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Brasil : RIO MADEIRA
Enviado por alexandre em 05/09/2021 01:09:50

Por que o rio Madeira tem este nome?

Um dos principais afluentes do rio Amazonas, o Madeira é considerado um rio 'jovem' e com curso ainda em formação


Um dos principais afluentes do rio Amazonas, o  rio Madeira  é considerado um rio "jovem" e com curso ainda em formação. Ele tem uma extensão de cerca de 3,3 mil quilômetros, nascendo na Cordilheira dos Andes, mas é no estado de Rondônia que ele se destaca, sendo um dos principais símbolos da capital, Porto Velho.

Mas e qual a origem deste nome, no mínimo curioso? O professor Waldemir Lima dos Santos, do curso de geografia da Universidade Federal do Acre (Ufac) explica que no período de verão ele inunda grandes áreas de planície vegetal, carreando troncos e restos de madeira em seu leito.

Na verdade, o rio só recebe o nome de Madeira no território brasileiro. Os indígenas, por exemplo, chamam o rio de Cuyari, que significa amor. Já pelos nativos, ele era conhecido como Iruri, o rio que treme.

Curiosidades

O Madeira possui a maior biodiversidade do mundo entre os rios já estudados. Mais de mil espécies de peixes, sendo 40 raros e desconhecidos, foram catalogados por pesquisadores durante estudos realizados para a construção da hidrelétrica Santo Antônio. Nele, são encontradas diversas espécies de peixes de grande porte como pirarara, dourada, jaús e piraíbas que chegam a ter dois metros de comprimento.

Há ainda diversas curiosidades históricas, entre elas, as primeiras expedições que foram realizadas nos séculos XVI e XVII, por espanhois e portugueses que desbravaram a Amazônia, os desafios para subir o rio repleto de trechos encachoeirados e os 445 mil achados arqueológicos como, por exemplo, os fragmentos cerâmicos de vasos, pedras que eram usadas como machadinhas, entre outras amostras históricas de sete sete mil anos atrás.


Você sabia que a poeira do deserto do Saara vem até a Amazônia?

Uma descoberta feita em 2019 aponta que aproximadamente 182.000 toneladas de poeira do Saara atravessam o oceano Atlântico até chegar à América. Ao todo, cerca de 2,7 milhões da poeira do deserto do Saara se instalam na bacia amazônica.

Um estudo da NASA feito pelo Goddard Space Flight Center mede a quantidade de areia que viaja pelo oceano Atlântico. Segundo os satélites da agência espacial, mais de 27 milhões de toneladas de areia viajam do Saara para a Amazônia a cada ano, com cerca de 22 mil toneladas de fósforo.

Para medir a formação química das substâncias na atmosfera da Amazônia, os pesquisadores usaram um instrumento óptico chamado Lidar. A certeza de que a poeira encontrada no local vem do Saara e não de um terreno próximo é dada pela sua composição química, mais especificamente pela presença e proporção de alguns elementos como alumínio, manganês, ferro e silício.

O que não esperava é que beneficiaria a Amazônia, já que 0,8% correspondem a um nutriente responsável pela nutrição das plantas. Essa quantidade de fósforo, de acordo com o estudo, é suficiente para suprir as necessidades nutricionais que a floresta amazônica perde com as fortes chuvas e inundações na região: "Todo o ecossistema da Amazônia depende do pó do Saara para reabastecer suas reservas de nutrientes perdidos", afirmou o coordenador do estudo, Dr. Hongbin Yu, que coletou dados entre 2007 e 2013. 

Foto: Reprodução

 Essa ligação do Saara e a Amazônia beneficia não apenas na nutrição, mas é responsável pela maior parte das chuvas torrenciais que se formam na região.

Os núcleos de condensação são parte da nuvem em que o vapor de água condensa, são formados, entre outros elementos, por partículas em suspensão no ar, como a poeira.No caso da floresta amazônica, uma parcela desses aerossóis é proveniente do Saara.

Um grupo de pesquisadores reunindo Brasil, Estados Unidos e Alemanha, que desenvolvem a mais de uma década, levando a descoberta que a poeira do deserto ajuda a formar nuvens sobre a Amazônia Central (onde se localiza Manaus).

Foto: Reprodução/ NASA

Para testar essa hipótese, os pesquisadores realizaram experimentos em laboratório, onde parte das partículas coletadas na torre ATTO foi injetada em uma câmara, na qual é possível simular a formação das nuvens convectivas (nuvens com grande altitudes verticais), reproduzindo as condições da atmosfera e até 18 km acima do solo, onde prevalecem as baixas pressões e temperaturas (até 70º negativos).

Em 2015, a Nasa, a agência espacial americana, divulgou um estudo segundo o qual todos os anos o deserto envia, junto com o pó, 22 mil toneladas de fósforo, nutriente encontrado em fertilizantes comerciais e essencial para o crescimento da floresta. É quase a mesma quantidade que a mata produz, com a decomposição das árvores caídas e, em seguida, perde com as chuvas e inundações. 

Segundo o levantamento da Nasa, todos os anos 182 milhões de toneladas de poeira, mais ou menos o equivalente a 690 mil caminhões de areia saem do Saara para as Américas do Sul e Central. Desse total, cerca de 28 milhões de toneladas (cerca de 105 mil caminhões) caem na Bacia Amazônica, e, junto com elas, o fósforo.

Confira o vídeo ilustrativo produzido pela Nasa:https://portalamazonia.com/amazonia/voce-sabia-que-a-poeira-do-deserto-do-saara-vem-ate-a-amazonia

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