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Justiça : GILMAR COM MEDO
Enviado por alexandre em 14/06/2019 09:25:16

Invasão de celulares é condenada por Gilmar Mendes
Depois de atacar duramente a Lava Jato nos últimos dias, o ministro Gilmar Mendes finalmente resolveu criticar o crime de invasão do celular de Deltan Dallagnol e roubo de mensagens privadas trocadas com Sergio Moro e integrantes da força-tarefa.
“Isso precisa ser investigado, independentemente de quem se tratasse, são autoridades. E claro, acho que todos nós devemos nos preocupar com essa questão da segurança. De fato, é preciso tomar providências em relação a isso, isso é extremamente sério”, disse a O Antagonista.
O ministro parece ciente do risco de hackers invadirem também sistemas internos dos tribunais, nos quais juízes elaboram votos.
“Veja o tumulto que pode ocasionar uma invasão nessa área. Nós preparamos votos também no sistema, mas muitas vezes deixamos votos em elaboração e podemos mudar esse voto. Imagine o hackeamento ou a violação no meio da preparação de um voto. Isso pode ter resultados trágicos, passa a ter valor de mercado. Isso é muito grave.”
Em anos recentes, Gilmar foi flagrado em conversas com investigados da Justiça, como Aécio Neves e Silval Barbosa. Em 2008, um grampo ilegal captou diálogo entre o ministro e o então senador Demóstenes Torres.

Fachin nega riscos à Lava Jato e diz que operação não terá retrocesso O ministro deu declarações após ter sido indagado sobre mensagens atribuídas a Moro e a procuradores.

Conexão Política
Na tarde desta quarta, 12, o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), disse não ver riscos à operação com a divulgação de conversas entre o ex-juiz federal Sergio Moro e o coordenador da força-tarefa Deltan Dallagnol.
De acordo com Fachin, a operação desenvolveu um novo padrão ‘jurídico’ e de ‘natureza ética’. 
Para ele, o caso não é suscetível de qualquer retrocesso.
O ministro foi além:
A Lava Jato é uma realidade. Não acredito que essa realidade venha a ser afastada por qualquer circunstância conjuntural”. 
E completou:
A operação trouxe um novo padrão normativo, jurídico e também de natureza ética ao Brasil e à administração pública. Tenho confiança plena de que isso não é suscetível de qualquer retrocesso”.

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