumas observações gerais, pra que lá na frente, nos sirva de base pra aprofundamentos futuros.

Li por esses dias, que Cristiano Ronaldo será em poucos dias o 1º jogador de futebol a alcançar a marca de 1 bilhão de dólares em faturamento ao longo de sua vitoriosa carreira. Algo em torno de 5,2 bilhões de reais. Messi e Neymar, logo logo também alcançarão essa marca. Números surreais. Vindo pra um mundinho mais pé no chão, também li que o São Paulo cortou 50% dos salários dos atletas face a pandemia que assola o planeta. Num chute mais ou menos certeiro, vamos considerar que na média cada jogador do clube receba 300 mil reais a cada trinta dias. Passarão a receber 150 mil reais. Os jogadores chiaram. Isso também é surreal.

Agora vejam: as quinhentas pessoas mais ricas do mundo ganharam no ano passado a quantia estratosférica de 1,2 trilhões de dólares. O que dá mais de 6,2 trilhões de reais. Repito: somente em 2019.

Em contrapartida, ainda antes dessa pandemia, cerca 822 milhões de pessoas passavam fome no planeta. Mais de 322 milhões sofrem de depressão. 800 mil pessoas cometem suicídio todos anos. Vivemos num inferno, meus caros. O sistema condiciona sucesso a dinheiro e poder. Mas afinal de contas o que é sucesso? Uma Ferrari na garagem ou a paz de espírito do ser? Contemplar um pôr do sol, ou residir numa mansão com a miséria ao seu redor?

O vírus está nos mostrando que o sistema ao qual fomos talhados à tê-lo como referência, e o mais apto a mediar e harmonizar as relações econômicas e sociais, entre pessoas e povos, é canalhamente falho. Mostra sua face mais cruel, ainda que isso já ocorra há muito tempo. O vírus acelerou o processo de colapso desse sistema.  Acabou. Nada será como antes. Qual a solução? Um capitalismo de estado? É uma pergunta.

E aí, atentem: neoliberais na sua versão mais sacana, buscam lucros. Seus objetivos são traçados com e para esse objetivo. Aqui no Brasil, a coisa chega a ser uma patologia esquizofrênica. Me perdoem os pobres de direita que se acham classe média, mas Paulo Guedes é um tirano. Não tem empatia com pobre. Nem que você que ainda o defende. Seu maior protegido é o sistema financeiro. Os bancos. 1,2 trilhão de reais liberados pelo Banco Central sem pestanejar. E insisto, olha que coincidência: ele é banqueiro. Sua equipe é uma maioria quase que absoluta de banqueiros. Por outro lado, percebam a dificuldade que está sendo a liberação de recursos pra trabalhadores informais e mães solteiras. A proposta inicial eram míseros 200 reais. Some-se à isso, o quase nada que se fez pela preservação de empregos, e de pequenas e médias empresas. Elas correspondem a 52% dos empregos formais no Brasil, e 27% do PIB. Reforço: ideologizar a política econômica por birra ou orgulhinho ferido, poderá nos levar à uma quebradeira muito pior do que imaginamos. E você, pobre de direita, sofrerá as consequências. Nós sofreremos as consequências. Vejam só. No Chile, berço da política neoliberal na América Latina, o presidente Sebastián Pinera liberou um pacote de medidas que visam proteger pequenas e médias empresas, e preservar empregos. 4,7% do seu PIB. Isso no já longínquo 18/3. E aqui no Brasil? O que foi feito nesse sentido? Quanto do PIB foi utilizado? São respostas que você que chegou até aqui, e acredita em tudo que esse governo te fala, precisa buscar.

Sei que é inútil pedir-lhes esse exercício de reflexão. Ser bolsonarista à essa altura, é uma anomalia. Tipo ler algum artigo do Rui Galdino até o fim. Ou escutar as defesas rebuscadas, porém indefensáveis, do outro Rui. O do rádio. Mas acredite, nenhum ódio à político ou à qualquer partido, pode ser maior do que sua capacidade de enxergar as coisas como elas são. O que nos une nesse momento, é muito maior do que o que nos afasta. Outro mundo é possível.

Abraço à todos.

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