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Política : DE TER TEM!
Enviado por alexandre em 07/12/2021 08:05:02

"Não vou dizer que não tem corrupção", diz Bolsonaro
O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse, hoje, que não tem como saber se há corrupção na sua gestão. Ele deu a declaração no “cercadinho” do Palácio da Alvorada, onde para diariamente para atender parte da imprensa e de apoiadores do governo. As informações são do portal Poder 360.

Segundo o chefe do Estado, a amplitude do Executivo federal o impede de fiscalizar todos os setores. Disse, no entanto, que se houver suspeita de corrupção em dos braços do governo, esta será investigada. A fala foi uma resposta a um homem que afirmou ter entregado um pen drive na portaria do Alvorada, com uma suposta acusação de corrupção.

“Não vou dizer que no meu governo não tem corrupção. A gente não sabe o que acontece muitas das vezes. Se tiver qualquer problema no meu governo, a gente vai investigar isso. Eu não posso dar conta de mais de 20 mil servidores comissionados, mais ministérios com 300 mil funcionários. A grande maioria são pessoas honestas”, declarou Bolsonaro.

Congressistas e políticos da oposição reagiram à fala do presidente da República. Segundo eles, Bolsonaro mudou seu discurso em relação à corrupção governamental. Apontaram declarações anteriores do mandatário dizendo que não havia corrupção em sua administração, que a mesma teria acabado com tais crimes.


A nova UDN com Moro

Nome mais competitivo na viabilização da chamada terceira via presidencial em 2022, o ex-ministro Sérgio Moro, pré-candidato do Podemos ao Palácio do Planalto, pode se transformar como condutor da reedição no Brasil, 80 anos depois, da chamada UDN – União Democrática Nacional, movimento que teve seu início entre 1937 e 1945, contribuindo para o fim do Estado Novo.

Teve atuação destacada no Governo de Getúlio Vargas entre os anos de 1950-1954, ao qual fez uma contundente oposição. Além do antigetulismo, foram características marcantes da UDN a defesa do liberalismo e intervencionismo. Embora a frente política que formava a UDN fosse diversificada, era restrita basicamente à elite.

Faziam dela parte oligarquias que perderam poder e influência com a Revolução de 1930; antigos aliados de Getúlio que tinham sido alijados do poder; participantes do Estado Novo que se afastaram antes do fim desse período; grupos liberais com identificação regional e grupos de esquerda que buscavam oposição ao Governo de Vargas.

“Tem um cheiro forte de UDN no ar”, reproduziu, ontem, para este colunista, de Brasília, um conhecido marqueteiro que acompanha a cena nacional há muito tempo. Segundo ele, encabeçando a chapa pelo Podemos, Moro poderia atrair para uma aliança o PSDB, o União Brasil, resultado da fusão PSL-DEM, o Cidadania e, provavelmente, também o MDB.

A reedição da velha UDN para os dias atuais, juntando tantos partidos importantes de centro-direita e esquerda moderada, pode resultar numa chapa bastante competitiva. Fala-se, já, em alguns nomes que poderiam ser o candidato a vice na chapa de Moro, dentre eles o governador de São Paulo, João Doria, representante do PSDB, e os pernambucanos Luciano Bivar e Mendonça Filho, do União Brasil.

A UDN fez história. Um dos principais líderes foi Carlos Lacerda, fundando em 1949 o jornal Tribuna da Imprensa que se tornou símbolo da oposição a Vargas e plataforma para propostas udenistas. Neste periódico tinha repercussão os discursos veementes de Lacerda, marcando o debate crítico ao governo nacional. Esta rivalidade chegou ao ápice quando, na madrugada do dia 5 de agosto de 1954, Lacerda foi alvejado em Copacabana, no incidente conhecido como “Atentado da Rua Tonelero”, resultando na morte do major da Aeronáutica Rubens Florentino Vaz, responsável pela proteção do jornalista.

Lacerda afirmou que o então presidente teria ligação com o ocorrido, resultando em um grande golpe no governo de Vargas, que se suicidaria 19 dias depois. A morte de Getúlio reverteu a opinião pública que responsabilizou Lacerda, e consequentemente a UDN, pelo ocorrido.

O petróleo é nosso – Ao assumir o cargo de presidente após as eleições de 1950, Vargas sofreu uma forte campanha oposicionista patrocinada, sobretudo, pela UDN, principalmente no que diz respeito às políticas nacionalistas e trabalhistas. A rivalidade entre o grupo nacionalista - liderado por Vargas - e o grupo liberal – encabeçado pela UDN - se intensificou ainda mais devido à questão do petróleo. O primeiro grupo, com o slogan “O petróleo é nosso”, defendia que a exploração e também o refino do petróleo fossem feitos pela indústria brasileira.

Janaina Paschoal recomenda livro de Moro

A advogada e deputada estadual pelo PSL de São Paulo, Janaina Paschoal, escreveu, hoje, em seu Twitter, sobre o livro do ex-ministro Sérgio Moro (Podemos). Segundo a parlamentar, “a parte que resgata a era petista é essencial para que as pessoas não esqueçam o que não pode ser esquecido”. Janaina avaliou o livro como bom e recomendou a leitura. Confira!

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