Militares pressionam Bolsonaro para tirar Pazuello da linha de frente da Saúde - Regionais - Notícias
Regionais : Militares pressionam Bolsonaro para tirar Pazuello da linha de frente da Saúde
Enviado por alexandre em 22/05/2020 09:42:38


General Villas Bôas (esquerda) é assessor especial da Presidência e costuma aconselhar

A manutenção de um ministro que não é médico no comando do Ministério da Saúde, o general Eduardo Pazuello, tem incomodado militares da ativa e também da cúpula palaciana próxima a Jair Bolsonaro. O episódio não ocorreu nem na ditadura militar. Enquanto o presidente diz que o interino “vai ficar um bom tempo” no cargo, o núcleo duro do mandatário no Palácio do Planalto o pressiona por uma rápida substituição. 

Conforme relatos feitos entre a quarta (20) e quinta-feira (21) por interlocutores palacianos e das Forças Armadas, o temor é que os problemas relativos ao combate à pandemia de covid-19 fiquem “colados” na imagem dos militares. 

As inquietações têm sido levadas a Bolsonaro pelo ex-comandante do Exército general Eduardo Villas Bôas, hoje assessor especial da Presidência, e pelo ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno. Os dois estão entre as pessoas que o mandatário mais costuma ouvir, sem considerar a ala radical, liderada pelos filhos. 

Pazuello, que assumiu o cargo interinamente após o pedido de demissão de Nelson Teich na última sexta-feira (15), enfrenta o pior momento da pandemia no Brasil. Foi justamente nesta semana que o País atingiu duas vezes a marca de mais de mil mortos em um dia – na terça-feira (19), com 1.179 registros em 24 horas e nesta quinta-feira (21), com 1.188 óbitos. Há ainda o peso da ampliação de uso da cloroquina, cuja eficácia não está comprovada cientificamente. 

O novo protocolo para a medicação foi uma cobrança do presidente Jair Bolsonaro implementado prontamente pelo general Pazuello. Na segunda-feira (18), ele levou um primeiro esboço a Bolsonaro. Na terça, os dois voltaram a se encontrar e discutiram novamente. Na manhã de quarta, por fim, o desejo de Bolsonaro foi publicado. Continue lendo



O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pediu, durante transmissão ao vivo nas redes sociais realizada nesta quinta-feira (21), ao ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, que não libere a íntegra do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril.

O encontro foi mencionado pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro como prova de que o presidente Jair Bolsonaro havia tentado interferir na Polícia Federal, o que resultou na abertura de um inquérito na Suprema Corte para apurar suposta interferência do presidente na corporação.

O decano Celso de Mello recebeu a gravação na segunda-feira (18) e deve decidir até o fim desta semana se torna público todo o conteúdo do vídeo ou apenas os trechos que fazem referência explícita ao inquérito.

“Eu tô adiantando a decisão do ministro Celso de Mello: não tem nada, nenhum indício de que porventura eu interferi na Polícia Federal naquelas duas horas de fita. Agora, só peço: não divulga a fita toda. Tem questões reservadas, tem particularidades ali. O resto, o que eu falei, tem dois pedacinhos de 15 segundos que eu falei de política externa que não pode divulgar. O resto, divulga. Tem bastante palavrão, tá? Peço pro pessoal não assistir, é uma reunião reservada. Se o ministro resolver divulgar, vou cumprir a decisão judicial, tá certo?”, disse Bolsonaro durante a transmissão.

O presidente arriscou ainda que, na decisão, Celso de Mello “vai dizer que não houve uma palavra falando em Polícia Federal, nem mexer na Superintendência do Rio de Janeiro, de outros estados”. “Tem um dado momento que eu critico a inteligência da Polícia Federal, das três Forças Armadas e também uma pequena crítica à Abin”, acrescentou. Continue lendo

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