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Brasil : JOGO POLITICO
Enviado por alexandre em 19/06/2010 09:55:54



Barganhar, verbo fácil de conjugar em época de eleições no meio político

Apesar das regras impostos pela legislação eleitoral, o que se tem mais noticiado nesse período que antecede as eleições, são as negociatas que envolvem todo tipo de conchavo.

Partidos são cooptados, prefeitos e lideranças são atraídos em troca de promessas e de benesses. Se utilizam de mancomunação, artimanhas e de artifícios que possam viabilizar o sucesso nas urnas.

Não importam os meios desde que os objetivos sejam alcançados.

Tudo que se faz é na surdina, na calada na noite. Para se obter apoio usam-se métodos não republicanos. A palavra de ordem é a barganha. Dou o voto mas em troca quero cargos e dinheiro para “gastar” na campanha e fim de papo. Geralmente é assim.

A “lei de Gerson” que prega que é dando que se recebe já virou há muito tempo uma prática corriqueira no período eleitoral. O político inescrupuloso não se preocupa mais com os problemas do seu município, com a sua comunidade; o que lhe interessa, nesse momento, é conquistar o máximo que puder para si ou para seus apaniguados. Não importa de onde venham os recursos tanto faz ser público como privado. O importante é sair o lucro.

A incoerência e os atos desairosos não constrangem ninguém. Tanto faz! O que interessa ao corrupto e também ao corruptor é que os seus objetivos sejam viabilizados, mesmo que para isso, o resto da população sofra as consequências.

Tanto é assim, que passada a eleição, o vitorioso não tem nenhuma obrigação com esse ou aquele município, pois, geralmente, passa na cara do prefeito ou da liderança política, que não adianta lhe impor qualquer pedido, pois, quem vende voto, não tem o direito a exigir e nem tão pouco reclamar.

Fica agachado, humilhado e tem de se conformar com as sobras e migalhas oferecidas.

O pior de tudo é que o eleitor sabe muito bem como isso funciona, mas não leva a serio e, não se convence, que é ele o mais prejudicado. É ele e a sua família que irão sofrer com as consequências, com a falta de investimentos nos setores primordiais como a saúde, educação e segurança. Vai lhe faltar infraestrutura, estradas, abastecimento d'água, etc.

Isso irá lhe ocorrer, simplesmente, porque o seu voto foi vendido por aquele que se julga dono desse voto. Por aquele desprovido de espírito público. Agora, sofra as consequências!

Enquanto o cidadão não aprender a votar consciente, essa prática persistirá e o governante, aquele que se encontra com o poder e a caneta na mão, sempre levará vantagem, mesmo que seja às custas do sofrimento de muita gente espalhadas pelos sertões, agrestes, brejos e cariris.

Em ano eleitoral é assim mesmo. Vale tudo! O que importa é ganhar o resto que se “expluda”, diria Justo Veríssimo diante desse quadro.

Autor Chico Pinto jornalista radicado em João Pessoa/PB

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