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Justiça : BEIÇOLA
Enviado por alexandre em 29/11/2019 09:22:21

Gilmar Mendes troca as bolas

No afã de atacar a Lava Jato, Gilmar Mendes confundiu alhos com bugalhos durante seu voto, ontem, sobre o compartilhamento de dados da Receita e UIF com o Ministério Público.

Em dado momento, disse que “recentemente foi demitido o procurador-geral da Suíça, por envolvimento, por irregularidades cometidas na investigação da Fifa e também investigações feitas em relação à Lava Jato no Brasil”.

Não é fato.

Em setembro, Michael Lauber, no cargo desde 2012, foi reeleito pela segunda vez, para um mandato de mais dois anos.

No processo de recondução, parlamentares chegaram a questionar reuniões extraoficiais que ele teve em 2016 e 2017 com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, investigado pelo MP suíço.

Não houve nenhum questionamento em relação à atuação de Lauber na Lava Jato. Ao contrário, foi ele o responsável pelo bloqueio de US$ 1 bilhão desviados para os bancos da Suíça.


O APERITIVO DE LAVA TOGA
Enfim, o combate à corrupção avança no território inexplorado do Judiciário

Caro leitor,

A Lava Jato colocou atrás das grades dois ex-presidente da República, um ex-presidente da Câmara, ex-governador, ex-parlamentares poderosos, um senador em pleno mandato…

Nenhum juiz.

Não à toa, o Judiciário é visto como um território (ainda) não explorado na luta contra a corrupção.

Há sinais consistentes, porém, de que a fronteira foi rompida.

Apuração exclusiva dos repórteres Fabio Leite e Fabio Serapião revela detalhes dos casos em que o combate à corrupção no Judiciário avança:

A face mais visível disso são duas operações da PF: Appius e Faroeste.

Ambas as operações investigam suspeitas de crimes semelhantes: um grande empresário interessado em decisões judiciais favoráveis, um juiz disposto a conceder tais veredictos e, entre eles, escritórios de advocacia construindo acordos escusos.

O caso investigado pela operação Appius é emblemático desse arranjo.

O juiz supostamente interessado em conceder a sentença favorável era ninguém menos do que César Asfor Rocha, então presidente do STJ, a segunda mais alta corte do país.

A intermediação teria ficado por conta do próprio filho de Asfor Rocha, Caio César Rocha.

A grande empresa interessada na decisão judicial favorável é a Camargo Correa, que teria pago R$ 5 milhões para que Asfor Rocha anulasse a operação Castelo de Areia — que apurava o pagamento de propina a políticos.

Os investigadores apuram ainda a participação na negociata de ex-ministro lulista Márcio Thomaz Bastos, morto em 2014.

Leia um trecho da reportagem:

Asfor paralisou a Castelo de Areia no dia 14 de janeiro de 2010, em pleno recesso forense, concedendo uma liminar inédita a pedido da defesa da Camargo, coordenada por Thomaz Bastos. O argumento foi não ser possível autorizar grampos telefônicos em uma investigação baseada apenas em uma denuncia anônima. Quinze dias depois, ele indeferiu um pedido semelhante feito por advogados de funcionários do Incra e despachantes do Mato Grosso acusados de corrupção…

A Lava Jato paulista suspeita que Caio Rocha tenha sido o operador do pai enquanto Asfor esteve no STJ. O filho é sócio de oito das noves empresas da família que tiveram o sigilo bancário e fiscal quebrado pela Justiça Federal, conforme revelou Crusoé. Uma das empresas de administração de bens, a CCVR Participações, foi aberta em dezembro de 2010 e hoje acumula capital de 26 milhões de reais…

A reportagem dá detalhes dos negócios suspeitos.

E também da venda milionária de sentenças apurada pela operação Faroeste.

É um aperitivo de Lava Toga.

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Crusoé é uma revista direita e de direita.

Não se trata de um trocadilho gratuito.

Num país em que os mais torpes argumentos são usados para escamotear o assalto aos cofres públicos…

fazer uma revista direita significa ser intransigente com os malfeitos, com a corrupção, o conchavo, o toma-lá-dá-cá, a incompetência…

Significa repudiar a velha política, aquela que foi derrotada em 2018 nas urnas.

Os representantes dessas práticas não têm colher de chá na Crusoé. Vale para Lula, para o PT, para o Renan…

Ser uma revista de direita significa, principalmente, defender valores e ações como:

  • A Democracia Representativa, em que os políticos legitimamente eleitos agem em nome do eleitor e são por ele fiscalizados. Nada de comitês e afins, dominados por partidários dos poderosos, como quer a esquerda;
  • A Livre Iniciativa, o direito dos cidadãos de se associarem livremente para aproveitar oportunidades e solucionar desafios contemporâneos, gerando negócios e riqueza. Governos não induzem prosperidade: quem o faz são os cidadãos empreendedores e as empresas, cabendo ao Estado estabelecer regras claras. Ou seja, nada do Estado gigante que controla tudo e nada entrega, como prega a esquerda;
  • A Liberdade de Expressão e de Acesso à Informação, o que inclui a liberdade da imprensa de revelar ao público o que os poderosos gostariam de esconder. Foi assim que o Brasil afastou do poder uma presidente que arruinou as finanças e colocou atrás das grades um ex-presidente corrupto que lavava dinheiro. “Controle social da mídia”, como pregam o PT e seus satélites, nada mais é do que uma ferramenta para intimidar e calar a imprensa que não se ajoelha diante do poder.
  • O Jornalismo Independente. Repetimos: a Crusoé, assim como O Antagonista, não aceita dinheiro de qualquer órgão público ou empresa estatal. Não há negociação nesse ponto. Mario Sabino costuma dizer que a publicidade estatal tem funcionado como um “mensalão”, por meio do qual governistas de plantão compram apoio de “jornalistas”. A prática aniquila o poder de fiscalização da imprensa sobre o governo. É um tiro na democracia. Foi assim nos governos petistas, que se associaram a blogs sujos. Que isso nunca mais se repita.

A Crusoé é, portanto, uma revista que tem coragem de admitir sua posição.

Mas isso não significa dar paz aos políticos de direita.

O atual governo já demonstrou que tem a pauta certa para modernizar o Brasil: uma profunda reforma econômica (que inclui a previdenciária) e uma intransigente política de combate ao crime.

A população felizmente concedeu um mandato a Jair Bolsonaro para que ele implemente essas mudanças.

Mas o presidente não tem uma carta em branco.

É preciso fiscalizar seu governo, e nós o fazemos.

É preciso um jornalismo independente para fiscalizar os poderosos e impedir que eles façam o que bem entendem com o dinheiro do imposto que você paga. 

Temos a equipe mais preparada para essa tarefa.

Na linha de frente, está Rodrigo Rangel, editor-executivo da revista Veja em Brasília até o início de 2018.

Rodrigo possui três prêmios Esso e foi autor de algumas das reportagens mais impactantes sobre a Operação Lava Jato.

Com seu rigor jornalístico, suas reportagens contribuíram para colocar na cadeia o ex-ministro José Dirceu, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, o ex-governador do Rio Sérgio Cabral, o ex-presidente Lula e muitos outros políticos corruptos.

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Em pouco mais de 1 ano, a Crusoé conquistou mais de 75.000 assinantes.

A Revista Crusoé está pronta para denunciar o que for preciso, sempre em benefício de seus leitores.

Como a reportagem que jogou luz sobre a vida luxuosa dos filhos de Lula (confira a capa abaixo). Os negócios da prole do presidente preso por corrupção e lavagem de dinheiro foram tema de uma extensa matéria logo na edição de estreia da revista.

Outra a matéria revelou ao Brasil que uma das linhas de investigação da Polícia Federal sobre o atentado a Jair Bolsonaro apontava para o Primeiro Comando da Capital, a maior facção criminosa do país (capa abaixo). Advogados que defenderam Adélio Bispo de Oliveira, o autor da facada em Bolsonaro, ficaram sob a lupa das autoridades.

E mais:

  • revelamos que o então presidente da Petrobras, Pedro Parente, mantinha sociedade com empresas que tinham negócios com a estatal (capa abaixo). Dias depois da revelação, Parente deixou a estatal;

  • revelamos que a PF reunira indícios de que a petista Gleisi Hoffmann havia recebido R$ 5,3 milhões em recursos ilegais (capa abaixo);

  • também revelamos um plano de Cuba para ajudar Dilma a se reeleger em 2014 (capa abaixo). O plano teve a participação ativa dos profissionais cubanos do programa Mais Médicos, que atuavam como cabos eleitorais da petista.

Você quer que esses políticos sejam fiscalizados?

Você quer saber o que é feito às escondidas?

A melhor forma de brigar por tudo isso é acompanhar diariamente um jornalismo independente e sem rabo preso com políticos e governos.

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