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Policial : DESTAQUE
Enviado por alexandre em 27/06/2020 22:03:06

PF recebe prêmio internacional por identificação de autores de roubo cinematográfico

A Polícia Federal tem a satisfação de divulgar que o trabalho realizado na identificação dos responsáveis pelo roubo transnacional à empresa de segurança localizada em Ciudad del Este – Paraguai, em abril de 2017, foi anunciado como o vencedor do Prêmio DNA – Sucesso do Ano 2020 (“DNA – Hits of the Year 2020”), promovido pela Gordon Thomas Honeywell – Governmental Affairs dos Estados Unidos da América.

O Diretor-Geral da PF, Rolando Alexandre de Souza, expressou sua alegria com a conquista: “A solução do caso do assalto à transportadora de valores ocorrido no Paraguai (conhecido na imprensa mundial como “O Roubo do Século”) destaca o valor dos bancos de dados de DNA do Brasil para resolver crimes. O Banco Nacional de Perfis Genéticos está se expandindo rapidamente. Isso terá um impacto significativo na solução do crime e tornará nossa sociedade mais segura. ”
“Ser reconhecido como o DNA Hit of the Year é um grande privilégio e uma honra. Tenho orgulho dos homens e mulheres de nossa força policial que trabalharam muito para coletar e analisar o DNA, para ajudar a levar os criminosos responsáveis por esse crime à justiça. ”

Nos últimos dois anos, o Brasil tem desenvolvido um sólido projeto de expansão dos bancos de perfis genéticos, passando a priorizar tal método para solucionar crimes e identificar criminosos violentos. Durante esse período, um financiamento significativo do governo foi alocado para expandir os laboratórios de DNA, nos âmbitos estaduais e federal.

Um juri composto por sete especialistas, com experiência em DNA forense e segurança pública, selecionou o caso “Roubo do Século”, entre 50 casos apresentados em 20 países. Esse reconhecimento internacional foi concedido ao Brasil devido ao grande número de análises genéticas realizadas nesse caso e à capacidade do DNA de identificar membros de organizações criminosas violentas. “O caso do Brasil se destacou por causa da enorme quantidade de evidências de DNA processadas nesse caso único”, disse o juiz Walther Parson, professor do Instituto de Medicina Legal da Universidade de Medicina, localizado em Innsbruck, na Áustria. O painel de juízes também elogiou o caso brasileiro devido às ações recentes do Brasil para aprimorar o uso de DNA forense. “O Brasil tomou recentemente a importante decisão de expandir seu programa de banco de dados de DNA. Essa expansão fará com que muitos outros crimes sejam resolvidos no Brasil e contribuirá para a redução geral da violência e do crime organizado na América Latina ”, afirmou Parson.

O Gordon Thomas Honeywell – Governmental Affairs, intituição que promove anualmente o Prêmio é um grupo que oferece serviços abrangentes de consultoria profissional, incluindo assuntos governamentais, pesquisas, consultoria estratégica e gerenciamento de associações, prestando serviços a diversos níveis de governo – local, estadual, federal e estrangeiro.

 

Fonte: Comunicação Social da PF



Policiais Federais são contra a divisão do Ministério da Justiça e Segurança Pública

Pesquisa realizada entre os sindicalizados revela que maioria não vê benefícios nem para a segurança e nem para a corporação.

Mais da metade dos policiais federais são contrários à divisão do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Eles acreditam que os custos seriam altos demais e que a mudança não seria suficiente para reduzir os índices de criminalidade. Também não creem que a cisão fosse facilitar a construção da Lei Orgânica da Polícia Federal, emperrada há mais de trinta anos no Congresso Nacional. E duvidam que os problemas da categoria fossem diminuir caso surgisse uma nova Pasta na Esplanada. Porém, se o Ministério for mesmo dividido, a categoria espera que, ao menos, a Polícia Federal fique sob o guarda-chuva da Justiça e não da Segurança Pública.

Esses são os resultados de uma pesquisa realizada pela Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) entre os últimos dias 10 e 22. Cinco perguntas foram feitas aos associados da entidade via e-mail.

Nada menos que 57,52% do total de votantes se manifestaram contrários à divisão da Pasta e 61,65% acreditam que os custos e as dificuldades de logística para a implementação do Ministério da Segurança Pública não compensariam. Outros 61,87% acham que o eventual novo ministério não ajudaria a resolver nem os problemas da categoria nem reduziriam os índices de criminalidade.

Sobre se a proposta seria útil para desemperrar a tramitação da Lei Orgânica da Polícia Federal, que está há mais de trinta anos no Congresso Nacional, 56,20% dos votantes duvidam que uma Pasta a mais na Esplanada possa contribuir de alguma forma. Porém, se a ideia de retomar a formatação de governos anteriores vingar, os Policiais Federais preferem ficar sob o guarda-chuva do Ministério da Justiça. Essa é a alternativa apontada por 60,78% dos votantes.

O presidente da Fenapef, Luis Antônio Boudens, disse que os resultados não surpreendem. Ele avaliou os posicionamentos como prova de maturidade da categoria em relação ao tema. “Há uma preocupação com a divisão em si por conta da repercussão financeira e estrutural que a criação de uma nova Pasta demanda”, observou. Ainda segundo Boudens, a defesa da manutenção da PF na estrutura do Ministério da Justiça é uma forma de mostrar que os federais buscam a estabilidade dos trabalhos que estão sendo desenvolvidos.

 

Fonte: Comunicação Fenapef

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