Quem fala ao celular não presta atenção ao trânsito! - Trânsito Legal - Notícias
Trânsito Legal : Quem fala ao celular não presta atenção ao trânsito!
Enviado por alexandre em 09/01/2016 02:47:53


Sérgio de Bona Portão


Atire a primeira pedra quem nunca foi tentado a atender a uma ligação do telefone celular enquanto dirigia. Há quem consiga até fazer algumas coisas ao mesmo tempo, como na clássica cena da pessoa que atende o telefone, lixa as unhas, retoca a maquiagem, fuma e ainda dirige. Tudo ao mesmo tempo. Será mesmo que nosso cérebro consegue esse desdobramento da sua capacidade? O que ocorre quando falamos ao celular enquanto dirigimos? É uma situação tão comum, não é mesmo? Onde mora o perigo nessa questão?

Nosso cérebro é digno de ser chamado de uma legítima maravilha, tal sua capacidade. Ele é capaz de selecionar intencionalmente algo que é importante e, então, prestar atenção só a isso, desligando-se momentaneamente do resto. Quando nos concentramos em uma determinada ação, nosso cérebro trabalha para processar e aproveitar o máximo de informações e utilizá-las para a sobrevivência do corpo. Ele trabalha melhor, quando se concentra e faz uma coisa de cada vez.

Sabendo disso, o que ocorre quando utilizamos o celular? Usar este aparelho requer muito de nossa energia, concentração e atenção, porque a atenção passa a concentrar-se no processo de escutar, imaginar, buscar informações da memória e pensar no que ouvimos. Além disso, enquanto ouvimos, o cérebro procura por respostas e ainda traduz o que pensamos por meio da fala. Pois é, o processo é realmente complexo. Imagine tudo isso ocorrer enquanto você dirige.

Observando atentamente o que ocorre com a nossa atenção enquanto dirigimos, nós manuseamos os controles, acionamos o acelerador, usamos a embreagem, trocamos as marchas, freamos, acionamos a seta, mudamos a direção, etc.

Também mantemos a velocidade e o veículo no centro da pista, sem descuidar de quem vai ao nosso lado, na frente e atrás. Também vemos tudo ao nosso redor: veículos diversos, pedestres, animais. Utilizamos também nossa inteligência para prevenir as situações de risco e buscar alternativas imediatas para qualquer imprevisto. Os nossos olhos passeiam de um lado para outro, identificando placas, desviamos dos buracos, lombadas, etc.

Quando em uma rodovia, fazemos até o cálculo mental da velocidade do veículo que vem na direção oposta e calculamos se há espaço e tempo suficientes para uma ultrapassagem, por exemplo. Ufa!!! Quanta coisa ao mesmo tempo. Com esse universo de preocupações, nossa atenção é desviada e direcionada automaticamente para uma ação muito importante e o alvo da atenção concentrada passa a ser o bendito celular que toca. O trânsito fica em segundo plano.

Basta o veículo da frente frear, uma criança atravessar na frente do veículo ou um motociclista estar no seu ponto cego de visão que o acidente ocorre. Ele ocorre porque reagir corretamente e com segurança exige tempo para pensar, escolher alternativas e, então, agir. É simples assim! Não se deve atender o celular enquanto se dirige, porque é uma infração de trânsito e um atentado contra a própria vida e a dos outros.

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