Transposição do Velho Chico: Obra de vários pais e milhões de filhos - Mais Notícias - Notícias
Mais Notícias : Transposição do Velho Chico: Obra de vários pais e milhões de filhos
Enviado por alexandre em 28/06/2020 13:36:36


Depois de 13 anos em obras, o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), inaugurou a chegada da água da transposição do Rio São Francisco ao reservatório de Jati, o primeiro do Ceará. O empreendimento é a maior obra hídrica realizada no Nordeste desde a década de 70 do século passado. “Estou feliz de trazer água para quem precisa. É uma novela que está chegando ao fim”, disse Jair Bolsonaro, em entrevista, depois de acionar o botão que encheria o açude. Quer dizer, a “novela” ainda não terminou e incluiu também pequenas inaugurações dos três últimos presidentes do País: Michel Temer (MDB), Dilma Rousseff (PT) e Lula (PT). E, assim como a de hoje, nenhuma delas celebrou o término da obra. Ainda faltam 2,5% a serem concluídos no Eixo Norte, um dos dois canais do empreendimento, que capta a água na margem do São Francisco em Pernambuco e vai levá-la também para a Paraíba e o Rio Grande do Norte, além dos Estados já citados.

“Todos querem ser pai, mãe, ou padrinho da Transposição do São Francisco. É uma obra estruturadora que tem um apelo político de cunho eleitoral muito forte, pois leva água pra uma região e municípios que têm dificuldade de obtê-la”, resume o professor associado do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Ernani Carvalho. E complementa: “A transposição teve um ecumenismo de inaugurações para todos os gostos, partidos e ideologias”.

O lado bom, segundo Ernani, é que o Brasil está ultrapassando aquela tradição de abandonar uma obra porque foi iniciada por um grupo político que não é o meu. “Isso é um avanço no País. E, mesmo com as crises econômicas que ocorreram nos últimos cinco anos, todos os presidentes fizeram questão de dizer que estavam liberando recursos para a transposição”, comenta o professor.

A secretária de Recursos Hídricos de Pernambuco, Fernandha Batista, compartilha da mesma opinião que o cientista político. “É uma obra que tem muitos pais e mães. Mas a maior luta é dar continuidade aos projetos complementares. O acesso à água é um dos principais elementos de redução da desigualdade. E o Agreste virou Sertão”, comenta. Continue lendo

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